Android 001
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"Vovô, por que tenho que limpar esse lugar velho? Está cheio de poeira e faz meu nariz coçar." Perguntou uma voz jovem.
"Ax, sei que já te contei o porque, mas sei que gosta desta história. Então enquanto estiver varrendo, te contarei tudo novamente." Respodera uma voz ressecada e gasta com o tempo, mas que por algum motivo a ela parecia conhecida dele.
"Vovô, alguém esteve aqui!" Ele exclamou sem entrar na sala. "Será que não pegaram nada de valor? Veja tem um monte de pegadas." Ele exclamou. E neste momento ambos aparecem no espaço que deveria ficar a porta e assim que vejo o rosto do idoso uma memória volta.
"Não meu neto, não tem nada de valor aqui para ser levado, se entrou aqui, foi para casa de mãos vazias." Respondera com um pequeno sorriso. E o jovem, que parecia se chamar Ax, também sorriu, aquele sorriso que me fazia derreter...
Em um piscar de olhos sabia que ja tinha visto o idoso, mas quem me chamou mais atenção, fora o jovem que o acompanhava. Ele eram idênticos, os olhos, o cabelo, o sorriso travesso que aparecia em seu rosto e até mesmo as roupas me dava uma certa impreção de algo já conhecido o jovem de minhas memórias. Mas não sei quem ele é, seu nome não me lembra nada, só seu rosto. Mas que rosto lindo, mas ainda assim, ele não pode ter ficado tão jovem com o passar dos anos. Não sei quem ele é... mas sinto que ele é ele, mas ao mesmo tempo não é.
"Nêmesis." assim que ouvi "meu nome" olhei para o idoso, ele parecia que ia contar uma historia para o garoto que começara a varrer o chão. "Ela um dia foi chamada assim, mas eu a conheci muito antes de isso acontecer, ela nunca demonstrava emoções, não ria, nem chorava. Mas suas ações mostravam o que sentia. 'Ei, varre direito Ax! Se não vou parar por aqui mesmo!'
"Sou aquele que mais conviveu com ela, seus olhos dourados, seu cabelo branco, que ia até a cintura, ainda me lembro quando ela zangava comigo e me dava um tapa no rosto. Sinto falta dela, andamos juntos por muito tempo, nossos outros companheiros nos ajudavam sempre tinhamos algo para fazer. Sempre que caíamos numa armadilha ou cercados, era ela quem muitas vezes nos salvara, uma pequena android com um grupo formado de pessoas diferentes, uma elfa, quatro humanos, um humano/android, uma meio demônio, e ela. 'Ax, para de brincar com a vassoura, ela não é uma espada, sei que seu pai anda te ensinando esgrima, mas pare de usar qualquer coisa como espada!'
"Ela era a android do grupo. Um dia enquanto terminávamos uma missão, ela mudou o curso e veio parar aqui neste depósito, ela me disse que precisava vir aqui para se "atualizar" e que não demoraria muito. Mas agora, 60 anos já passaram e ela ainda continua a dormir, fiz de tudo para acordá-la, mas nada funcionou, não tenho ideia do que ocorreu a ela, mas ainda espero que ela acorde, nem que ela venha em meu último dia de vida. Ainda quero revê-la. E depois desse dia cada um trilhou seu próprio caminho. Mas todos estamos velhos agora, não estamos mais em condições de nos encontrar, mas o correio nos deixa informados e todos estão querendo revivê-la..."
Ela podia ver claramente o sofrimento daquele idoso, mas era algo que ela não entendia. Porém a história que ele acabara de contar era história dela, a história de como ela fora parar naquela cápsula lacrada que agora estava quebrada... e enquanto ele contava, suas memórias vieram voltando, de pouco a pouco, seus companheiros e mais uma vez, o jovem que ela amara estava entre eles, nitidamente mais colorido e vibrante que qualquer outro... e um grito repentino a retirou de seu transe.
"AH! Vovô! Vovô!" gritava o jovem enquanto corria para o idoso que estava sentado calmamente numa cadeira ali perto. "A cápsula que a garota estava ta vazia e quebrada. Será que alguma coisa aconteceu?" ele disse enquanto entrava em pânico.
"Não sei Ax, muitas coisas podem ter acontecido, mas pelas pegadas que vimos, alguém esteve aqui muito recentemente, no máximo ontem de tarde. Vá dar uma olhada, e por favor, não quebre a vassoura, use a espada que está em suas costas, mas antes repare para ver se a pessoa representa perigo. Tudo bem?" Disse o velho com um pequeno sorriso que desaparecera rapidamente, como se ele faltasse algo em seu corpo.
"Certo vovô Magnus." Afirmou o garoto que deixou cair a vassoura, que fez um grande barulho ao tocar o chão, e retirou uma espada de suas costas, uma espada de lâmina dupla, pequena o bastante para ser usada com uma mão, mas com cabo grande o suficiente para usar com as duas, uma espada bastarda.
Espere ele disse Magnus? Não pode ser, o meu lindo garoto de olhos vermelhos, cabelos cor de fogo e sorriso travesso é aquele idoso, não creio... então, o tempo realmente passou enquanto dormia e eu? Minhas pernas não aguentaram meu peso após o choque de descobrir que o garoto que eu amei envelheceu enquanto eu dormia, e lentamente escoreguei até sentar no chão. Continuo da mesma maneira, não envelheci, mas ainda sinto tudo que sentia no dia que vim aqui. Meus sentimentos parecem ser os mesmo de antes, ainda não acredito...
"Te encon-" o garoto me encontrou, mas ele parou e em seus olhos era possível ver a surpresa. "V-Você acordou?" ele gaguejava enquanto apontava uma das mãos para mim. "Meu avô vai ficar super contente em revê-la, ele sempre fala de você quando vem aqui em baixo. Mas ele nunca me disse seu nome. Prazer sou Axel Strongarm." ele estava excitado, era possível ver, mas a sua reação me trouxe a memória de quando Magnus e eu nos conhecemos.
"Sou Electra." disse enquanto me levantava e para minha supresa o garoto sorria e me oferecia ajuda. "Obrigrada, mas não é preciso. Posso me levantar sozinha." Mas quando tentei me levantar, me faltou forças. E fui obrigada a aceitar a ajuda que ele oferecia. "Vamos Ax, tenho algo para falar com Magnus." Ordenei enquanto me aprumava e me dirigia para o idoso que esperava no mesmo lugar de antes, só que agora com a bengala, que era uma espada sem ponta, pronta para o abate.
Mas seus quando seus olhos viram quem estava vindo com seu neto, seu rosto se iluminou e aquele meu tão amado sorriso chegou aos olhos dele e estes deixaram cair lágrimas de felicidade.
E quando me aproximei dele com seu neto ao meu lado.
"GAROTO INSOLENTE!" e dei lhe um tapa no rosto, não no rosto de Magnus, ele já está fraco demais para um golpe desses, o rosto que levou o golpe foi o do menino que estava ao meu lado. O jovem Ax parecia completamente desnorteado com o acontecido. "Eu lhe disse que voltaria, porque não me esperou?" Disse enquanto virava para o idoso que estava se segurando para não rir.
"Me desculpe Electra, eu estava esperando seu tapa. Mas nunca imaginei que seria o Ax que o receberia. E ainda mais com a sua frase de efeito." Dizia Magnus, agora ele já não tentava mais segurar o riso. Ele estava gargalhando, como se estivesse muito feliz com tudo que aconteceu. "Me desculpe El, realmente tentei te esperar, mas a vida continuou, mas o grupo nunca fora o mesmo sem você." Ele parecia reviver algumas memórias tristes. "Mas quando decidir me casar e ter meus filhos, os ensinei a arte da espada e ainda contei a eles tudo sobre você, caso um dia acordasse e eu já estivesse velho, mas o tempo passou, eles tiveram filhos, e o caçula, Ax, é o único que ainda me ajuda, ele me faz lembrar de mim quando todos estavam juntos." Ele parecia perdido em seu passado... quando uma voz quebrou todo pensamento.
"Isso doeu! O que deu em você para me bater desse jeito? Nós acabamos de nos conhecer e é assim que você me trata?!" Gritava o menino com lágrimas em seus olhos. E era possível ver a marca da minha mão em seu rosto. Mas ele até que aguentou o tapa repentino levara, ele recuou uns dois passos, mas foi só isso. "Não se aproxime de mim novamente!"
"Axel, não se importe, o mesmo aconteceu comigo quando nós dois nos conhecemos, e pode ter certeza, a dor que você está sentindo, eu já senti muitas vezes." Disse o velho enquanto voltava a rir da cena.
"Magnus, parece que você também quer levar um tapa." Eu disse tranquilamente enquanto preparava minha mão. "Então é melhor aguentar como seu neto fez. Seu GAROTO INSOLENTE!" Disse enquanto chegava dava um tampa no rosto do idoso, mas a força fora forte o suficiente para ele recuar dois passos. Veja bem, ele já está idoso e tenho medo de usar toda minha força contra ele...
"El, você enfraqueceu nesses 60 anos que esteve parada? Sei que você enfraqueceu o tapa, venha com tudo, estou preparado para recebe-lo." Magnus parecia estar tentando se fazer de forte, mas era fácil ler que o tapa que levara agora quase o fez cair no chão.
"Magnus, para você essa força é mais que o suficiente... Alguém viu Sigma e Tau?" Perguntei enquanto olhava para os dois, apenas Magnus pareceu reconhecer o que eu falava.
"El, eles estavam na mesma cápsula que você, lembro muito bem de colocarmos eles lá. Ax, olhe na cápsula em que Electra estava todo esse tempo, lá você deve encontrar dois robôs pequenos, um branco, Tau, e um preto, Sigma. Já está na hora de os ligar."
Ax parecia não querer se mover, mas ele se moveu até a cápsula e ficou tentando abrir, mas ele não conseguia.
"É impossível, isso é muito pesado." Ele nem conseguia mover a parte de vidro.
"Há um botão ai do lado, o aperte, ele vai deixar a cápsula abrir." Gritei para ele. Ele parecia chocado por ouvir eu lhe dirigir uma palavra após o golpe que levara em sua face, bom a culpa era toda de Magnus, quem mandou envelhecer? Mesmo o tempo tendo passado para ele, para mim o tempo estava parado. Magnus, como ele me compensará pelo tempo perdido? Será que isso ainda é possível?
Ax parecia não conseguir levantar a tampa da cápsula para ver se Tau e Sigma estavam lá. Suspirando pedi licença ao meu antigo amigo e me aproximei de Ax. Não sei como ele não enxerga aquele botão vermelho ali perto da parte de vidro.
"Ax, vejo que ainda não encontrou o botão." Disse quando já estava do lado dele. Ele deu um pulo quando ouviu minha voz tão próxima a ele. E começou a tentar sair de perto de mim.
"E-Eu não encontrei o botão, mas não desisti..." Ele disse, é impressão minha ou ele está com medo de mim?
Apenas me virei para a cápsula e presionei o botão que estava do lado dele. Será que ele estava prestanto atenção na minha conversa com Magnus e não ficou a procurar o que eu lhe pedi. Ele realmente está curioso para saber mais de mim, mas quem sou eu para lhe explicar mais... se não lembro quase nada do meu passado. Magnus contou uma parte, mas parece que falta algo que ninguém quer lembrar. Será que antes de me deitar naquela cápsula eu lembrava de tudo?
A cápsula se abriu, o processo foi lento devido ao péssimo estado de todo conjunto de engrenagens, mas assim que abriu, encontrei dois pequenos robôs, um de cada lado de onde minha cabeça tinha ficado. "Como não os vi antes?"Acabei por pensar em voz alta enquanto pegava cada um deles, o branco estava mais próximo de mim e ele foi o primeiro a ser pego, e quando minha mão escostou em seu corpo seus circúitos voltaram a funcionar.
Acabei por tomar um susto, pois não esperava que eles se ativariam com apenas um toque, isso deveria estar em uma das suas antigas memórias. Andei até o outro lado e toquei no preto, este como o branco, se ativou com apenas um toque. Ambos agora estavam funcionando novamente, Tau tinha olhos azuis, e Sigma tinha olhos vermelhos. Eles eram dois robôs pequenos e ovais. E na sua cabeça eles possuiam dois pequenos chifres que soltavam algumas faíscas.
"A mestra finalmente nos acordou." Disseram os robôs pretos e brancos. "VIVA!!!" Eles começaram a levitar ao meu redor como se estivessem felizes... Mas, para que eles servem? Me lembro vagamente deles me acompanhando.
Tau olhou para Ax e por algum motivo começou a rodar em sua volta, como se fosse algo muito comum, enquanto isso Sigma parou e ficou ao meu lado enquanto olhava a cena.
Era possível ver que o garoto estava com medo, mas o robô branco não estava nem ai para ele, apenas continuou a brincar entre os cabelos dele e começou a falar algo em seu ouvido, algo que não pude ouvir por ele estar meio longe daqui. Mas sei que o garoto ficou constrangido, seu rosto acabara ficando completamente vermelho.
"Milady, sei que acabamos de arcordar, mas sinto outra forma de vida atrás de nós. Ela é idosa e está olhando fixamente para a nós quatro." Relatou Sigma. "O que devemos fazer?"
"Sigma, Magnus não fará nada conosco, ele está pacientemente nos esperando."
"Milady, sinto te informar, mas Magnus está brincando com Tau... espere um pouco... Sim, agora entendo o que a senhorita falou, acabei de me atualizar e parece que passamos 60 anos em estado suspenço, então teóricamente Magnus é o idoso e aquele garoto é seu descendente. Se quiser posso procurar por registros que conformem a vericidade dos fatos." Ele diz isso como se eu não soubesse disso. E ainda continua a procurar por evidências concretas enquando com um simples olhar vejo toda a semelhança que preciso para saber. Mas mesmo assim eu lhe disse para continuar a procura, pois ele ficaria ocupado por um bom tempo.
Desviando o olhar para Ax e Tau, vejo que ambos já se tornaram amigos e estão conversando, parece que a personalidade deles são parecidas e acho que essa será uma coisa estranha. Melhor conversar com Tau sobre ele e Magnus... Enquanto pensava em como conversar com ele sobreo assunto, eis que Tau acaba por arrastar, quero dizer, levitar Ax até o meu lado.
"Mestra, ele disse que não é Magnus e continua a insistir que seu nome é Axel. O que isso significa? Magnus perdeu a memória e acabou por ter um novo nome? E a propósito, há um idoso ali atrás nos olhando..."
"Tau ele é neto de Magnus, e Sigma já me avisou sobre o idoso, e essa pessoa é Magnus." Disse enquanto soltava um suspiro e ele deixou o garoto cair no chão que estava enfurecido.
"Primeiro você me bate!" Gritou Axel enquanto apontava para mim. "Depois esse robô louco começa a querer brincar comigo e depois de me apresentar começa a discutir sobre meu nome e depois te tanta discução me faz levitar até aqui e em vez de me por no chão, ele me deixa cair! Por que tudo acontece comigo?" O jovem aparentava estar cada vez mais furioso.
"Mantenha a calma. Veja, Tau não fez por querer. Não foi Tau?" Levamos um susto com a aproximação de Magnus, mas o neto dele estava muito furioso para se preocupar com isso.
"Sim..."Disse Tau.
"Ele realmente é neto do Magnus." Sigma fala como se nada tivesse ocorrido. "Olá Magnus, já se passaram alguns anos, e vejo que os dias realmente passaram... perdemos um bom tempo dormindo. Provávelmente ficamos em estado vegetativo para alguma atualização do programa da Senhorita Electra, mas..." O robô preto continua a sua explicação detalhada e todos começam a tentar mudar de assunto.
"E Sigma, vejo que ainda continua falando por termos difíceis..." O idoso suspira, pois ninguém consegue acompanhar o pensamento de Sigma, exceto eu... ele realmente é complicado de se lidar. "Tau, faz um bom tempo e pelo visto continua com a mesma energia de sempre." Disse enquanto apontava um dedo para o robô branco.
"Sim!" Tau começa a correr para perto de Magnus, como que para levitá-lo, mas para no último segundo. "Magnus... é realmente você? Sei que é, mas ainda não consigo acreditar... vo-você envelheceu tanto..." Ah, lá vai ele, Tau está chorando...
"Tau, Sigma, não se importem com o exterior dele, ele ainda é a mesma pessoa. Tenho certeza." Disse enquanto trazia os robôs para perto de mim. "Tau, Sigma, vou reapresentá-los. Esse é Magnus e seu neto Axel. Magnus, Ax, estes são Sigma e Tau." Estou tentando fazer algo mas Ax ainda está bravo.
"Prazer em reencontrá-los, Sigma. Tau." Meu coração ainda pula quando o vejo...
"..."
"Ax, seu... GAROTO INSOLENTE!" E lhe dei um novo tapa. Me desculpe, dessa vez a culpa foi totalmente dele e ele mereceu. Ele está se achando forte e isso eu não suporto. Mas essa compostura veio toda de um certo alguém...
"Pra... doeu." Ninguém o ouviu direito. E quando me preparei para dar um outro tapa em seu rosto Tau voa até ele e pede desculpas por jogá-lo no chão. Isso pareceu amenizar a expressão dele. Mas ele ainda está zangado.
"Vamos todos indo para minha casa?" Perguntou Magnus. Como assim para sua casa? Ah, esqueci que ele agora está casado. Hoje todos devem estar reunidos, se não Ax não estaria aqui. E eu teria esperado por um bom tempo aqui em baixo. "El, é melhor encontrar um roupa mais quente para você. Sei que não precisa disso, mas o choque térmico pode atrapalhar suas funções, lá fora está frio."
Tem algo errado com minha roupa? Estou usando uma camisa preta, com um casaco branco de mangas longas o suficiente para tapar minhas mãos, mas ele não me parece quente. Sobre a cintura estou usando uma saia preta e branca que ia até os joelhos, nos meus pés estava usando botas de couro negro que iam até o meio da canela. Essa era a roupa que usava.
Mas minha como sou uma android todo meu corpo era feito de metal, mas possuía uma pele como a dos humanos que escondiam todo meu corpo metálico.
"Não vejo diferença na roupa que estou usando, ela me é confortável. Sigma, veja em qual estação do ano estamos. Tau, vá brincar com Axel." Dei instruções para eles.
"... Por que tenho que brincar com Tau? Não estou na idade de ficar brincando por ai... e estamos no inverno, só para você sabeeeeeeeerrrr..." E nesse momento Tau o arrasta para um lugar qualquer e pelo que parece Ax ficou irritado com Tau e começou a persegui-lo, uma antiga memória voltou, uma na qual eu, Magnus e todos os outros da nossa equipe estávamos sentados em volta da fogueira e Tau arrasta Magnus e essa cena acontece. Parece que algo assim já acontecerá anteriormente, todos começavam a rir e Magnus sempre se divertia enquanto tentava capturar o pequeno robô, mesmo que nunca o tocasse.
Magnus começa a rir, provavelmente ele lembra da mesma coisa que eu. E Ax, após um tempo desiste de correr atrás de Tau. E o robô volta todo alegre, provavelmente ele fará isso sempre que encontrar com o jovem. Melhor avisá-lo.
"Ax, El. Vamos para minha casa? Está ficando tarde. E temos que voltar antes de escurecer." E justamente nesse momento Sigma decide falar novamente.
"Milady, estamos no inverno e sua roupa realmente não é recomendada, pois se sair assim corre o risco de danificar seu circuito interno, e será necessário voltar para cá para fazermos o concerto."
"Obrigada Sigma." Sei que era óbvio que estávamos no inverno, mas pelo que ouvi e pelo que me parece, vim para aqui em baixo no meio do verão. Isso deve explicar o motivo das minhas roupas leves.
"Vamos todos, só temos 2 casacos, alguém terá que ir e voltar." Disse Magnus enquanto olhava para seu neto. "Ax, você vai me acompanhar até em casa, e vai voltar para buscá-la. É uma ordem e nem adianta reclamar. Vocês precisam se conhecer mais." Completou. "Vamos, está na hora ou vamos ter que ficar sem janta e teremos que comer a comida da El, algo que eu não recomendo."
Então nós cinco nos encaminhamos para as portas desse lugar, o lugar no qual fiquei parada no tempo.
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