Notas iniciais
Olha só quem voltou =P Feliz 2020!!! Peço desculpas pela demora na atualização. Depois das festas de fim de ano, precisamos nos mudar. E mudança dá um trabalho... Obrigada a todos que estão acompanhando. Vamos ao capitulo.

Rachel acordou cedo no domingo. Ela e Quinn acabaram por pegar no sono e passar a noite juntas. Levantou-se devagar e desceu até a cozinha.

Pediu ajuda a Jo, arrumou tudo o que queria em uma bandeja e voltou pelo quarto de Quinn. Deixou o café na mesa da varanda e entrou devagar. A loira estava despertando.

— Bom dia, princesa – Rachel desejou.

— Bom dia, meu anjo – bocejou – Dormiu bem?

— Como um bebê – sorriu – Fiz nosso café da manhã – a pegou pela mão – Vem.

Rachel a levou até a varanda, puxou a cadeira para que se sentasse e fez o mesmo em seguida.

— Não precisava, Rach.

— É sua primeira noite aqui. Queria que fosse especial – explicou.

— Tudo tem sido especial desde que nos conhecemos – Quinn corou.

— Tenho que concordar – a morena sentiu o coração acelerar.

Terminaram de comer tranquilamente, aproveitando a companhia uma da outra e a brisa fria da manhã.

— O que quer fazer hoje?

— Não tenho nada planejado. E você?

— Estou disponível – brincou – Tem algum lugar que queira conhecer?

— Hum, ainda não conheço o Central Park.

— Não acredito – fingiu espanto – É quase um crime estar aqui a tanto tempo e ainda não ter feito um passeio por lá. Mas vamos resolver isso – levantou – Se arruma. Já tenho um piquenique planejado.

Rachel saiu, deixando Quinn sozinha no quarto com um sorriso bobo nos lábios. Desceu correndo as escadas para falar com o resto da família. Os quatro estavam na sala vendo televisão.

— Passeio no parque. Quem vem? – entrou falando alto.

— Com esse frio, Rachel? – Mercedes fez careta.

— Por que não? Quinn não conhece o Central Park. O dia está perfeito.

Mercedes e Kurt trocaram um olhar cumplice.

— Passamos, diva. Temos trabalho atrasado para fazer e entregar na semana – Mercedes respondeu.

— Muita coisa mesmo, Rach – Kurt concordou – Fica para a próxima.

— Pai? Papai? – tentou.

— Desculpe, estrelinha. Já tínhamos marcado um almoço com os Cohen-Chang – Hiram respondeu – Mas vou pedir para aprontarem uma cesta para vocês levarem.

Rachel voltou para o quarto emburrada. Normalmente ao menos um deles concordariam com o passeio. Se arrumou rápido, pegou suas coisas e foi encontrar chamar Quinn.

A loira estava terminando de se trocar, os pensamentos longe. Tudo tinha mudado tanto em tão pouco tempo que mal podia acreditar. Depois do que tinha ouvido em casa e da falta que sentia de Beth e dos amigos, ainda estava em pé. Não tinha desistido e ganhara uma nova chance de ser feliz. Tudo graças a uma bela morena que, por algum motivo ou acaso do destino, tinha cruzado seu caminho na noite mais assustadora de sua vida, a resgatando de um pesadelo. Foi tirada de seus devaneios com a batida apressada em sua porta.

— Já está pronta? – Rachel perguntou.

— Estou. Se importa se levar minha câmera fotográfica?

— Tudo bem.

As duas desceram. A cesta já estava pronta no hall, perto da porta. Rachel preferiu sair sem falar com ninguém, ainda estava chateada.

Chegaram ao parque em menos de vinte minutos. Passearam de braços dados despreocupadamente. Rachel ia mostrando tudo o que achava de mais bonito para Quinn. A loira estava maravilhada com o lugar, tirava foto de tudo. Não conseguia lembrar do motivo para não ter ido até lá antes.

A diva a levou até as mesas de piquenique. Estendeu a toalha embaixo de uma arvore e arrumou a comida.

— Esse lugar é incrível – Quinn não continha a animação.

— Sabia que ia gostar.

Quinn sentou ao seu lado, a observando enquanto comia. Passou tanto tempo assim que talvez pudesse descreve-la detalhadamente de olhos fechados. Pegou a câmera e tirou uma foto sem que Rachel estivesse olhando.

— Hei, tem uma paparazzi me seguindo agora? – brincou, batendo de leve no braço de Quinn.

— Você em breve será uma diva. Tem que se acostumar – explicou.

— Tem razão – concordou – Pode tirar quantas fotos quiser.

Passaram o resto da tarde correndo, brincando e tirando fotos uma da outra pelo parque. O frio estava mais intenso, mas não as incomodava. Quinn sentia-se leve como nunca. Era incrível como conseguia se soltar e apenas ser ela mesma quando estava com Rachel.

Passando por uma ponte no meio do parque, Quinn olhou para o horizonte e achou a vista perfeita para uma última foto.

— Rach, pare aí. Exatamente aí. Essa foto vai ficar incrivel.

A morena olhou para atrás e de volta para Quinn. O cenário perfeito.

— Você tem que sair comigo nessa foto – estendeu a mão para ela.

Quinn sorriu sem jeito, colocou-se atrás de Rachel, envolvendo sua cintura em um abraço e segurando a câmera acima delas com a mão livre. Bateu a foto e colocou a câmera para que pudessem ver como tinha saído, sem solta-la. A paisagem atrás delas mesclava o verde das arvores com a neve que começava a cair.

Rachel não deixou de perceber que a loira ainda estava com os braços em volta de seu corpo e tremeu. Mesmo por cima da jaqueta podia sentir o calor do corpo de Quinn. Afastou-se devagar, um pouco a contragosto.

Quinn sentiu o vazio imediatamente. Já sabia, naquele momento, que Rachel era seu lar, seu lugar no mundo. Não pode deixar de sentir uma pontinha de medo.

Chegaram em casa no começo da noite. Kurt e Mercedes estavam sentados na sala de jantar, cada um com seu computador, digitando incansavelmente. Rachel sentou ao lado do rapaz e esperou que notassem sua presença.

— E a Quinn? – Kurt perguntou, sem tirar os olhos da tela.

— Subiu para tomar um banho quente – respondeu.

— Está tudo bem, Rachel? – Mercedes perguntou preocupada, lhe dando atenção.

— Sim.

— O que aconteceu, Berry? – Kurt estranhou.

— Nada – respondeu incomodada – Só... estou esperando vocês para irmos jantar.

— Ok – respondeu desconfiado – Nós estamos terminando. Por que não vai se aquecer e chamar sua garota? – provocou.

— Está bem – Rachel levantou e saiu sem dizer mais nada.

Mercedes e Kurt sabiam que algo tinha acontecido durante o passeio. Rachel não costumava ficar tão quieta daquele jeito.

Quinn estava sentada na cama com o computador, o Skype ligado e na tela via Brittany e Santana.

— Hei meninas.

— Quinn! – Brittany pulou animada do outro lado.

— Hei, Q. Como andam as coisas por aí? – Santana perguntou.

— Tudo perfeito – ponderou – Perfeito até demais.

— Eu te conheço, garota. Está com medo do que? – a latina foi direto ao ponto.

— Não sei, San. Está tudo indo bem. Mas tenho medo de me decepcionar. De novo.

— Não fale assim, ovelhinha – Brittany tentou anima-la – Você merece ser feliz.

— Mas sempre alguma coisa dá errado, Britt.

— Ela tem razão, Q. Tenta relaxar, vai ficar tudo bem e...

Santana foi interrompida por uma batida na porta. Quinn pediu licença e levantou. Não pode conter o sorriso ao ver Rachel.

— Que bom que está aqui. Quero que conheça alguém.

Levou Rachel até sua cama e a colocou de frente para o notebook.

— Meninas, está é a Rachel – apresentou – Estas são Brittany e Santana, minhas melhores amigas.

— Oi Rachel – Brittany acenava animada – Você é ainda mais bonita do que imaginei.

— Gostei de você – acenou de volta, sorrindo.

— Está aqui já tem dona, polegar – Santana a fuzilou.

— Santana!

— Está tudo bem, Q – Rachel a acalmou – Gostei de você também, Santana.

— Então – Quinn tentou mudar de assunto – Vocês viram a Beth hoje?

— Ah, sim. E ela está cada dia mais parecida contigo – Brittany respondeu.

— Verdade. Cada dia mais mandona – a latina brincou – Ela viu uma foto sua e perguntou por você.

Quinn sentiu os olhos marejarem. Rachel desviou os olhos da tela e segurou as mãos da loira entre as suas com força.

— Nós filmamos, quer ver?

Ela apenas concordou. Santana conectou o celular e subiu o vídeo na tela. Dava para ver Beth no colo de Brittany, com um celular na mão olhando para a foto de Quinn. Ouvia-se a voz de Santana fora da imagem, perguntando para a garotinha quem era. Depois de alguns segundos de silencio a voz infantil respondia sorrindo.

— Mamy Quinn. Cadê?

A tela ficou escura por um segundo até as duas voltarem a aparecer. Quinn não conseguiu conter as lagrimas. Sua garotinha crescendo longe dela e não tinha nada que ela pudesse fazer.

— Obrigada, meninas – agradeceu, deitando a cabeça no ombro de Rachel.

— Bom, nós precisamos ir – Santana chamou a atenção dela – Combinamos de jantar com o Puck.

— Até mais. Deem um abraço nele por mim.

— Pode deixar, ovelhinha. – Brittany concordou – Cuide-se. Foi um prazer, Rachel.

— Igualmente, meninas. Até a próxima.

— Cuide bem da minha amiga, polegar – Santana pediu.

— Não precisa pedir, Satã.

Quinn fechou o notebook, mas não se mexeu. Precisava acalmar os pensamentos e o coração.

— Sua filha é linda, Q.

— Sinto falta dela. E das meninas.

A simples conclusão de seus pensamentos fez com que Quinn chorasse ainda mais. Rachel a puxou para seu colo, fazendo carinho em suas costas, a acalentando. Assumiu ali, mesmo que inconscientemente, o compromisso de cuidar e proteger Quinn.

Demorou um pouco para que as duas descerem ao encontro dos amigos. Decidiram jantar em casa mesmo, por causa do horário. Rachel não ficou muito tempo a mesa, pediu licença aos amigos e foi para o quarto.

Mercedes notou o olhar um pouco perdido da amiga, mas decidiu que seria melhor deixar para falar com ela a sós depois.

Quinn acompanhou Kurt e amiga até a sala de estar, esperou que o rapaz servisse um drink para os três e se sentou.

— Então, como foi o passeio está tarde, Q?

— Foi divertido. O parque é mesmo incrível como a Rachel disse.

— Tem toda razão. Pedimos desculpa por não as acompanhar, mas tínhamos mesmo muito o que fazer – Mercedes comentou.

— Não tem problema, eu entendo. Teremos outras oportunidades. Tem muita coisa que não conheço nessa cidade.

Kurt e Mercedes queria saber mais sobre Quinn, perguntar sobre tanta coisa. Mas não tinham certeza se deveriam. A loira percebeu os olhares afoitos dos dois e sorriu.

— Sabe, já que estamos só nós três aqui, por que não tentamos nos conhecer melhor? Já que agora moramos juntos.

— Garota, você é demais – Kurt se adiantou – Não queremos ser invasivos ou algo assim. Mas estamos mesmo morrendo de vontade de te fazer um monte de perguntas.

— É só perguntar.

Os três se acomodaram e conversaram por horas. Sem notar, começaram a criar vínculos importantes que durariam bastante.

Rachel estava deitada em sua cama, encarando o teto sem conseguir dormir. Não conseguia organizar tudo o que se passava em sua mente, o que a deixava tonta. Estava cada vez mais difícil ficar ao lado de Quinn, seu corpo e sua mente brigavam por cada segundo de atenção da loira e, no fundo, sabia que não era justo. Sabia que estava perdendo o controle.

Já tinha perdido a noção de quanto tempo estava ali olhando para o nada quando ouviu uma batida na porta. Mercedes abriu a porta em seguida.

— Posso entrar? – a morena concordou – Esta se sentindo bem, Rach?

— Estou sim. Obrigada por perguntar.

— Tem certeza? Você nos abandonou após o jantar.

— Me desculpe. Enxaqueca... Sabe como fico – tentou explicar.

— Eu te conheço, Rae. Se estivesse com enxaqueca, as luzes estariam apagadas e você já estaria dormindo – sorriu solicita – O que está te incomodando?

— Desde quando me conhece tão bem? – brincou.

— Anos de convivência, baby – sorriu – Agora me diz o que está acontecendo.

— Não seu explicar – seu olhar estava perdido – Me diz como uma desconhecida pode ter me deixado confusa desse jeito em tão pouco tempo.

— Quinn – sorriu com ternura para a amiga – Ela realmente mexeu contigo, dá pra notar de longe. A garota é incrível. Tivemos um momento a sós com ela depois do jantar, foi bom.

— Fico feliz que estejam se dando bem. Quinn sente falta das amigas.

— Sabe, acho que a loira está te fazendo bem, Berry – sorriu marota – Você está mais calma desde que ela chegou. Não saiu mais para caçar – brincou e saiu correndo.

Rachel jogou o travesseiro na garota e riu divertida. Mercedes voltou, lhe deu um beijo no rosto.

— Vai ficar tudo bem, Rae. Estamos aqui com você.

Notas finais
Prometo voltar logo. Aguardo comentários!! Até o próximo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.