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Estava sentando no meu trono quando o comandante surgiu na porta sem ser anunciado. Respirou fundo na porta, e rapidamente dirigiu-se a minha frente, fez uma mesura rápida e com uma única frase mudou tudo.
"O alarme disparou. Creio que ela acordou." O tom era de pânico, algo que nunca foi ouvido em sua voz calma.
"..." Não tinha o que expressar. Apenas ódio e surpresa. Havia apenas 30 anos que tinha subido o trono e não esperava que a rainha acordaria em meu tempo. "Chame Lance, ele deve liderar o grupo para destruí-la." O espanto podia ser visto no rosto do general.
"Mas meu senhor, sei que ele é o seu filho, mas acredito que ele não seja a pessoa mais adequada para essa missão. Ele é valente e forte, mas é incapaz de fazer o que o senhor deseja."
"Faça isso, sei que ele conseguirá, mas antes, o traga a minha presença, devo explicar tudo para o meu querido filho." O comandante fez uma mesura e se retirou do local. Ele estava indo chamar Lance.
"Príncipe Lance, Sua Majestade espera o ver na sala do trono."
"Obrigado comandante Roan. Já irei para a sala do trono. Pelo visto é algo importante." O comandante apenas virou-se e seguiu seu caminho, seus gestos indicavam que alguma coisa o preocupava, mas nada podia ser feito sobre isso.
"Vossa Majestade, o senhor mandou me chamar?" Foi o que disse quando entrei na sala do trono. O rei parecia muito irritado com alguma notícia. E isso não passava despercebido para ninguém.
"Tenho uma missão para o príncipe Lance. Meu filho deve ir atrás de uma mulher, a sua imagem pode ser encontrada em alguns dos quadros do palácio, e quero que a mate. Ela não deve continuar viva. Ela foi uma antiga rainha, e hoje recebi a notícia pelo comandante Roan, ele me disse que ela finalmente tinha despertado de seu sono. Filho, você deve partir no dia de amanhã e matá-la o mais rápido possível. Ela não deve ganhar o poder e não deve se juntar a resistência. Eles podem usá-la como arma." O rei explicou tudo o que sabia sobre a pessoa para seu filho.
"Pai, sei o que queres que eu faça, mas não sei se poderei matá-la." Respondi com toda a sinceridade que pude, mas meu pai apenas continuou a explicar o que ela tinha feito. "Concordo em matá-la se houver ameaça de um ataque, mas fora isso creio não ser capaz."
Meu pai parecia querer que eu fizesse o que ele pedia, e então, a sua persuasão me venceu, suas explicações do que ela fazia no passado finalmente mudaram minha mente.
"Farei o desejo de Vossa Majestade, e a matarei assim que a vir." Com essas palavras sai da sala do trono. E começei a chamar os guerreiros que iriam me seguir nessa viagem suicida.
Assim que o dia raiou, todos os guerreiros que juntei estavam na frente do palácio prontos para partir. O rei parecia feliz com o rumo dos acontecimentos e estava sobre um palco para a plateia de plebeus. O rei foi para frente do palco e começou a soltar o discurso.
"Pessoas do reino de Olbion. Ontem recebi a notícia de que uma das piores rainhas do passado acabou de acordar. E hoje meu filno Lance vai ir atrás dela com alguns guerreiros, e a missão dele é matá-la. Pois ela não pode subir novamente ao trono. No passado ela maltrava os humanos e apenas cuidava do bem-estar da sua própria raça, os creos.
"Porém no passado uma guerra começou e os humanos e os creos entraram em conflito pois a energia necessária para mover os creos estava acabando e eles decidiram que seria melhor o afastamento de sua raça. Mas há 70 anos essa raça se levantou novamente, mas alguns heróis vieram e conseguiram acabar com a ameaça. A rainha tinha acordado, mas a sua raça não lhe deu mais ouvidos.
"E nesse dia, ela decidiu destruir todos os creos para depois reconstruí-los, mas há 60 anos ela entrou em estado de suspensão, e na noite passada acordou. Não sei quais são seus verdadeiros planos, apenas sei, que ela está livre e pronta para recriar a sua raça. A minha última fonte foi no passado, que no dia que ela adormeceu, ela tinha achado o último código que precisava. E com isso, ela acabou por colocá-lo em si mesma. Ela deve estar muito mais poderosa do que já foi no passado. Ela teve tempo suficiente para aprender a como usar esse novo código.
"E hoje, atribuí a tarefa de matá-la ao meu filho mais novo, Lance." E com isso ele mostrou o lugar onde eu estava com um dos braços. Levantei o meu e fiz o que devia ser feito, um juramento.
"Eu, Lancelot de Le Grasol, juro em nome de meu pai, Klaus de Le Grasol, matar e trazer a cabeça da Rainha de Gelo." Muitos aplausos se seguiram após meu juramento. E quando olhei para meu pai, um pensamento de dúvida passou em minha mente. ‘Ele está mentindo. E ainda escondendo parte da hitória.‘
"Hoje vemos que o Príncipe Lancelot está pronto para a tarefa que lhe dei. Agora partam e que volte vitorioso da sua caçada." Essa era a deixa para sairmos, mas eu ainda queria lhe fazer perguntas. Porém o batalhão já estava se movento, e não pude ficar parado. Me juntei a eles para o futuro incerto. E no barulho dos aplausos e dos gritos de felicidade da multidão, apenas um olhar frio podia ser sentido, o do rei. Mas esse era completamente disfarçado.
Foi nesse dia que percebi que nunca mais poderia confiar no meu pai. Um rei tirano que reinava com sabedoria. Um rei que sabia manipular as pessoas da forma que ele queria. E eu, fui mais um desses manipulados. Mais uma vez, ele sabia que tinha ganhado e sabia que isso era importante.
Hoje, ele teve uma tremenda vitória sobre mim. Se eu voltar de mãos vaizas serei traidor. E se a matar serei um heroi, mas serei mais um assassino... Agora, só me resta esperar e ver o que o futuro me aguarda. 'Ninguém sabe o que aconteceu com ela nesses 60 anos, apenas se sabe que ela acordou.'
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