And All Things Will End...
5 O que você fez comigo, Synyster ?!?
Notas iniciais
~ Espero que gostem do cap.
bjinnn
Annie
Os meninos estavam todos bêbados, tirando Matt que parecia ser o mais sóbrio e Syn com sua pose de superior, já estou me acostumando com isso. Todos decidiram andar na ferrovia abandonada, menos eu e
claro, Syn. Eu porque estava me sentindo um pouco zonza e ele eu não sei por quê.
Tentei levantar sem muito sucesso e caí de bunda. Me senti uma idiota, ainda mais quando ele se aproximou rindo de mim.
– Qual é?! Eu nunca bebi assim... – eu disse com a voz um pouco lenta pela bebida – na verdade eu já bebi assim... me da essa garrafa!
Eu arranquei a garrafa da mão dele e ele apenas me fitou com as mãos levantadas como se estivesse se rendendo. Virei à garrafa na minha boca e tomei os últimos três dedos que ainda tinha de... de que mesmo?!?
– O que é isso?!? – eu perguntei levantando a garrafa vazia pra ele.
– Vodka! – ele disse sorrindo e pegando meu braço e me puxando pra cima, acho que ele quis pegar a garrafa, mas resolveu me levar como brinde.
Nossos corpos se colaram e senti minha respiração vacilar por algum tempo e por um instante pensei que fosse cair de novo de bunda no chão, mas ele mantinha um de seus braços ao redor da minha cintura e com o que ele estava livre segurava seu cigarro, uma coisa bem...metal?! Pude sentir uma mistura de álcool, cigarro e uma loção masculina que me fez sair de mim. Merda, onde eu me meti?!
Ele jogou seu cigarro e pisou no mesmo depois voltou a me fitar, era impossível perde contato visual com ele me olhando tão...profundamente. Era quase como se lesse minha mente. Com a mão livre ele tocou meu olho esquerdo levemente, parecia analizar o machucado.
– Isso deve ter doido!? – ele disse descendo seu polegar pela minha
bochecha ate meu queixo e tocando meus lábios.
Era impossível não resistir ao toque dele, fechei meus olhos aproveitando esse momento.
– Um pouco... – eu sussurrei em resposta.
Seu braço que estava ao redor da minha cintura subiu pelas minhas costas, sua mão me apertou levemente, mas foi o suficiente para me fazer gemer... de dor. Claro que não passou despercebido por ele.
– O que foi?! – ele perguntou parecendo preocupado.
– Na-naoo...é na-nada! – eu disse gaguejando e me soltando dele, o que quase foi um erro se novamente ele não me segurasse pelos braços.
Nunca mais eu vou beber, NUNCA! Será?!
– Acho que você bebeu demais... – ele disse risonho – pelo visto realmente você nunca bebeu tanto na vida não é?!?
– Um ponto pra Synyster Gates! – eu disse me soltando dele e conseguindo ficar em pé.
– Hahaha... – ele soltou uma gargalhada que me assustou – você é bem engraçada, garota!
– Meu nome é Annie! A-N-N-I-E! entendeu?!? – eu perguntei ficando
irritada.
– Quantos anos você tem, “Annie”? – ele perguntou enfatizando o meu nome.
– Tipo: Não te interessa! – eu respondi indo em direção ao carro, mas ele me puxou, diga-se quase arrancou meu braço, pra perto dele novamente, tenho seria desconfiança que ele seja bipolar ou coisa do gênero.
– Garota... – ele me abraçou e cheirou meu cabelo, isso mesmo cheirou o meu cabelo – você me deixa atordoado!
– Hum... e o que isso significa? – eu o fitei sem vergonha alguma, deve ser culpa do alcool.
Ele sorriu e jogou sua cabeça pra trás, era impossível não sentir vontade de beijar ele naquele momento.
– Um dia eu digo o que significa! – ele disse aproximando nossos rostos e quando eu pensei que poderia ficar melhor...
– Porra Zacky na próxima eu te jogo lá de cima! – respondeu Sullivan irritado com o amigo.
Tanto Zacky como Matt viam a gargalhadas.
– O que houve?! – perguntou Syn já distante de mim o suficiente para não pensarem besteiras, mas tenho quase certeza de que se olhassem para minha cara estaria estampado na minha testa : "Quase beijei o Syn!"
– Eu fingi que a ferrovia ainda funcionava e levei o Jimmy ate o meio da ponte, quase ele teve um troço quando eu disse que vinha um trem! – ele começou a rir de novo da cara do The Rev – precisava ver a cara de medo dele...
Na verdade todos estavam rindo dele e o Syn fez algo que nunca imaginei vim dele.
– Ohh num fica assim não neném, eu te amo ainda! – ele disse indo em direção do The Rev e o abraçou.
– Saí pra lá seu gay!
E foi assim o resto do dia, mais bebidas, mais cigarros, mais bagunças, mais merdas e muita palhaçada do Sullivan, era incrível como ele transformava tudo em uma brincadeira de criança. Quando dei por mim, já passava das quatro da tarde, não fiz o almoço da minha mãe, não comi nada o dia todo desde o café, estou fodida em outras palavras...PUTA QUE PARIU!
– Gente, eu não quero atrapalhar...mas eu estou indo! – disse me
levantando e limpando minha roupa.
– Nem pensar! – disse o Sullivan – nós já estamos indo, mas vamos comer alguma coisa! – disse ele se levantando cambaleando.
– Pow, na próxima quem sabe!
– Então me diga pretende ir como?! – perguntou Matt se levantando.
– Com as proprias pernas! -- eu disse e todos cairam na gargalhada.
– Pode deixar de onda! Você vem com a gente! – finalizou Zacky.
– Mas...
– Nada de “mas”! – disse Syn me puxando pela mão – você vem comigo!
Eu me senti ser intimada a ir com eles, e claro, principalmente, com “ele”. Desta vez no carro estava eu, Syn e The Rev. Claro que eu estava atras. Chegamos a uma lanchonete distante da cidade, os meninos pediram um monte de coisas, e eu apenas comi um sanduiche e tomei uma coca pra tirar ressaca. Perfeito e os meninos ainda pagaram. Eu sou muito
sortuda.
– Vem comigo... – Syn sussurrou perto do meu ouvido e pegou na minha mão – quero te mostrar uma coisa!
Eu não sei por que, mas me senti uma criança assustada, com medo de não receber o presente tão esperado pelo Papai Noel, mas que coisa mais cômica, eu nunca acreditei em Papai Noel na verdade.Entramos em seu carro, as estrelas se misturavam em um misto de céu azul com pinceladas em tom de amarelo com vermelho.
O pôr do Sol... mesmo eu morando em um lugar como Huntington Beach, que fica na Califórnia, conhecida por suas lindas e ensolaradas praias. Eu nunca ia à praia. Não por não gostar dali e sim porque nunca tive motivos certos pra ir. E era pra onde ele me levava, pela primeira vez eu iria ver o mar... de perto. Era quase impossível não rir de mim mesma naquele momento, mas apenas resisti me mantendo sóbria o possível pra não perde nenhum momento, ate porque eu já estava dividindo uma nova garrafa de álcool com Synyster e dessa vez era uma de uísque.
Ao chegar quase não havia pessoas na praia por ser um dia da semana e o mar parecia esta ficando cada vez mais violento, talvez esse fosse o motivo para não gostar dele, sempre tão perigoso, quando você pensa que uma onda vem apenas para desenhar na areia ela te pega desprevenida. É quase impossível não acha que o mar é traiçoeiro, uma beleza esplendida a ponto de ter chamar a dar um mergulho, mas tudo uma farsa pra te engolir. E era assim que eu via Synyster Gates, Brian Haner parecia o Mar. Belo e misterioso, que te confundia e que podia ser perigoso demais.
Nós caminhamos pela areia, hora ou outra dividíamos a bebida e o cigarro. Ele sentou e me chamou pra sentar ao seu lado, uma coisa meio clichê, mas quem se importa? Eu que não! A noite finalmente caiu e eu pude ver um céu cheio de estrelas, eram as mesmas estrelas que eu via da roda gigante do velho parque de diversões. Era quase impossível que eu estivesse ali com ele.
– Você gosta de estrelas?! – ele perguntou deitado na areia apoiando sua cabeça em seu braço e com o cigarro na outra mão.
– Elas me acalmam...sei lá, me transmitem paz! – eu disse tomando mais um gole de bebida e deitando na areia, pouco me importava se eu ia ou não ficar com areia no cabelo.
– Hum... assim como os anjos?!
– É... assim como os anjos!
Eu me sentia dormente, meu corpo todo parecia não querer responder meus impulsos que insistiam em dizer que eu deveria ir pra casa, que esta assim tão perto do Syn era perigoso demais. E mesmo assim eu queria esta ali, eu queria esta perto dele.
– Soube que fez uma tatuagem nas costas de um anjo, mas por que?!? So pela sua obsessão por anjos?! – ele perguntou ironicamente, o que me irritou um pouco.
Quem era ele pra falar esse tipo de coisa. Nem me conhecia pra dizer o que eu gosto ou não.
– Isso tem haver e não tem, mas vejo que meus assuntos não parecem muito interessantes pra você, já que os trata como se eu fosse uma criança mimada!
– Humf, e você não é?!
– Você de longe sabe algo da minha vida! – eu poderia levantar, mas não me sentia sóbria o suficiente para faze-lo, e minha voz nem saia tão zangada, na verdade ela saia triste e pesada, era quase como se minha lingua estivesse dormente.
Ele ficou calado por um tempo, parecia esperar uma explicação sobre como era minha vida.
– Sabe Brian, eu não sou do tipo de garota mimada que tem uma família perfeita... mas que mesmo assim acha sua vida uma merda! – eu disse sem saber exatamente porque estava dando explicações sobre mim pra ele, mas percebi que ele se mexeu do meu lado, parecia realmente
disposto a me ouvir – em muitos momentos da minha vida eu pensei em me matar... – eu ri do meu próprio comentário, mas quando eu olhei pra ele, o mesmo me fitava serio.
– Teria sido uma besteira! – ele sussurrou pra mim e eu apenas assenti.
– Eu sei, não valeria a pena... mas depois descobrir que o melhor a fazer é me manter de boca fechada, só que essa tática deu certo apenas por um tempo... e quando me tornei hoje o que sou, talvez fosse o maior erro que já cometi... – eu respirei fundo e o fitei novamente, fiquei presa naqueles olhos quase negros devido à noite – mas que não me arrependo de ser a garota que eu sou e que eu quero ser!
Ele sorriu e apoiou seu corpo em seu braço e ficou mais perto de mim.
– E o anjo... bem, eu penso que talvez... so talvez ele me proteja do que me pode acontecer!
Senti meus olhos ficarem embaçados, não acredito que vou chorar bem na frente dele. Senti seus dedos passarem pelo meu rosto, era quase como um toque tímido. Eu senti meu coração disparar dentro de mim, como um alerta me avisando o quanto Synyster era perigoso, mas vê-lo assim tão perto de mim, era difícil ver qualquer vestígio de perigo. Ele se aproximou o suficiente para eu sentir sua respiração bater contra meu rosto. Era impossível não sentir o cheiro de cigarro e álcool, mas incrível
como mesmo assim eu podia sentir seu perfume. Fechei meus olhos esperando seu próximo movimento, que não veio.
Abri meus olhos e ele estava em pé limpando sua roupa. Me senti uma idiota, será que estava tão bêbada que imaginei tudo, talvez ate esteja
imaginando agora mesmo, quem sabe eu estou deitada na minha cama, dormindo e tendo um dos meus sonhos ou seriam pesadelos?
– Vem, vou te levar pra casa! – ele disse.
Eu não aceitei sua mão e me levantei sozinha, o que foi um erro para uma pessoa com álcool na cabeça. Quase caí, novidade!
– Você vai acabar se machucando! – ele disse.
– E quem se importa!? – eu dei de ombros me soltando de seus braços.
– Eu me importo! – ele disse e depois revirou os olhos – você realmente é uma garota irritante!
– E você... você... você é u-um bastardo! – eu disse.
Nos fitamos por alguns segundos e depois começamos a rir. Realmente somos dois bêbados retardados.
E aqui estou eu na porta da minha casa, sem saber se devo ou não entrar, porque eu sabia o que esperava, e eu não sei se estou no meu estado normal para aceitar calada. Em uma hora dessas é que eu deveria fugir pra casa de alguma amiga, mas bem, eu não tenho “amigas”. Eu poderia ir pra casa do Jimmy, mas eu nem sei onde ele mora, mas... e o Synyster? Será que seria uma boa ideia?!
Eu poderia ir pra lá ficar só essa noite e amanha, bem, amanha quem sabe?! Merda! O que você pensa que fez comigo, Synyster Gates?!
Eu sorri com a cara que ele faria se eu aparecesse em sua porta, eu acho que ele talvez não ficasse surpreso ou coisa do tipo, ate porque antes de me deixar a duas casas antes da minha, ele me disse simples assim:
– “ Se cuida! Qualquer coisa sabe onde eu moro! – ele sorriu e partindo com seu carro.”
Realmente eu não sei o que você fez comigo Synyster, mas estou parada na porta da minha casa sorrindo como uma boba que eu sou!
Notas finais
~ Hoje foi um dia felix e triste! chorei e sorri muito! rsrs
~ Obrigado e por favor deixem reviews!
~ bjinn
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