Angel War
35 A segunda batalha parte 01: O cerco de Londres.
Notas iniciais
Salatiel foi encarregado de averiguar a estratégia dos soldados, verificar se realmente a manobra seria efetiva.
—E então o que você achou?
Perguntou o Capitão encarregado pela primeira linha defensiva, Adam Slater.
—Quer mesmo minha opinião sincera? – Indagou o anjo analisando o plano de combate. – Desde já quero dizer que você está tendo uma atitude nobre de lutar ao lado dos seus homens na linha de frente, mas, com essa manobra será um massacre.
Adam engoliu em seco.
—Por quê?
Salatiel então começou a mover as peças que simbolizavam as tropas e linhas de defesa espalhadas na cidade.
-Eles sabem que vocês estariam esperando na linha de frente. – Continuou. – Então, vamos fazer algo que ele não espera.
Ao terminar, Salatiel havia deixado apenas canhões operados por computador na linha defensiva além de veículos não tripuláveis para começarem as manobras.
—Vai deixar somente armas não tripuláveis? Assim não poderemos impedir que eles entrem na cidade.
Adam estava confuso e com certa desconfiança daquele jovem.
—A ideia é essa.
Respondeu Salatiel reposicionando as tropas em pontos estratégicos.
—Pensei que a ideia era proteger Londres, impedir que eles entrassem.
Salatiel apontou para os soldados que observavam a tudo calados.
—A ideia e salvar o maior numero possível deles. – Ele então se voltou para o capitão. – A cidade está evacuada ou seja sem civis então poderemos lutar abertamente.
Adam continuava nervoso.
—Olha garoto, sem querer ofender, mas, eu tenho mais experiência em batalha que você e com certeza esse tipo de manobra só ira ceder terreno a eles...
—Quantos anos você tem?
A pergunta de Salatiel pegou o capitão de surpresa.
—Eu tenho 45 anos.
Respondeu ele.
—Então eu tenho mais experiência que você, afinal quantas vezes você lutou contra uma Legião de demônios? Sabe como eles pensam ou como agem? – As perguntas de Salatiel deixaram o capitão sem resposta. – Não me chame mais de garoto, apesar da minha aparência passei meus últimos 700 anos lutando contra essas coisas e te garanto que tenho bem mais experiência.
***
Finalmente Joseph e o seu grupo chegaram ao museu.
—Já não era sem tempo! – Exclamou nervoso o curador. – Venham depressa, o helicóptero já esta pronto para decolar com a pintura.
Miguel então tomou a dianteira seguido por Raphael, Raviel e Michael.
Inoue segurou a mão de Joseph.
—Não importa o que aconteça, sempre vou esperar você.
Ela trajava o novo uniforme de combate dos exorcistas, na batalha ela foi designada a liderar um pelotão.
—O meu coração estará sempre com você.
—Ali está- Suspirou Salvador. – A profetiza.
Joseph se aproximou do quadro enquanto os outros mantinham distancia.
A pintura retratava a torre Eiffel iluminada por uma luz vermelha enquanto uma batalha se desenrolava colocando Paris em chamas, O que chamava atenção no quadro era a figura de uma jovem de longos cabelos loiros pintando uma tela quase que idêntica em frente ao acontecimento aterrorizante.
— Vejamos o que você tem pra me mostrar Morpheus.
Disse Joseph levando a mão direita em direção à pintura.
No mesmo instante Joseph mais uma vez foi levado para dentro do quadro vivendo cada linha traçada na pintura.
“Na cidade das luzes a empunhadura sagrada repousa, meu querido amigo, encontre está bela moça, pois como ela existem mais quatro, e nas mãos dos apóstolos separados, reacenderá a noção do que é sagrado...”.
De volta Joseph cambaleou um pouco.
—E então, obviamente está em Paris não está?
Indagou Inoue enquanto o curador e seus homens embalavam a pintura.
—Sim, mas...
O jovem estava tentando assimilar a profecia de Murdered.
—Miguel, vou aproveitar a carona dos nossos amigos, e tratarei de encontrar logo a próxima obra.
Salvador sabia que seria inútil ficar.
—Concordo meu amigo, cuidado.
O homem assentiu e se dirigiu a aeronave.
Atziluth ergueu uma barreira nas saídas de Londres, em outras palavras, Samael não passaria facilmente a França.
—E então Joseph, o que nos diz?
Indagou Raphael.
—Está em Paris, mas, A profecia fala de uma profetiza e também de outros como ela... Os chamou de Apóstolos...
Os olhos dos Arcanjos se estreitaram.
—Os apóstolos... Mas isso quer dizer que...
Michael estava visivelmente nervoso.
— Um dos sinais do fim, se Samael os Matar será o fim do planeta.
Raphael deixou Inoue e Joseph sem entenderem.
—Os apóstolos são cinco pessoas escolhidas e dotadas de dadivas divinas, as virtudes de Deus, esses escolhidos seriam responsáveis por renovar a fé dos homens no que chamariam de o período mais obscuro da terra.
Disse Miguel esclarecendo.
—Seja lá o que Samael planeja, trará uma desgraça maior que está guerra o que provocaria este período, se ele já tomou conhecimento de que os apóstolos foram escolhidos movera céus e terra para eliminá-los.
Continuou Raviel enquanto eles voltavam para os carros.
—Porque ele faria isso?
Indagou Inoue.
—Porque essas crianças são mais perigosas para ele do que Joseph Christopher.
***
Zafkiel observava as tropas se moverem pela metrópole deserta.
—No que você está pensando irmão?
Perguntou Salatiel se aproximando.
—Nas vidas que se perderam aqui hoje... Pensando no porque de tudo isso.
Respondeu o jovem arcanjo massageando os olhos.
Salatiel ponderou um pouco.
—Logo o general Miguel e os outros chegaram aqui, e daqui a algumas horas Samael e seu exercito invadiram esse lugar... Zafkiel mortes acontecem em uma guerra, mas eu prefiro lutar justamente para evitar que tantas vidas se percam.
Disse Salatiel subindo na mureta de proteção e caminhando como se estivesse na corda-bamba.
—Suas palavras não tem logica Salatiel.
Resmungou Zafkiel olhando para o companheiro que parecia tão tranquilo.
—Não existe logica na guerra meu caro. – Disse Salatiel enquanto a brisa do fim da tarde soprava em seus cabelos. – Só existe logica na vida, é por essa logica que eu luto. – Ele então parou com sua caminhada de repente. – Estou aqui na esperança de reduzir o numero de inocentes mortos nessa guerra irracional.
Nesse momento Salatiel recebeu uma noticia pelo radio.
—Vamos nos preparar. – Disse ele descendo. – O cerco enfim está começando.
A dupla avistou no horizonte o contingente inimigo cercando a cidade.
—Que Deus nos ajude.
***
Joseph e os outros chegaram a base a tempo de ver a frota de Samael começar a cercar a cidade.
—Vão cercar estrategicamente a cidade, não vão chegar logo atacando.
Disse Miguel enquanto Inoue abraçou Joseph e lhe deu um longo beijo.
—Sobreviva, não importa o que aconteça.
Disse ela se afastando.
—Digo o mesmo, se as coisas ficarem pretas... Venha se juntar a nós.
Ela assentiu com a cabeça, porem no fundo eles sabiam que aquilo seria praticamente impossível.
Miguel reuniu seu grupo agora com os acréscimos de Salatiel e Zafkiel.
—Senhores, Samael iniciou seu cerco... Não se pode saber a que horas ele iniciara o ataque e nem quais são suas estratégias, a única ordem é: Lutem, Lutem, Lutem ate o ultimo homem!
Gritos de bravura responderam as ordens do arcanjo enquanto o relógio marcava os últimos minutos da batalha.
***
Samael observava a cidade.
—As tropas já estão posicionadas meu pai.
Disse Caim curvando-se
—Ótimo, mantenham as posições e aguardem o meu sinal. – Os olhos do caído se estreitaram.
—Existe uma barreira nas saídas da cidade que levam a Paris, o que me leva a crer que algo muito importante está lá, porem o que mais me intriga é o fato de não terem protegido a cidade inteira... Com certeza prepararam uma armadilha.
Caim assentiu e se retirou enquanto uma figura elegante entrava na sala.
—Meu Lorde.
Disse a jovem se curvando.
Samael sorriu.
—Fiquei sabendo que sua irmã está na cidade... Porque não faz uma visita para ela?
A garota sorriu diabolicamente.
—Seria uma grande honra meu lorde. – Respondeu a figura enquanto seus suas íris tingiam-se de um vermelho ameaçador. – Ela deve estar bem crescidinha.
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