Angelic
3 We Could Have Had It All
Notas iniciais
Eu tentei atualizar mais cedo, aliás, eu já tinha terminado esse cap., mas meu lindo computador decidiu quebrar, então eu perdi tudo. E não só dessa fic.
Desculpem-me por favor! Tentarei fazer mais rápido o próximo cap.!
Enfim, boa leitura!
Isso só podia ser uma brincadeira. Um trote, isso. Meus olhos estavam inchados, meu nariz escorria e eu soluçava. Amu conseguiu me acalmar um pouco, pelo menos parei de chorar. Ele deve estar bem, tem que estar. Como disse, deve ser apenas uma brincadeira de mau gosto. Era em que eu queria acreditar, mas sabia que na verdade, tudo era real. Eu tinha que ir vê-lo. Agora.
Levantei-me, e peguei minha jaqueta de couro preta em meu armário, e logo desci as escadas, rumo a saída. Passei rapidamente pela cozinha, para avisar minha mãe de que estava de saída. Expliquei-lhe brevemente o ocorrido, certifiquei-a de que eu estava bem, peguei as chaves de minha moto, e em pouco tempo já me vi longe dali.
Em pouco tempo eu já estava adentrando o hospital. Fui direto à recepção.
-Boa Noite, eu gostaria de saber onde o paciente Souma Kukkai está.
-Só um minuto, por favor.
Logo a mulher me informou de que ele estava em uma cirurgia. Parece que um pedaço de metal entrou em sua cabeça, mas por incrível que pareça, ele não morreu, mas teve sérias lesões. Ela me disse que poderia esperar na sala de espera, se quisesse. E claro, foi o que eu fiz.
O relógio de parede continuava a emitir o seu barulho irritante e monótono, tornando a situação mais estressante. Por que ainda não havia chegado? Estava sentada naquela velha cadeira de plástico da salinha por duas horas já. Eu não estava sozinha. A Amu, o Nagihiko, a Rima e a Yaya estavam aqui também. E lógico, os pais dele junto de seus irmãos. De vez em quando o médico, ou enfermeiras, vinham me informar.
Ficamos nessa expectativa estressante, por horas, até que nos informaram que já poderíamos vê-lo em seu quarto. Eu fui a primeira a sair em disparada. Abri a porta lentamente, ele estava lá. Aproximei-me dele e não agüentei. Senti lágrimas escorrerem. Aquele rosto tão lindo, tão perfeito dele, estava chio de cortes. A sua pele estava pálida, e sua boca sem o costumeiro sorriso. Se eu não soubesse que era ele, talvez nem o reconhecesse.
Por quê? Por que ele? O que ele fez de errado? Ele era tão bom, tão gentil com todos. Sempre sorrindo. Seu sorriso... Senti uma mão em meus ombros. Era Amu. Ela me abraçou. Retribui, e chorei, apertei-a, tentando miseravelmente diminuir a dor no meu peito. Queria que tudo isso fosse só um sonho. Ou melhor, pesadelo.
Eu devia que estava tudo bom demais. A nossa competição de ramen, a declaração. Eu estava acabada. Minha vida é cheia de desgraça. Achei que tinha acabado esses tempos de sofrimento, quando eu e meu irmão nos libertamos da Easter. Mas pelo jeito não. A vida sempre dá um jeito de colocar um pouco de amargura em minha vida. Ou um poucão.
Um médico entrou. Ele começou a explicar a situação, o possível tratamento, as chances de cura, de recuperação. Tudo que eu escutava era "blábláblá". Não conseguia me concentrar em uma mísera palavra que saia pela boca dele. Eu só sei que é difícil dizer quais são as chances de ele acordar de seu coma, pois Amu me disse depois. Disseram que precisam de alguns dias.
Sentei-me na poltrona do quarto e lá fiquei. Fiquei dias lá com ele. Só saía para comer e ir o banheiro, e de contra gosto. Dormia nessa mesma poltrona, por mais que desconfortável.
Vários dias se passaram e ele não acordou. Os médicos voltaram a visitá-lo, e junto trouxeram a informação de que as chances de ele se recuperar e acordar eram de uma em um milhão. E assim se vai o que me restava de esperança.
Sentei-me ao lado dele, na cama. Olhei seu rosto, analisei cada linha, cada traço e cada machucado. Acariciei-o e depositei um leve beijo em seus lábios, e me doeu o coração sentir a frieza deles. Voltei a observá-lo. O que mais fazer?
O quarto estava silencioso, assim como esteve todos os dias, tirando pelo som da máquina que indicava seus batimentos cardíacos. Esse era o som que quebrava o silêncio mortal.
Foi em um dia desses, durante a madrugada, que tudo ficou barulhento. Enfermeiras entravam correndo, logo agindo. Demorei para raciocinar o ocorrido, mas depois entendi. Ele estava cedendo. Eu escutava um apitinho constante vindo da máquina.
- 1, 2, 3 Já! -era o que os médicos gritavam antes de lhe aplicar um choque.
Eu fiquei ali, sem reação. Fiquei apenas parada. Ele não pode partir. Assisti a cena horrorizada. O cheiro de morte estava forte agora. Tudo se acalmou.
-Nós infelizmente não conseguimos fazer nada. Lamentamos muito.
Vi os parentes de Kukai chorando ao meu lado. Eu não. Eu não queria acreditar que ele havia realmente partido. Doía demais. Mas, pouco a pouco, a ficha caiu, e eu não enxergava um passo a minha frente. Eu não conseguia me mexer. Por que não morri no lugar dele? Eu com certeza não faria falta nesse mundo odioso.
Senti braços me enlaçando, e me dirigindo para algum lugar. Escutei uma porta se fechar, e um motor ligar. A última coisa que me lembro, foi de ser deitada em minha cama. Depois disso, eu apenas mergulhei no mundo dos sonhos, aonde ele ainda existia. Aonde eu ainda era feliz.
Notas finais
E eu sei que o cap. foi pequeno, não é de meu feitio, mas não tiv outra escolha, senão o cap ia ficar muito enjooativo. (muito depressivo, sabe?)
That's All.
Beijos, Ruggi :)
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