Angels In Heaven

8 Cap 8 - Paris, a Cidade das Luzes e dos Apaixonados


Notas iniciais
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Cap. 8 – Paris, a Cidade das Luzes e dos Apaixonados

Quando o dia amanheceu, nós dois já estávamos no aeroporto com passagens compradas para a França. Mikey teve que deixar seu carro, pois ele seria transportado para lá depois.

Eu não tinha mais medo de voar, depois de tantas viagens com Gerard eu já estava mais do que acostumada, mas confesso que estava apreensiva com aquela viagem. Não sei se por ter visto aquela reportagem sobre o acidente de avião do dia anterior ou se era porque aquela seria minha primeira viagem de avião sozinha com o Mikey. De qualquer forma, minhas pernas tremiam.

- eu to com medo, Mikey. – eu deixei escapar enquanto olhava um avião levantando vôo através do vidro.

- não precisa ter medo. Nada vai acontecer, você vai ver. – e ele me abraçou. Era um abraço tão bom, tão carinhoso que eu não queria sair dali nunca mais. Mas logo minha felicidade acabou quando ouvi anunciarem no microfone que deveríamos nos dirigir ao portão de embarque.

Mikey olhou no fundo dos meus olhos azuis e segurou na minha mão então foi como se todo aquele medo sumisse de dentro de mim.

Eu até encarei muito bem aquela viagem. Tirando o fato que eu quase vomitei umas 15 vezes, correu tudo bem. Pousamos em Paris e como Mikey ainda estava sem carro, pegamos um táxi até o hotel mais próximo.

Véspera de Natal, cidade turística, conclusão: hotéis lotados e nenhum quarto com cama de solteiro. Para minha completa vergonha, ficamos num quarto de casal, com cama de casal e tudo que casais poderiam imaginar. Até banheira com direito a sabonetinhos de coração tinha lá. Eu pensei em procurar outro hotel mas quando me dei conta já estava ali, sentada na cama sem saber o que dizer a ele.

- eu sinto muito, Marie. Se você quiser ver outro hotel... mas eu sinto dizer que nessa época vai ser difícil achar um com quartos vazios.

- tudo bem, Mikey. Vamos ficar aqui mesmo.

- eu durmo no sofá, não tem problema.

- não, não precisa. Pode dormir na cama comigo. Não quero que você fique com problemas de coluna por minha causa. – “OMG, o que eu to dizendo?” eu pensei quando vi que ele ria da minha desculpa esfarrapada.

- Marie...

- oi?

- eu queria te dar isso. – ele me entregou um pacotinho embalado com papel de presente.

- o que é?

- abre. Espero que goste.

Eu abri o embrulho com cuidado e abri um sorriso quando vi o que era.

- Mikey!!!! Que lindo!!! – era um par de sapatinhos de bebê cor de rosa – eu amei!!!!!!

- que bom que gostou. – ele sorriu e coçou a cabeça com vergonha.

Eu não agüentei, tive que abraça-lo. Levantei da cama e o apertei o máximo que eu pude, acho que quase o sufoquei com aquele abraço! Sem me conter, eu acabei tascando um beijo na boca dele! E o que era pra ser só um selinho, acabou virando um beijão. Ele envolveu os braços na minha cintura e eu coloquei os meus em seu pescoço. Nossos lábios pareciam que estavam colados com cola, e nossas línguas pareciam grudadas num cubo de gelo. Meu cérebro dizia para eu solta-lo mas meu coração dizia que não. Nem precisei tomar uma decisão, pois ele foi mais rápido e me soltou.

- Marie... – ele estava vermelho. Seus lábios tremiam e eram cor de cereja.

- Mikey, eu....

- não diz. – ele tampou minha boca com o dedo e ficou me encarando. Minha respiração estava ofegante, eu já não raciocinava mais até que fui tomada por um outro beijo, dessa vez mais forte, com mais paixão. Eu não contei os minutos mas tive a sensação daquele beijo ter durado horas. Quando acabamos de nos beijar, nossos rostos estavam mais vermelhos do que nunca. Eu olhava pra ele que sorria sem saber o que dizer. Coloquei meus dedos sobre meus lábios e fechei os olhos, ainda atordoada com o que tinha acontecido naquele quarto de hotel. Ficamos calados por um tempo, e tentamos agir como se nada tivesse acontecido, o que foi praticamente impossível.

À noite parou de nevar e resolvemos ir até a Torre Eiffel. Era véspera de Natal, portanto Paris estava realmente lotada de turistas. Mikey e eu éramos como amigos novamente, ou pelo menos tentávamos ser. Sentamos num banquinho em frente à Torre e ficamos conversando.

- Mikey, você tem namorada? – eu perguntei e ele me olhou surpreso – Quero dizer, um rapaz como você deve ter muitas mulheres aos seus pés, fãs que dariam a vida por você...

- não, eu não tenho namorada. E nem tantas mulheres caem aos meus pés como você pensa. – ele riu.

- como não? Você é tão bonito, gentil, tem um talento incrível pra música... – eu custava a acreditar e pensei que ele estivesse brincando. – e pode escolher a mulher que quiser que ela se renderá a você, tenho certeza.

- eu não tenho certeza sobre isso. – ele me lançou aquele olhar e eu percebi o que ele pensava. – a mulher que eu amo não pode me amar. – ele abaixou a cabeça triste.

- e quem disse que não? – eu levantei seu rosto e nós nos beijamos mais uma vez.

Dessa vez com aquele fundo maravilhoso e em pleno Natal. Sim, porque naquele exato momento o relógio marcava 00:00hs e todos paravam nas ruas para desejarem Feliz Natal uns aos outros.

Eu abri os olhos e ele me olhava sorrindo, todo bobo.

- Feliz Natal. – eu disse.

- Feliz Natal pra vocês duas. – ele beijou minha barriga e depois me deu outro beijo na boca.

Foi um começo de Natal inesquecível.

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