And The Good News Are My Wedding Vows
3 What a pleasant honeymoon!
Notas iniciais
Eu tinha alguma coisa pra dizer, mas esqueci.
Enjoy!
No dia seguinte, acordei abraçando Gerard. Sorri ao sentir sua respiração calma contra meu pescoço e ao sentir seus dedos brincando com meu cabelo. Levantei o olhar e ele sorriu.
-Bom dia, meu amor. – ele beijou meu rosto – Dormiu bem?
-Eu dormi com você. É claro que eu dormi bem.
Ele corou ao se lembrar da nossa noite de núpcias, mas sua expressão ainda era feliz e, de certo modo, orgulhosa.
-Gostou?
-Se eu gostei? Eu amei! – mais uma vez, ele corou, mas lançou-me um sorrisinho malicioso.
-Não sabia que eu era tão bom assim. Primeira vez?
Assenti.
-Você parecia ser bem mais experiente. – disse ele, com malícia na voz.
-Ha-ha-ha. Engraçadinho.
Ele sorriu.
-Só estou brincando, Frankie. Você sabe que eu te amo. – ele pressionou os lábios levemente contra minha testa.
-Eu sei. E eu também te amo, Gee. Se não, eu não teria casado com você.
-Verdade, Frank Way.
-Vai me chamar assim pelo resto da vida?
-Não, só até você ficar irritado.
-Já estou irritado. Feliz?
Ele gargalhou. Era um riso honestamente feliz, mostrava uma felicidade que eu nunca havia visto nele. Acho que a única vez que o vi tão feliz foi quando nos declaramos naquele parque onde ficamos após o baile.
Flashback On
–E-e-e-eu… T-te… Amo. – gaguejei fracamente, um pouco assustado com tudo aquilo. Ele secou uma de minhas lágrimas com as pontas dos dedos.
–Frankie... Eu também te amo.
–S-sério? Ah meu deus! – ele me puxou para mais um beijo e, ao nos afastarmos, abracei-o fortemente, um pouco forte demais.
–Eita, calma. Você vai quebrar meu pescoço!
–Ah, desculpa... – ele riu baixinho.
–Frankie, eu te amo tanto... Desculpa por não ter dito nada antes, eu estava muito confuso sobre meus sentimentos...
–Eu sei como é. Eu vivoem meio a uma confusão de sentimentos... – ri amargamente – Mas você sabe que não precisa ficar comigo porque sente pena de mim...
–Eu não vou ficar com você porque sinto pena de você. Eu vou ficar com você porque eu te amo. Mais do que tudo nesse mundo.
Flashback Off
Sorri ao lembrar-me desse dia. Foi um dos melhores da minha vida.
-Do que está rindo? – indagou ele, afagando minhas costas.
-Nada... Só me lembrei daquele dia... Depois do baile... Lembra?
Ele também sorriu.
-Como eu podia me esquecer? Foi o dia que nos concedeu isso. – ele fez um gesto amplo, representando o lugar onde estávamos e o que estávamos passando.
-Verdade. – afastei a franja de seus olhos e beijei seu pescoço, mordendo-o levemente. Foi só aí que notei algumas marcas roxas que eu fiz na noite passada. Mordi meu lábio inferior – Ah... Desculpe.
-Pelo que?
-As marcas roxas no seu pescoço...
Ele riu.
-Não tem problema. Eu fiz o mesmo com você... Só que com suas costas.
Olhei com dificuldade para as minhas costas e, realmente, estavam traçadas por linhas onde, outrora, Gerard fincou suas unhas. Mas não doíam, muito pelo contrário, traziam de volta a sensação de estar mais próximo de Gerard do que nunca.
-Está doendo? – indagou ele, com preocupação nos olhos, afagando carinhosamente minhas costas.
Fiz que não com a cabeça.
-Imagina. Eu sei que você nunca me machucaria... Pelo menos, não de propósito.
-Isso é verdade. – ele brincava com alguns fios de cabelos meus. Ficamos na cama, conversando por mais alguns minutos, até que ele resolveu se levantar, apesar de eu choramingar para ele continuar na cama. “Nós temos lugares para visitar”, disse ele.
-Ah, então você não fez essa lua de mel só pra noite de núpcias? Estou chocado! – falei, com uma surpresa falsa. Ele jogou um travesseiro em mim.
-Idiota.
-Burro.
-Retardado.
-Ninfomaníaco.
-Nossa, não precisa ofender! – disse ele, fingindo estar ofendido. Revirei os olhos.
-Você é muito gay, sério.
-Eu sei. Só assim pra eu me casar com você. – disse ele
-Eu notei o duplo sentido nessa frase. Não sei se sorrio pelo primeiro sentido ou se te dou um soco pelo segundo sentido.
-Prefiro o sorriso. – ele piscou. Revirei mais uma vez os olhos. Ele ainda agia como o menininho excluído que ele era tantos anos atrás. Irritante, misterioso e levemente infantil, mas,acima de tudo, fofo.
Saímos para tomar café em uma cafeteria na esquina do hotel, simplesmente porque era um Starbucks, e aquele viciado insistiu em ir lá. Como não consigo negar quase nada a ele, concordei em ir lá. Pedimos o café e ficamos vários minutos conversando, até que senti meu celular tocar.
-Alô?
-FRAAAAAAAAAAAAAAAANKS, COMO VAI, GNOMO?! – ouvi a voz de Ray do outro lado da linha.
-... Oi, palmeira. – respondi, meio incerto. Gerard, que bebericava seu café, riu baixinho.
-Manda um oi pra ele.
-Gerard mandou oi.
-Aah, manda oi pra ele também!
-Ele também mandou oi. Acabaram de trocar mensagens?
Gerard sorriu e assentiu.
-Como está indo a lua de mel? Já rolaram as putarias?
-RAYMOND! – ouvi uma voz feminina vinda do outro lado da linha e ri baixinho.
-Dê oi para a Megan. – comentei.
-Tá, tá, ela mandou oi também. E mandou eu pedir desculpas. Então... Desculpa. – disse ele – Não, sério, já tiveram a noite de núpcias? – ele sussurrou baixinho a última parte.
-Ray, sério, eu não vou falar sobre isso. – ajeitei-me na cadeira, me sentindo desconfortável.
-Afe, chato. Tá, tá. Mas estão curtindo o hotel?
-Muito! – sorri – Obrigado por tudo, galera.
-Não há de quê, tudo pelo nosso gnominho. – bufei e ele riu – Ah, que bonitinho! Ele ainda fica revoltado quando é chamado de gnomo!
-Ray, vai pra puta que pariu, sério. – Gerard rolava de rir. Mandei um xingamento para ele, o que só aumentou seu ataque de risos.
-Não estou afim, obrigado! – podia praticamente ver o sorriso irônico de Ray – Enfim, Mikey e sua mãe devem ligar hoje mais tarde, quem sabe a Lindsey também ligue. Só liguei pra saber se estava tudo bem.
-Ah, está sim. Obrigado mais uma vez, Ray. Até depois.
-Até, gnominho! – pude ouvir sua última risada antes de eu desligar o celular. Gerard segurava sua xícara no ar.
-Belos amigos, huh?
-Foram eles que pagaram isso tudo, não posso reclamar. – dei de ombros.
-Ah não... – gemeu Gerard, que olhava em um ponto acima de meu ombro. Virei para ver o que era e dei de cara com a pessoa que eu menos queria ver na minha vida, muito menos naquele momento.
Notas finais
Beijos *-*
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