An Ordinary Life

19 Capítulo 19 - Mais perto do que você imagina.


Notas iniciais
I'm closer than you know (8)

Legenda:

Itálico – pensamentos

Negrito – sonhos/lembranças

By Kinomoto Sakura

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Uma semana. Sorri que nem uma idiota. Era sábado pela manhã, perto do horário do almoço, e, após limparmos e arrumarmos o apartamento, resolvi lavar as poucas peças de roupa que havia sujado. Fazia uma semana que Syaoran e eu havíamos conversado e depois daquele dia, tudo estava às mil maravilhas.

Corei, lembrando dos beijos que trocamos dentro do carro na noite anterior, quando estávamos voltando do supermercado.

— Sakura! – Me assustei ao ver Tomoyo ao meu lado.

— O quê? – Franzi a testa, não entendendo o motivo da expressão risonha dela.

— Aposto que você estava pensando em Syaoran. – Senti meu rosto esquentar e o sorriso dela aumentou. – Estou tão feliz por vocês! – Ela me abraçou e eu acompanhei sua contagiante alegria, me juntando à sua risada.

Senti o celular vibrando.

“Que história é essa de você estar namorando Syaoran?”

Vi a mensagem de Meiling e corei mais ainda.

“Como você me esconde isso?”

— O que houve? – Tomoyo me perguntou quando percebeu minhas reações.

“Fiquei sabendo pela Shiefa! Minhas primas estão eufóricas pela notícia, mas Syaoran as proibiu de te perturbarem.”

Mostrei as mensagens para Tomoyo. Ela sorriu e balançou a cabeça de um lado para o outro.

— Meiling é uma figura. – Tomoyo se afastou de mim, mas não sem antes tirar uma foto da minha expressão ‘adoravelmente confusa’, como ela mesma caracterizou.

“Não estamos namorando.”

Respondi. O que não deixa de ser verdade. Fechei a máquina de lavar com cuidado, fui até o guarda-corpo da sacada e olhei para baixo, mais especificamente para a cerejeira.

“Vocês dois são muito complicados. Affe! Busco você e Tomoyo em 15 minutos.”

— Como assim? – Perguntei para mim mesma. Conferi as horas e já eram 11:15. Conhecia Meiling o suficiente para saber que ela cumpriria o que havia dito. – Tomoyo. – A chamei novamente.

— Sim? – Tomoyo me perguntou assim que passei por ela. Mostrei a mensagem.

— Meiling nos chamou para almoçar com ela. – Mexi os ombros. Tomoyo franziu a testa ao ler.

— O que ela quer comigo? Se fosse só com você, seria normal, mas aonde eu entro nessa estória?

— Não faço ideia, mas vamos descobrir. – Pisquei para ela e segui para o quarto.

Nos arrumamos e, pontualmente, ouvimos o interfone tocar.

— Eu atendo. – Tomoyo avisou e eu continuei no banheiro, escovando os dentes. – Daidouji falando. – Ela ficou em silêncio por alguns segundos e eu terminei o que fazia. – Sim, já estamos descendo. Obrigada, Maki-sama.

Parei na entrada da pequena sala e esperei Tomoyo desligar.

— Meiling chegou e está nos esperando lá em baixo. Vamos? – Ela pegou a bolsa e seguiu para a porta. Voltei ao quarto, peguei minha bolsa e casaco leve, e segui Tomoyo até o elevador.

— Que Kami-sama nos ajude. – Fiz graça.

Descemos até o térreo, conversando banalidades, mas por dentro, eu estava tentando me preparar psicologicamente para lidar com Meiling.

— Bom dia, Daidouji, Kinomoto. – Meiling nos cumprimentou assim que a alcançamos.

— Bom dia. – Tomoyo e eu respondemos em uníssono.

— Vamos logo, porque ainda tenho treino hoje a tarde. – Meling tomou a frente e nos guiou até o táxi. Sorri sem graça para Tomoyo. Ainda estava me acostumando ao jeito de Meiling, ao mesmo tempo parecido com o de Syaoran, porém, às vezes, mais turrão do que ele.

Fomos para um restaurante no Centro e, por mais que eu estivesse receosa, o almoço ocorreu de forma tranquila. Meiling quis saber como tudo aconteceu, em detalhes, desde a volta de Hong Kong e Tomoyo ajudou com os detalhes. Por mais que Meiling fosse um tanto quanto mandona e, por vezes, fizesse questão de deixar o clima denso, era uma companhia aceitável. Estava aprendendo a entende-la e aceita-la.

— Já pagaram a nossa conta? – Tomoyo achou estranho quando, ao pedirmos a conta, o garçom nos informou que não devíamos nada.

— Maravilha. – Meiling sorriu de forma galante. – O charme dos Li sempre impressiona, não é, Sakura? – Ela piscou para mim e sorriu. Senti meu rosto ficar quente, mas não dei muita atenção, pois Tomoyo estava pálida e aparentava aflição.

— Tomoyo? – Chamei, preocupada pela expressão dela.

— Você poderia me informar quem pagou? – A voz de Tomoyo soou trêmula.

— Um rapaz, faz alguns minutos. – O garçom nos informou. Ele olhou de um lado para o outro. – Mas acho que ele já foi embora.

— Josh... – Tomoyo sussurrou. Ela estava em pânico. Seus olhos se encheram d’água, enquanto ela encarava alguma coisa do lado de fora do restaurante.

Olhei na mesma direção que ela, mas não consegui ver nada além do normal. Voltei a encara-la. Tomoyo estava trêmula e, assim que segurei suas mãos, percebi que estavam geladas.

— Obrigada. – Agradeci ao rapaz e ele se afastou.

— Está tudo bem? – Meiling perguntou.

— Eu não sei. – Disse preocupada. Fiz com que Tomoyo tomasse um pouco d’água. Eu não sabia o que fazer numa situação como aquela, então esperei que ela se recuperasse.

— Josh estava aqui. – Tomoyo disse depois de alguns minutos em silêncio. – Ele estava de roupa e boné preto, próximo àquele prédio. – Ela olhou novamente para o local que encarava anteriormente e não vimos nada.

— Tem certeza que era ele? – Perguntei receosa, principalmente por parecer incrédula, pois às vezes, nossa cabeça nos faz ver coisas que não existem.

— Eu posso não ter visto os cabelos, mas eu reconheço aqueles olhos. – Ela fechou os olhos e seu queixo tremeu um pouco. Segurei com mais força suas mãos, fazendo com que ela olhasse para mim.

— Não se preocupe, Tomoyo. – Tentei passar segurança no meu tom de voz.

— Eu não faço ideia de quem esse louco seja, ou o que ele fez com você, mas estamos em um local público e você não está sozinha. Ele não é idiota em tentar algo. – Meiling disse, levemente irritada pela situação.

— Além do mais, os ‘sombra’ estão aqui, certo? – Tentei tranquiliza-la, contudo não surtiu o efeito desejado. Olhei para Meiling e ela apenas mexeu os ombros. Nunca vi Tomoyo desse jeito. Pensei, um pouco aflita.

— Vamos sair daqui. – Sugeri.

Liguei para Syaoran, para que viesse nos buscar, pois sabia que Eriol ainda estaria no Jornal, e em menos de dez minutos, o conhecido porsche parou ao nosso lado.

— O que houve? – Syaoran me perguntou assim que sentei ao lado dele. Apenas balancei a cabeça de um lado para o outro e ele entendeu o recado. Ele não comentou sobre o fato de Meiling estar conosco, mas eu sabia que teria que explicar as coisas mais tarde.

Deixamos Meiling no prédio dela e seguimos para o nosso. Ao chegarmos, saímos em silêncio. Era notável que algo havia acontecido, principalmente com Tomoyo, que continuava aérea. É muito estranho vê-la assim.

— Eu vou tomar um banho, esperar Eriol e, assim que der, aparecemos por lá. – Syaoran cochichou em meu ouvido antes de se despedir com um selinho.

Subimos em silêncio. Eu continuava sem saber como reagir àquela situação, estava perdida, mas principalmente, estava com uma raiva crescente de Josh por deixar Tomoyo naquele estado. Idiota!

Quase uma hora depois, os rapazes apareceram.

— Então Josh apareceu? – Syaoran perguntou, quando estávamos na cozinha do nosso apartamento. Tomoyo havia tomado um calmante e ido dormir, restando apenas Eriol, Syaoran e eu.

Balancei a cabeça confirmando. Estava escorada na pia da cozinha, enquanto tomava água. Respirei fundo.

— Eu não o vi, mas Tomoyo sim e ela ficou bastante abalada. – Syaoran estava escorado no batente que dividia a cozinha e o corredor e Eriol estava sentado em uma cadeira.

— Também nunca vi Tomoyo desse jeito. – Syaoran comentou.

— Filho da puta. – Ouvi Eriol e, por mais normal que essa reação parecesse, me espantei por tê-lo ouvido xingar alguém. – Primeiro fica mandando presentes e agora resolveu dar as caras.

— Os seguranças dela foram comunicados. – Assegurei. – Fiz que ela os alertasse, assim que chegamos aqui.

— Precisamos manter a calma, por mais difícil que pareça. – Syaoran comentou. Ele se desencostou da porta e parou ao meu lado. – Esse deve ser o intuito dele, mexer com a nossa cabeça. – Escorei minha cabeça no ombro dele. – Vamos continuar vigiando e dando todo o apoio à Tomoyo.

— Isso tem que acabar logo. – Eriol se levantou e saiu da cozinha. Franzi a testa, levantei a cabeça e olhei para Syaoran. Ele mexeu os ombros, segurou meu rosto enquanto me dava um beijo na testa e foi atrás de Eriol.

Ouvi quando a janela foi fechada e respirei fundo. Kami-sama, nos ajude a resolver isso logo. Fechei os olhos, tentando colocar a cabeça no lugar.

Senti meu celular vibrar.

“Sei que sou a última pessoa que você queria receber mensagem, mas eu realmente precisava te pedir desculpas. Fui um idiota naquele dia.”

Pietro. Li a mensagem pela barra de notificação e ignorei. Aquela não era hora de ter que lidar com ele, o foco era Tomoyo e Josh.

...

“Bom dia, cunhadinha!”

Sorri pela mensagem de Shiefa.

“Bom dia, Shiefa. :) Tudo bem?”

Ouvi vozes na sala e percebi que o professor de Anatomia 2 havia chegado. Mandei um áudio para ela falando que precisava ir, e guardei o celular.

A manhã foi tranquila e, mesmo ao contrário do que achava, consegui me concentrar nas aulas. Grande parte do semestre já havia passado e as provas finais estavam se aproximando. Ótimo. Pensei. Bela hora para termos pepinos para resolver. Respirei fundo, enquanto guardava as coisas.

Primeiro, Josh era apenas um cara do passado de Tomoyo. Um ser abstrato, que eu não entendia o porquê de tantos cuidados. Agora, vendo o que ele fez com o psicológico de Tomoyo, acredito que a situação foi pior do que ela nos contou. Senti a velha sensação de estar sendo observada e olhei ao redor. Não vi nada além do normal, ou seja, estudantes correndo de um lado para o outro, indo almoçar.

— Esperou muito? – Ouvi a voz de Syaoran e tomei um leve susto. Ele franziu a testa pela minha reação e olhou ao redor. – O que foi?

— Nada. Apenas aquela velha sensação de estar sendo observada. – Sorri um pouco. Ele se aproximou de mim e me beijou. Meu coração acelerou como em todas as vezes que ele se aproximava de mim.

— Vamos? – Syaoran me perguntou. Balancei a cabeça confirmando.

Naquela semana, preferimos almoçar nos respectivos apartamentos, mas hoje, Eriol havia conseguido convencer Tomoyo a almoçar com ele. Logo, iria almoçar com Syaoran em algum lugar de escolha dele.

— Tomoyo hoje está melhor? – Syaoran me perguntou assim que entramos no carro.

— Acordou um pouco mais comunicativa, mas não o normal. – Respirei fundo. Hoje é quarta, faz quatro dias desde a suposta aparição de Josh e Tomoyo ainda não se recuperou.

— Estranho. O modo como Tomoyo anda reagindo, não é de alguém que sofreu perseguição à distância.

— Também tenho essa impressão. Mas se ela não quis falar ou omitiu, qualquer outra informação, deve ser por alguma razão.

...

— Boa tarde, Nishimura. – Saudei meu colega de academia.

— Boa tarde, Kinomoto. Ou devo te chamar de senhora Li? – Ele sorriu de forma sugestiva e piscou para mim. Rolei os olhos.

— Prefiro Kinomoto, obrigada. – Sorri de forma implicante e liguei a esteira para começar o aquecimento.

— Não é por nada não, mas você está ficando bem famosa. – Ele comentou.

— Oe? Como assim?

— Querida, você foi a sortuda que conseguiu fisgar o H.C.C.D.G. – Franzi a testa, sem entender o que ele havia dito. – ‘Herdeiro Chinês Coração de Gelo’. – Levantei a sobrancelha. Eu conheci essa fama logo que entrei, mas havia semanas que ninguém voltava a comentar sobre.

— Isso ainda existe? Achei que esse boato de coração de gelo já havia acabado.

— Não mesmo. – Ele fez um gesto exagerado, enfatizando a negativa. – Continua até hoje e essa novidade fez com que o povo lembrasse.

— Vou dar as minhas matérias do Anatômico para esse povo linguarudo ter o que fazer. – Disse, levemente irritada.

— Ui, Snow Queen. Já está pegando o mau humor do namoradinho, é? – Nishimura me empurrou de leve e eu ri pela reação dele.

— Vamos logo com isso, porque hoje a sofrência é perna. – Tentei desviar o assunto.

— Nem me lembre! – Ele fez muxoxo. – Faz dois dias que a minha panturrilha está doendo, mas vamos nós de novo. – Sorri e balancei a cabeça concordando.

Era um ritual nosso revezar, entre nós dois, todas as máquinas durante toda a rotina, o que gerava assunto em todos os momentos. Desde comentários ácidos vindo de Nishimura, quanto assuntos aleatórios vindos de mim.

— Ok, já está começando a ficar desnecessário. – Nishimura resmungou.

— O quê? – Terminei o exercício e olhei para ele.

— O cara te secando. Urgh. Mulherengos babacas. Devoram, com o olhar, o corpo de uma mulher como se fosse um pedaço de carne. – Olhei a direção que ele indicou.

— Hitashi? – Franzi a testa ao reconhecer o colega de sala de Syaoran e me lembrei das vezes que Syaoran reclamou e pediu que nos afastássemos de Hitashi. Como se o chamasse, Hitashi se aproximou de nós.

— Kinomoto, boa tarde. – Ele sorriu, e novamente senti um arrepio pela minha espinha.

— Boa tarde, Hitashi. – Olhei de banda para Nishimura e ele encarava Hitashi como um cão de guarda pronto para atacar. – Hitashi, este é Nishimura Raiden, um amigo meu. Nishimura, este é Hitashi Kei, colega de sala de Syaoran. – Ambos se curvaram em uma respeitosa reverência, mas o clima dizia o contrário.

— Bom – Hitashi voltou a falar –, vou deixar vocês continuarem. Hoje é o meu primeiro dia e quero fazer tudo certo. – Ele piscou de forma galante em nossa direção e saiu de perto.

— Se estivéssemos do lado de fora, ia fazer que nem o seu Boy Magia, ia dar um soco na cara desse sujeito. – Nishimura falou de forma séria.

— Não precisa de tanto. Vamos ignora-lo. – Tentei acalmar os ânimos. O que Hitashi quer aqui? Ai, ai, ai.

...

Sentei no sofá para secar meus cabelos. O dia havia sido produtivo e cansativo. Depois do almoço com Syaoran, fui para a academia, assisti a mais uma aula e passei a noite na biblioteca estudando sozinha.

Tomoyo continuava um pouco aérea, porém se esforçava para mostrar que estava melhorando.

Ouvi o barulho do interfone e corri para atendê-lo.

— Kinomoto falando.

— Kinomoto, é a Hikari. Boa noite.

— Boa noite, Hikari.

— Chegou um buquê se flores para você.

— Oh. – Estranhei. Buquê? Para mim? — Vou descer para busca-lo. Obrigada, Hikari.

— Ok. Tchau.

— Tchau. – Coloquei o interfone no gancho, peguei minha chave e desci.

Não demorei muito por lá. Por mais que a companhia de Hikari fosse agradável, eu queria muito descansar.

— Quem foi que me mandou isso? – Perguntei para mim mesma. O volumoso arranjo com um misto de flores, cores e aromas, era lindo. Peguei o cartão e li em voz alta.

— Obrigado por cuidar dela. – Um arrepio subiu pela minha espinha dorsal e meus olhos encheram d’água. Josh. O buquê de flores, o bilhete, a letra trabalhada e, principalmente, escrito em inglês, tudo fez com que uma centelha de pânico se acendesse.

Sentei no sofá, ainda pasma demais para ter uma reação. Encarei a parede, pensando em nada e tudo ao mesmo tempo. Será que todas as vezes que me senti vigiada era ele, e não os ‘sombra’? Respirei fundo.

— Esse idiota só quer mexer com a nossa mente. – Tentei me convencer, usando as palavras de Syaoran. Saí marchando até a cozinha e joguei o buquê no lixo. – Filho de uma puta. – Sussurrei.

Segui para o quarto e o vi vazio. Tomoyo está no Coral, Eriol foi acompanha-la e Syaoran foi para o treino. Lembrei a mim mesma. Voltei para a sala e encontrei a janela aberta. Minha mente fértil imaginou um milhão de coisas e eu balancei a cabeça de um lado para o outro, tentando dissipa-los.

Fechei e tranquei a janela, respirei fundo e resolvi tomar um chá para me acalmar e distrair. Kami-sama, o que está acontecendo?

...

— Você está mais aérea do que o normal. – Ouvi a voz de Syaoran e o encarei. Estávamos no apartamento dos rapazes, para ser mais específica, na cozinha. Já beirava meia noite, mas Tomoyo não dava sinais que queria ir embora. Olhei para a porta, voltei a olhar para Syaoran e indiquei que ele me acompanhasse até a área de serviço.

— Josh me mandou um buquê ontem. – Tirei o bilhete do bolso e mostrei para ele.

— Idiota. – Syaoran bufou e passou a mão direita nos cabelos, bagunçando-os ainda mais.

— Eu sei o que você vai falar, sobre ele querer mexer com o nosso psicológico, mas uma parte de mim se sente acuada por estar envolvida nisso. – Involuntariamente, me abracei.

— Não vou deixar que nada te aconteça. – Syaoran segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou. Passei meus braços ao redor do tronco dele e, quando o beijo terminou, escondi meu rosto na curva do pescoço dele. – Eu prometo.

— E eu acredito em você. – Me afastei e decorei os detalhes dos olhos dele. – Tem outra coisa. – Syaoran franziu a testa.

— O que foi?

— Hitashi entrou na academia ontem, no mesmo horário que eu. – Só o fato de eu comentar o nome do colega de sala dele, fez com que Syaoran tencionasse a mandíbula, fazendo-a se destacar.

— Fique longe dele.

— Nishimura fica comigo o tempo todo e colocou Hitashi para correr. Não precisa se preocupar.

— Existe a possibilidade de você trocar de horário?

— É o único disponível para mim e o melhor devido a carga de estudos. – Tentei soar o mais sincera e sensata possível. – Além do mais, já basta um louco para mudar a nossa rotina, dois é demais. – Fiz graça e ele sorriu de forma simples. – Não se estresse com isso, ok?! Só te contei para que, caso ele implique com você de alguma forma com relação a isso, você já saiba.

— Obrigado. – Syaoran me abraçou e beijou minha testa.

Trocamos de assunto e ficamos ali, até que Tomoyo me chamou para irmos embora.

Notas finais
Olá, pessoas. Voltei kkkk Sim, não é uma miragem ou algo do tipo e sim, esse capítulo, comparado com a onda de fofura anterior, foi mais seco/dark... Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, espero (de todo coração) que tenha dado para matar a saudade de vocês quanto aos nossos amados personagens. ♥ Agradecimentos especiais para: — AnFaa, Ritsuka, Suzzane, NakurumiLi, thatycarter, Keylitinha tsubasa, Naty MellarkLi, Giiz, Shimai, Pandinha (Sua fofa ♥ Obrigada pelo inbox, foi lindo!) e TataChenck por terem comentado ♥ ♥ ♥ Vou responder a cada um de vocês individualmente. #MuitoObrigada — Vivianne, lilianbertolini, Shimai, ValentinaV, thatycarter, Pandinha, Fabricio piress, Tuca Mello, LaurenUzumaki, NakurumiLi, TataChenck, Kuro99, Aninha e Lucana por terem favoritado *-------* (Aqui no Nayh! é um cadinho complicado saber quem favoritou recentemente e quem havia favoritado ^^') #Beijos P.s.: Capítulo não foi revisado ainda ^^' Peço desculpas se houve algum erro ortográfico ou coisa do tipo... Assim que ele for revisado, atualizo ;) P.s.2: Então... A novela da minha vida continua... Fiquei mais de um mês brigada com o meu melhor amigo (como já havia comentado com vocês) e foi UM SACO, porque, por mais que eu tentasse, não saía nada #TapaNaTesta Aí, eu fiquei muito frustrada e estressada... Mas aí, lá pelo final de agosto ele e eu nos resolvemos #Aleluia e a inspiração voltou feito uma avalanche kkkkk Escrevi feito louca, pra postar logo, só que (sim, na minha vida de pessoa estabanada sempre há um 'porém') eu, sem querer, quebrei meu pendrive. #TapaNaTesta (É... Eu já perdi tanta coisa por deixar em PC, que passei a salvar em pendrive, só que aí eu faço essa burrada) Fiquei puta da vida? Fiquei. Nusssss... Me xinguei horrores. #RespiraNãoPira Demorei mais um seculo para lembrar tudo o que havia escrito e não tenho certeza se consegui. ^^' Bom, mais vamos nós continuar com a Saga kkkk