Angel War
29 Lembranças apagadas Parte 02: Noite Chuvosa.
Notas iniciais
Inoue já havia escutado sobre as chamas infernais, labaredas de cor negra que não se estinguem eternamente.
—O que essas chamas estão fazendo aqui?
Miguel continuava encorajando Joseph a lutar internamente.
—O mal que habita no interior dele esta tentando corrompe-lo por inteiro, as chamas mostram que esse mal provocou o surgimento de algo demoníaco dentro dele. – Michael preparava alguns selos enquanto explicava para Inoue. – A pior escolha de Joseph foi ter suprimido tantas lembranças negativas em seu interior, sem perceber ele criou um selo sobre si mesmo e essas lembranças apagadas geraram tanta energia negativa que foi impossível o filtro natural conter.
Os seis selos flutuaram quando o arcanjo os ativou, eles se posicionaram em volta de |Joseph formando uma barreira impedindo assim que as chamas tocassem a floresta.
—Só ele pode vencer isso... Só ele pode decidir que lado vai decidir viver.
Miguel estava desolado ao pronunciar essas palavras.
***
Em frente ao Big-Ben duas figuras conversavam enquanto a paranoia da guerra se alastrava pelo globo.
—Você pode sentir isso Gaspar?
Perguntou a garota de cabelos longos e negros.
—Sim... Agora veremos se meu irmãozinho vai seguir meus passos ou continuar servindo essa gente. – Gaspar fitou a jovem. – Para que eu me torna-se o que sou matei meus pais com as próprias mãos, mas e você? Soube que já pertenceu a um dos mais renomados clãs de exorcistas.
A jovem então o olhou nos olhos, as suas íris alteraram a tonalidade escura para um escarlate ameaçador.
Em segundos Gaspar pode presenciar uma grande vila com varias casas espalhadas onde uma espécie de filme de terror ocorria.
Uma pequena garota avançava contra qualquer um que se atravessa em seu caminho e os assassinava com requintes de crueldade.
De volta a Londres moderna ele lançou um meio sorriso enquanto a jovem tocou seus lábios.
—Você matou os seus pais? Bom eu matei um clã inteiro!- ela sorriu de forma sinistra após ter declarado tal barbárie. – só restou uma presa.
***
Joseph estava entrando em sua antiga casa agora chovia forte naquela noite e aquela cena lhe parecia familiar.
Um garoto de aproximadamente treze anos de idade brincava com seu irmão menor enquanto seus pais preparavam a mesa.
Não pode ser...
Disse ele enquanto uma mulher de cabelos castanhos adentrou a sala para chama-los.
—Vamos meninos, hora do jantar.
—Mãe você está linda como sempre!
Elogiou o menor correndo para abraçar a mãe.
—Ora Joseph, você como sempre exagerado.
Respondeu ela enquanto o filho mais velho permanecia sentado olhando diretamente em seus olhos.
—Tudo bem Gaspar?
Com um sorriso o garoto levantou-se.
—Nunca estive tão bem.
Os três entraram na cozinha no instante em que um homem loiro retirava uma torta do fogão.
—Horas chegaram bem na hora que a torta ficou pronta.
Os garotos riram enquanto Joshua terminava de arrumar a mesa.
Tudo estava normal e foi ai que a chuva tornou-se mais torrencial e as luzes se apagaram.
Joseph agora conseguia lembrar-se do que viria a seguir.
Não... Maldito não!
—Vocês... Nos somos superiores a eles... Não conseguem entender?
Joshua então tratou de corrigir o filho.
—Já conversamos sobre isso Gaspar, devemos proteger as pessoas e não escraviza-las.
—Olhem só quem fala, um anjo que foi expulso do paraíso!
Gritou o garoto levantando-se fazendo com que a mesa se lança-se contra a parede.
—Maninho...
Gaspar golpeou Joseph com força o lançando contra uma parede que se quebrou.
—Joseph! O que deu em você Gaspar? – Gritou a mãe desesperada correndo ao encontro do caçula e foi ai que Gaspar se interpôs em seu caminho.
—Já cansei de fingir que sou normal, um humano. – Joshua se viu obrigado a interferir. – Eu sou especial!
Pai e filho se chocaram enquanto a mãe de Joseph corria para ajuda-lo.
—Joseph minha criança, você está bem?
Gaspar e Joshua agora estavam lá fora em um combate que não deveria acontecer.
—Você não passa de um monte de lixo pai!
Gritou Gaspar enquanto disparou uma rajada de energia no pai.
—Um imbecil que não sabe usar seus poderes!
Joshua percebeu que seu filho havia se perdido e sucumbido às trevas.
—Senhor perdoe-me... Eu não tenho escolha.
Com lagrimas nos olhos o pai então lançou uma imensa nuvem de chamas que atingiram Gaspar em cheio.
Porém, a dor de ter usado aquele golpe deu espaço a o pavor quando as chamas se extinguiram e lá estava Gaspar, intacto.
—Papai, papai... – O garoto caminhava em direção ao pai quando uma cruz invertida surgiu no lado direito do pescoço. – quando vai compreender?
Joshua sentiu a mais profunda dor ao ver o que Gaspar fará a si mesmo.
—Meu filho... O que você fez?
Em um piscar de olhos Gaspar atravessou o peito do pai com uma espada de lamina escura.
—Você nunca poderia me dar o poder que eu queria ter.
Joshua sentiu sua vida se esvair enquanto o corpo caia pesadamente ao chão.
—Agora vamos continuar.
A mãe de Joseph o segurava entre os braços quando Gaspar surgiu.
—Gaspar, o que você fez?
Ele segurou a mulher pelos cabelos a levantando.
—O que vocês nunca tiveram coragem de fazer, evolui.
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