And All Things Will End...

20 Um verdadeiro amigo está sempre ao seu lado...


Notas iniciais
~ espero que gostem, é meu capitulo favorito por causa do nosso SUPER Jimmy!
~ terá cenas de sexo pra quem nao gosta estou avisando!
~ desculpem a demora....rsrsrs´

Annie

Eu sou um monstro, uma destruidora de lares, uma negação...mas se fosse vocês, me digam o que fariam??!

Meu coração estar um verdadeiro turbilhão. Hora eu penso em Brian e outra o Jimmy não saí dos meus pensamentos. O que aconteceu na casa dele, não foi uma brincadeira, mas o que aconteceu na casa do Brian foi de longe um jogo. Eu nunca fui apaixonada por ninguém e quando isso acontece, é dois de uma vez?!?

Sim! Eu acho que estou apaixonada, mas eu não sei por quem? Eu nem sei o que isso quer dizer...apaixonada?! Raios e trovões... estou cansada e toda doída. Sem contar que quando a família de Jimmy chegou e me viu dormindo na soleira da porta quase tiveram um troço. Mesmo a mãe dele tentando me convencer a ficar e dormi no quarto dele por ser muito tarde, eu não quis incomodar. Agora aqui estou eu mais uma vez voltando pra casa, pronta pra levar uma surra e já passa das onze da noite.

Quando cheguei em casa tive novamente uma surpresa, não havia ninguém em casa. Isso já estava me assustando. Fui direto pro meu quarto, já sabia em que hospital Jimmy estava e como ele estava, amanha nem que eu cabulasse aula eu iria vê-lo. Tomei um longo banho e tentei dormi, mas o sono não vinha. Não demorou muito e comecei a ouvir gritos e xingamentos no andar de baixo. Ótimo, eles iriam brigar mais uma vez, mas dessa vez eu não iria me meter, coloquei o fone de ouvido e não demorou pra discussão cessar. Acabei dormindo escutando Don´t Cry.

Não foi fácil entrar naquele colégio e não ver nenhum dos garotos, todos eles não foram. Me senti uma péssima amiga, com certeza era por causa de Jimmy que nenhum deles foram. Eu disse que essa manhã iria vê-lo, mas eu tive medo. Medo que ele não me perdoasse ou coisa do tipo, e eu ainda não tinha esquecido a imagem dele desmaiando em meus braços. Na verdade eu tive pesadelos à noite toda com isso. Mas foram pesadelos tão estranhos, eu o via, mas havia algo diferente nele, havia muitas tatuagens em seu corpo, mas do que ele já tinha, um piercing abaixo dos lábios e seu rosto estava diferente, parecia mais velho... foi estranho.

Agradeci pelo dia ter passado rapidamente, e prometi a mim mesma que amanhã, eu iria procurar por Jimmy, mas eu não o fiz. E foi assim durante a semana toda, os garotos não apareceram e eu não tive coragem de encarar os doces olhos azuis de Jimmy, mas talvez não estivessem tão doces assim, ate porque naquela noite ele me olhou da pior forma, ele parecia me odiar, na verdade eu acho que ele me odeia.

Já era segunda-feira e por sorte nem Steve e nem os idiotas do colégio pegaram no meu pé. Estava voltando do colégio e resolvi passar na praia, claro que dessa vez eu não iria tomar banho, ate porque não teria Jimmy ou Brian pra me salvar e parecia que iria chover. Tirei meu tênis e enrolei a bainha da minha calça jeans, sentei bem próximo da agua e fitei o Mar, senti a mesma paz do dia em que conheci Brian. Não queria pensar nele, suas palavras foram como lâminas contra meu peito e eu sei que tive grande culpa no que aconteceu naquele dia, claro que foi estranho ver Jimmy passando mal por me ver com Brian, mas isso eu iria descobrir mais cedo ou mais tarde. Já passava das cinco da tarde e não estava tão quente, e esse dia houve uma reunião dos participantes da peça, o que foi um fiasco sem boa parte dos integrantes. Ate consegui falar com Valary que disse que logo logo todos os garotos estariam de volta. Foi apenas isso que eu consegui tirar dela, ate porque a sua “querida” irmã estava enchendo o saco.

Senti meu celular vibrar no bolso da minha calça. Sim! Eu tenho um celular, ele é meio velho, ate porque eu quase não o uso, apenas em caso de emergência. Era minha mãe me mandando uma mensagem...estranho!

“Preciso encontra-la na antiga estrada

de barro perto da ferrovia,

é importante que vá!

Tenho uma pequena surpresinha... “

Achei ainda mais estranho o local. Acho que minha mãe anda pirando. Mas fazer o que né?! É minha mãe.

Levantei da areia e fitei mais uma vez o Mar, sinceramente Jimmy, Brian, Matt, Johnny e Zacky estavam fazendo falta, mais ainda os meus dois cabeçudos. É como eu sempre digo, só faço merda. Calcei meu tênis e peguei um ônibus pra chegar ao local onde eu iria encontrar minha mãe. Não era tão longe, certo que um pouco, mas eu não iria andando de jeito nenhum. Demorei um pouco, ate porque o ônibus demorou a passar, já era quase sete da noite. Andei pela estrada de barro, à noite aquele lugar era meio sinistro. Senti um frio percorrer minha espinha. Abracei meu próprio corpo e não demorei a avistar um carro conhecido. Me aproximei e meu coração quase saiu pela boca...

- Sentiu falta dos meus carinhos ratinha!

Eu sabia quem era, e sabia que estava ferrada, mas a única coisa que me passou na cabeça foi correr e gritar feito uma louca, mas eu sabia que isso não iria adiantar, ate porque estávamos em um deserto morto.

Merda! Onde foi que eu me enfiei!?

Jimmy

Fazia dois dias que havia voltado pra casa, fiquei apenas três no hospital e recebi alta, mas tive que ficar de repouso, o que não durou muito porque hoje mesmo eu fugi só pra ver Annie. Sim, eu fiquei a vigiando de longe, mas foi apenas uma vez que eu fiz isso, ate porque minha mãe descobriu e quase me matou.

Fiquei com uma vontade louca de pega-la no colo e dizer o que sentia quando eu a vi sozinha e de cabeça baixa saindo do colégio. E fiquei curioso pra saber o que ela fazia dormindo na porta da minha casa, minha mãe me disse e achou muito fofa a atitude dela, mas já que ela estava tão preocupada por que não foi ao hospital me ver ou não veio me visitar, ou ate mesmo não me ligou?!?

Eu nunca vou entender as mulheres, ainda mais Annie, ela me confundi muito com suas atitudes. Tudo bem que eu também sou indeciso, mas ela me venceu nesse quesito. Agora me resta esperar amanhã, quando eu voltar.

Eu ate podia fugir essa noite só pra vê-la, ate porque meus pais resolveram fugir essa semana, mas eu não posso, minha querida irmã Kellie ficaria em casa, mas ainda bem que Katie foi para casa de uma amiguinha de colégio. Mesmo assim aqui estou eu em meu quarto, escutando musica e olhando para o teto cheio de cartazes de bandas de Rock em plena segunda-feira.

Droga como eu sentia falta da minha pequena, que estou ate suspirando.

- PORRA REV, TA APAIXONADO É?!??? – berrou Zacky ao entrar no meu quarto sem ser convidado, seguido pelo resto dos garotos que zoavam com minha cara.

- Vai te fode seu porpeta! – eu disse ao levantar da cama e jogar um travesseiro no mesmo que me xingou de volta.

Cumprimentei todos e inclusive Synyster, já que depois da nossa amigável conversar tudo se resolveu, ao menos eu acho(?).

- Vamos fazer uma pequena festa na casa do Matt, ta afim de ir?!? – perguntou Zacky enquanto se jogava na minha cama.

- HEY! Por que na minha casa?! – disse Matt com sua voz de trovão.

- Deveríamos fazer uma festa é na casa do Jimmy, os pais deles viajaram e...

- Pode esquecendo nanico! – disse minha irmã na porta interrompendo o Johnny – aqui não vai ter festa porra nenhuma e o Jimmy esta de licença medica!

- AVÁ! – todos disseram inclusive eu.

Kellie me olhou feio e mandou o dedo do meio quando eu fechei a porta na cara dela. É um porre ter uma irmã certinha e mais velha, mas mesmo assim eu amo ela, já livrou minha cara varias vezes.

- Bem... vocês escutaram minha irmãzinha, nada de festa e bebida alcoólica!

Eles me olharam e caíram na gargalhada. Eita povo maluco, só porque eu bebo socialmente não significa que eu sou um alcoólatra.

Depois de muito jogarmos conversa fiada, eles se despediram e eu fiquei com vontade de ir, mas não podia. Na verdade eu só não vou porque não consigo tirar Annie da cabeça. Mas que saber, eu vou atrás dela, mesmo que eu tenha que fugir da minha “amada” irmã.

Subi as escadas, troquei de blusa e passei perfume. Qual é?!? Eu sou um menino muito do seu cheiroso e limpinho! Coloquei minha jaqueta preta e quando estava terminando de calçar meu tênis, o meu celular começa a tocar. Meu coração quase deu um salto ate a minha garganta quando eu vi quem era. Era ela, era Annie. Não acredito que depois de tanto tempo finalmente ela resolveu ceder, ainda bem que ela fez antes de mim.

- Annie...?

- Jimmy...ér...me ajuda!?

Mas o que...

Annie

Antes que eu pudesse fugir ou gritar por ajuda, sentir Steve me puxar pelo cabelo e me jogar contra o carro. Acabei batendo minha cabeça e não demorou o sangue escorrer quente pelo meu rosto. Minha visão ficou turva por alguns momentos e depois eu o vi avançar pra cima de mim.

- Eu avisei que não ficaria assim! Você acha que pode me confrontar na frente do seu namoradinho e falar comigo como você quer!? Enganou-se garota!

Ele jogou minha mochila longe e tentou tirar minha roupa, mais uma vez eu tentei me soltar dele, acabei aranhando o rosto dele que soltou um gemido de dor, não demorei a sentir um tapa, seguido de um soco no rosto. Cai de quatro no chão. Ele me pegou por trás e me virou para fita-lo.

- Vadia! Eu vou fazer você gemer ate não aguentar mais! – ele falou com um sorriso malicioso no rosto – pensa que eu não sei que anda demorando a chegar em casa por causa de “seus amiguinhos”! Vadia que nem a mãe!

As lagrimas foram descendo pelo meu rosto sem nenhum esforço, fechei meus olhos pra não ver minha blusa sendo rasgada e minha roupa arrancada por ele. Enquanto sentia ele em cima de mim, eu fitei o céu. As estrelas pra ser mais exata. Procurei na minha memória o dia em que estive com Brian. Foi um dia tão calmo e que me proporcionou uma liberdade incrível. Lembrei-me da primeira vez em que vi Jimmy. Lábios cortados, olhos azuis cheios de vida e mesmo assim um sorriso no rosto. Tentei não sentir a dor que Steve queria que eu sentisse.

Mesmo ele tentando me machucar com suas mãos e seu corpo, eu tentava mostrar que as lembranças das pessoas que eu amo eram maiores que qualquer dor. Assim que Steve se cansou, ele se levantou e fitou meu rosto. Eu não olhei para o rosto dele, meus olhos ainda estavam fitando as estrelas, meus olhos ainda procuravam naquele imenso céu um anjo... meu anjo.

- Espero que tenha aprendido alguma coisa! –ele disse.

O fitei, mas eu sabia que a partir daquele momento eu não teria mais vida.

- Se contar alguma coisa pra alguém ou pra sua mãe... eu juro que vou fode com sua vida e com seus amigos, mas do que eu fodi com você hoje!

Ele se ajeitou e eu continuava jogada naquele lugar. As lagrimas não desciam como antes.

- Olha... – ele pegou meu rosto com força apertando meu queixo – é apenas um aviso...se abri a boca eu mato sua mãe e seu namoradinho!

Não demorou muito pra ele arrancar com o carro, eu levantei me sentido suja. E realmente eu estava suja, suja de barro, de sangue... Minha alma estava suja. Era como se eu nem merecesse um pedaço do céu. Coloquei minha roupa com um pouco de dificuldade, minha cabeça doía e meu corpo inteiro parecia latejar. Fitei o céu e não aguentei. Senti meus joelhos de encontro ao chão e chorei.

Chorei mais do que da primeira vez. Gritei. Berrei! Xinguei! De que adianta acreditar em anjos se eles não te salvam no momento certo?!

Peguei meu celular, mas pra quem eu poderia ligar?! Eu não tenho amigos, não tenho ninguém, a única pessoa que eu posso ligar deve estar me odiando de todas as formas. Mas eu precisava sair daquele lugar, eu precisava...

Disquei pra única pessoa que poderia me ajudar no momento...

- Alo!? – não era ele quem havia atendido e sim uma garota.

- Eu..ér..poderia falar com Brian?!? – minha voz quase não saiu, eu podia ouvir uma musica tocar no fundo.

- Ele não se encontra aqui, mas posso saber “quem” gostaria de falar com ele?!??

Eu sabia de quem era essa voz, era Michelle. Desliguei o telefone, precisava falar com alguém antes que eu apagasse. E agora eu sabia que o único que eu poderia contar naquele momento era quem mais me odiava, mas eu precisava ouvi-lo novamente, ouvir sua voz novamente, nem que fosse por um instante.

- Annie...?!

Era tão perfeito saber que mesmo ele não sabendo me fazia sorrir só por ouvir sua voz.

- Jimmy...ér... me ajuda!?

Jimmy

Eu juro que Annie vai me fazer enfarta qualquer dia desses, mas mesmo assim eu irei morrer feliz. Mas agora não sei por que, mas alguma coisa me diz que ela não estava bem. E pior ainda, o que porra ela estava fazendo na antiga estrada de barro perto da ferrovia.

Por sorte consegui fugir da minha irmã.

Estava correndo feito louco, se meu pai soubesse que peguei a camionete dele seria capaz de me matar, e pra piorar não demoraria a chover. Na verdade já estava chovendo.

- Merda!

Depois de ultrapassar dois sinais vermelhos e derrapar varias vezes eu consegui chegar ate a estrada, procurei por alguma alma penada naquele lugar, mas o que eu avistei fez meu coração bater rápido demais. Uma mochila que eu conhecia muito bem estava jogada no meio da estrada. Estacionei o carro e saí do mesmo, quero que se foda se estou pegando chuva ou não.

Deixei o farol do carro ligado para iluminar a estrada. Peguei a mochila e a joguei na camionete e comecei a procurar pela dona. Quando eu a vi me senti um verdadeiro idiota por tê-la deixada sozinha naquela noite, na verdade estava me sentido um idiota por ter ficado com raiva dela no dia em que a vi beijando Brian. Corri e tentei de alguma forma leva-la pro carro, no primeiro instante ela se assustou, e vê-la assim me feriu por dentro, ela estava com medo de mim?!?

- Annie...pequena sou eu! Jimmy!

Ela me olhou, parecia tentar me reconhecer e a chuva não ajudava muito.

- Jimmy...? Jimmy!

Ela se jogou nos meus braços e eu não demorei a aconchega-la. Ela começou a chorar e a soluçar e aquilo só me deixava pior. Era como se parte de mim estivesse com ela, era como se meu coração estivesse em pedaços por vê-la assim.

A tomei no colo e a levei pra dentro da camionete, depois arrodeei o carro o mais rápido para não deixa-la sozinha e entrei. Peguei a jaqueta que estava usando e coloquei ao redor dela. Com a luz de dentro da camionete pude ver melhor o estrago que fizeram com minha pequena.

Sua famosa blusa do AC/DC estava toda rasgada. Estava toda suja de barro e em seu rosto havia sangue. A deitei em minhas pernas e acelerei com o carro. Pensei em perguntar quem fez isso, mas sabia que não era o momento certo, não agora. Senti meus olhos arderem, sentia uma vontade grande de chorar, chorar de raiva. Eu juro que quando eu descobrir quem fez isso com Annie, eu irei mata-lo. Da pior forma possível.

- Acho melhor leva-la para um hospital! – eu sussurrei a fitando tremer.

- Por favor Jimmy...me leva pra qualquer lugar...menos para o hospital ou pra minha casa! – ela disse com a voz fraca.

- Eu vou leva-la pra minha casa!

Eu disse passando a mão em seus cabelos.

Quando cheguei tive sorte de Kellie estar em seu quarto, com certeza deveria esta ouvindo música ou conversando com seu “namorado” que mora em Londres pela internet.

Levei Annie ate meu quarto e a deitei na cama, ela parecia dormi. Mas eu precisava ajuda-la com esses machucados. Corri ate o quarto dos meus pais e tirei de lar um kit de primeiro socorros, mas antes como o quarto deles era o único que tinha banheira eu resolvi que o melhor jeito de tirar toda aquela sujeira era dessa forma. Sem contar que eu não quero que Annie pense que vou me aproveitar dela ou coisa parecida.

Voltei e ela estava chorando novamente. Peguei um short que eu vi da minha mãe e uma blusa de uma banda qualquer minha, e duas toalhas.

- Você precisa de um bom banho! – eu disse tentando sorrir pra ela.

Ela apenas concordou com a cabeça e eu a peguei no colo de novo. Levei ao banheiro do quarto dos meus pais e sentei no balcão da pia a deixando na minha altura.

- Annie...você se importa se eu tirar suas roupas?! – eu perguntei não conseguindo fita-la e sentindo meu rosto queimar.

- Não...

Eu tirei sua camisa e não demorei a notar as marcas arroxeadas que começavam a se forma em seu corpo, provavelmente pela manhã estariam pior. Tirei a calça com sua ajuda a deixando apenas com as roupas debaixo. Em suas coxas havia marcas vermelhas, senti meu corpo tremer de raiva, podia explodir a qualquer momento, mas dois pequenos braços me abraçarem e isso pareceu me acalmar de alguma forma. Eu a abracei, não com força, não queria machuca-la ainda mais. Pra mim Annie é como um copo de cristal, uma flor ou ate mesmo uma boneca de porcelana que poderia se quebrar com qualquer força bruta.

Peguei uma das toalhas e molhei com a agua quente que tinha na banheira. Comecei a tirar o excesso de barro misturado com sangue de seu rosto e de todo seu corpo. Ela me olhava atenta a todos os meus movimentos, o que me deixava um pouco envergonhado.

Há fitei e pude ver um corte em sua testa, uma marca arroxeada em seu olho esquerdo e um corte em seu lábio inferior. Num impulso eu beijei aonde tinha o corte em sua testa, depois beijei seus olhos e senti o gosto salgado de suas lagrimas e quando eu beijei seus lábios, foi como voltar ao nosso primeiro beijo, não depois que nós beijamos ferozmente, mas quando ela me beijou e ficamos apenas sentindo nossos lábios pressionados um no outro. Voltei a terra e a desci do balcão, ela parecia ainda menor perto de mim. Beijei seu ombro onde havia mais algumas marcas e depois eu a virei de costas, pela primeira vez eu via sua linda tatuagem de anjo, sua famosa tatuagem, da ultima vez não tinha como. Limpei suas costas e pude ver algumas marcas que ainda cicatrizavam. Por um instante eu não respirei. Será que?? Não pode ser!

A levei ate a banheira e ajudei a entrar. Sentei no chão mesmo e a ajudei a tirar o resto de suas roupas. Comecei a molhar seus cabelos e seu rosto, ela fechou seus olhos e ao poucos parecia esta mais relaxada. Passei sabonete em suas costas e olhei bem o anjo tatuado. Ele parecia me lembrar uma pessoa, só não sei quem exatamente.

- Jimmy...

Ela me tirou de meus pensamentos.

- Você... – ela parecia esta pensando no que dizer – pode entrar...aqui...comigo?!

Eu fiquei um pouco surpreso com seu pedido, mas me senti feliz por dentro por ver que ela não tinha medo de mim. Tirei minha blusa e calça molhada e fiquei apenas de cueca box. Entrei na banheira ficando de frente pra ela. Tinha medo de me aproximar e ela se assustar com isso.

Ela ainda fitava a água, parecia esta bem longe.

“O que fizeram com você pequena?”

Quando seus olhos cruzaram com os meus eu pude ver um vazio naqueles lindos olhos que eu tanto amava.

- Quem fez isso com você Annie?! – eu perguntei mais uma vez.

- Posso ficar perto de você?! – ela desconversou.

Eu não iria insisti, não hoje.

Abri meus braços e ela veio em minha direção e se aconchegou entre minhas pernas, encostando suas costas no meu peito. Senti sua respiração ficar rápida e quando eu a fitei ela estava chorando.

- Annie...não fica assim! Eu prometo nunca mais deixa-la sozinha! – eu falei segurando seu rosto a fazendo olhar em meus olhos.

- Você..pro-promete?! – ela perguntou ainda chorando.

- Eu vou sempre estar ao seu lado! – eu disse e a abracei contra meu peito.

- Me faz esquecer o que ele fez comigo! Me ajuda Jimmy! Tira essa coisa... – ela apertou seu corpo com raiva.

- Hey...calma!

Ela me fitou nos olhos, e eu não podia deixar de deseja-la, talvez fosse errado, mas caramba eu sou homem, estou em uma banheira com uma garota incrível e linda, e nossa, estamos praticamente sem roupa.

Só que mais uma vez ela me surpreendeu. Ela pressionou seus lábios contra os meus e foi algo surreal novamente. Acho que ela é a mulher que esperei a vida toda. Há virei totalmente pra mim e nos beijamos como se fossemos morrer a qualquer momento, na verdade isso servia pra mim. Ela mantinha suas mãos sobre meu peito e eu mantinha as minhas em suas costas, não demorou em buscarmos ar, senti meu peito subir e descer violentamente, era incrível que com apenas um beijo ela me tirava toda a minha armadura e proteção. Beijei seu pescoço e por lá mantive minha atenção a sentindo arfar a cada toque meu. Minhas mãos pareciam queimar em sua pele e meus lábios estavam em brasa. Voltei a fita-la nos olhos, mas ela parecia envergonhada ou coisa do tipo, ela matinha seus olhos baixos em meu peito contornando as poucas tatuagens que eu tinha ali.

- Vamos sair antes que fiquemos resfriados! –eu sussurrei em seu ouvido e ela apenas assentiu.

Como eu estava vestido, ainda. Saí primeiro e peguei a toalha a colocando em minha cintura, eu não precisava dizer que com toda essa situação eu fiquei um pouco animado demais. Fui ao quarto dos meus pais e peguei um roupão pra ela, mas antes eu vesti uma calça de moletom.

Quando voltei, eu estendi pra ela e fitei o teto, não queria que ela pensasse que eu queria me aproveitar ou coisa do tipo. Talvez se fosse um dia qualquer... mas não, Annie não é um garota qualquer pra mim. Peguei em sua mão e levei pra fora do banheiro. Eu sabia o que tinha que fazer ao menos o que era certo. Mas, e o pedido dela?! Eu deveria atender.

- Jimmy... – ela me chamou quando paramos de andar ainda no quarto.

Eu respirei fundo pra quando a olhasse não pensasse em fazer besteira ou coisa do tipo.

- Fala pequena...

Ela me fitou e se aproximou demais, senti seu corpo tocar o meu e seus braços em volta do meu corpo. A abracei de volta e lhe beijei os cabelos.

- Obrigado... – ela sussurrou me fitando nos olhos.

Caramba! Como é possível amar alguém e controlar sua vontade de beija-la ali mesmo?!

Pois é, eu não sou de ferro como eu disse. Tomei seus lábios nos meus e agradeci quando ela retribuiu na mesma intensidade. No impulso a levei em direção à cama e nossos beijos eram como da vez em que a beijei no sofá.

Me deitei sobre ela, mas não jogando meu peso em cima. Mantive meu peso em meus braços e afitei novamente.

- Você tem certeza?! – eu perguntei ainda com medo de sua resposta e me sentindo ofegante.

Não sou um cara de ter medo de mulher, mas Annie de alguma forma me fascinava e me dava medo. Era como se ela fosse perfeita demais pra mim ou pra qualquer outra pessoa.

Ela apenas balançou a cabeça positivamente e me puxou para beija-la novamente. Nossos corpos pareciam em chamas, pelo menos o meu estava. Minhas mãos exploravam seu corpo de cima á baixo e naquele momento eu já havia desamarrado o nó do roupão. Hora ou outra ela cravava suas unhas em meus ombros e isso parecia me deixar ainda mais louco por ela.

Olhei em seus olhos e a vi sorrir novamente pra mim. Sentia-me como uma criança com um brinquedo novo, feliz por ver aquele sorriso de novo, o meu sorriso. Depositei beijos sobre seu rosto indo para seu pescoço, descendo ate seus seios. Fiquei um tempo os admirando ate percebe-la envergonhada novamente. Sorri e beijei os dois e voltei a beija-la na boca. Não posso esperar de uma garota que acaba de passar por uma tortura, um sexo selvagem e experiente, ate porque pelo que vejo ao olha-la com as bochechas vermelhas, é que ela não é o tipo de garota que entendo do assunto. E não pensem que fico triste ou coisa do tipo, estou feliz por ser o primeiro cara de “verdade” que vai leva-la ao êxtase.

Retirei o roupão de seu corpo e distribui beijos por todo seu corpo a fazendo soltar umas gargalhadas gostosas. Toquei com meus dedos sua entrada a sentido estremecer e comecei com movimentos que lhe dessem prazer. A princípio a vi ficar assustada, mas logo essa expressão mudou pra prazer. Era isso que eu queria, pouco me importava se meu “amiguinho” aqui embaixo estava a ponto de bala, eu iria mostrar pra ela o que realmente significa fazer “amor”. Nossa como sou convencido, mas tudo bem! Não sou o Rei do sexo, mas Annie é a mulher que eu quero pra mim, e qual a melhor forma de lhe mostrar isso a fazendo ver o quão bom eu sou!?

Tirei meus dedos ao vê-la totalmente entregue a mim, me posicionei entre suas pernas e ela me olhava diferente agora, havia uma mistura de luxuria e carinho em seus olhos, acho que estou ficando bom em interpretar as pessoas.

Beijei-lhe os lábios e voltei a fita-la.

- Eu posso?! – eu perguntei.

- S-sim... – ela gaguejou, mas depois sorriu travessa, mordendo seu lábio inferior.

Tirei minha calça e procurei pela camisinha que meu pai sempre deixava jogado dentro da gaveta. Agradeci por ele não ter levado para a “tal viagem” dos pombinhos. Mas mesmo que não tivesse, eu iria arriscar fazer sem. Seria irresponsabilidade e tudo mais, mas se eu fosse pai que fosse com a mulher que amo!

A penetrei lentamente, não queria machuca-la ainda mais. Ela gemeu um pouco e eu me assustei.

- Te machuquei!? – eu disse assustado saindo de dentro dela.

- Não! – ela ficou vermelha – acho que não...ér...não estou acostumada com...você...

Eu sorri, eu havia entendido muito bem e a vi ficar ainda mais vermelha, mas não iria fazer brincadeira em um momento importante como esse.

Voltei a penetra-la, em movimentos de vai vem, logo eu não resistir em gemer ao senti-la tão minha. Era incrível estar dentro dela. Era incrível saber que éramos agora como uma única alma, um único coração batendo no mesmo ritmo descompassado.

Ela gemia e por vezes dizia meu nome, aquilo estava me matando, claro que no sentido bom da coisa. Não aguentava apenas ficar no ritmo como aquele e quando ela enlaçou suas pernas em meu quadril e foçou o seu contra o meu, foi quase como uma autorização para que eu amentasse as estacadas.

Senti meu coração vacilar algumas vezes, mas não poderia acontecer, não agora. Comecei a acelerar e acho que nunca entrei tanto em alguém como foi com ela. Podia ouvir me chamar e soltar gemidos de prazer, assim como eu. Enquanto ela passava suas mãos pelas minhas costas ate meus ombros sentia suas unhas arrancarem pedaços da minha pele, mas era isso que eu queria. Não demorou para eu apoiar meu rosto na curva de seus pescoço e ela morder o meu com força. Ela estava chegando ao êxtase e iriamos chegar juntos. Minha respiração estava totalmente ofegante e quase não conseguia me equilibrar pra não esmaga-la com meu peso. Mas eu precisava dizer... precisava que ela soubesse.

A fitei e ela mantinha um sorriso sincero nos lábios e seus olhos estavam fechados, seu rosto estava molhado de suor fazendo seus cabelos ficarem grudados em seu rosto, tenho quase certeza que estava da mesma forma, e vê-la assim tão minha me deixou seguro do que sentia.

Quando ela finalmente abriu seus olhos, eu pude ver um brilho diferente neles, na verdade o brilho que havia sumido deles. Eu sorri e ela também. Selei nossos lábios e voltei a fita-la. Eu precisava dizer e se não o fizesse não sei quando teria a oportunidade de fazê-lo.

- Annie...

- Hum... – ela abriu os olhos novamente ainda com o sorriso que eu tanto amava, eu ainda me mantinha dentro dela.

- Eu te amo!

Ela me olhou assutada.

- Jimmy...eu..ér..

Antes que ela pudesse falar alguma coisa, eu voltei a beija-la novamente, eu poderia estar errado, mas eu tinha medo que ela me recusasse ou coisa do tipo, então preferi ficar na duvida de sua resposta. E finalmente chegamos juntos, senti-a gemer alto meu nome e depois voltei a beija-la carinhosamente.

Não sei de onde tirei forças, na verdade nem sei de onde ela tirou forças, mas nós fizemos amor novamente naquela noite, dessa vez foi sem camisinha, mas eu não iria engravida-la com intuito de prendê-la em mim, pois me passou essa possibilidade mesquinha e egoísta.

Mas eu não o fiz. Não demorou em cairmos num sono profundo e pesado, mas antes de dormi eu estava com um grande sorriso nos lábios após vê-la deitado em meu peito e de seus lábios um sussurro sair apenas pra me fazer ficar em pedaço do céu por algumas horas.

- Eu também te amo, Jimmy!

Eu queria correr pelado pela cidade inteira e gritar pra todo mundo o quanto eu estava feliz, mas não tinha forças pra sair daquela cama, não agora. Eu que esperava um sexo levinho, tive uma noite selvagem com uma gatinha manhosa. Estou acabado e todo arranhado, porem feliz.

Depois de algumas horas dormindo, notei que já passava das duas da manha, levantei da cama e senti minha cabeça rodar, tudo bem que já tinha saído do hospital, mas não deveria fazer muito esforço, e olha o que eu fiz?! Imagina se meus pais soubessem o motivo de eu voltar para hospital, seria hilário.

Sorri ao vê-la enroladinha no lençol, a vestir com um short e uma blusa minha, e foi engraçado vê-la resmungar coisas sem sentido. Vesti minha calça moletom.

Eu sei o que precisava fazer, podia fazer sozinho, mas sabia que se os caras soubessem iriam ficar putos comigo e outra, não mandei o babaca ser covarde e fazer isso com uma garota, ainda mais com Annie, então eu vou ser covarde com ele e acabar com a vida dele, mas não sozinho.

Posso ir preso, mas ele vai ficar o resto da vida em uma cama pelo que fez a minha pequena. Não sei por que, mas alguma coisa me dizia que eu conhecia o indivíduo que fez isso com ela e ele iria pagar com cada parte de seus ossos quebrados e estraçalhados pelas minhas próprias mãos. Mas uma coisa eu tinha certeza, eu estaria sempre ao lado de Annie, porque acima de tudo eu sou seu amigo, e um amigo nunca abandona o outro.

Notas finais
~ nao me matem e espero que gostem e mereço reviews?!??