And All Things Will End...
32 Um longo suspiro de decepção!
Notas iniciais
~ Espero que goste pois foi feito de coração por mim e ficou melhor ainda com as correções da minha beta Ro Baker!
~ Axo que dessa vez nao demorou muito neh?!
~ GENTEEEE vc´s estao me fazendo muito felixxxx mesmoooo, cada reviews eh como uma luz pra mim, entao queridos fastasminhas apareçam pra fazer da minha vida um Sol! XD
~ Obrigado se nao fosse por todos axo que nada disso andava!
~ espero que gostem! >.
Brian
Eu estava travando uma guerra dentro de mim mesmo pra não pular no pescoço de Jimmy, mas quem eu era pra fazer isso?
Respirei fundo e minha atenção agora se dirigia apenas pra ela, que me olhava assustada. Não sei o que passava naquela cabecinha, mas só pela sua expressão eu tinha certeza de que ela ainda não tinha falado nada para o Rev do que “tinha” acontecido entre nós dois, ou seria do que não tinha acontecido?
- Te soltaram grandão? – foi à única coisa que pensei em dizer na hora, e acho que não foi muito animador.
- Pois é Gates. Milagres acontecem.
Milagres ou maldições?
Eu queria estourar meus miolos por sentir tanta inveja do Sullivan.
Abracei-o e depois virei minha atenção para Annie que ainda me olhava assustada com toda a situação.
- Posso falar com você? – eu disse e ela apenas assentiu.
Olhei Jimmy que parecia não entender o quanto naquele momento eu queria falar com ela a sós.
- Poderia? – eu disse apontando a porta pra ele.
- Certo – ele levantou suas mãos em rendição e beijou a bochecha de Annie estalado – ainda não terminamos... volto mais tarde!
Annie corou com o sorriso de Jimmy e abaixou a cabeça.
Ele foi em direção à porta e parou me fitando e depois ela.
- Cuida dela mais um pouco...
Eu assenti, mas me senti um idiota. Ele sorriu e saiu porta a fora, parecia satisfeito com alguma coisa.
- Brian nós não temos...
- Annie, só me escuta. – eu sentei ao seu lado e a vi me fitar – o que aconteceu ontem...
- Eu não quero ouvir isso, Brian!
- Mas eu preciso te explicar uma coisa e você vai me ouvir!
Ela ia se levantar, mas eu a puxei pelo braço a fazendo sentar novamente.
- Ontem nós nos beijamos... – eu tentei pensar no que falar, já que era a segunda vez que iria dizer o que sentia e agora era diferente – acho que você não se lembra de muita coisa que rolou ontem...
- Eu prefiro não lembrar! – ela disse seca.
Senti meu coração vacilar por alguns segundos. Eu tinha que falar, mesmo que no final de tudo eu saísse machucado.
- Mas você vai ter que saber! – eu vi que ela se calou e continuei – ontem nos beijamos, e... ér eu disse tudo o que sentia por você.
Ela me olhou confusa.
- Eu te amo, Annie! – ela arregalou os olhos como da ultima vez, mas dessa vez eu não iria beijá-la – eu disse isso e... – ri de mim mesmo – depois eu beijei você... e você correspondeu... nossa. Eu te levei pra casa, mas...
- Eu não quero ouvir isso!
Ela levantou e tampou seus ouvidos. Eu segurei seus braços e fiz com que ela escutasse. Por que eu não conseguia explicar direito o que eu sentia? E por que essa garota não se calava?
- Annie, o que aconteceu ontem foi apenas alguns beijos e amassos... mas... – eu ri de novo – mas você desmaiou, como sempre!
Ela me olhou ainda assustada.
- Mas eu pensei... você disse pela manhã que...
- Eu sei o que eu disse. Foi infantil e eu não queria perder você, mas eu vejo que perdi.
- VOCÊ É UM IDIOTA! – ela gritou parecendo ofendida.
- Eu sei! – eu disse rindo – um idiota que te ama!
- NÃO! Não! Você não me ama! – ela falou se soltando de mim e andando pelo quarto nervosa – não pode...
- Eu sei que eu mexo com você!
Eu a puxei e a pressionei contra a parede, era errado apelar para o meu dom de sedução e meu poder sobre ela, mas eu a queria tanto.
- Me larga, Haner!
- Eu te amo Annie, e não há nada que você possa fazer, a não ser... – eu sorri malicioso sentindo a respiração descompassada de Annie bater contra meu rosto.
Tomei seus lábios sem demora e a princípio ela parecia entorpecida. Senti minha língua tocar a dela e ficamos alguns segundos roubando o espaço um do outro em um beijo intenso. Quando eu pensei que talvez a guerra estivesse ganha, ela me empurrou no momento em que afrouxei meus braços.
- Eu... você... eu não posso ficar com você. Isso não pode acontecer.
Ela me fitou e parecia estar perplexa consigo mesma, ou seria irritada?
- Nunca mais me beije – ela disse e eu sorri.
- Como queira.
- É serio! Nunca mais.
- Ah... esse blusa ainda é minha.
Ela suspirou forte e antes que ela me xingasse, saí do quarto ainda com o gosto doce dela nos meus lábios e sorrindo como um idiota. E daí se ela falou aquilo, ela correspondeu o beijo. Ela que pense que eu vou deixar de provar seu beijo de novo, ela que pense...
Annie
Mais uma vez estou eu provando o quanto sou estupidamente idiota. Eu poderia ser feliz apenas com o Jimmy, mas por que diabos o Brian mexe comigo?
Decidi tomar um banho frio e demorado, tinha que esfriar as ideias e logo mais eu teria uma dura missão de falar tudo que havia acontecido para o Jimmy. Não importasse se no final ele não me quisesse mais, eu iria ariscar ser infeliz só para ser sincera e verdadeira com ele.
Saí do banho e vesti um short jeans escuro, uma blusa sem mangas preta e desci as escadas sentindo um cheiro de biscoito no ar. Era minha mãe fazendo seus famosos biscoitos de chocolate. E nossa quanto tempo que ela não faz eles.
- Hummm... que cheiro bom! – eu disse ao entrar na cozinha.
- Pois é, são os meus famosos biscoitos! – ela disse sorrindo e colocando uma fornada em uma vasilha de vidro parecendo bastante orgulhosa de si.
- Alguma comemoração? – eu perguntei sentando na mesa e pegando um biscoito ainda quente.
Me queimei, claro.
- Espere esfriar, fominha! – eu fiz bico e ela riu – pois então, tenho algumas coisas pra comemorar...
Eu sorri e ela se sentou a mesa depois de colocar uma jarra de suco de laranja e um copo na minha frente, me servi na hora.
- Consegui um emprego de secretária em uma nova empresa aqui na cidade... – eu sorri e a parabenizei, mas eu sabia que tinha mais alguma coisa – e...
- Eu sabia!
- Tenho um jantar com ninguém menos que o dono da empresa.
- Mãe! – eu a adverti ao ver seus olhos brilharem – você nem o conhece direito.
- Hum... dessa vez eu não vou cair em qualquer conversa ordinária, minha filha. – ela disse se levantando – já procurei saber tudo sobre o homem antes mesmo de aceitar o convite do jantar!
- Hum... sei!
- O nome dele é Dave Johnson, tem 42 anos, morava em Nova York e abriu sua nova filial aqui em Huntington. É solteiro e muito bonito... já foi casado, mas não tem filhos! – ela falava com os olhos brilhantes, nem parecia àquela mulher amargurada e sem alma de uma semana atrás – e é muito educado.
Conversamos ainda um pouco sobre seu novo emprego e quando o assunto mudou pro meu lado, me senti intimada a falar toda a verdade pra minha mãe.
- Pois então... o Jimmy voltou e eu amo ele, ele diz que me ama... quando a gente ia se beijar o Brian apareceu e depois que fiquei sozinha com ele... hum... ele me beijou e caramba ele mexe comigo, mas eu amo o Jimmy. Eu não sei o que fazer mãe! – eu disse já desesperada.
- Adolescência minha filha, adolescência. Nesses casos não há muito o que fazer... – obrigada, mamãe – o único jeito é esperar que o tempo vai responder todas as suas perguntas...
- É, fazer o que... – eu disse desanimada.
- Só cuidado pra não perder nenhum dos dois.
- Deus me livre, se eu perco a amizade deles, eu me mato!
- Dramáááática! – disse minha mãe indo em direção à sala.
- É verdade mamãe. Eu me mato.
Quando ela ia questionar a campainha tocou.
- Quer que eu atenda? – ela perguntou.
Eu havia falado que Jimmy viria mais tarde e nossa conversa rendeu tanto que já estava anoitecendo.
- Não precisa. O que eu faço? – minha mãe revirou os olhos e foi em direção à porta.
- Oi, James!
- Senhora Anita, já falei que pode me chamar de Jimmy apenas!
Jimmy pegou a mão da minha mãe e a beijou, vi minha mãe ficar corada e olhar pra mim sorridente. Odeio a melosidade desses dois. Melosidade existe? Porque se não, eu já inventei.
- Certo, Jimmy... então me chame apenas de Anita.
- Certo sen... Anita.
- Mãe, eu já to indo. – eu disse interrompendo a conversa dos dois que com toda certeza duraria horas.
- Não vamos ficar aqui? – ele perguntou confuso.
- Não mesmo – eu sussurrei calçando minha sandália – vamos.
- Querida leve uns biscoitos! – disse minha mãe já pegando uma vasilha, que não sei de onde ela tirou, com vários biscoitos dentro.
- Valeu mãe – ela beijou minha cabeça como se eu fosse criança.
- Boa sorte... – ela sussurrou pra mim e sorriu – cuidado com minha filha, Jimmy!
- Pode deixar que eu cuido muito bem dessa pirralha.
- Hey! Eu ainda estou aqui. – eu disse irritada e sendo arrastada pra fora por um girafa ambulante.
- Até logo Anita! – disse Jimmy já do lado de fora da casa.
Ficamos andando sem rumo. Parecendo dois patetas e o silêncio reinou novamente.
- Estranho chamar sua mãe apenas pelo nome... – ele falou sorrindo.
O fitei e ele vestia uma blusa preta e por cima o seu casaco no tom de vinho e uma calça jeans escura. Mantinha suas mãos no bolso, me arrependi de sair sem nenhum casaco, já estava sentindo frio e olha que foi um dia infernal. O que eu já deveria estar acostumada, em Huntington sempre é assim. Dias quentes, noites frias.
Abracei-me pra me sentir confortável, não só pelo fato do clima, mas pelo que teria que falar com Jimmy. Notei poucas pessoas passeando, a maioria eram casais, muitos andavam de mãos dadas e abraçados. Senti-me estranha, e quando eu iria virar pra falar com Jimmy, levei um susto. Ele veio por trás de mim e colocou seu casaco em meus ombros.
- Noite fria – ele disse sorrindo.
- Hum-rum
Não tinha como não sorrir ao ver um cara como aquele sorrindo pra você. Vindo dele, era como um gesto inocente entre dois amigos. Andamos mais algumas quadras e quando dei por mim estávamos em frente ao parque de diversões abandonado. Meu lugar favorito.
- Como...?
- Como eu sei que você vem aqui? – ele perguntou e eu assenti – na vez que você “fugiu” do colégio, o... Brian... – ele parecia desconfortável ao dizer o nome de Brian, eu também fiquei – ele disse que você vinha aqui algumas vezes... e quando chegamos aqui, você... realmente estava aqui. – ele passou por entre os portões com dificuldade e depois me ajudou a passar .
- Hum...
- Então.... o que você prefere? – ele perguntou ao entrar no parque – uma volta na Xícara Maluca, um passei no Trem Fantasma ou um giro na Roda Gigante? – ele sorria pra mim de uma forma tão meiga que eu tinha vontade de agarrá-lo ali mesmo.
- Me diga senhor Sullivan, como pretende fazer um brinquedo funcionar? – eu disse agora entrando no jogo dele.
- Senhorita Lute, deixe essa parte comigo que é uma surpresa do Jimmy aqui... – ele sorriu e piscou – agora escolhe logo qual você quer... ou quer todos?
Eu suspirei alto, sempre odiei surpresas e normalmente minha vida anda cheio delas. E as escolhas... eu odeio mais ainda.
- Quero o giro!
- Ótima escolha! – ele me puxou e fomos em direção a Roda Gigante
– Senta ali!
Eu fui meio que torcendo a cara sem acreditar muito que o Jimmy fosse conseguir fazer alguma coisa funcionar. Sentei em uma das cadeiras e o fitei mexendo na maquina do brinquedo.
Ouvi um grito de alegria do Jimmy quando as luzes do brinquedo acenderam, segurei-me na cadeira quando a Roda Gigante começou a funcionar lentamente, vi Jimmy correndo em minha direção e antes que eu subisse, ele pulou do meu lado.
- Então...? – ele disse todo sorridente e convencido.
- Você é louco – ele fechou a cara e eu gargalhei.
- Você é chata – ele disse com um sorriso nos lábios.
- Mas que você ama! – eu disse irritada, mas não sei por que eu falei isso.
Senti o clima ficar tenso. Fitei minhas próprias mãos um pouco sem graça, não deveria ter falado isso.
Surpreendi-me ao sentir a mão de Jimmy puxar meu queixo para fitá-lo.
- Amo mesmo! – ele falou sorrindo levemente.
O vi fitar meus lábios e se aproximar lentamente.
Haviam várias perguntas na minha cabeça, e ainda tinha várias explicações a serem dadas e mesmo assim Jimmy parecia não se preocupar com isso. Afastei sua mão o fazendo me olhar confuso.
- Nós viemos aqui pra conversar, lembra? – eu disse e ele ainda pareceu confuso, mas se afastou, se mantendo agora mais sério.
- O que você quer falar? – ele perguntou parecendo mais frio e distante.
- Eu ainda não aceitei o fato de me proibir de vê-lo... – eu comecei e ele bufou irritado – não foi legal o que você fez Jimmy!
- Qual é, Annie?! Eu já te expliquei tudo!
- Mas não foi legal, Jimmy. Eu me senti... rejeitada. – eu disse abaixando a cabeça.
- Eu já falei, Annie que eu não sou doido... talvez um pouco, mas eu nunca iria rejeitá-la!
Jimmy suspirou fundo e me fitou, como vou consegui fitar aqueles grandes olhos azuis sem me sentir culpada?
- O que você quer me dizer, Annie? – ele perguntou me fazendo olhá-lo assustada – desde que você me viu tá desse jeito, parece uma gatinha assustada. Tá arrependida do que rolou entre a gente? Se for isso...
- NÃO! – eu falei alto e rápido demais – não é isso. Eu... só não quero me magoar ou magoar você...
- Annie, sua tolinha... eu nunca vou magoá-la e eu arrisco partir meu coração por você.
Ele me fitou com um sorriso pequeno no rosto e beijou minha testa.
- Eu não quero pressioná-la a nada...
- Não é isso... não tem nada haver com o que aconteceu entre nós dois... eu... é que...
Eu podia avistar ao longe o Mar, tinha uma vista incrível dali de cima, estava escuro mas mesmo assim lá de cima eu podia ver tudo e todos como formiguinhas. A Roda Gigante rodava lentamente.
— O que aconteceu, Annie? – perguntou Jimmy passando sua mão no meu pescoço.
Fechei meus olhos sentido o vento frio bater no meu rosto e aproveitando o toque quente do Jimmy. Sentia-me nas nuvens.
- Eu... eu beijei o Brian. – eu disse mantendo meus olhos fechados com força.
Eu sentia que fazia uma força descomunal pra não chorar ali mesmo.
Por alguns minutos o único som que se ouvia era o barulho da Roda Gigante e o vento. Abri meus olhos bruscamente quando eu senti as mãos de Jimmy tocar as minhas e me puxar para um abraço.
- Eu já sabia disso.
Como assim já sabia? Será que o Brian disse alguma coisa?
- Mas, eu não disse nada e... – eu agora o olhava confusa.
- Eu deduzi! – ele soltou uma risada abafada – acho que você é fácil de ler.
Ele deu de ombros e me fitou.
- Esta com raiva de mim?
Ele sorriu e tocou meu rosto.
- Me diz, como alguém pode conseguir ficar com raiva de você? – ele falou com um olhar ainda triste – eu não consigo.
Ele suspirou forte e voltou sua atenção quando começamos a descer.
- Acho que já esta ficando tarde.
Eu iria questionar, queria tanto ficar mais tempo com ele, mas ele pulou fora da cadeira, foi engraçado, ele quase caiu, mas se recompôs e desligou o brinquedo.
Assim como as luzes do brinquedo se apagaram, a luz dentro de mim também. De alguma forma eu senti Jimmy distante e isso parecia me matar ao poucos.
Notas finais
~~~~~ ou mereço apanhar?
~~~~~~~ me deixem reviews mesmo que seja apenas um "oi, estou aqui e curtindo" ou " oi, axo sua Fic uma merda!"
poooooorrr favvvooorrrr!
bjinnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn
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