Angel War

4 Entre Arcanjos.


Notas iniciais
Ufa! Depois de muito tempo sem pegar na historia chegamos a mais um capitulo. o desfecho da introdução em Atziluth e algumas duvidas para entrarmos na trama realmente. espero que gostem.

Paimon caminhava triunfante levando a cabeça de Otniel.

—Quis bancar o herói, então prove da recompensa dos heróis.

O demônio lançou a cabeça do anjo em um lago e caminhou tranquilamente enquanto suas tropas massacravam os não combatentes.

—Está batalha está um tedio sem fim. – Falou ele enquanto examinava a direção por onde a dupla fugirá.

—Já devem ter chegado ao seu destino, na verdade não fazia diferença nenhuma, mas aquele fedelho me pegou de guarda baixa.

Disse ele enquanto passava a mão no ferimento causado por Alaiziel.

—Aproveite garoto, pois o ato final está prestes a começar.

Safira estava no seu limite quando chegou ao quartel o lugar estava deserto, completamente vazio.

Alaiziel sentia apenas uma presença.

—Existe um arcanjo aqui, posso sentir a presença dele.

Começou tentando localizar de onde vinha.

—Alaiziel, tem alguma coisa errada.

Safira sentiu algo se aproximar.

—Cuidado!

Exclamou ela antes de ouvir o estrondo de uma explosão derrubando o muro do quartel.

—Se desvie agora!

Gritou Alaiziel quando uma imensa rajada de chamas foi disparada em sua direção.

Em meio a fumaça a enorme silhueta começou a tomar forma e uma lufada de ar dissipou a nuvem de fumaça mostrando o imenso dragão.

—Onde vocês pensam que vão. – Começou o caído montado no dragão. – malditos insetos.

Alaiziel sabia que safira não agüentava mais.

—Foge daqui. – Começou ele se colocando a frente dela. – encontre o arcanjo e diga que Samael está vindo para pegar o cristal.

—Não, eu vou ficar e lutar também...

—Não seja estúpida!

Alaiziel sabia que aquele oponente era perigoso.

—Eu vou ficar.

Safira não iria abandonar o companheiro.

—Parem de fingir que não estou aqui. – começou o caído atiçando o dragão. – Vou transformar vocês em torresmo!

O dragão avançou ferozmente Alaiziel acertou um soco na criatura fazendo-o tombar para o lado.

—Safira, o separe do dragão.

Pediu ele enquanto sacava da espada.

—Ok.

A garota se movimentou rapidamente e com um chute derrubou o caído.

—Cuide do dragão, eu me encarrego deste.

A fera partiu para cima de Alaiziel furiosa, o jovem anjo lutava com destreza contra a enorme criatura.

—Vadia maldita!

Esbravejou o caído arremetendo contra Safira.

—Não me subestime!

Gritou ela sacando a espada, os dois começaram uma espécie de dança aérea onde suas espadas se colidiam violentamente.

Alaiziel estava preocupado com a companheira.

—Ai lagartão. – Começou ele. – Vem me pegar!

Ele disparou uma rajada de energia na criatura que respondeu com uma labareda de chamas que forçou Alaiziel a esconder-se atrás de uma parede.

—Essa coisa não tem senso de humor.

Na grande sala de reuniões o ilustre arcanjo meditava pacientemente, concentrando seus poderes para a luta que estava por vir.

—Os outros foram pessoalmente atrás de Samael, mas eu preferi esperar aqui.

Começou ele abrindo os olhos azuis.

Gabriel sempre fora bastante aplicado em suas tarefas havia crescido junto a Samael e lamentava a barbárie que o mesmo estava cometendo.

—E pensar que um dia você foi meu melhor amigo.

O som de explosões o fez despertar de seus devaneios.

—Enfim chegaram aqui.

Safira visivelmente era poderosa e mantinha a vantagem, mas havia algo incomodando Alaiziel.

—Tem alguma coisa errada aqui.

O dragão o acertou com a cauda o lançando por um barranco.

—Desgraçado.

Ele rolava barranco abaixo tentando achar um ponto de equilíbrio para poder voar.

—Droga, assim Safira pode...

Ele decidiu não pensar naquilo, ao atingir o fim do barranco ele pode ver o dragão descendo com toda velocidade até ele.

—Agora, ou caio eu. – Começou ele sacando a espada que assumiu um brilho. – Ou você cai.

Ele então correu a toda velocidade em direção ao dragão.

—Volta pro inferno maldito!

O golpe de Alaiziel partiu a criatura em dois.

Ele não tinha tempo para perder, ao chegar de volta ao quartel pode ver Safira de pé com a espada em punho.

—Onde está o caído?

Perguntou ele.

—Estou bem aqui.

Respondeu a criatura sentada sobre uma pedra que havia caído da muralha.

Alaiziel não entendeu mais nada.

—Safira!

Gritou ele para a garota sem vida a sua frente.

—O que você fez com ela?

Perguntou ele desnorteado.

Safira então se apoiou nele.

—De... Desculpe-me Alaiziel.

Começou ela enquanto o peito sangrava.

—Eu fui tola... Achei que poderia...

A frase não foi terminada e Safira caiu pesadamente ao chão sem vida.

O caído riu de toda aquela cena.

—Ela deveria ter lutado com o dragão essa maldita inútil...

Uma pontada no braço direito fez o caído calar-se e constatar que já não possuía um braço.

O sangue começou a jorrar o fazendo entrar em pânico.

—Vou te matar...

Falou Alaiziel por trás do adversário.

—C... Como você... Quando me golpeou.

Um chute exageradamente forte o arremessou em direção a um dos pilares de sustentação fazendo uma parte do teto ceder.

—Vou matar todos vocês!

Alaiziel explodiu sua energia espiritual fazendo com que as pedras do chão começassem a soltar-se.

—Vocês invadiram minha casa, mataram meus amigos...

A voz ameaçadora encheu de temor o caído que até então zombava dele.

—Maldito quem é você?

Gritou ele desesperadamente.

Uma lufada de ar cortou seu outro braço o fazendo gritar de agonia.

—Meu nome é Alaiziel!

Gritou ele lançando uma enorme rajada de energia contra seu alvo, fazendo quartel dos arcanjos estremecer.

Ouviu-se o som de palmas atrás dele.

—Que poder magnífico minha criança.

Um ser de beleza estonteante se aproximava dele.

—Por que não se junta a mim?

Ao virar-se Alaiziel sentiu seus membros o traírem, sua energia se dissipou e ele caiu de joelhos.

—Não... Pode ser.

Um poderoso anjo havia chegado ali, porém não era o anjo que Alaiziel estava acostumado a ver.

Aquela poderosa presença poderia ser reconhecida até por aqueles que nunca a viram.

Os cabelos negros desciam em tranças pelas costas, possuía um corpo atlético, músculos definidos lhe davam a impressão de força, a armadura dos arcanjos dava-lhe um ar triunfante.

—Samael.

Falou Alaiziel levantando-se.

—Então você me conhece.

Alaiziel não esperou por apresentações e arremeteu contra seu inimigo recém chegado.

—Volte para o inferno onde é seu lugar!

Samael levantou apenas um dedo e encostou-o na testa do anjo.

—Lixo, ponha-se em seu lugar.

Uma pressão poderosa fez a armadura de Alaiziel despedaçar-se, seu corpo parecia estar se quebrando provocando uma dor aguda.

—O que... Você fez?

Perguntou ele caindo.

Samael segurou os cabelos de sua presa e o levantou do chão provocando um incomodo e dor profunda em Alaiziel.

—Simples, apenas te mostrei o abismo entre nossos poderes.

Com um soco Samael cravou Alaiziel no chão o deixando impossibilitado.

—Não serve nem mesmo pra morrer, inútil.

Alaiziel estava vendo tudo embaçado, a silhueta de Samael caminhando a sua frente, a dor agonizante que invadia seu corpo ele não sentia mais os membros, era como se nunca houvesse tido braços ou pernas.

Quanto... Poder.

Pensava inutilmente analisando o poderoso ser que o derrotara como se fosse uma mosca.

E pensar que estavam nos preparando para caçá-lo... Será que teríamos tido chance de vencer algum dia?

Alaiziel sentiu uma poderosa presença chegar ao local.

—Então finalmente resolveu aparecer, meu querido amigo.

Falou Samael virando-se para encarar Gabriel.

—Porque está aqui Samael?

Perguntou ele encarando-o.

—Só vim buscar o cristal, seria melhor que me entregassem logo de uma vez.

O tom de Voz de Samael era debochado.

—Nunca. – Começou Gabriel sacando sua espada. – E você não sairá vivo daqui.

Alaiziel nem conseguiu acompanhar a velocidade do golpe, Gabriel moveu-se como um raio atingindo Samael em cheio.

—Você continua o mesmo arrogante de sempre Samael!

Gritou ele enquanto o acertou mais uma vez o lançando em direção à torre de vigia.

—Como sempre cego pelo seu desejo de vingança!

Finalizou ele atingindo seu adversário com força no peito fazendo a torre desabar.

Alaiziel estava perplexo, presenciar uma batalha daquelas proporções só mostrava o quanto ele erra inexperiente.

—Se... Senhor...

Chamou ele debilmente tentando arrastar-se até Gabriel.

—Pr... Precisa chamar... Os outros...

O sangue encheu sua boca o fazendo sufocar.

—Meu jovem, calma.

Falou Gabriel aproximando-se, ao analisar a situação pode perceber que os danos de Alaiziel eram irreversíveis.

—Como isso foi acontecer contigo?

Perguntou ele ao moribundo.

—Me... Meus amigos... Companheiros... Todos mortos.

Falou ele com dificuldade, Gabriel sentiu seus olhos umedecerem.

—Eu sinto muito.

Falou ele enquanto as lagrimas caiam de seus olhos.

—Não permitam... Não permitam que isso fique assim.

Alaiziel sabia que estava morrendo.

—Como se chama?

Perguntou Gabriel.

—Al... Alaiziel... Vinguem-nos... Derrotem-no de uma vez por todas!

E essas foram suas ultimas palavras.

Samael observava a cena com deboche.

—Que lindo, mas acredito que não será possível realizar este desejo.

—Cale essa maldita boca!

Gabriel sentiu algo que a muito não sentira, seu coração bateu mais forte sentia todo seu corpo fervilhar.

Samael sentiu o ar em volta ficar estático e ele conhecia muito bem o que era aquilo.

Gabriel era conhecido pelo domínio total do raio, ele era conhecido como o anjo elétrico.

—Parece que a brincadeira terminou.

Uma energia estática tornou-se massiva no lugar fazendo um barulho ensurdecedor.

Gabriel então se moveu indo em direção a Samael com toda a força.

—Não pense que vai me pegar assim tão fácil!

Uma imensa parede de terra formou-se em frente à Samael, com uma rajada de energia Gabriel atingiu o escudo improvisado o destruindo.

—Você não merece piedade Samael!

Samael levantou vôo e reuniu uma enorme massa de chamas nos céus.

—E quem disse que eu preciso de piedade?

O choque de poderes gerou uma explosão enorme.

Longe dali Miguel pode ouvir a explosão.

—Essas duas presenças... Preciso voltar rápido para o quartel.

A batalha entre Gabriel e Samael se tornou intensa, o quartel já não existia mais.

—Me diga onde está o cristal miserável!

Samael estava obstinado.

—Jamais saberá onde ele está.

Gabriel sabia que sozinho não poderia deter aquele inimigo.

Onde está você Miguel?

—Parece que não terei alternativa.

Começou Samael sorrindo.

Gabriel sentiu uma presença atrás de si, porem antes que ele pudesse reagir uma espada encravou-se em seu peito.

Ao olhar para o rosto de seu algoz seus olhos congelaram.

—Não pode ser...

Uma replica de Samael o avia atravessado.

—São alguns dos truques que aprendi durante este tempo longe de casa.

A dor era profunda e Gabriel não conseguia se mexer.

Existe algo nessa espada que tirou meus movimentos.

—E quer saber mais?

Perguntou Samael aproximando-se dele.

—Com este outro truque que aprendi você mesmo me dirá onde está o cristal.

Ele então se colocou a frente de Gabriel e olhou em seus olhos.

—Ou melhor, as suas lembranças.

Uma presença poderosa fez Samael olhar para trás a ponto de ver Miguel o atravessar o peito.

A replica se desfez.

—Maldito seja. – Exclamou Samael. – Miguel.

Miguel o atingira fatalmente o fazendo perder o domínio da situação.

—Maldito seja você Samael, achou que viria aqui, armaria esse banho de sangue e sairia impune?

—Parece que você chegou um pouco tarde Miguel.

Começou ele rindo.

—Miguel... Ele... Ele de alguma forma entrou na minha mente.

Gabriel tentava explicar inutilmente.

—Nunca esteve aqui...

Falou Samael.

—Vou matá-lo agora!

Gritou Miguel exasperado, porém um imenso clarão os cegou e ao Cesar Samael havia sumido.

Notas finais
Comentem pessoal!