Andrian - A Magia Antiga
2 Capítulo 2 -Só Penso Nele
Já eram 5:00 e eu não conseguia parar de pensar no garoto que me beijara na noite anterior, até que enfim consegui dormi. O fim de semana passou e eu não parei de pensar naquele beijo.
Já era segunda-feira. Quando acordei estava atrasado para a escola. Corri pelo meu quarto, me vesti e desci correndo. Fui até a escola sem tomar meu café da manhã.
Chegando lá fui direto para a sala de aula, não havia ninguém ainda, eu sempre chegava na sala antes de bater o sinal... As outras pessoas costumavam a ficar no patio. Me sentei na cadeira e quando eu ia me virar para pegar um livro eu me deparei com o garoto de asas de morcego e falei:
—O que você está fazendo aqui ?!??
—Calma, eu vim te dizer uma coisa muito importante!
—Fala.
—Você corre perigo, você não pode mais continuar na sua casa! Você tem que vir comigo!
—Olha só cara, eu mal te conheço... Eu não vou sair por aí com um cara de asas de morcego que eu mal conheço.
—Você precisa me ouvir, é perigoso ficar aqui... Por favor!!
—Ta ok, tudo bem eu vou, mas não vou ficar na sua casa por muito tempo... Espera, se você faz parte do submundo... Então quer dizer que eu vou ter que ir até lá ?
—Não, relaxa. Eu tenho uma casa aqui também.
—Ah entendi, depois da aula eu vou então.
—Ok, agora eu vou ir então... Até mais!
—Até!
Ele deixou a minha sala e eu senti meu coração batendo mais forte. Logo meu rosto estava queimando, provavelmente eu estaria corado.
—Hey, Adrian! -Alguém me chama do lado de fora da sala.
Quando eu me viro para olhar vejo que é o garoto de asas de morcego.
—Espera, como você sabe meu nome ?
—É... Esquece, tchau.
Eu ainda não conseguia entender como ele sabia meu nome, mas isso não imporva naquele momento, eu queria saber porque ele havia me chamado...
Depois da aula fui para casa e quando entrei no meu quarto me deparei com ele, o garoto de asas de morcego. Perguntei de novo então:
—Como você sabe meu nome ?
—É... Isso não importa.
—Tá, tudo bem... Qual é seu nome ?
—Oliver.
—Ah gostei do nome.
—Também gostei do seu.
—Por que você me chamou aquela hora? -Perguntei com um ar de curiosidade.
Ele corou levemente e revirou os olhos.
—Por nada... Não é importante, não agora.
Ele mantinha seus olhos direcionados para a direção oposta da minha. E eu fiquei o encarando de cima a baixo.
Suas asas eram grandes e se arrastavam pelo chão quando ele andava, logo reparei que ele também possuía uma calda semelhante a de um leão negro, seus olhos eram avermelhados e estavam de certo modo coberto por uma franja castanho escuro meio longa. No seu cepto havia um pircing de semicírculo preto e suas orelharas estavam repletas de mais pircings.
Ele se virou para mim e corou novamente, fazendo com que eu corasse também. Virei meu rosto para o outro lado e olhei para o chão.
—Então...- disse para quebrar o silêncio- por que mesmo você está aqui?
—Aqui onde?
—Na minha casa, onde mais seria?
Começou a me irritar.
—Desculpe, sou muito lerdo como já deu para perceber...
Ele olhou para mim novamente e deu um leve sorriso.
—B-bom...eu vou pegar umas roupas e...-ele me interrompeu segurando minha mão.
Meu Deus! Meu coração estava a mil, logo meu rosto estava queimando horrores.
—Não precisa, lá eu já tenho roupas o suficiente.
—Mas...-ele me interrompe novamente me puxando pela cintura e aproximando meu rosto do seu.
Corei em questão de segundos.
—Lhe disse que não será necessário.-seus olhos me fitavam seriamente, seus lábios formavam um sorriso leve e misterioso- Agora vamos.- ele disse abrindo as asas e me erguendo do chão.
Saímos pela janela em uma velocidade muito grande. Fechei meus olhos com força e o agarrei com força.
—Adrian, pode abrir os olhos, você não vai morrer ok? Eu estou te segurando.
Quando abri meus olhos pude ver apenas o preto da camisa de Oliver, pois tinha enterrado meu rosto contra o seu peito. Virei lentamente e avistei minha cidade toda praticamente.
—Gosta dessa vista?
Volto a enterrar meu rosto contra o peito de Oliver e respondo em um tom meio baixo:
—Tenho medo de altura... É bonito mas, continuo tendo medo de altura...
Ele ri e acaricia meus cabelos.
—Já estamos chegando ok?
Não demorou muito e já estavamos no chão novamente. Abri meus e vi que Oliver ainda me segurava bem firme, como se estivesse me abraçando. Não, sabia ao certo se o esperava me soltar ou se o soltava de vez.
Quando direcionei meus olhos a ele, percebi que o mesmo me encarava de uma forma seduzente, senti que poderia beija-lo.
Então segurei seu rosto, meio sem saber o que fazia, cerrei meus lábios nos seus esperando não ser retribuído.
Mas tive uma surpresa ao realmente ser retribuído. Logo suas mãos prendiam minha cintura, elas subiam e desciam sem parar. Então senti suas mãos gélidas passarem pelas minhas costas por baixo de minha camisa.
Ele me ergueu e eu passei minhas pernas por sua cintura. Oliver me carregou até o seu quarto e me soltou em sua cama.
Ele sorri para mim de uma forma maliciosa.
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