Notas iniciais
Mais um pra vcs.

Acordei. Acordei? Não. Fui acordado. Fui acordado pela intensa barulheira que havia lá em baixo. Com certeza Mikey estava com visita. Sai da cama, tomei uma ducha, fiz as necessidades, vesti uma roupa qualquer e desci.

Me surpreendi com quem estava lá.

- Olá Gerard. — Disse a pessoa.

- Olá Pai. — Eu disse. Sim, era meu pai que estava lá em baixo.

- Muito tempo, não? Admiro que ainda tenha a coragem de me chamar de pai. — Comentou ele.

- Muito tempo. Ao contrário de você, não sou covarde, ainda tenho coragem de te chamar de pai depois de tudo o que você fez, mas você né? Deve ter vergonha de me chamar de filho. Vergonha de ter um filho gay. — Falei.

- Não sou covarde Gee, mas eu sempre sonhei um futuro brilhante pra você, mulher, filhos, carreira. E agora? Olha pra você. Está um trapo. Tudo por causa daquele garoto depressivo que você chamava de namorado. — Falou ele.

- Olha, ele não era depressivo. Ele ficou, e a culpa é sua. Nossa. — Falei.

- Minha por quê? Não fiz nada para aquela coisa. — Falou ele.

- Aquela coisa não. Ele era o Frank Iero, meu namorado. E sabe o que você fez? Você simplesmente expulsou eu e a minha mãe dessa casa, fez a gente mudar de cidade, fez eu abandonar o meu Frank. Fez as coisas piorarem pra ele. Foi isso que você fez — Falei, com raiva.

- Eu não fiz nada. Eu só não queria um filho viado dentro da minha casa. — Falou ele.

- Foda-se então. Fosse você embora, mas não fizesse eu me separar do baixinho. Cara. Eu não tenho raiva por você ter me chamado de viado, boiola, coisas horríveis e ter dado na minha cara aquele dia. Eu tenho raiva por você ter feito eu me mudar dessa casa, dessa cidade, e ter feito eu ficar longe da pessoa que eu amo. Que por sinal, agora está morta — Falei.

- Foi melhor assim. — Falou ele.

Não me aguentei. Dei um soco na cara dele, sabia que ele iria me odiar pra sempre por isso, mas eu não me importava, tomei nojo daquele velho.

- Por que fez isso? Ainda sou seu pai, seu merda. — Falou ele.

- Deixou de ser depois disso. — Falei e subi.

Fiquei dentro do quarto algumas horas, odiando aquele velho. Quando aquele velho foi embora, Mikey subiu.

- Por que fez aquilo? — Perguntou.

- Não ouviu o que ele disse? — Perguntei.

- Ouvi, mas... Mesmo assim Gee, ele é nosso pai. — Respondeu.

- Deixou de ser meu pai Mikey, deixou. — Falei.

- Me desculpa Gee... — Falou.

- Por? — Perguntei.

- Por sei lá. Por qualquer coisa que eu tenha feito ou deixo de fazer. Por qualquer coisa. — Respondeu.

- Mikes... — Abracei ele. Ele precisava, pra falar a verdade, ele era o mais forte entre todos os amigos e familiares do Frank. Era o que menos chorava e o que mais dava apoio. Que mais me deu apoio. Não parecia, mas ele também estava triste com isso. Ele precisava.

Ele se separou do abraço. Disse que estava tudo bem e desceu. Às vezes eu acho que deveria aprender com ele a ser forte. Na verdade, eu sou, e muito. Mas isso acabou comigo, acabou com todas as minhas forças. E agora? Depois que aquele velho disse, eu sinto como se eu não tivesse mais força nenhuma. Acabou pra mim.

Lembrei que tinha que ligar para o Bob. Peguei o telefone e disquei o numero do tal.

- Alô? — Perguntou alguém do outro lado da linha.

- Alô, o Bob está? — Perguntei.

- Depende, quem quer falar com ele? — Perguntou a pessoa.

- É um amigo de um amigo dele. Amigo do Frank. — Respondi.

- Um minuto, vou chamar. — Falou a pessoa.

Aguardei alguns longos minutos, onde esse garoto havia se metido que não vinha logo atender o telefone?

- Alô? — Perguntou ele do outro lado da linha.

- Alô, Bob? — Perguntei.

- É, e você quem é? — Perguntou.

- Gerard. — Respondi.

- Gerard Way, o tal que o Frank não parava de falar. — Comentou ele.

- É sobre o baixinho mesmo que eu queria falar, será que não tem como a gente se encontrar? Preciso que você responda algumas perguntas minhas. — Falei.

- Venha na minha casa amanhã, hoje não dá. — Falou ele e me passou o endereço.

- Okay. Te vejo amanhã. — Falei.

- Tchau. — Falou ele e desligou o telefone.

Depois dele ter desligado o telefone, eu sai de casa, fiquei até a madrugada em um bar qualquer, pensando como seria esse encontro com o tal Bob. Quando a madrugada chegou, fui pra casa, tomei a ducha e fui dormir. Acho que amanhã eu encontraria a resposta pra quase tudo.

Notas finais
YAY, reviews?