Notas iniciais
Hello-hello!
I don't know why you say goodbye, I say hello(8)
Parei -n
Tinha alguma coisa pra falar, mas esqueci. Bom, foda-se -q
Enjoy!

–Pronto, chegamos.

Finalmente, havíamos chegado em casa, após duas semanas de uma lua de mel inesquecível. Kyle não havia tornado a aparecer após o que aconteceu no Starbucks de Londres, porém, eu sabia que ele não tinha esquecido de mim. Não ainda. Não tão rápido. Porém, não comentei nada para Gerard, afinal, ainda tinha esperanças de que ele já havia deixado isso passar.

Gerard suspirou fundo e jogou suas coisas no sofá da nossa nova casa. Bom, minha nova casa. Gerard já morava aqui, eu simplesmente me mudei para a casa dele.

Imitei os gestos de Gerard e me espreguicei. Voos de avião eram cansativos. Olhei o horário e suspirei. Eram oito da noite. Ainda tínhamos algumas horas antes de dormir. Quer dizer, teríamos, se não fosse pela droga do telefone que tocou bem naquela hora. Fiz menção de atender, mas ele segurou minha cintura.

–Deixa que eu atendo. – Gerard pegou o telefone e o levou até a orelha – Alô? Ah, oi, Emily. – Emily é a secretária da escola onde eu trabalho, ela é extremamente gentil e fofa, mas, quando ela me ligava, normalmente eram más notícias – Aham, ele está aqui. Vou passar para ele.

Gerard me entregou o telefone. Agradeci e comecei a falar com Emily.

–Oi, Emily.

–Frankie, você tem que vir aqui.

–Eu tenho que fazer o quê?! Por quê?!

–Porque está tendo uma reunião, oras. E eles precisam de você aqui.

–Vão me despedir?

–Não! Por quê?

–Então não é importante.

Não interessa se é importante ou não, você tem que vir para cá!

–Emily...

Agora.

Ah, tá bom, eu já estou indo. – desisti de discutir com ela – Até daqui a pouco.

Acho bom mesmo.

Bufei. Emily era legal, mas era insistente.

–Gee... – comecei a bolar um jeito de falar o que Emily me disse na forma mais doce possível para que ele não ficasse bravo comigo – Você... Você ficaria muito chateado se eu dissesse que... Sei lá... Tinha que sair?

–Iria. – admitiu ele. Mordi o lábio inferior.

–Bom... Pois é... Mas eu meio que tenho que sair. – fiz uma careta e ele suspirou fundo.

–Frankie... – choramingou ele – Você prometeu que ia ficar! Além do mais, nós acabamos de voltar de lua de mel!

–Eu sei, eu sei! Diz isso pra Emily, não pra mim! – defendi-me – Olha, eu vou lá, mas quando eu voltar, vou passar o tempo que quiser com você, feito?

Gerard fez biquinho e amarrou a cara, mas assentiu. Ri e beijei seu rosto.

–Você fica muito fofo assim, sabia?

Ele corou levemente. Ri mais uma vez e beijei seus lábios, mordendo o inferior levemente.

–Não se preocupe, vou estar de volta o mais rápido possível. – pisquei e saí de casa.

–X-

POV Gerard

Observei-o se afastando de casa e suspirei. Não havia muito que fazer agora que ele tinha saído.

A primeira coisa que fiz foi colocar as malas no quarto. Mais tarde eu as abriria e começaria a arrumá-las. Depois, tomei um banho. Pus uma roupa qualquer, sentei-me no sofá e fiquei mudando de canal até me entediar. Peguei o meu caderno e comecei a rabiscar um desenho qualquer, tentando pensar na revista que eu tinha que terminar. Porém, eu estava com um mau pressentimento, e não consegui desenhar porra nenhuma. Simplesmente desisti e fechei os olhos, deitando-me no sofá e tentando dispersar os pensamentos.

De repente, a campainha tocou. Resmungando, levantei-me para ver quem era. Abri a porta e quase gritei de susto.

–Olá. – disse ele, com um sorriso sádico.

–K-Kyle... O-o Frank não está. – apressei-me em dizer, e dei graças a deus por ele não estar.

–Eu sei. Eu o vi saindo.

–Então o que você quer?

–Eu? Eu quero você fora do meu caminho. – mais uma vez, ele abriu seu sorrisinho sádico que me fez estremecer.

–Kyle... Por que você faz isso?

–PORQUE EU TAMBÉM TENHO O DIREITO DE SER FELIZ! – ele deu um soco na parede – Você não vê? Eu passei todo esse tempo na cadeia, infeliz, solitário... Meu tio não dava a mínima para mim... E quando eu saí, foi pior ainda! Eu via vocês dois para lá e para cá, andando felizes, como se nada no mundo importasse contanto que tivessem um ao outro. Eu queria isso também... – ele parecia verdadeiramente magoado – E, cada vez mais, senti que só teria isso se estivesse com o Frank.

–Kyle, eu sou feliz por causa do Frank. Você tem que achar a pessoa que te faz feliz. Ele não é a fonte de felicidade de todos.

–Não é o que parece. – rosnou ele, antes de dar alguns passos e se aproximar de mim – Desculpe, mas eu vou ter que fazer isso... – ele prendeu meus braços atrás e tirou uma faca do bolso, encostando-a no meu pescoço. Senti o metal frio entrar em choque com minha pele e ofeguei.

–X-

POV Frank

Depois de algum tempo, eu estava no carro, voltando para casa. Estava tentando ir o mais depressa possível, para evitar que Gerard ficasse mais bravo comigo. Dirigi o mais rápido possível e estacionei o carro na garagem de qualquer jeito. Quando estava entrando na casa, ouvi uma voz estranha, que não era de Gerard, gritando.

–... E quando eu saí, foi pior ainda! Eu via vocês dois para lá e para cá...

Arregalei os olhos quando reconheci aquela voz.

Era Kyle.

O que ele estava fazendo ali?

Andei silenciosamente até a janela, dando graças a deus que a cortina estava fechada, porém, ainda me dava uma visão boa do que estava ocorrendo dentro da casa. Aguardei enquanto os dois conversavam e tive uma vontade enorme de simplesmente entrar na casa ao ver ele encostando aquela faca no pescoço de Gerard. Senti falta de ar e, sem querer, gritei. Kyle olhou em minha direção e sorriu. Mas sorriu de verdade, sem sarcasmo no rosto. Ele abriu a porta, levando Gerard (e a faca) consigo.

–Frank! Estávamos esperando por você!

Não respondi, simplesmente encarei Gerard, que estava visivelmente desesperado. Mordi o lábio e perguntei:

–Kyle, o que você quer? – rosnei.

–Já disse. Você.

–Mas você tem que entender que eu pertenço ao Gerard. – fechei os olhos, tentando me controlar.

–Ah, eu sei disso! Mas não por muito tempo, devo dizer. – ele ajeitou a faca nas mãos e a colocou mais uma vez contra o pescoço de Gerard. Ele soltou um pequeno gemido ao sentir um pouco de sangue escorrer do ponto onde Kyle havia pressionado demais.

–Kyle, para com isso! Fala logo o que você quer que eu faça e eu farei! Mas por favor, para de torturá-lo! – implorei, já ficando mais desesperado do que Gerard.

–Simples. Peça divórcio e fique comigo.

–Eu... Ah... Kyle... Por favor, não me peça isso...

Ele deu de ombros.

–Ou isso ou ele morre.

Cerrei os punhos. Como ele podia ser tão... Cruel assim?

–Eu... Vamos combinar uma coisa. Eu vou pensar... E... Vou te dar a resposta amanhã.

–Amanhã às cinco vou estar aqui novamente. Se não tiver a resposta... – ele deixou a ameaça no ar. Soltou Gerard, que permaneceu estático, com uma mão no pescoço e tentando estancar o sangue. Ele deu um último sorrisinho para mim e saiu da casa. Após a porta ser fechada, corri para Gerard.

–Meu amor, eu sinto muito! Você está bem?

–S-sim... Estou... – gemeu ele. Passei os dedos levemente sobre o corte em seu pescoço e mordi o lábio inferior, sentindo uma pena enorme dele.

–Ah, Gee... Desculpe, eu não devia ter saído de casa, eu sinto muito mesmo! – beijei cada pedacinho do seu rosto – Vem, vamos cuidar desse corte. – ajudei-o a se levantar. Ele estava muito pálido e tremia. E com razão, eu também estaria assim se tivesse uma faca em minha garganta, não é?

Levei-o até o banheiro e limpei seu corte, arrancando ocasionais gemidos de dor. Quando parou de sangrar, passei remédio e coloquei um curativo.

–Pronto. – beijei seus lábios – Você vai ficar bem. – acariciei seu rosto levemente, mas ele ainda não disse nada – Gee, por favor, fala comigo... Eu sinto muito, seja lá o que eu fiz...

–Não foi o que você fez. Foi o que ele fez. Frankie... Ele está sádico. Ele quer tirar você de mim simplesmente porque quer! Eu... Ah, Frank... Ele está chegando aos extremos! – ele começou a chorar. Abracei-o enquanto fazia carinho em seu cabelo.

–Shh... calma, ok? Vai dar tudo certo, eu prometo.

–Mas... E-ele... Ele disse que, se não ficar com você... V-v-vai me matar...

–Eu prefiro que ele me mate do que ficar com ele... Ou ele te matar.

–Não diga isso. – sussurrou ele, beijando meu pescoço.

–Mas é sério. Mesmo assim, nós vamos achar um jeito, eu prometo.

–O-ok...

Suspirei e beijei o topo da sua cabeça. Mas eu mesmo não estava muito certo de que acharíamos um jeito.

Notas finais
De novo, apanharei por esse capítulo.
E de novo, I DON'T CAAAAAAAAAARE(8)
Beijo -q