And If...

2 E se... Eu Desmaiar?


Notas iniciais
Oeeeee, demorei mas cheguei, hauahauahauaua Obg qm comentou, e fantasminhas começem a comentar se n eu paro de postar de vez, bgd dnd

Pus as mãos na boca para segurar um grito, meu olhar horrorizado se concentrava no buraco vermelho que estava cravado no vestido liso de Kriss.

A criada de um berro e segurou a garota antes de cair ao chão.

Vi uma arma caída em nossa frente e a peguei, olhei para trás e encontrei um rebelde mirando em minha cabeça, ele atirou e desviei por pouco, e assim como Aspen me ensinara, levantei a arma e rapidamente atirei na perna direita dele, que urrou de dor e caiu no chão.

– Senhora America, isso foi incrível. – Kriss falou, sua pele pálida intocável.

– Não foi nada. – respondi e me virei para a criada quando a terra balançou novamente. – Vamos rápido, temos que chegar no abrigo.

– Não, America. – a rainha disse tocando a ponta de minha orelha. – Sua família fez tudo o que pôde, minha vida não se compara com o valor que vocês deram ao amor. Minha vida chegou ao fim.

– Rainha... – comecei.

– Kriss, me chame de Kriss.

– Kriss, a senhora no mínimo deve se despedir do rei. – as lágrimas escorreram por meus olhos, assim como os da bela rainha deitada nos braços da criada, que observava aquilo aos prantos.

– Diga a ele que o amo. – então se aproximou de meu ouvido. – Ele é o meu rei, proteja-o, você será melhor para ele do que eu.

– Não! Rainha!

Ela já havia se esvaído.

Eu e a criada, que descobri ser Marlee, a garota açoitada por trair o príncipe na Seleção, levamos o corpo de Kriss para o abrigo, todos olharam horrorizados para a morta quando chegamos no grande salão.

– Kriss! – Maxon gritou vindo ao nosso encontro, seus olhos preocupados e tremia de leve. – O que aconteceu?

– Um rebelde nos achou e atirou na rainha antes de chegarmos aqui. – expliquei, pondo junto com Marlee o corpo da rainha em uma cama, me segurei novamente para não chorar.

– Mas a Senhorita America o matou, meu senhor. – Marlee acrescentou. – Ele teria nos matado também, mas a Senhorita pegou uma arma e atirou nele.

– Isso foi o mínimo que pude fazer pela rainha, mas fracassei. – eu disse abaixando a cabeça e sentindo um fino fio de água deslizar por meu rosto.

– Não, o que fizeste foi muito corajoso, creio que foi Aspen que lhe ensinou? – Maxon perguntou rouco.

– Sim.

– Marlee, alimente a Senhorita America e lhe arrume um leito confortável, depois irei falar com ela.

– Sim, Majestade. – e ela saiu.

Segui Marlee que me deitou em uma cama mais longe da entrada, pude ver que nem metade do castelo estava se abrigando ali.

– Marlee, o que acontece com os criados que não chegam aqui?

– Ah, os que não vem para cá como auxílio de algum nobre vão para vários outros abrigos espalhados pelo castelo, senhora. – respondeu seca, então tentei ganhar uma amiga. – Como vai seu marido?

– Muito bem minha senhora. – disse com olhos brilhantes. – Andamos muito feliz desde a... – então se calou.

– Não se preocupe com isso – sorri. – , se fosse comigo teria feito a mesma coisa.

Seus olhos reluziam alegria.

– Mas sobre o que a Rainha disse... Você vai cumprir? Você será a próxima Rainha de Illéa? – duvidou ela.

Algo dentro de mim se ressaltou, era algo diferente, raiva... Sim, raiva.

– Não seja tola, a Rainha mal acaba de deixar de viver e você já está a pensar em uma sucessora? Seja mais respeitosa com Kriss! – falei irritada, senti meus olhos arderem.

Marlee assentiu.

– Pegarei seu alimento, perdoe-me minha senhora.

Fiquei em silêncio enquanto ouvia barulhos ao longe, o Rei ainda estava ao lado do corpo morto da Rainha e ele chorava muito, a ex-rainha Amberly estava mais atrás e limpava o rosto com um lenço, até assim ela parecia perfeita, quem me dera ser assim.

Assim que o ataque terminou, fui conduzida para meu quarto por um guarda armado, disse para ele me dar uma das armas e ele me obedeceu de imediato, o reconheci como um dos colegas de Aspen.

Ficamos em silêncio.

Com o canto do olho percebi um movimento nas sombras, mas continuei seguindo em frente, manti meu olhar vago indo de direita para a esquerda mesmo sendo discretamente, a sombra continuava a nos seguir, percebi então um movimento diferente por parte dela, virei-me e atirei para a escuridão, um gemido foi escutado.

O rei arfava de dor.

Eu acabara de atirar no Rei de Illéa, Maxon Schreave.

Acertei de raspão na batata de sua perna, uma boa notícia afinal, não foi tão sério assim, mas a ruim é que eu queria apenas derrubar o espia e acabei derrubando o homem que acabara de ficar viúvo.

– Droga... – murmurei, me aproximando do rei.

– Diga-me senhorita America, estais tentando matar-me como ocorrido com minha mulher? – perguntou com um olhar dolorido, então se virou para o guarda. – Chame o médico, agora.

– Sim, Majestade. – e ele saiu.

Aproximei-me do rei com um olhar de pena e de vergonha, ele usava a mão direita para cobrir o ferimento.

– Deixe-me ver isso. – falei, ele fez que não com a cabeça.

– Não confio em suas mãos, prefiro o médico muito obrigado.

Uma gargalhada seca ecoou de minha boca sem eu perceber.

– Deixe disso. – então tirei sua mão a força, ele gemeu de dor ao ferimento entrar em contato com o ar.

Rasguei o tecido de minhas vestes e usei para cobrir o lugar ferido, apertei e amarrei, fazendo o rei dar um pulo, sorri com aquela cena, o Rei Maxon sentado no chão, com olhar de dor enquanto eu fazia um curativo precário em sua perna, e isso no meio do Palácio Real de Illéa.

Olhei em seus olhos castanhos brilhantes, ele parecia triste por perder sua mulher mas seu olhar continha uma pontada de graça, como se risse internamente pelo ocorrido ali, me perdi naqueles olhos por um momento, quando senti uma tontura passar por todo meu corpo, minha visão se embaçou e acabei vendo dois Maxons me olhando preocupados, me apoiei em seu peito e perdi a visão.

O mundo se apagou em um fino véu de luz, que eram os cabelos louros de Maxon Schreave.

Notas finais
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