Angel Rebel
8 Capítulo 8
Notas iniciais
espero que gostem
***QUINN***
-Sabia dessa reunião?-Sam me parou no corredor.
-Não. O que Sue quer dessa vez?-. E onde esta meu anjo da guarda mesmo?
-Ela vai jogar Quinn. Devíamos saber disso.
Sue já estava na sala. Que Rápida. Sam bufou alto e abriu seu melhor falso sorriso.
-Sue, o que devemos a sua presença?
Rachel entrou na sala, ajeitava o vestido. Vestido? Mas ela não estava...a deixa pra lá. Sorriu sem humor.
-Como estamos?-Perguntou me encarando.
Pode entrar na mente dela e saber o que ela quer?
-Qual é a palavra magica?
Por favor. E você gosta de educação?
-Pode me dizer quando foi que eu disse que eu não gostava? Sua amiguinha esta chamando.
Acordei no assunto. Sam me encarava.
-Me desculpe não entendi.
-Eu disse que vim fazer um acordo.
-Que acordo?
-Aquele lá, onde vocês se ferram-. Rachel disse e gargalhou logo em seguida.
Se não vai me ajudar, pode fechar a boca? Bateu na minha cabeça e eu disfarcei. Estava estranho demais para dizer que meu anjo me bateu.
-Temos duas ações pendentes. Pensei em dividirmos. Sem briga ou burocracias. Fui avisada ontem, e achei justo compartilhar isso.
-Não sabíamos de nada. Eu gostaria que acionistas soubessem que isso aqui ainda pertence aos Fabray-. Sam bravejou.
-Meu caro, ninguém disse que não é. E só para deixar claro, não é um inteiro.
-Temos a maior parte. É considerável.
-Sim, justo.
Rachel se afastou. O que ela ia fazer? O que esta fazendo? Me encarou com um olhar de reprovação por atrapalhar sua inspeção.
-Já volto-. Falou.
Onde você vai?! Mas ela já havia desaparecido. Legal, essa é a hora ideal para ela sumir.
-Quinn, pode prestar atenção aqui?
-Desculpe. Onde estávamos?
-Vou deixa-los discutir a sós.
Sue deixou a sala.
-Droga!
-O que aconteceu?
-Para de se comunicar com seu fantasma e preste atenção. Segundo os cálculos dela, estamos com o pé atrás mais uma vez.
-Como assim?
-Tyler devia metade das ações que já haviam sido negociadas antes. Isso é, Sue chegou no comprador primeiro do que nós, isso faz os nosso 1% virar 0,5%.
Droga!
-E agora? Não podemos mais mexer nas ações Sam. Temos as novas remeças, duas finalizações. Sabe que Brittanny vai surtar não sabe. Cinquenta. Cinquenta. Pra cada um. Desperdiçamos metade de suas ações.
-Não temos escolhas. Vamos ter que comprar e dividir o restante com Sue.
-E ficamos meio por cento na frente que no fim não é nada. Ela quer nos ferrar. É isso.
-Fazemos o acordo?
Rachel onde você esta?
-Quinn? Não temos tempo.
-Não temos escolhas. Nem sabemos quem é esse comprador. Não vamos perder mais tempo.
Rachel não voltou. Belo anjo me arrumaram. Sue tinha um sorriso debochado, e minha vontade era de acabar com ela em meio segundo.
-Como ficamos?
-Vamos fazer o acordo. Ou temos uma segunda alternativa?
-Comprar tudo, ajuda também. Mas isso os desfalcariam depois. Temos produções a caminho, não é mesmo?
Desgraçada. Sam pegou a folha, bufou algumas vezes enquanto lia. Me encarou tirando a caneta do bolso.
-Vamos lá.
Antes que eu pudesse pensar no meu pesadelo, ela entrou na sala. Dessa vez, nada de invisível. Na verdade, eu queria ate sorrir, só que me limitei a isso. Sam me encarou e Sue tinha um sorriso encantado. O que ela estava fazendo?
-Bom dia senhores-. Ajeitou o óculos. Mas ninguém prestou atenção nisso, já que estávamos olhando suas pernas incríveis no minúsculo vestido. Sério que ela esta buscando a salvação usando esse tipo de roupa??
-Bom dia minha cara.- Sue beijou sua mão e sorri com o falso humor que ela apresentou-. Quem seria a senhorita?
Rachel arrastou uma cadeira a meu lado e cruzou as pernas. Só acho, que as vezes ela faz isso pra irritar. Sorriu.
-Sou Rachel, Tyler me comunicou sobre o imprevisto dos 0,5%.
Sue a encarou.
-Comunicou?
Rachel abriu seu melhor sorriso e me encarou.
-Se estamos tendo essa reunião, ele teria que ter comunicado, certo? Afinal, ele vendou sua parte aos irmãos Fabray-. Se levantou da cadeira. -Cujo tem a maior parte dentro da empresa. Estou certa?
Sue sem voz?
-Certamente. Mas, onde a senhoria se encaixa nessa historia?
-Me encaixo nos 0,5%. essa porcentagem que passo aos Fabray.
Não acredito, o que ela esta aprontando?
-Mas...
-O que eu sou para comandar uma empresa com meio por cento? Me pergunto onde estava com a cabeça pra isso-. Pegou a folha de Sam e a rasgou. -Acabou novo contrato. Vocês continuam na frente e fim de papo. Acho que estamos certos, não estamos?
Sam não tinha reação.
-Onde assino para passar minha parte?
-Bom...é...
-Peça a Ângela para fazer um documento agora-. Pedi.
Sam parecia meio perdido ,mas foi. Sue encarou Rachel por alguns segundos.
-Algum problema?-. Rachel perguntou. -Você sabe que falei com Tyler, não sabe? Ele te ligou lembra?
Ela estava fazendo aquilo de novo. Hipnotizar as pessoas.
-Acho que não temos mais nada a conversar. Tudo resolvido. Tenham uma boa tarde-. Sue se levantou rapidamente.
Rachel acenou com seu sorriso diabólico. Me encarou quando a porta bateu e gargalhou.
-Como vocês são burros. Como assinam um acordo sem antes averiguar, ainda mais a mulher que quer a cabeça de vocês?.
-Estávamos nervosos.
-Sei.
-Me diz como sabia?
Sorriu.
-Fui ate o carro da cabeçudinha e aquele lindinho do outro dia...
-Pula essa parte.
-então, eu fui um anjo com ele.
-Hipnotizou ele.
Deu de ombros.
-Finn me contou tudo. Agora, quer saber quem esta nessa também?-. Sorriu diabolicamente.
-Esse sorriso é do mal, e não, não quero.
-Quinn...
-Não.
Me encarou com raiva.
-Quando terminar essa maldita missão, eu vou rir da sua cara. Me lembre de mandar fazer uma placa escrito “OTARIA”, ou você prefere as camisetas?
Sam entrou na sala as pressas.
-Obrigada Rachel, gosto ainda mais de você depois dessa. Só me explica, como assim você comprou as ações?
Rachel bufou com desdém.
-Sabe Sam, você também é legal. Tirando a parte do apelido carinhoso que me deu. Você também é super legal-. Ri da falsidade. -Só que já lido com a idiota da sua irmã e ela é difícil. Me desculpe, isso vai me custar muita coisa, mas vou ter que apagar esse detalhe da sua cabeça-. O encarou. -Você não se lembra de mim nessa reunião, Quinn cuidou de tudo. Esta tudo como antes, pode ir pra sua sala. E terminar seu dia.
Sam saiu segundos depois. Rachel me encarou.
-Que foi?-. perguntou cruzando os braços.
-Só estou assustada. Mas tudo bem.
-Bom, Tyler vai mandar os verdadeiros papeis ainda hoje. Vou treinar minha assinatura aqui.
-Me diz que você não fez nada...muito grave.
Bufou.
-Um obrigado já ajudava.
-Obrigada.
-Não quero mais.
Soquei o ar.
-Fala serio Quinn. De 0 a 10, quanto esta seu nível de vontade para me bater?
Parou de assinar no papel suas milhares de bolinhas e sorriu. Era um sorriso sínico.
-3.
-Seja honesta.
Ok.
-5.
-Essa é a media, mas no fundo da sua alma seria 9,os outros 1 você consideraria por eu te ajudar. E bom, acho bem pouco. E você mente muito mal.
-Ok, pode se calar agora.
Me jogou a caneta.
-Vai se ferrar. Legal, da próxima vez vou deixa-la se ferrar mesmo.
-Me desculpe, só queria um pouco de silencio.
-Quer silencio? Você terá o silencio.
-Não. Sem suas maldades-. Peguei minhas coisas e ela me seguiu. -Você esta invisível?
Assentiu.
-Ótimo. E esses óculos te deixa com cara de boa pessoa.
Enlaçou nossos braços.
-Eu sou uma boa pessoa.
Gargalhei.
-Sei.
-Vou usar óculos mais vezes para parecer uma boa pessoa... E sexy, foi seu segundo pensamento-. Sorriu. -Sei, sou a melhor.
Ótimo, me esqueci do detalhe de invasão de privacidade.
-Melhor, ok.
Se jogou na minha cadeira na primeira oportunidade e voltou com aquela maldita mania de girar, ate que a parei. Sorriu.
-Você é chata sabia?-. Eu disse.
Abri meu melhor sorriso.
-Bom, tenho dó de você. Preciso de um papel.
-Pra que?
Me encarou, sem falar nada. Abri a pasta lhe entregando uma folha, roubou minha caneta e escreveu um nome. Que não consegui ler.
-Aonde vai?
-Isso não é da sua conta.
-Mas você...
-Sou seu anjo? Legal. Gosto quando você entende as coisas-. Ajeitou os óculos e mordeu o lábio inferior.
Devia ser pecados anjos assim.
Gargalhou. Ela ouviu meu pensamento com toda certeza.
-Posso pedir uma coisa?-. Pedi.
Mordeu o lábio colocando as mãos na cintura. Como não me cortou, continuei.
-Não assuste a Ângela e não trave os elevadores como fez da outra vez. De verdade, não faz isso.
Fez sinal de positivo, mas seu sorriso era a prova de que ela pensaria.
-E antes que eu me esqueça, nada de fazer as pessoas ficarem sem roupas por ai.
-Pode deixar comigo. Sou um anjo de pessoa.
Gargalhei. Era mentirosa também.
***RACHEL***
Quinn não era mais burra, porque era só uma e a sua outra metade era nada mais, nada menos que Sam Fabray. Mas Sam eu perdoo, ele não parece ser o tipo de cara que possa se dizer ESPERTO. Não quando o vejo se divertindo com um desenho animado dos anos 80 e com um sorriso de criança que me fazia gostar ainda mais dele.
Por mais que em uma reunião ele pareça um urso, ali ele parecia ate um anjo. Peguei a folha com o nome que eu precisava saber quem é e delicadamente a coloquei nas pastas que sua secretaria trazia enquanto entrava na sala.
-Senhor Sam, aqui esta tudo o que pediu.
Me sentei na cadeira a sua frente. Sam desligou o computador disfarçadamente. Ela já sabe que você é uma criança Sammy, não esconda isso.
-Quinn disse que Tyler mandará os papeis das ações daqui a pouco. E falando nela, Quinn esta com problemas.
Eu, prazer problema. Sorri.
-É. Isso se chama estresse.
Concordo com você.
-Bom, qualquer coisa estou aqui.
Acenei quando a porta se fechou. Sam ligou o maldito computador se esquecendo do trabalho. Só quero que me diga quem é esse cara, pode ser? Precisei desligar tudo pra ele entender.
-Porcaria. Precisamos trocar esses computadores.
Não, não precisa. Empurrei a folha discretamente ate ele enxerga-la. Fez uma cara de poucos amigos.
-Paul Marcondes, estranho.
Quem é ele infeliz?
-Mandaram o bilhete para sala errada, mas não tem nada aqui.
Segundo Finn, Paul era uma ponte e os Sylvester conseguiriam o poder dentro da empresa. Sam pegou o telefone e discou o numero da sala de Quinn.
-Quinn, Harmony te ligou?
Se ajeitou na cadeira.
-Chegou uma bilhete na minha sala com o nome do cunhado dela, as vezes era um bilhete cancelado. Nada de mais. Mas ligue para ela. As vezes era um jantar em família.
Sam gargalhou.
-Tudo bem, ate.
Balançou o papel.
Obrigada Sam, então quer dizer que esse Paul pertence a família de Harmony? Cunhado de Harmony, mas... Isso, ou não? Vamos lá ter uma conversa com Sam. Respirei fundo, senti uma mão em meu ombro e gritei tapando a boca, ou sairia uma palavra nada angelical.
-Santana!
-O que vai fazer?
Gritei anda me consumindo de susto.
-Salvei os irmãozinhos inteligentes de novo-. Gargalhei. -Não precisa agradecer.
-Esta fazendo seu trabalho.
Bufei.
-Mas me respondeu o que ia fazer.
-Então...eu hipnotizei uma pessoa, mas foi por uma boa causa antes que comece a me julgar “ô santidade”. E essa pessoa me ajudou a salvar os Fabray, tem uma mulher.-Gargalhei.-Uma estranha, cabeçudinha...
-Ta eu entendi.
-Então, ela quer roubar a empresa. E durante o processo o meu ajudante falou de um tal de Paul e mais um nome que não gosto de ouvir.
-Quem?
-Harmony, eu só acho que ela é tipo de uma informante. A Fabray idiota não sabe disso. Eu só queria saber qual é a ligação real dela com esse Paul para chegar em Sue Sylvester... Wow me senti a 007 agora.
Santana bufou acabando com a minha gloria.
-Ok, eu não devia concordar com isso. Vamos lá, pode hipnotiza-lo.
-Legal.
-Não se empolgue muito.
Dei de ombros.
-Vamos lá-. Respirei fundo.-Sam.
-Rachel.
-Preciso fazer algumas perguntas.
Me encarou estático.
-Paul, quem é ele?
Pensou.
-Sem burrice agora Sam.
Santana me bateu.
-Ai.
Doeu, não gosto desse lance de me baterem.
-Ok Sam, quem seria Paul e que ligação a entre ele e Sue Sylvester.
Sam piscou.
-Paul marido de Marley. Irma da Harmony, namorada da Quinn. Não sei o que Paul e Sue tem.
Santana me encarou.
-Satisfeita?
-Paul e criatura são cunhados... Harmony sabe de tudo sobre a Quinn. Então ela sabe sobre a empresa. Paul ainda é um tabu, ou não.
-Ele pode trabalhar pra esse Sue. Uma ponte.
-Sant..- A abracei. -Como você é inteligente.
-Tirando seu sarcasmo, eu aceito o elogio.
-Tem um problema, se eu contar pra Quinn, ela não vai acreditar.
Santana estalou os dedos e Sam acordou. Balançou a cabeça perdido.
-Confiança. É primeira lição dos anjos com seu protegido.
Gargalhei. Essa eu devia saber.
-O que eu faço?
-Não julgue sem ter certeza.
-Jamais. Mas me diz, o que te traz aqui?
Cruzou os braços me encarando.
-Só dei por sua falta. Às vezes eles te perdem do radar-. Deu de ombros.
Que boa noticia.
-Esses radares falham.
-Jura. Era só isso, ouvi uma conversa ontem. Algo sobre, ficar como sua sombra.
-Não-. Choraminguei.
-Sim. então só faça o bem.
O bem, eu faço... Ta, mais ou menos.
-Vou fazer.
Me deu as costas sumindo. Isso é incrível, a Harmony esta na traição, mais um motivo para ir pro inferno. Quinn não se assustou quando entrei em sua sala. Pelo contrario, me encarou sem humor.
-Você devia se assustar.
-Buuuh! Satisfeita?
Cruzei os braços e logo o sorriso veio.
-Qual é graça?
-Tenho dó de você. Muita dó.
-Por quê?
-Você é ingênua demais.
Gargalhou.
-Sou uma garotinha-. Quinn ironizou;
-Isso ,garotinha. E vou te provar isso. Me aguarde.
-O que esta aprontando?
-Nada, estou te salvando. Não seja mal agradecida.
-Vindo de você eu tenho medo ate da sombra.
Ela é tão confiante.
-É o seguinte Quinn, você terá uma grande decepção. Mas vai passar, essa é a parte boa.
-O que esta falando?
Não julgar sem provas.
-Só confie em mim. Eu sou a melhor, não se esqueça.
-A melhor, eu havia me esquecido disso.-Suspirou.-Quero te pedir uma coisa, só hoje.
-Que coisa?
Passou a mão pelos cabelos.
-O apartamento esta privado hoje. Apenas Harmony e eu, pode ser?
Privado?
-E onde fica o meu trabalho?
-De folga. Sei lá, use seu tempo pra passear, infernizar outros. Assustar criancinhas.
A encarei.
-Tudo bem-. Dei de ombros.
-O que? Ta falando serio?
Me afastei.
-Não é o que você quer? “Obrigada Rachel por me servir de escrava”. “De nada Quinn, esse é o meu trabalho e quando eu termina-lo, pretendo ferrar com a sua vida”. — Sorri já na porta.
-Epa, pode parando ai. Eu só fiz um pedido, eu não preciso de proteção vinte e quatro horas.
-Eu sei. Por sua empresa corre o risco de ser sua “ex-empresa”. Boa sorte com a mulher da sua vida-. Ironizei.
Tentei passar, mas não conseguir. A encarei.
-Pode me deixar sair?
Sorriu.
-Então é verdade, posso faze-la me obedecer.
-Não, não pode. Eu posso ficar no lugar se você precisar. Mas você não precisa, então me deixe sair. Ou as coisas não vão ficar muito boas nessa sala.
-Pode me ouvir um segundo? Ou melhor, pode responder a uma pergunta?
-Não e não.
-Mas eu vou fazer mesmo assim. Você tem ciúmes da Harmony?
Eu? Ciúmes? Gargalhei.
-Boa piada, tirou isso da internet também? Tipo, como prender meu anjinho no lugar? os anjinhos sentem ciúmes?... Vou te dar uma dica. Comece a pesquisar como os anjinhos matam, sem que seu protegido perceba? Vai ser mais interessante, agora abre a droga dessa porta antes que você chegue ao primeiro andar desse prédio, antes de concluir seu pensamento.
Senti a força que me pretendia de repente se evaporar.
-Obrigada.
-Só pedi um dia-. Tentou manter a voz firme.
-E terá. Ate mais Quinn, precisando... não me chame.
Hora de visitar o Leroy.
Notas finais
Até o proximo xD
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