Amélia e o fim do mundo
9 A tranquilidade fingida
Sabe aquele questionamento sobre o que faria no último dia vivo? Eu não conseguiria aproveitar, como todo o resto dos dias que tive. Escolher o que fazer? Fazer tudo que não fiz? Fazer o que sempre quis? Não há tempo para pensar.
Queria usufruir de cada galarim, mergulhar de cabeça nas ilusões. Mas quem pensa demais, como eu, não tem esse prazer. O tão sonhado dia de folga, preocupações e paranoias finalmente indo embora, deixando um bom lugar para descansar e desfrutar dos últimos momentos.
Nem no fim é simples ou fácil. Resta fingir tranquilidade entre um surto e outro.
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