An Unlikely Love

21 21/ Sonhos e Filosofia de presente


Notas iniciais
Eae, galera, de boa?
Então, eu tô de castigo DE NOVO, mas minha mãe me deixou ficar um tempinho hoje. Próximo capítulo: domingo.
Eu não mereço, mas mesmo assim....
UHUUUU! GANHEI UMA RECOMENDAÇÃÃÃÃO! DA MINHA QUERIDA DIANA :33
A PALAS TÁ ADORANDO! Perae, deixa eu passar a cobertura de chocolate, Sam, e... ~Jeanne fissurada na sobremesa~

Atena

– Atena... – e se ajoelhou, tirando de seu bolso um anel. – Você quer se casar comigo?

A deusa permanecia de pé, olhando atentamente. Ela estava... Sonhando? Tentou falar algo, mas a Atena do sonho revirou os olhos.

– E eu tenho escolha?

Porque eu fui falar isso?, pensou consigo mesma.

Ele riu.

– Não estrague esse momento, por favor.

Sim, concluiu. Estou vendo quando Poseidon me pediu em casamento.

Quem dera que fosse só isso.

De repente, um objeto rosa não identificado fez os dois caírem e tirou uma poção do bolso.

– Agora – disse, se dirigindo aos deuses do sonho. –, vocês vão ganhar o que os Olimpianos sempre mereceram. Bando de deuses hipócritas!

A voz era de Cloe.

E então tudo escureceu.

Atena estava de volta á biblioteca da qual compartilhara seu beijo apaixonado com Poseidon, antes do casamento. Um vulto feminino vestido de noiva apareceu de repente. Atena não conseguiu ver direito os seus cabelos, muito menos a cor de seus olhos. O vulto correu até uma mesa e desabou na cadeira, chorando.

Espera. Havia algo errado.

O vulto parecia mais um fantasma. A visão de Cloe e do pedido do casamento eram vivos, mas aquela pessoa em especial parecia mover-se como uma sombra, e se apertasse bem os olhos, ficaria transparente de modo que só parecesse uma cadeira e uma mesa, mas nada de noiva.

Atena estranhou.

– Tudo bem? – perguntou, em tom baixo. Até que percebeu que aquilo era inútil. A deusa da sabedoria reconheceu as dobras do rosto da noiva, os olhos cinzentos e os cabelos loiros. Era outra lembrança. Mas então uma deusa que usava vestido médio rosa, de tecido fino, pouca maquiagem e que tinha incríveis cabelos ruivos apareceu. Segundo Poseidon ela se chamava Steffany, mais conhecida como a-deusa-que-arruinou-a-vida-de-Atena. Steff segurava uma poção com uma mão e uma faca na outra. Deu um sorriso sarcástico.

– Destruí sua vida com Poseidon – disse–, agora vamos ver se os Olimpianos vão reagir se você, hm – Ela deixou uma pausa dramática. –, sumir de repente, saumensch.

Atena não sabia de onde a deusa aprendeu a falar alemão, mas digamos que sau é porcos e que isso seja uma palavra muito usada por Rosa Hubermann, no livro A Menina que Roubava Livros.

E se a deusa ligava para as linguagens que Steffany praticava? Ela só queria, tipo, estraçalhar aquela mulher ao meio.

Mas escureceu tudo novamente, e Atena acordou.

Poseidon

Ensaiou sua fala milhões de vezes. Fez flexões, penteou o cabelo e outras coisas que Poseidon não faria se não fosse algo especial.

Mas as palavras de Steffany ainda estavam em sua cabeça. Na verdade, nem por um segundo foram esquecidas.

“Depois disso, ela nunca olhará para você da mesma forma, Poseidon. Pode fazer o que quiser comigo, convencer ela que a ama, qualquer coisa, mas ela sempre se lembrará desse dia, seja lembranças boas ou más”. Aplicar um golpe de judô em Poseidon doeria menos.

O que aconteceria se ele pedisse Atena em casamento?

Ela... iria aceitar? O deus nem sabia se eles estavam namorando oficialmente. Não depois do acontecido.

Você não a merece, pensou ele. Nem por um segundo. Não importa se você a ama, não importa se você não a traiu.

Poseidon não era desses de baixa autoestima, mas estava se sentindo horrível. Nem Afrodite lhe dizendo que estava bonito – o que era algo, considerando seu posto de “deusa da beleza” – iria fazer o deus se sentir melhor. Ele estava destruído.

Só falta eu começar a filosofar, pensou, tentando voltar ao deus alegre que sempre tentava parecer ser.

Um livro pousava sobre a escrivaninha.

FABÚLAS FILOSÓFICAS, de Michel Piquemal e Philippe Lagautrière.

Os olhos de Poseidon pousaram sobre o livro, provavelmente deixado por Atena de presente, por que era pouco provável que o deus dos mares fosse na biblioteca a não ser para beijar Atena.

– Melhor do que nada – pensou em voz alta, pegando o livro e lendo.

Conta-se que, um dia, o grande rei Salomão passeava por um lugar retirado, quando passou diante de um formigueiro. Imediatamente todas as formigas vieram aos milhares cumprimentá-lo e assegurar sua submissão.

Entretanto, uma delas o ignorou, porque estava ocupada em transportar, grão por grão, um enorme monte de areia que estava em seu caminho.

Espantado com o que via, Salomão mandou chamá-la e lhe disse:

– Ó pequena formiga, você jamais vai conseguir fazer essa montanha de areia desaparecer. Esse encargo que você assumiu não está à altura de suas forças.

A formiga vez uma reverência, mas replicou”

Em vez de continuar, vamos ver o que Poseidon achou do último parágrafo:

– Deuses do Olimpo! Isto é perfeito! Atena adora filosofia. É só eu adaptar e...

Então o deus dos mares novamente estava sentado a sua escrivaninha, com a tarefa de fazer uma declaração para sua deusa da sabedoria.

Notas finais
Estou lendo A Menina que Roubava Livros, então eu recomendo para vocês.
Esse livro aí, Fábulas Filosóficas, também é da minha irmã, mas mesmo assim recomendo. Também porque vocês vão adorar o que tio Popô vai fazer.
Cara, nos sonhos da Têna, vocês se relembraram de muita coisa, não? Só eu que tive que voltar nos capítulos para achar? É? Sério? Poxa.
Sam, você quer botar mais alguma coisa aí? Que tal uns reviews fofos?
Esse capítulo é da Didi, okay? Ah, e não sejam ladrões de (livros) fanfics para plagiar, hein? Também, com a guerra, a traição e tudo mais a fic ficou uma merda mesmo...
Vou escrever durante a semana, pessoal. Agora deem algo para a Sam/Palas comer, porque depois ela pede mais e mais e...
2bjs,
Je (: