And All Things Will End...
31 Um olhar no Paraíso e um salto no Inferno
Notas iniciais
~ Ro Baker agradeço como sempre minha betinha e pode sim mandar dessa forma,eu consigo postar! mas sem pressa,okey?!
~ Bem OBRIGADOOO POR TODAS AS REVIEWS, vc´s são simplismente incriveis e lindas! merecem muitos beijos do M. Shadows! rsrsrs
~ bem, fico por aqui e bjinnnnnnnn´s!!
LEIAM AS NOTAS FINAIS...
Tive sorte que meu pai voltou mais cedo da sua viagem com a mamãe. Com a ajuda dele e sua influência acabei saindo mais cedo da cadeia. Já falei que meu pai é ex-policial aposentado por acidente de trabalho? Pois é. Agora me pergunta se ainda tenho sorte...
Não, não tenho. Estou ouvindo um sermão enorme e quase apanhei, isso mesmo, meu pai queria tirar meu coro, mas minha mãe o impediu.
- É por isso que ele é assim. Você o mima! – disse meu pai meio exaltado – o garoto sabe que tem que cuidar da saúde e acaba passando mal... e agora isso?! Preso! O que vão falar de mim?! Que sou um péssimo pai!
- Querido, vamos ao menos ouvir o que ele tem a dizer?! – disse minha mãe tentando amansar a fera.
- DIZER O QUE?! SÃO SEMPRE AS MESMAS DESCULPAS! – berrou meu pai irritado – cheguei a pensar que ele era influênciado, mas que nada! Ele é quem influência as pessoas!
- Eu não estava errado dessa vez! – eu disse sério. Sabia onde essa conversar iria dar e eu não tinha tempo pra discutir, eu queria apenas ver minha pequena novamente.
- Sei! Eu não aguento mais isso!
- ENTÃO ACABA LOGO COM ISSO! – eu berrei vendo meu pai trincar os dentes – eu não sou como você, pai. Não sou um soldado ou coisa do tipo...
- EU VOU ACABAR COM ISSO! – ele berrou irritado – EU FIZ TUDO QUE PUDE PRA VOCÊ CRESCER E CRIAR RESPONSABILIDADES! – ele respirou fundo e quando minha mãe iria pedir pra que ele parasse, ele a interrompeu – não diga nada, Barbara! Você sabe o quanto eu já tentei educar esse garoto...
- ME EDUCAR?! – eu berrei. Algo dentro de mim parecia irritado e eu não iria escutar calado – VOCÊ NÃO É MAIS POLÍCIAL E NÃO PRECISA AGIR COMO UM DENTRO DESTA CASA! SEJA UM PAI E UM MARIDO AO MENOS UMA VEZ A...
Fui interrompido por um soco que acertou minha boca. Ouvi minha mãe soltar um gritinho e logo ela começou a chorar.
- Saia dessa casa... e só volte aqui quando for adulto o suficiente pra responder pelos seus atos e respeitar sua família!
Respirei fundo. Eu sabia que dessa vez era sério. Não tinha volta. Beijei a testa da minha mãe pedindo pra que ela não chorasse e subi as escadas.
- Leve apenas o que você comprou com “seu” dinheiro, nada mais. – disse meu pai friamente.
Subi as escadas, sentindo meus olhos queimarem. Eu sabia que estava errado em muitas coisas, mas o que custava ele me escutar e ver que o que eu fiz foi apenas pra defender uma pessoa especial pra mim?! Tudo bem que eu não era nenhum santo, e caramba, todo mundo sabia da minha reputação de “garoto rebelde”.
Eu juro que teve um tempo em que eu tentei ser “certinho” e tudo mais, mas porra parece que não sou eu quem procura a confusão, é ela que me procura. Será que vocês me entendem?
Pois é, e meu pai banca sempre o certinho. Mesmo que eu tivesse chances de explicar que eu fiz isso pra defender Annie ou qualquer outra pessoa, ele diria que no meu lugar agiria com a razão e não com o coração.
Peguei minha mochila da escola enfiando uns livros dentro, algumas mudas de roupas, meus remédios, alguns CD´s e peguei minhas baquetas. Ouvi a porta do quarto se abrir lentamente e de lá vinha minha mãe com os olhos vermelhos.
- Filho, não fique com raiva de seu pai... você sabe como ele é – ela disse me abraçando.
Eu a abracei, ela era bem baixinha, o que era engraçado, já que eu havia herdado a altura do meu pai.
- Eu sei...
- Toma. – ela me entregou um bolo de dinheiro. No início não queria aceitar, mas depois que ela insistiu bastante eu aceitei – se cuida filho.
Eu apenas sorri pra ela e sai do quarto ainda com meu coração apertado. Passei pelo meu pai que mantinha seu rosto rígido fingindo assistir algum programa de culinária. Como eu sabia que ele fingia? Veja bem meu pai, até parece que ele assiste programa de culinária.
Senti o calor das ruas de Huntington Beach. Sabia que tinha duas coisas pra resolver. Encontrar um lugar pra morar e falar com Annie. Claro que eu não seguiria a razão...
Brian
Entrei no carro e fui direto pra casa do Matt. Já estava atrasado e com toda a certeza eles iriam cair matando. Ainda mais Matt, pra saber o que havia rolado com Annie e sua bebedeira. Na verdade acho que precisava de um conselheiro, já que com o Jimmy eu não posso falar, seria minha segunda opção.
Como eu imaginava assim que entrei na casa do Shadows fui recebido com mil perguntas.
- Quanto tempo senhor Gates! Como andas?– perguntou o anão.
- Com as pernas! – eu respondi rispidamente.
- É obvio que essa demora toda foi algum rabo de saia!
Limitei-me apenas a olhá-lo, não tive coragem de fitar Matt que parecia me queimar vivo.
- Como sabem está quase certo de fazemos um show esse fim de semana em Phoenix! Não é certo, mas é quase! – disse Matt sorrindo entusiasmado.
Depois de muito conversamos sobre a banda e quais músicas tocar, teríamos que resolver o caso Jimmy, e era isso que estava deixando o Matt irritado. Não com o Jimmy em si, mas sem ele não teríamos show nenhum.
- Então o que tá rolando? – perguntou Matt sentando do meu lado no sofá.
Todos estavam curtindo na piscina, enquanto eu me mantinha na sala tentando por vezes falar com Annie que não atendia ao telefone nem por decreto.
- Nada – eu respondi guardando o celular.
- Sabe Brian, você é um péssimo mentiroso. – ele disse sorrindo e me entregando uma garrafa de cerveja.
- E você se mete muito na vida dos outros – eu disse aceitando a bebida.
Ele soltou uma das suas gargalhadas trovão e virou um gole da outra garrafa que estava em sua mão na boca.
- Desembucha logo antes que eu me canse e volte lá pra fora pra ouvir quantos tipos de comidas diferentes Zacky vai comer em Phoenix!
Eu ri, sabia que no fundo precisava desabafar de alguma forma, e sabendo como Matt é, ele vai me entender.
Comecei a explicar desde o início, desde quando comecei a sentir algo diferente por Annie, o ciúmes dela com Jimmy, os beijos roubados, as sensações e a falta do seu toque. Falei sobre como acabou a festa ontem pra mim e principalmente sobre eu não contar realmente o que havia acontecido de verdade pra Annie.
- Cara, eu já desconfiava que você estava apaixonado, mas...
- Shhiii... não precisa espalhar por aí!
- Certo. Mas o que ela disse?
- Sobre...?
- Você falou o que sentia por ela, certo?! – eu apenas assenti – então o que ela disse?
- Na verdade... – eu cocei a cabeça e sorri sem graça – eu não deixei ela responder, a beijei logo.
- Que bom, Syn! Bem esperto! – ele disso com ironia e eu apenas revirei os olhos – e pela manhã?
- Ela não me deu outra alternativa, a não ser fingir que havia rolado mais do que beijos entre nós dois!
- Realmente você é um idiota!
Ele tomou sua bebida e respirou fundo.
- Olha, você sabe que eu realmente me meto na vida de vocês... –eu apenas assenti e vi ele fazer uma careta – mas eu faço isso porque vocês são meus amigos! – ele voltou a respirar fundo – a Annie é uma garota complicada no fim das contas... pelo que eu entendi ela gosta de você, mas não quero te iludir ou coisa do tipo... e o Jimmy está amarradão nela... eu não sei o que falar, mas se acha que vale a pena corre atrás, o máximo que pode acontecer é você quebrar a cara e sair de coração partido... – ele sorriu e eu mais uma vez revirei os olhos – ou.... o Jimmy vai sair machucado nisso tudo. Mas no fim vocês são amigos e nossa amizade não vai acabar no fim das contas.
Por um lado ele estava certo, eu poderia dizer o que sentia e correr o risco de ser descartado.
Sorri e agradeci pela sinceridade do meu querido M. Shadows. Decidi que precisava falar com Annie e nada e nem ninguém iria me impedir de fazer isso, pelo menos eu acho. E eu espero que dessa vez ela esteja sóbria.
Jimmy
Era estranho olhar a garota que tanto amo assim, com cara de boba, ela parecia não acreditar que eu realmente estava ali, e olha que eu estava já há um bom tempo esperando essa tapada.
Sorri e me levantei da cadeira estendendo meus braços para ela que ainda me olhava toda jogada em cima da cama. Segurei minha vontade de me jogar em cima dela ali mesmo.
- Então vai ficar ai parada com essa cara de boba ou vai abraçar o grandão aqui?
No mesmo instante ela pulou da cama direto nos meus braços. Senti seu perfume e nossa, que saudade dessa pequena. Ela parecia uma macaquinha pendura no meu corpo e por pouco não caí no chão com o impulso que ela fez pra se jogar nos meus braços.
- Senti sua falta! – ela sussurrou e logo senti minha blusa molhar pelas lágrimas dela.
- Eu também, e não precisa chorar não, eu não morri. – eu disse ainda com ela nos meus braços e passando minha mão em seus cabelos curtos.
Ela me fitou nos olhos e me senti um idiota por fazê-la chorar. Mas no mesmo instante seu rosto passou de felicidade momentânea, de triste saudade, para uma felina enfurecida. Ela se soltou dos meus braços e começou a me socar, era pequena, mas tinha uma força.
- SEU FILHO DE UMA...
- HEY! Olha a língua anã. – eu disse só pra irritá-la ainda mais.
- Te fode, Sullivan. –ela disse entre dentes ainda me batendo – eu te odeio. – eu ri e a puxei pela cintura deixando nossos corpos colados, como eu sentia saudade dessa pirralha.
- Não! Você me ama! – eu disse a fitando todo convencido.
- Eu. Te. Odeio! – ela disse pausadamente e ainda tentava se soltar dos meus braços – me larga seu imbecil.
- Shiii... que gatinha mais feroz eu tenho.
Nossa eu estava me segurando pra não beijá-la ali e agora. Eu não sabia se ela ficara comigo por outros motivos ou se seus motivos eram os mesmo que os meus.
- É assim que você me recebe? Sem beijos, só tapas.
Eu a joguei na cama e me joguei sobre ela. A vi gemer um pouco, mas não liguei, eu queria provar aqueles lábios novamente.
- Eu aqui...sozinho... – eu beijei seu pescoço e vi ela gemer novamente – te esperando durante horas... – beijei seu queixo – morrendo de saudades... – beijei sua bochecha – preocupado com minha pequena... – eu botei ênfase no pequena e vi ela me olhar nos olhos já entregue, ao menos eu achava e quando eu ia beijar em seus lábios, virou o rosto e saiu de baixo de mim.
E agora o que foi?
Ela levantou e andou até a janela, parecia preocupada e nervosa com alguma coisa.
- O que foi?
- Precisamos conversar...
Ihhh. Conversar?! Odeio quando as coisas começam assim, mas segurei meu coração pra não palpitar rápido demais.
- E eu tenho perguntas... – ela me olhou e depois desviou o olhar pra outro lugar, menos pra mim.
Levantei-me da cama e sentei na mesma. Bati a mão ao meu lado pra que ela se sentasse
- Por que você não queria me ver? – foi à primeira pergunta que eu já sabia que viria.
- Eu.. não queria você atrás de mim... preocupada e indo a um lugar que... não é pra mulher! – eu disse me sentindo um idiota.
- Qual é, Sullivan?! – ela falou parecendo irritada – eu sou bem grande e sei onde posso andar. Se você queria me dar um fora era só falar... – ela sussurrou as últimas palavras com certo desespero.
- Eu?! Te dar um fora? – ela olhava pras próprias mãos, puxei seu rosto para me fitar – eu nunca faria isso – eu vi seus olhos já marejados – seria estúpido e totalmente absurdo – eu tentei sorrir.
Aproximei-me lentamente de seu rosto e eu a vi fazer o mesmo. Podia ouvir meu coração acelerado e minha alma pulsando de desejo por esse toque que tanto me fez falta.
Vi Annie fechar os olhos e quando meus lábios tocaram os seus de leve a porta abriu em um estrondo.
Puta que o pariu! Minha vontade era de xingar o animal que estava parado com cara de idiota na porta.
Até que enfim eu estava novamente olhando o paraíso e pronto pra senti-lo e esse “ser” aparece pra me fazer saltar no inferno.
Notas finais
~ o que acharam?
~ mereço reviews?
~ mereço apanhar?
~ mereço encontrar o Syn nu na minha cama? kkkkkkkkkkkk
~ Gente tenho uma ideia na cabeça, mas gostaria muito da opinião de vc´s todas, a Fic esta chegando em uma parte de decisões e mudanças, e pensei em fazer uma divisão de partes tbm na FIC, mas eu gostaria muito da opinião de vc´s, se não dividir vai ter mais capítulos do que eu imaginava...ENTAO eu divido ou não?
~ bjinnnnnnnnnnnnnnnnn
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