Angel Of Mine

12 Boa o Bastante.


Notas iniciais
Olha eu sei que demorei e tal, tipo demais. Até eu me revoltei por causa disso,mas o negocio é o seguinte: quanto menos reviews tiver aqui vou demorar mais ainda pra postar.
Sei que é injustiça com que manda, mas vejam bem eu sei que tem bastante gente que lê minha fanfic.
Enfim. Esse capítulo é meio que continuação do onze, acho que finalmente depois desse as coisas vão tomar o rumo que eu tanto queria.

- James, é melhor você ir. Tipo é a quinta vez que ela te liga e você não atende — falei rindo, ele estava ali na cama comigo. Seu corpo por cima do meu, seu rosto em meu pescoço, sua respiração fazia eu sentir cocégas.

- Só mais cinco minutos, sério — disse Jimmy manhoso.- Estou com sono.

- Então porque não dormiu? — perguntei girando os olhos.

- E você deixa? — rebateu levantando seu rosto e me olhando.

- Não te impedi de dormir, sem essa, Jimmy. Fiquei na minha o tempo todo — dei de ombros, fingindo indiferença.

- Você é a pior mentirosa que já vi — disse incrédulo.- Ficou na sua? Você jura mesmo que ficou na sua?

Eu girei os olhos e não dei atenção para suas reclamações. Estava ocupada demais olhando seus lábios, rosados, cheios e convidativos. As vezes achava estranho ter aquela vontade insana de ficar o beijando a cada instante, mordi meu próprio lábio ao lembrar da suavidade, seus lábios eram macios demais e quentes, eu gostava tanto quando ele me beijava de surpresa e...

- Kaya? Está ouvindo que eu disse? — perguntou ele, me assustando e fazendo eu olhar de volta para seu rosto.

- Ahn... Sim, claro que ouvi, Jimmy — respondi corando.

- Então repete — pediu ele sorrindo malicioso.

- Ahn...- sentir-me corar até as raizes dos cabelos.

- Estou esperando — insistiu Jimmy.

- Não estava prestando atenção, desculpe — admiti.

- Eu sei que não estava — disse convincente.- Estava ocupada demais olhando pra outro lugar não é mesmo?

- Pare de ser idiota — reclamei.- Olho pra onde eu quiser ok?

- Como as coisas mudam rápido, não é mesmo? — perguntou ele de repente.

- Como assim? — perguntei confusa.

- Dois dias atrás estavamos brigados e você disse que me odiava, agora olha onde estamos — explicou ele divertido.

Pensei no que ele disse, não era uma coisa boa de se lembrar mas aquilo tudo ainda estava em minha mente e em meu corpo, ainda tinha alguns hematomas em minhas costas, era um lembrete nada agradável.

- Aquilo tudo não era verdade, Jimmy. Estava com raiva demais de você — disse encarando suas orbes azuis, e para minha surpresa estavam carregadas de dor.

- Achei que fosse, fiquei com aquilo na cabeça a dia todo — suspirou ele desviando o olhar.

- Não parecia que estava triste com aquilo tudo, nem parecia se importar — murmurei.

- Sou bom em esconder o que realmente estou sentindo — ele riu sem humor algum.

- Um bom mentiroso na verdade — corrigi ele.

- Me desculpe, fui rude demais com você — disse tocando meu rosto.

- Não tem o que desculpar, as vezes sou grata demais à você, James — corei quando seu olhar pairou em mim, cheio de curiosidade e assombro.- Você salvou minha vida, entende? E não estou dizendo isso porque me tirou do frio ou coisa parecida. Antes de você me encontrar estava...Morta, sim estava morta por dentro, sem vontade de continuar, nem tinha motivos pra isso, não tinha amigos, meus pais ou parentes próximos e muito menos emprego ou um lar, acabei fazendo coisas. Queria tirar minha vida e quando você me achou no meio daquela estrada queria mesmo morrer, estava preparada pra aquilo. Mas você chegou e... Acabou me despertando, me trouxe de volta, fez até eu parar com meus vícios e minha depressão clichê demais.

Despejei tudo aquilo em cima dele sem olhar em seu rosto, então me arrisquei e o olhei, sua testa estava franzida o olhar indecifrável e os lábios meio crispados.

- E tudo isso quer dizer o que? — perguntou ele confuso.

- Quer dizer que você é meu anjo e agradeço por isso — admiti corando.

- Kaya...- suspirou Jimmy afagando meu rosto.- Me sinto um completo idiota, já me arrependi de ter te salvado.

- Serio? — perguntei curiosa.

- Sim, quando você disse que me odiava realmente acreditei em você, vi em seus olhos e achei que se não tivesse te salvado não iria causar todo essa dano à você — esclareceu ele.

O encarei pasma, então ele realmente tinha acreditado? Sim ele tinha acreditado, via isso em seus olhos azuis que estavam dois tons mais escuros, eles nunca ficavam assim a não ser que estivesse...Triste, sua expressão estava vazia mas o olhar tristonho me senti pessíma em saber que eu fui a causadora de tudo aquilo, então eu o abracei puxando seu corpo para mais perto do meu, escondi meu rosto em seu pescoço, sentindo seu maravilhoso cheiro apimentado.

- Você não deveria ficar assim — murmurei ainda com o rosto em seu pescoço.- Ódio é uma emoção apaixonada, Jim.

Ele riu e me abraçou também, suspirei ao sentir suas mãos em minhas costas. Elas provocam um certo arrepio em mim, faz meu coração se disparar. Mas o que mais me alegrava era o som de sua risada em meus ouvidos, pra isso eu não tinha definição do que sentir, era algo mais do que bom, maravilhoso até, perfeito.

- Então você me odeia ainda? — perguntou ele divertido.

- Sim, te odeio muito, James — respondi no mesmo tom que ele.

Ficamos nos olhando por algum tempo, suas orbes azuis me fitavam intensamente, me deixando completamente sem folêgo, James é lindo e ainda não sabia o que mais gostava nele; talvez seria seus olhos azuis como o céu ou seus lábios rosados e cheios ou até mesmo seu nariz afinado. Poderia ser seu sorriso. Aquele sorriso arteiro que o deixava com ar de criança levada.

Ou poderia ser tudo, gostava de tudo nele, desde suas qualidades até os defeitos, isso era mais que um fato.

- Tenho que ir — disse baixinho.

- Ah não, fique — pedi fazendo beicinho.

- Eu não te entendo — Jimmy riu.- Cinco minutos atrás queria que eu fosse, agora pede pra eu ficar, Kaya. O que você quer da vida hein?

- Quero você nela — respondi divertida, mas ainda não deixava de ser verdade.

- Mas você já tem — ele riu de novo e afagou meu rosto.

- Não completamente — falei olhando para sua outra mão que tinha a tatuagem em forma de aliança. Eu realmente não gostava dela.

- Isso vai acabar, mas só se você me deixar ir — disse docemente.

Eu suspirei, não queria deixar ele ir para lugar algum, parecia que nunca era bastante o tempo que tinha com Jimmy. Tinhamos ficado naquele quarto a manhã inteira e mesmo assim ainda não parecia o suficiente.

- Tudo bem, você vai lá e eu vou até a boate de Candy — disse empurrando ele pra sair de cima de mim. Me levantei e fui em direção ao meu closet.

- Fazer o que lá? — perguntou curioso, ele tentou disfarçar mas tinha percebido também seu tom de desconfiança.

- Candy quer me ver — respondi calmamente.

- Eu te levo — disse com aquele seu famoso tom mandão. E sabia que nada que eu dissesse iria faze-lo mudar de ideia, então não discuti.

- Tudo bem — murmurei girando os olhos.

Decidi colocar meu único vestido. Cara, precisava comprar roupas mais apropiadas, jeans e camisas não combinam nada com esse calor desgraçado de Huntington Beach, droga.

Observei aquele vestido azul claro, mostrava os ombros e era acima do joelho -eu não gostava de mostrar meus joelhos, achava eles tão magricelas- mas tirando esse fato ele ficaria perfeito se não mostrasse meu ombro marcado e pescoço.

- Aaaaargh, James — bufei irritada.

O que iria fazer agora? Sai de meu closet pisando firme, vou esganar ele essa é a minha vontade, de esganar James Sullivan.

Quando fui para meu quarto ele ainda estava deitado despreocupadamente em minha cama e me olhava de cima à baixo com um olhar aprovador.

- Está bonita — disse sorrindo.

- Estaria se não tivesse toda marcada, eu fico com um vampiro e não um humano. E olha que nem sabia dessa artimanha de meu parceiro! — exclamei irritada.

- Solte os cabelos e ninguém vai notar — falou dando de ombros.

Eu o fulminei com o olhar, pra ele era super fácil falar não estava com manchas pelo seu corpo que mais parecia hematomas. Cara eu irei mata-lo se não tirasse aquele sorriso idiota do rosto.

Sai do quarto antes que fizesse alguma coisa com Jimmy, com toda certeza Brian iria ter alguma base que combinasse com o meu tom de pele, entrei no quarto sem bater e me deparei com Brian todo esparramado em sua cama, babava e roncava. Olha que maravilha, ele nem iria saber que tinha surrupiado alguma coisa dele. Fui até o banheiro e lá achei vários tipos de cosméticos e idratantes, que engraçado ele é mais vaidoso que eu, que humilhação. Procurei por alguma base que tivesse o tom de minha pele e por sorte achei, rapidamente peguei aquilo e melequei meu pescoço e ombros e até mesmo meu rosto. Estou mais pálida que de costume agora, virei um fantasma, maravilha.

Jurei que se Jimmy fizesse mais uma vez isso comigo iria castiga-lo da pior maneira possível.

- Sabia que entrar no banheiro dos outros sem permissão é considerado invasão de privacidade? — perguntou Brian com a voz pastosa, seu tom era irritado e se encontrava encostado no batente da porta com a cara feia.

O que era meio difícil, nem bravo ele conseguia ficar feio.

- Estou no banheiro de meu amigo, acho que isso não é de fato uma invasão — respondi divertida.

- Quero usar o banheiro, cai fora — disse ainda irritado.

- Não estou te impedindo de nada — falei sem parar de maquiar meus olhos.- Qual é, Brian. Já te vi nu uma vez deixa de ser idiota.

- Kaya, é sério. Saia de meu banheiro — disse ríspido.

Girei meus calcanhares em sua direção e o avaliei, mas o que diabos aquele cara tinha?

- Brian, o que você tem? — perguntei magoada, afinal ele nunca tinha me tratado daquele jeito, nem quando eu merecia.

- Me desculpe, só estou irritado — disse se aproximando de mim.

- Percebi — respondi rispída.

- Tudo bem, eu mereço. Mas agora vem aqui, deixe eu terminar isso pra você — ele sorriu e pegou o deliniador de minhas mãos.- Fique parada.

Fiz o que ele pediu, Brian se aproximou um pouco mais e colocou uma de suas mãos em meu rosto eu fechei os olhos, tive a sensação de me esquivar de seu aperto, mas respirei fundo e fiquei parada dizendo que era apenas Brian.

Ele me maquiava delicadamente, não fazia a miníma ideia de qual seria sua expressão enquanto me maquiava, mas eu sabia que sorrindo ele estava.

- Prontinho — disse com uma falsa imitação de voz de mulher me fazendo rir ao abrir os olhos.

Ele me olhou por algum tempo e piscou atônito, arquiei a sobrancelha, mas ele sacudiu sua cabeça e se aproximou mais um pouco me deixando um pouco desconcertada, se ele tentasse me beijar outra vez...

Mas ele fez nada disso, apenas soltou meus cabelos e sorriu. Eu quase soltei um suspiro de alívio.

- Se olhe no espelho, está linda — ele me virou em direção ao espelho.

E me encarei abismada, olha só não estou mais tão pálida! Meus olhos estavam mais azuis por causa do contraste preto que tinha neles, estava perfeito.

- Você é o amigo gay que toda garota sonha em ter, Brian — disse pensando alto.

- A diferença é que eu não sou gay — ele riu.

- Obrigada — disse me virando e o abraçando. — Então, porque estava tão irritado?

Perguntei curiosa olhando seu rosto. Me sentia tão bem no circulo de seus braços e aquilo estava ficando cada vez mais confuso pra mim.

- Culpa de sua amiga — explicou ele.

- O que a Candy tem a ver com isso? — perguntei arqueando a sobrancelha.

- Não tinha me dito que tinha namorado, queria me encontrar com ela hoje — disse fazendo beicinho.

Eu quase soltei um "awn" diante de sua expressão falsamente magoada, Brian ficava adorável fazendo caretas.

Mas então venho a dúvida: Porque diabos ele queria sair com Candy?

- Deve ser porque você tão próximo dela que a fez esquecer.

Praguejei baixinho ao ver o que tinha acabado de falar por dois motivos: um por estar perto demais dele e dois porque aquilo não era nada de minha conta.

- Está com ciumes? — perguntou sorrindo.

- Claro que não! — exclamei corando.

Sai de seu aperto as pressas, tudo entre Jimmy e eu estava bem e não queria estragar aquilo outra vez.

Porque estava claro que sentia algum tipo de atração por Brian.

Então iria esconder aquilo de todos, até de mim mesma.

Vi Jimmy vindo em minha direção. Imaginei qual seria sua reação se ele visse Brian tão próximo de mim.... Corri até onde ele estava e o abracei, afundei meu rosto em seu pesçoco, sentindo o cheiro que tanto amava.

- Está tudo bem? — perguntou com desconfiança.

- Sim e vamos logo — falei o puxando para longe daquele corredor.

- Seu pedido é uma ordem — disse sarcástico.

- Bom saber — respondi no mesmo tom que ele.

No elevador não deixei Jimmy chegar perto de meu pescoço, sei que isso soa estranho mas não estava a fim de ver sua boca toda suja de base e o mais estranho ainda era que ele tinha uma certa tara por pescoços. Acho que na outra vida Jimmy fora um vampiro, eu tentava não rir vendo sua cara emburrada, ele ficava tipo muito fofo, mais que fofo com aquela expressão. E ficou assim com essa expressão fofa até chegarmos em seu carro.

- Jimmy — o chamei manhosa.

- Estou dirigindo, Rose — falou carrancudo.

- Está bravo comigo? — perguntei.

- Muito — disse ele, mas eu via que tentava esconder seu sorriso.

- Me desculpe — disse com falsa inocência.

- Pensarei em seu caso — murmurou sorrindo.

Eu sorri e o abracei, deixando meus braços em seu pescoço alvo, dei um beijo estalado em sua bochecha fazendo ele sorrir abertamente.

- Vou levar uma multa e a culpa vai ser sua — ele riu.

- Se quiser posso parar — disse sussurrando em seu ouvido.

- Kaya... — Jimmy suspirou.

- Vou levar isso como um não — mordisquei sua orelha o fazendo rir gostosamente. Como amava o som daquela risada.

- Se eu levar uma multa...

- Jimmy, relaxa — disse o cortando.

Eu beijava e mordiscava sua orelha, fui descendo para seu pescoço e sorri quando ele gemeu e soltou um palavrão. Ele parou o carro de maneira brusca, me fazendo rir.

- Tudo bem, já parei — disse me recostando no banco do carona.

Ele me olhou outra vez, e sorriu Jimmy pegou em minha mão e entrelaçou nossos dedos. Ficamos assim até chegarmos na boate de Candy. Eu realmente não queria ficar longe dele, mas era preciso.

Pelo menos era o que meu consciente dizia.

- Chegamos, depois volto aqui pra te buscar — disse ele afagando meu rosto.- Vai sobreviver sem mim?

Girei os olhos, Jimmy as vezes era tão convencido.

- Claro que sim — ri e peguei em sua mão.- Mas não demore, ok?

Eu já iria abrir a porta de seu carro e sair mas sua mão me impediu de fazer tal ato, olhei pra ele arqueando a sobrancelha.

- E meu beijo de despedida? — perguntou fazendo beicinho.

Sorri e o beijei rapidamente.

- Te vejo mais tarde — murmurei saindo de seu carro.

- Claramente.

Ele sorriu e deu partida, meu coração se apertou, uma sensação horrível tomou conta de mim e se ele não terminasse com Leana?

Vamos lá, Kaya. Esqueça disso por um momento e vá ver Candy.

Repetia aquilo como se fosse um mantra, mentalmente a cada três vezes, até que não era muito difícil.

Mentira, era muito difícil.

Depois de conversar com os "Mouros" os gêmeos e seguranças da boate de Candy, entrei no ZS e avistei Candy no bar com seu barmen insurportável. Ainda queria saber o motivo de não gostar desse cara, ele parecia ser legal já que fazia Candy rir abertamente.

- Poderiam me contar do que estão rindo? Também quero rir — falei sarcástica.

- Kaya! — exclamou Candy me abraçando.

- Oi, Candy — sorri abraçando ela.

Eu podia sentir os olhos de Chad em mim, eu não suportava esse cara, sério.

- Olá — disse me soltando do aperto de Candy e olhando em sua direção.

- Olá — respondeu ele de modo gentil.

Eu não sabia o que era, mas tinha algo naquele Chad que me incomôdava. Sabia também que conhecia aqueles olhos verdes de algum lugar, mas da onde?

- Te chamei aqui pra perguntar uma coisa — disse Candy arrancado-me de meus devaneios.

- Pergunte — dei de ombros.

- Como você veio parar aqui? Como conheceu Jimmy? E o Avenged Sevenfold? — perguntou ela em um folêgo só, seus olhos brilhavam de curiosidade.

- Isso é mais de uma pergunta — ri me sentando do seu lado.- É uma longa história.

- Não tenho pressa — respondeu sorrindo animada.

Encarei ela desconfiada, tinha alguma coisa que Candy escondia de mim.

- Tudo bem, eu conto. Mas isso não pode sair daqui — disse encarando Chad sugestivamente.

- Não sou nenhum fofoqueiro — disse Chad ofendido.

- Nunca se sabe — dei de ombros.

Ele me fuzilou com o olhar e eu apenas sorri pra ele, exalando todo meu lado de menina meiga pra ele.

Eu olhei pra Candy que ainda estava com aquele brilho curioso no olhar, ela era minha amiga, que mal tinha de contar à ela? Nenhum, mas o fato era que eu não gostava de lembrar de tudo aquilo outra vez.

- Tudo bem, vou contar — suspirei pesadamente.

Olhei pra ela aflita, eu nunca tinha contado aquilo, não detalhamente, seria muito difícil, isso era fato. Somente uma pessoa sabia de tudo aquilo com tantos detalhes, a pessoa que tinha fugido, fugido por causa que tinha medo de fazer alguma besteira.

Ah, Brian. Como eu sinto sua falta, como sinto falta das nossas conversas na madrugada, sentia falta quando tudo era normal entre nós dois.

Sacudi minha cabeça e voltei a me concentrar em Candy, respirei fundo e desatei a falar, sem pausas e sem olhar para meus ouvintes, as vezes eu ouvia Candy ofegar, mas eu não ousei a olhar em sua direção. Então depois de longos dez minutos falando a espiei, ela estava pálida e seus olhos embargados. Quando nossos olhares se encontraram ela deu um pulo de sua cadeira e me abraçou.

- Ah, Kaya. Eu sinto tanto, eu nunca deveria ter saído de seu lado.

- Candy....Não consigo.... Respirar! — reclamei de seu aperto sufocante.

- Me desculpe — disse ela com o olhar aflito.

- Candy está tudo bem — disse tentando acalma-la.- Depois disso Jimmy me encontrou, foi ele que me tirou da neve, ele que me salvou e me obrigou a ficar com eles.

- Você está apaixonada por ele — disse Chad se intrometendo.

- O que? — perguntou Candy, estava ocupada demais corando e tentando não olhar em direção a Chad.

- Os olhos dela brilharam quando disse o nome de Sullivan e um sorriso discreto tomou conta de seu rosto — disse Chad de modo gentil.

Oh, ele entendia alguma coisa de sentimentos.

- Ele está certo, Kaya? — perguntou Candy sorrindo maliciosa.

- Er...- olhei de esguelha para Chad que esperava pacientemente minha resposta, seu olhar estava...Ansioso? Que estranho — Sim, talvez. Porque quer saber?

- Porque você está apaixonada pelo meu ídolo! É óbvio que eu quero saber — respondeu animada.

- Não é nada de mais, Candy. Pare de viagem — girei os olhos.- É apenas Jimmy.

- Sullivan! É Jimmy Sullivan, você tem noção de quem estamos falando? — perguntou incrédula.

- Sei, é aquele magrelo, branquelo de olhos azuis. Conheço ele — disse fazendo pouco caso.

- Já viu ele tocando bateria, Kaya? Pelo amor de Deus! O cara é um monstro! — exclamou animada.

- Não vamos discutir, você é fã deles não é mesmo? Então, se você acha isso do Jimmy imagine dos outros — girei os olhos.

- Todos são perfeitos! Isso é tão legal! — disse animada.

Arquiei a sobrancelha, tinha minhas dúvidas mas agora tinha certeza Candy era meia louca.

- Digo a parte de você e Jimmy ser namorados! E você é minha melhor amiga, cara eu não acredito nisso — ela sorria de orelha à orelha.

- Não somos namorados — corrigi ela.

- Não? — perguntou curiosa.

- Não... É complicado explicar porque nem eu mesma sei o que sou dele — expliquei suspirando.- Ele ainda meio que está com Leana.

Mas talvez só talvez, ele pode estar terminando com ela nesse exato momento.

Não pude deixar de sorrir ao pensar nisso.

- Até parece contos de fadas, como você foi esbarrar logo neles? — perguntou Candy, mas ela parecia estar falando consigo mesma.

- Sei lá — respondi dando de ombros.

Não iria discordar dela, mas aquilo não parecia nada com um conto de fadas e se parecesse seria com um totalmente distorcido e enfadonho. Mas o príncipe era completamente perfeito, diferente da princesa que claramente seria eu. Girei os olhos mentalmente, veja só minha mentalidade isso que dá ficar muito tempo com a Candy, fica tão débil quanto ela.

Mas o fato era que meu "príncipe" era completamente perfeito para minha pessoa meia distorcida e olha que legal, não achei esse príncipe montado em um cavalo branco, ele que me achou completamente moribunda e na beira da morte. Isso que deixava as coisas muito melhores, com toda certeza.

- Kaya? Você ouviu que eu disse? — perguntou Candy já impaciente.

- Ahn... Não — admiti corando.

- Eu disse que daqui a pouco vou ter que sair, tenho um novo funcionário para entrevistar. Talvez ele será o novo DJ — repondeu ela como se tivesse falando com uma retardada.

- Tem vagas para emprego aqui? — perguntei, já surgindo uma ideia meio louca em minha cabeça.

- Agora tem apenas para "bargirl", porque? — perguntou ela arqueando uma sobrancelha.

Mordi meu lábio, indecisa, eu não sabia nada sobre essa coisa do que ela disse mas porque não? Estava precisando de um emprego mesmo e acho que Candy não iria me dizer um não.

- Eu poderia ocupar essa vaga — disse olhando pra Candy e sorrindo amarelo.

- Isso seria ótimo! — disse empolgada, me pegando completamente de surpresa.- Chad poderia te ensinar tudo que ele sabe, não é mesmo? — perguntou olhando pra Chad com os olhos brilhando.

- Ah sim, claro, claro — disse ele sorrindo.

Porque eu achava que aquilo era mentira de sua parte?

- Então depois você e eu conversamos, agora estou indo ver Richard. Te vejo mais tarde, Kaya — disse já se retirando.

Ainda não acreditava no que tinha acabado de fazer. Eu e Chad trabalhando juntos, bela merda que inventei, nota dez no quisito inteligência, Kaya.

- Você tem certeza que quer isso? Não vai durar uma noite — disse Chad com a voz carregada de zombaria.

Ainda não entendia qual era a daquele cara.

- Duraria mais que imagina. Você não me conhece — disse ríspidamente.

- Pra que essa ignorância? — perguntou ele fingindo inocência, fazendo-me o fuzilar com o olhar. Como esse Chad me irritava.

- Porque você é um idiota insurportável? — rebati com outra pergunta.

- Você não passa de uma revoltada na vida — disse ele com escárnio.

- E você um mal amado. Quem será o mais fracassado daqui? Com toda certeza não é eu — respondi friamente.

Nos encaramos com raiva e desprezo, ele estava fazendo o odiar, quem esse cara pensava que era pra me chamar de revoltada? Filho da puta.

- Você não me conhece — disse ele depois de algum tempo.

- E nem quero conhecer — murmurei irritada.

Não dei mais ouvidos para suas ladainhas, depois de algum tempo falando sozinho ele foi para algum lugar daquela boate. E agredeci aos céus por estar finalmente sozinha.

Nunca havia gostado de ficar sozinha, mas na companhia de Chad era ainda pior, acredite.

Observei a boate de Candy pela primeira vez, reparei que tudo era um tom de negro profundo com detalhes em vermelho, as cadeiras e mesas e até mesmo o balcão do bar são vermelhos, um tom de vermelho sangue perfeito. Com toda certeza de noite tinha aquelas dançarinas de Pole Dance porque era possível ver os "queijos" com seus postes também na cor vermelha. Anotei mentalmente que não deixaria Jimmy vir aqui sozinho à noite.

Sorri ao pensar nele, nunca imaginei no quanto Jimmy era carinhoso, eu sentia um certo orgulho de ter descoberto aquele lado tão adoravél dele. E ter conhecido aquele lado só fazia eu o ama-lo ainda mais, o que é meio estranho, admito. Porque tinha me apaixonado por um Jimmy completamente diferente, digamos que era um Jimmy meio idiota e frio, pronto isso definia ele antes.

Então depois eu fui me tocar e tentar conhecer esse seu lado de homem perfeito.

- Um dolar pelo seus pensamentos — disse a voz que eu mais gostava de ouvir.- Você deveria parar com isso, sempre fica viajando e nunca ouve o que a gente diz.

- Jimmy!

Me virei em sua direção, ele está ali atrás de mim e aquele sorriso de menino arteiro estava estampado em seu rosto, fazendo meu pobre coração ir pra quarta marcha. Me joguei em seus braços o fazendo rir.

- E ai? — perguntou rindo e olhando meu rosto.

- Senti saudades — disse olhando seu rosto feito uma idiota.

- Sério? — perguntou divertido.

- Aham — murmurei.

- Aaaaargh, parem com isso ou será que não estão vendo que to aqui?

- Zacky? — perguntei surpresa.

- Não, é o papai noel — respondeu ele com seu famoso tom rabugento.

- Você parece mesmo, só falta a barba porque a barriga você já tem — disse sarcástica.

A risada de Jimmy fora alta, o que me fazia sorrir e não me importar com o olhar feio que recebia de Zacky.

- Hey, Bolota — disse me levantando e indo em sua direção.- Senti saudades.

Sorri e o abracei e isso foi a melhor coisa que já pensei em fazer por dois motivos.

Um: tinha pegado ele de surpresa.

Dois: Zacky parecia um ursinho e era bom de abraçar.

- Cara, você é bom de abraçar — murmurei ainda agarrada a ele.

Ele riu e me abraçou também, e outra coisa: Seu abraço era bom. Mas depois ficou insurportável a partir do momento que ele me apertou demais.

- Zacky....Não....Consigo.... Respirar! — reclamei pela segunda vez.

- Desculpe — disse rindo e me soltando.

Quando estava tentando recuperar o ar, veio o Matt tentar esmagar meus ossos.

- Hey, Kaya — disse me abraçando, ou melhor sufocando.

- Senti sua falta também, agora me deixe respirar. – disse tentando me livrar de seu aperto, olhei pro lado e vi Jimmy apenas rindo.

- Você nem pra ajudar, Jimmy Sullivan? — perguntei incrédula.

- Venha aqui, duck. – Jimmy disse manhoso.

Já disse que odiava quando ele me chamava de pata? Fazia eu me lembrar do filme "O patinho feio" e isso não era uma coisa legal, sério.

- Não me toque, James. – falei se afastando e sorrindo.

- Então, tá bom. – Jimmy se virou e caminhou em direção a porta, com um sorriso malicioso nos lábios.

- NÃO! VOLTE! – corri em sua direção e abracei por trás.

- Agora quer que eu volte? O que fazer com você Kaya? – perguntou Jimmy, aproximando-se para um beijo.

- Me ame. – disse convencida.

- Já faço isso — respondeu sorrindo.

- Então porque não me defendeu daqueles brutamontes? — perguntei gesticulando na direção de Matt e Zacky.- Queria saber o que eles estão fazendo aqui, cadê o Johnny? — perguntei o olhando curiosa.

- Jojo saiu com Lacey mas disse que daqui a pouco vai estar à caminho — respondeu Jimmy me puxando pela cintura.

- Hmmm, mas pra que exatamente? — perguntei ainda curiosa. O que ele estava escondendo de mim?

- Vamos comemorar — respondeu sorrindo malicioso.

Olhei pra ele com um enorme ponto de interrogação acima da cabeça, comemorar o que? Pelo amor de Deus! São onze da manhã ainda. Vendo minha confusão Jimmy passou a mão em seu cabelo, chamando completamente minha atenção, sua mão direita estava vermelha ácima dos nódulos dos dedos, vermelha e a tatuagem que ele tinha em forma de aliança havia sumido...

Não acredito, que ele removeu a tatuagem, o abracei sorrindo e o pegando de surpresa.

- Kaya? Você está bem? — perguntou ele rindo.

- Estou sim, Jimmy — respondi meia atônita

-Você entendeu agora, o motivo da comemoração?

- Er, tenho que admitir, estava um pouco confusa em relação a isso. Mas agora... – Jimmy me beijou. – Me deixa terminar de fa-lar. – disse rindo.

-Não deixo nada. – Jimmy me abraçou e me beijou novamente, era um beijo lento e doce, sem dúvida acho que o melhor do dia.- Então Kaya, agora oficialmente você aceita namorar comigo? – perguntou docemente

-O que acha James? Claro que aceito! – Respondi, eu estava com um sorriso tão grande, que não sabia ao certo o que dizer, então optei por beija-lo.

- Oh, por favor os beijos de vocês dois deveria ser censurados. Parem com isso ainda estou aqui, vou vomitar — disse Zacky com falso tom enojado.

Jimmy parou de me beijar e olhou ele e descaradamente mostrou seu dedo do meio e me puxou de volta para mais um beijo.

Quando me soltou estava completamente sem folêgo, Jimmy as vezes exagerava em seus beijos, mas essa era a melhor parte.

O fitei sorrindo, agora tudo seria diferente, eu teria que ser boa o bastante pra ele. Me sentia boa o bastante para ama-lo cada vez mais, cuidar dele ou qualquer outro tipo de coisa que uma namorada fazia. Sinceramente não sabia o que uma namorada de verdade fazia mas ama-lo já não basta? Sim, amar Jimmy já bastava, porque eu via em seus olhos que era isso que ele apenas pedia, para ama-lo como realmente merecia, porque não tinha dinheiro ou qualquer tipo de bem material pra oferecer a ele. Apenas tinha esse meu amor meio estranho que sentia por ele.

E na moral? Era a única coisa realmente boa que tinha em mim, meu amor imenso por James Sullivan.

(Kaya's POV'S OFF)

Tudo bem, Candy nem iria perceber que não estava ali. Estava ocupada demais babando ovo em seus ídolozinhos e em sua amiga.

Sua amiga completamente, chata, insurportável e ... Como definir aquela garota? Tá ok, ela não é tudo aquilo que Leana me disse, o que era estranho queria saber o motivo de Leana ter mentindo, nunca tinha passado pela cabeça dela que um dia eu poderia conhecer Kaya? Acho que não porque nem eu imaginava isso, estranho essa coisa chamada destino, ainda me perguntava como diabos fui parar no meio desse rolo todo.

Ah você sabe sim, Charles. Leana meteu você nisso, e agora como ira sair?

Perguntava meu inconsciente em tom acusatório, mas eu já sabia como sair daquilo, deixar de ver Leana seria o primeiro passo. Hoje iria ser a última vez que vou vê-la.

Eu juro.

Depois de ligar pra ela, e avisar que estava chegando fiquei ansioso, como sempre ficava antes de vê-la, só esperava que ela não ficasse com raiva de mim mas ser seu capacho cansava as vezes. E quando finalmente cheguei em sua casa me deparei com uma Leana completamente arrumada, mais bonita do que nunca. Só pode ela ter sacado tudo, era só o que faltava, mas não me deixaria levar assim tão fácil.

- Que bom que você chegou, Chad! — disse assim que estacionei meu carro no meio fio, tudo bem isso era muito estranho. Ela nunca ficava tão animada quando aparecia assim do nada.- Vamos entrar!

- Claro — respondi seco ao passar por ela.

Tinha que manter o foco, eu não mudaria de ideia.

- Então, o que você tinha de tão importante pra falar comigo? — perguntou ela ao fechar a porta.

- Eu não quero mais participar desses seus joguinhos. Kaya não merece, ela não é uma pessoa má como você havia me dito, um pouco chata talvez mas nada de mais, ela tem seus motivos. Eu não vou vigiar ela nunca mais, e se ela está fazendo Sullivan feliz porque não os deixa em paz? Eu jogo a toalha, vá procurar outra pessoa pra fazer de capacho e...

Antes mesmo de terminar de jogar tudo aquilo em sua cara ela me atacou, tomou meus lábios em um beijo feroz e me derrubando em seu sofá. Eu juro que tentei me esquivar dela, de sair dali e nunca mais olhar ou pensar em Leana Silver.

Mas sou um belo idiota e a carne era fraca demais.

Estava em um conflito interno comigo mesmo, uma parte de mim (a parte carnal e completamente filha da puta) estava feliz, e a outra parte ( a emocional e racional, estava completamente frustrada porque não era um homem de palavra).

Eu era um fracassado, Kaya estava certa quando disse isso. Não resistia à uma mulher, me sentia um completo prostituto de quinta categoria, um dos piores ser que poderia existir na terra.

- Chad, o que você tem? — perguntou Leana de repente.

- Nada — respondi tentando não olhar em seu rosto.

- Tem certeza? — perguntou tocando meu braço.

- Porque se importa? O idiota aqui sou eu e não você — falei rispído.

- Você sabe que é importante em minha vida, não é? Chad?

- Sou mesmo? – perguntei irônico.

- Claro que é, você não sabe o quanto – ela me abraçou.

- Então, prova se é capaz!

Ela ficou calada por alguns minutos. E esse silêncio foi o que bastou para me deixar irritado ao extremo.

- É... Como eu pensava, constatei o que já sabia. Eu vou embora!

- Não, Chad espera! – Ela segurou minha mão.

- Esperar pelo quê? Ou será por quem?

- Chad, não vai! Espere por mim.

- Não mais, Leana.

- O que posso fazer?

- Não sei, você deveria fazer essa pergunta a si mesma. Não acha?

- Mas eu gosto de você.

- Quer saber, que se foda isso não está dando certo mesmo! Nada que me disser vai adiantar, se continuar mentindo.

- Mas eu gosto de você, realmente gosto, você me ajudou na hora em que mais precisei...Chad não vá.

- Você gosta de mim? Ah sério, não me faz rir. Você não sabe nem o que é isso. — estava tentando ferir ela com minhas palavras, mas não consegui. – E quer saber de uma coisa? Você acabou de perder o seu capacho.

- Chad! Para – vi seu olhos se encherem de ódio.

- Adeus, Leana – sai batendo a porta.

Sai daquela casa sem olhar para trás, não havia colocado minha camisa mas estava com pressa demais para me vestir completamente, entrei em meu carro e sai dali pisando fundo no acelerador. Candy ficaria furiosa comigo porque sai sem avisar, mas que se foda também. Iria ser ótimo se fosse demitido dai então não teria mais motivos pra ficar nesse inferno.

E esqueceria de Leana, porque o fato era que ela não gostava de mim ou muito menos se importava com que eu fazia ou deixava de fazer.

E o pior de tudo isso era que sou um tolo por amar essa mulher tão intensamente. E sabia que se ela fosse atrás de mim, o que era bem provável eu acabaria cedendo e voltando ser seu capacho outra vez.

Repetindo: Sou um completo idiota mal amado na vida.

Notas finais
aaaaaaaaaaaaaaaaaae Jimmy e Kaya namorando (finalmente)
então acho que depois desse capítulo as coisas vão realmente ficar sérias (ou não, calei me) já viram que o Chad está em um mato sem cachorro né? E que Kaya sente mesmo uma atração por Brian (também quem não sentiria?)
Arin is back! o/
Chad, Arin e Kaya trabalhando no mesmo locar, olha só que foda né? Daqui em diante as coisa são vão... piorar ou melhorar e meu Jimmy fdp pode até voltar quando sua mais nova namorada dizer onde e com quem vai trabalhar (R)
Enfim, desculpem pela demora de novo, eu realmente gostei de escrever esse capítulo, espero que vocês gostem de ler.
E não esqueçam
QUANTO MENOS REVIEW TIVER MAIS VOU DEMORAR PRA POSTAR!
Beijos e até o próximo