Notas iniciais
Capítulo novo pra vocês *U*. Eu particularmente amei esse capítulo. Enfim. Leiam *O*

Acordei, meu rosto certamente deveria estar inchado e meus olhos vermelhos de tanto choro, olhei pro relógio, 09:00 da manhã. Me arrumei rapidamente para sair. Hoje eu iria ver Ray, talvez ele soubesse de algo, eu espero.

Antes de sair, tomei a liberdade de ligar para minha mãe, ela devia estar preocupada. E talvez não soubesse da má noticia.

– Alô? — Dizia minha mãe do outro lado da linha.

– Alô, mãe, é o Gerard. — Eu disse.

– Gerard, o que houve? Onde você está? Que voz é essa? — Perguntou minha mãe, certamente preocupada.

– Mãe, o Mikes me ligou e eu vim pra casa dele, eu estou bem, mas só fisicamente, por dentro estou destroçado. — Respondi eu, segurando minhas lágrimas.

– O que houve Gerard? — Ela perguntou, agora percebi que realmente estava preocupada.

– Mãe, o Frank se matou. — Disse eu, caindo no choro.

– Gee, isso é terrível, mas por quê? — Perguntou ela, sua voz era chorosa.

– Eu não sei, mãe, eu não sei. Mas eu vou descobrir, vou falar com um amigo dele hoje, talvez ele saiba de algo. — Respondi, enxugando minhas lágrimas.

– Tudo bem filho, vai lá. — Ela falou.

– Tchau mãe. — Eu disse.

– Tchau filho, mande beijos pro Mikey, se cuide. — Ela disse.

Desliguei o telefone e então sai de casa pra loja de quadrinhos.

A loja ficava um pouco longe, peguei um ônibus e fui pra lá. Chegando lá, encontrei um homem um pouco alto, se eu me lembro bem dele, é o Ray.

Me encostei a bancada, enquanto folheava um quadrinho.

– Vai levar esse? — Ray perguntou.

– Acho que vou. Você é o Ray, certo? — Eu perguntei.

– Sou. Vai levar ou não? — Ray perguntou.

– Cara, sou eu o Gerard, não lembra? — Eu perguntei.

– Aaaaah, tu é o Gerard, caralho, quanto tempo, né? — Ray perguntou, parece que se lembrou de mim.

– É, dois anos? — Eu perguntei.

– É, mas que bons ventos te trazem aqui? — Ray perguntou.

– Acredite, os ventos não são bons. — Respondi, abaixando a cabeça.

– O que aconteceu? — Ray perguntou.

– Se lembra do Frank? — Eu perguntei.

– Claro que lembro do baixinho, faz uns três meses que ele não aparece aqui. — Ray respondeu.

– Ray, o Frank se matou anti-ontem. — Eu disse, olhando pra cima pra não deixar a lágrima cair.

– Caralho, mano. — Disse Ray, surpreso.

– Você sabe de algo que poderia ter levado ele a fazer isso? — Perguntei.

– Cara, a uns três meses atrás, o baixinho veio aqui pedir pra eu dar um jeito num valentão ai, eu dei, depois disso o baixinho nunca mais apareceu, pensei até que tinha se mudado e esquecido de avisar. — Disse Ray.

– Isso não é muita ajuda cara, mas obrigado. — Disse eu, apertando a mão dele.

– Desculpa, cara. — Disse ele, apertando minha mão.

Paguei o quadrinho que me interessou, e sai pela porta da loja, minha vontade de chorar aumentou, tinha muita coisa errada. Enfim. Peguei o ônibus e voltei para casa.

Cheguei em casa e o Mikey estava conversando com uma amiga, entrei sem fazer barulho, mas Mikey de alguma maneira percebeu, e me chamou.

– Gerard... Como foi lá? — Ele perguntou.

– Só algumas coisas a mais, nada que pudesse me fazer saber o motivo. — Eu respondi, me sentando no sofá.

– Gee... Desiste disso, agora já não importa mais. — Mikey disse se aproximando.

– Eu sei, Mikey, eu sei. Sei que agora não dá mais pra eu fazer nada, mas eu tenho que saber o motivo, pelo menos. – Disse eu, quase chorando.

– Gee... — Disse Mikey, se sentando.

– Mikes, se lembra da escola em que o Frank estudava? — Eu perguntei.

– É naquela escola no final da esquina da casa dele, que não me recordo o nome. — Disse Mikey.

– Tudo bem, eu vou pra lá amanhã, preciso saber o que acontecia por lá. — Disse eu.

– Hey Mikes, não vai me apresentar seu irmão? — Perguntou a amiga do Mikey.

– Ah, tudo bem. Alicia esse é o Gerard. Gerard essa é a Alicia. Ela é uma amiga da escola. — Falou Mikey.

– Olá Alicia. — Cumprimentei ela e subi.

Amiga do Mikey, sei. Isso está suspeito, mas deixa pra lá. Fui então em direção ao antigo quarto dos meus pais, queria achar um pouco de calma lá.

Fiquei no antigo quarto dos meus pais por um tempo, vendo as minhas fotos crianças. Acho que quando você encara uma situação tão triste como a morte, você quer correr logo para o colo dos seus pais, quando eles não estão por perto, então você procura alguma coisa mais próxima deles. Ver essas fotos me deixava um pouco feliz, mas nada me ajudava, nada.

Fechei o antigo álbum e coloquei de volta na gaveta. Fui para o meu antigo quarto. Abri uma gaveta ali, sabia que não estava mexida. Por cima uns papéis da escola, tirei todos dali, e vi ali em baixo as cartinhas do Frank, fotos nossas. Analisei cada uma e acabei chorando. Chorando e sussurrando "Por que meu Deus? Por quê?".

Digamos que eu me recuperei, tomei um banho e fui pro dormir no quarto dos meus pais. O dia seguinte realmente seria longo, eu acordaria muito cedo pra ir na escola do Frank. Mas enfim, fui dormir no quarto dos meus pais, me dava calma, eu dormiria melhor.

Notas finais
Reviews? Reviews? Deixem se quiser *U*.
O próximo capítulo está vindo por ai. *O*