Angellus

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Ah sei lá

Creio que não deve ser fácil sair por aí a procura se alguém em uma cidade que tem aproximadamente 7 milhões de pessoas. E não podemos descartar a possibilidade de ele ter saído do estado, do país, do continente. Tenho que confessar que sou um fracasso, mas não posso ser um fracasso sozinho. Por que tenho em amigo que não me ajuda em muita coisa.

Mas enquanto reclamava sozinho, percebo que Llena está no sentada no gramado do parque, encostada em uma árvore, observando o vai e vem das crianças. Talvez esteja procurando alguma inspiração para escrever ou desenhar. Nunca tinha percebido mas ela se parece muito com Clinft, não fisicamente, mas no jeito de ser: olhar meigo, uma pessoa que percebemos de longe que é do bem. Poderia passar o dia todo olhando ela, mas se ela se virar e me ver e causar algum tipo de susto ou algum tipo de perturbação não seria bom nem para ela e nem para mim.

Sou interrompido quando Afeff chega falando.

- Eu tive uma idéia que pode nos ajudar em relação a Llena e o garoto que ainda não sabemos quem é – Juro que até tenho medo de saber qual é, mas pergunto qual – Que tal a gente se materializar, ter carne e ossos, e ir falar com ela?

- Como assim? Sair por aí feito pessoas de verdade?

- Nós não podemos passar ávida dela toda nos escondendo, se ela pode nos ver, então se tivéssemos uma amizade, as coisas não seriam mais fáceis?

- Afeff... de todas ... as suas idéias... essa... foi a MELHOR

Sim, a melhor, poder sentir o vento no rosto, a grama no pé. Ter carne e ossos e desta vez poder usufruir do momento.

- Só que tem um probleminha...

- Qual??

- Eu não sei me materializar- Eu fecho a cara para ele ver que não estou de brincadeira – Brincadeira Henry, é só falar umas palavras... é fácil.

- E quais são as palavras, por que eu quero logo te bater.

- Aqui no parque não, vamos para outro lugar.

Então nos afastamos uns 60 metros do parque para um beco um pouco escondido.

- É só falar Transformatio materialem – Então seu corpo começou a mudar, o cabelo ganhou brilho e um pouco do reflexo do Sol bateu em seus olhos e vi que era, de uma tonalidade mel. Ele começou a pegar nos braços, no rosto e falou – Como estou? Lindo outra vez?

Meio anestesiado com o que vejo pergunto o que significa as palavras e ele me explica que são em latim e que referem a alguma coisa de ‘transformação material’

- Vou logo avisando que a sensação é muito estranha.

Repito as palavras que ele falou e então começo a sentir algo dentro de mim. Realmente a sensação é muito estranha, sentir o coração bater, sentir a respiração, sentir o frio do chão. Quase caiu pois estou um pouco tonto então Afeff me segura e pede para sentarmos no chão e planejar o que vamos fazer, então para fazer piada também digo.

- Como estou? Lindo outra vez?

- Parece que você ficou uns 6 anos mais novo. Está com cara de 16 agora.

- Foi um elogio?

- Não, foi uma observação!

- Vamos logo falar com ela – Peço.

- Já parou para observar que estamos descalços, você mal sabe andar e que essas roupas parecem de hospital?

Realmente parecemos uns loucos desse jeito e enquanto ele fala que devemos dar um jeito para arranjar roupas, mudarmos um pouco nossas falas (por que estávamos acostumado com o inglês norte americano e aqui é um pouco diferente). Eu fico curtindo a sensação de ser gente, podar tocar, poder sentir.

- Você está prestando atenção no que eu estou falando?

- Um pouco. Quero me ver no espelho.

- Eu não tenho nenhum espelho por aqui. Mas tem uma loja ali. Vamos olhar pelo reflexo da vitrine.

Primeiro ele se levanta e depois me ajuda a levantar e diz para caminhar um pouco pelo beco. Como ainda estou um pouco zonzo, saio um pouco sem equilíbrio mas depois de uns 5 minutos indo e vindo pelo beco. Consigo um pouco de coordenação sobre minhas pernas.

- Está ficando melhor. Não está mais parecendo um bêbado – Ele não perde uma.

Então andamos até perto do a vitrine, e fiquei lá, parecendo um louco, olhando meu reflexo sem piscar. Tenho o cabelo um pouco ondulado, totalmente preto, olhos castanhos escuros e sou muito claro.

- Olha Henry! – Fala Afeff em direção a uma carteira caída no chão- Poxa tem muito dinheiro aqui.

- Mas... a pessoa ainda está por perto e pode precisar bastante.

- Mas aqui nem tem identidade, documento, só dinheiro. Acho que alguém do céu está nos ajudando- ele rir

- É por uma boa causa. Então ta

Aproveitamos e entramos logo na loja a nossa frente.

[TO BE CONTINUED]

Notas finais
Tchau
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.