And All Things Will End...
27 Areia, álcool e pensamentos idiotas
Notas iniciais
~ so tenho a agradecer tbm a todas as minha leitoras e se tiver leitores e principalmente a todos que me ajudaram a chegar a mais de 200 reviews!
~ obrigado a Cherry Fucking Gates por deixar reviews em cada capitulo! obrigaduuu mesmo a TODOS e ate mesmo os leitores fantasma!
bjinnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn
Annie
Poderia dizer que ficar sozinha não era uma coisa muito legal, tudo bem que sempre fui sozinha, já havia me acostumado com isso, mas depois que minha vida fora invadida por cinco caras, em especial dois deles, tudo mudou. Era impossível me sentir bem ao estar sozinha, e agora olhando aquele micro sorriso convencido e aqueles olhos castanhos me fitando, era impossível recusar passar o dia com Brian Haner.
- Então pra onde vamos? – eu perguntei já dentro do carro dele mudando as estações de rádio para uma que me agradasse.
- Uma pequena surpresa!
- Odeio surpresas!
Ele soltou uma sonora risada e balançou a cabeça.
- Você falou com Jimmy?
No momento em que fiz essa pergunta vi seu rosto ficar serio.
- Na verdade sim... – eu iria contestar o motivo dele não ter me levado junto – não me interrompa... bem, eu fui... ele está bem!
- E...?
- E mais nada! – ele respondeu rispidamente.
- Ele não perguntou por mim? – senti minha voz sair falha.
- Hum... sim, mas apenas para saber como você estava...
- Amanhã mesmo eu irei ver aquele paspalho! – eu disse sorrindo, mas percebi que Brian parecia desconfortável com alguma coisa.
- Annie, não acho uma boa ideia.
- Por quê?
- Ér... ele não quer que você vá lá. É isso!
- Mas...
- Olha, se você quiser ligar... acho que ele te atende, mas não vá! Ele não quer ver você...
Agora me senti um lixo. Como assim ele não quer me ver?
- Tente entender Annie... é pro seu próprio bem!
- Meu bem?! Realmente eu não entendo aquela cabeça de vento! Primeiro vocês se metem em uma briga com Steve por minha culpa, segundo o Jimmy é preso e agora... ele não quer me ver?! Isso não é justo...
- Annie...
- Eu sei! Argh... é que tudo isso é tão irritante!
- Eu sei...
Resolvi encerrar o assunto temporariamente. Nunca que eu deixaria de ir ver o Jimmy, ainda mais depois de tudo que ele fez por mim.
Sorri ao ver onde estávamos. A praia, o Mar e o calor infernal de Huntington Beach. Era só o que eu precisava mesmo, pegar um bronze.
- Eu sei que hoje esta sendo um dia infernal, mas qual a melhor forma de aproveitar isso do que a praia?!
- Não me venha dizer que iremos cair na água...
- Sim, iremos! – ele disse com um sorriso nos lábios – vou te ensinar a nadar
- Ah tá! Brian pra ensinar uma pessoa a nadar seria mais fácil em uma piscina e não em alto mar!
Ele revirou os olhos parecendo irritado, saiu do carro e pegou uma sacola no banco de trás.
- Annie não fale como se eu fosse levá-la pra outro continente a nado... é apenas um mergulho. Vem você vai gostar.
Ele me puxou pela mão praticamente me arrastando pela areia. Havia algumas pessoas na praia, mas fomos para uma parte mais isolada, como da última vez.
Depois de um tempo resolvemos sentar próximo a água e eu fiquei presa com o céu mesclado com raios dourados, vermelhos e laranjas. Era um quase pôr do sol, faltava menos de uma hora para isso, mas mesmo assim ainda podia sentir o calor do sol batendo no meu rosto.
- Então quer um gole?!
Olhei para Brian que me estendeu uma garrafa de uísque. Sorri, de alguma forma eu senti falta daquele líquido nos últimos dias, não que eu fosse viciada ou coisa do tipo, mas um gole de vez em quando não faz mal a ninguém, ou faz?!
Tomei um bom gole engolindo tudo de uma vez, senti minha garganta arder e uma vontade louca de botar tudo pra fora. Vi Brian rir da minha careta.
- Qual é?! Eu não sou uma alcoólatra como você! – eu disse lhe acertando um murro no ombro.
- HEY! O único alcoólatra no grupo é o Jimmy e...
- E...?
- Você venceu, eu também sou! Na verdade, todos somos.
Caímos na gargalhada mais uma vez. Era fácil me fazer rir, imagina com álcool.
- Bem... foi apenas um gole... – disse Brian fechando a garrafa e levantando da areia, arrancou a camisa preta e o short jeans.
- Q-que porra você esta fa-fazendo?
- Eu vim aqui para te ensinar a nadar e não para embebeda-la... – ele fez uma careta e sorriu – na verdade a segunda parte é por opção sua, mas antes, você vai aprender a nadar.
Depois de muito eu insistir em não querer ir, acabei desistindo, na verdade ou eu ia por bem ou por mal. Senti o vento bater e os pelos do meu corpo arrepiarem instantaneamente. Agradeci por não ter ninguém nessa parte da praia pra me ver com roupas de baixo. Xinguei mentalmente Brian que ria, já dentro da água.
- Seu babaca... eu pedi pra não olhar enquanto eu não entrasse!
A agua estava morna, mas mesmo assim senti todo o meu corpo se arrepiar novamente.
- Até parece que eu ia perder de ver você mostrar essa bunda branca!
Ótimo! Agora sim eu mato esse “cabelo de Sonic almofadinha”.
- Se joga Annie! – ele disse ao me ver entrar lentamente.
Mandei o dedo do meio e fiz uma cara feia, acho que não foi uma boa ideia. Senti seus braços me puxarem pra longe da margem e água me molhar por completo.
Suguei o ar meio desesperadamente o que acabou por me afogar.
- Merda Brian! – eu disse tentando pisar em algo sólido, mas estava mesmo bem longe da margem.
- Vem cá sua destrambelhada! – ouvi ele dizer e me puxar.
Sentir o toque do Brian na minha cintura não fez muito bem pra minha cabeça. Simplesmente foi um veneno. Estávamos próximos demais e quando eu percebi já era tarde demais pra pensar ou até mesmo pra agir.
Brian
É, eu sou um péssimo amigo. Além de não ter impedido meu melhor amigo de ser preso, estou aqui nessa merda de água abraçando a “garota” dele. Podia sentir o coração de Annie bater descompassado sobre o meu que batia da mesma forma. Mas eu tinha uma certeza, eu mexia com essa garota, e se ela ficava assim por causa de mim, eu tinha uma chance.
Ora, não venham me xingar. O próprio Jimmy me deu autorização pra lutar por ela. E eu vou. Aproximei meu rosto do dela e a percebi arregalar ainda mais seus olhos e seu coração disparar ainda mais.
Eu sabia que não podia errar, de jeito nenhum. Se ela me rejeitasse agora haveriam vários motivos e eu não poderia ser precipitado. Mudei ela de posição a deixando de costas pra mim, respirei fundo.
- Acho que não foi uma boa ideia... – eu disse.
Senti ela respirar descompassadamente. A abracei ainda mais contra meu corpo, sussurrei próximo ao seu ouvido, precisava dizer o que sentia — pelo menos minhas intenções com ela.
- Annie... eu não sou perfeito, de longe um gentleman... – eu ri soltando o ar próximo ao pescoço dela, a vi se arrepiar – mas eu vou tentar ser, ao seu lado, uma pessoa melhor!
Eu disse atropelando minhas palavras. Não era isso que eu queria dizer. O que eu queria dizer era que eu gostava dela como eu nunca em minha vida havia gostado de outra garota, mas eu não podia arriscar. Não Brian Haner, ele nunca iria se declarar a garota nenhuma.
- Tudo isso pra me dizer que vai virar gay?!
- Ora sua...
Comecei a fingir que iria afoga-la e começamos a brincar dentro da água. Acabei ensinando ela a nadar e depois de já estarmos cansados resolvemos que a melhor coisa a fazer era sair daquela água e se embebedar.
Annie
É, eu sabia que não devia desafiar Brian ao chamá-lo de gay, mas é que suas palavras foram tão melosas, que cheguei a pensar que ele ia dizer que me amava.
Ah tá! No dia em que o famoso Brian Haner se declarar para uma mulher o tempo vai fechar e irá chove canivetes. Com toda certeza seria muita ilusão da minha parte pensar que ele pudesse se declarar pra mim. Mas por que diabos toda aquela aproximação?
Por um momento eu jurava que ele ia me beijar. E por que eu fiquei tão triste por isso não ter acontecido?
- Hey, o que você tem?
- Hãm? Nada!
- Tá toda quietinha desde que a gente saiu da água... nem tá bebendo seu álcool favorito! – ele disso sorrindo.
- E quem disse que uísque é minha bebida favorita...?
- Sei lá! Deduzi! – ele virou um gole na boca e me ofereceu os últimos dois dedos.
Virei tudo e sorri. Realmente eu estou no mundo da Lua e porra, uísque é minha bebida favorita, meu álcool como ele disse.
- É... eu estou triste! – eu disse já sentindo o efeito da bebida, não que antes eu não tenha sentido, era só que eu estava anestesiada demais pensando na boca carnuda de Brian.
QUE PORRA QUE EU ESTOU DIZENDO?
Realmente “o álcool” está fazendo efeito!
- Por quê? – ele perguntou rapidamente parecia até preocupado.
- Por um instante eu pensei que você fosse se declarar... – eu peguei a outra garrafa de uísque que ele mantinha em suas mãos e tomei mais uns goles.
Ele começou a rir, como se eu tivesse dito alguma coisa engraçada.
- Eu? Me declarar?! – ele falou sarcasticamente.
- Pois é... não é todo dia que um amigo meu resolve sair do armário
Ele ficou um tempo olhando o horizonte enquanto eu segurava o riso, depois de alguns minutos ele me fitou horrorizado, ou seria irritado, não sei, a bebida já esta deixando tudo confuso na minha cabeça.
- HEY! Eu não sou gay! Eu sou muito homem!
- Sei...
- Me dá essa garrafa
Ele pegou a garrafa e colocou na areia.
- A bebida não esta te fazendo bem
- Qual é Brian, me devolve isso...
- Não!
Tentei pegar a garrafa, mas sabe como é. Uma pessoa bêbada acaba fazendo merda. Não demorei a acerta meu joelho, sem querer, em cheio entre as pernas de Brian. Ouvi ele urrar e como estava bêbada demais nem liguei e consegui pegar minha “amada” garrafinha marrom de uísque.
- Porra Annie... eu não vou ter mais filhos por sua culpa!
- Fala sério Siniistroo... você nem é homem pra isso!
Poderia ser um dia normal, mas gente eu não sou uma pessoa normal... deu pra entender?
Brian
Eu já havia bebido um pouco acima da cota, mas a Annie estava completamente bêbada. Colocar ela dentro do carro foi à parte mais fácil, agora colocar o cinto nela foi pior que carregar o Jimmy quando ficava bêbado. Pense em uma garota que não para quieta. Não sei dizer, normalmente ela fica toda dormente pela bebida, mas ela parecia ter levado um choque de cinco mil volts.
Entrei no carro e não vou mentir que já estava ficando irritado por ela falar tanto da minha sexualidade. Porra... além de cada minuto eu querer beijar ela, a garota ainda fica me desafiando. Vou tentar fingir que é por causa da bebida.
Comecei a dirigir, já passava das onze da noite e com toda a certeza a mãe de Annie vai me esfolar vivo, ou quem sabe até me castrar.
- Annie você poderia ficar quieta um pouquinho?! – eu perguntei assim que estacionei o carro na frente da sua casa.
Agradeci quando as luzes estavam todas apagadas, mas me arrependi de ter levado bebida no nosso passeio quando eu vi o policial olhar desconfiado para nós dois.
- Claaaaro meu sinistrinho!
Olhei pra Annie que agora fazia uma carinha de anjo, senti vontade de apertá-la até estourar, mas irei manter meu autocontrole, pelo menos isso talvez fosse me ajudar a não morrer essa noite.
Entrei na casa com Annie praticamente jogada nos meus braços. Mais uma vez agradeci por tudo estar em total escuridão e silêncio, mais ou menos né...
Consegui subir as escadas sem muitos problemas, mas ao entrar no quarto de Annie, ambos caímos no chão. Tudo porque Annie resolveu fazer uma de suas idiotices de bêbado. A princípio eu fiquei puto, mas ao ver o rosto sereno de Annie sendo iluminado apenas pela luz que vinha de fora pela sua janela, eu sorri. Acredite se quiser, ela dopou. Desmaiou, como sempre.
Levantei e peguei aquela baixinha pesada no colo, coloquei-a sobre a cama e sorri ao vê-la com uma expressão tão tranquila, nem parecia a Annie de sempre, tão preocupada com horários e obrigações que nem deviam ser dela, agora pelo que tudo indicava, essa Annie não existia mais.
Tirei seu tênis e a fitei mais uma vez, voltei minha atenção à janela e olhei pro Céu, não me pergunte o motivo, nem eu mesmo sei por que fiz isso. Talvez eu procurasse uma razão pra tudo de ruim que havia acontecido com aquela garota ou uma razão pelo por que eu estar apaixonado por ela...
Voltei a olhá-la agora em uma posição engraçada. Abraçada em seu travesseiro como uma criança. Peguei um lençol e joguei sobre seu corpo, beijei sua testa e quando finalmente eu ia embora, senti uma mão pequena apertar meu braço, voltei minha atenção para aquele rosto.
- Fica
Foi apenas o que ela disse antes de fechar seus grandes olhos claros. Os quais eu sempre confundia, nunca soube realmente qual era cor, até porque, parecem mudar de acordo com o humor de Annie.
Eu não sabia se havia sido um pedido que deveria ignorar ou acatar. Resolvi ficar por um tempo. Talvez velando o sono dela, fitando aquele corpo pequeno, mas cheio de curvas. Aquele rosto delicado ainda com algumas marcas arroxeadas que nunca deveriam te existido, traços delicados misturados com marcas brutas. E principalmente aqueles lábios vermelhos e extremamente tentadores.
Parecem pensamentos idiotas vindo de um homem, mas porra... eu tomei duas garrafas de uísque, tudo bem que eu dividi as duas... mas, me deem um desconto.
Acabei por dormir ali mesmo.
Notas finais
------> mereço beijos dos meus Avenged´s???
---------> espero que tenham gostado!
-------------------> bjinnnnnnnnnnnn...........
Fale com o autor