Amsterdam - Holidays

2 Amsterdam - Holidays - Boate em chamas.


Notas iniciais
Espero que gostem, é o primeiro capitulo, o anterior foi apenas o prólogo. Muitas vezes os capítulos serão postados na voz do autor e algumas vezes nas dos personagens. Espero que gostem e agradeço por lerem. Eu estou a procura de um coautor, se estiver interessado entre em contato pelo MP.

Amsterdam– Holidays

Escrito por Gabriel Galvão.

Trevor Nice se deslocava ao salão de embarque do aeroporto JFK, um grupo de estudantes estava se dirigindo junto a ele ao lugar, seus pais também estavam no local. Todos os presentes naquele local eram estudantes do colégio Falcons, todos participariam do intercambio que passaria por Amsterdã, Londres e por fim desencadearia no Rio de Janeiro onde passariam uma semana de férias e em seguida voltariam para os Estados Unidos, na primeira cidade eles ficariam em um colégio inglês-holandês que é especifico para imigrantes ou nativos que não falam a língua típica do país, neste lugar eles fariam um curso de três semanas de holandês e teriam um tour pela capital holandesa, mas em quase todo o país se fala inglês, em Londres eles visitariam os principais monumentos da cidade e aprenderiam sobre a relação entre os Estados Unidos e a Inglaterra, e no Rio de Janeiro eles teriam “férias.”

Trevor estava a se despedir de seus pais, deu um abraço forte nos dois no mesmo momento em que o diretor do colégio – o mesmo era o responsável da excursão – pedia que todos formassem uma fila única, assim todos fizeram e ele com uma prancheta em mão, começou a riscar os nomes das pessoas ali presentes e lhes entregava o passaporte.

– Vôo 351, Amsterdam, Holanda. Partindo em cinco minutos – falou uma voz através dos alto-falantes, todos entraram na estrada do vôo e um por um entregava a aeromoça os passaportes e seguiam até o avião através do corredor não muito largo. Trevor deu um aceno aos seus pais e foi o ultimo a entregar o passaporte e por fim seguiu pelo corredor, seus pais sentiam um pouco de tristeza pela separação dos três por quase um mês, mas o filho do casal assumia um pequeno sorriso de entusiasmo, ele tinha uma meta naquele inverno rigoroso.

Ele se sentou em seu lugar no avião, levou em torno de 15 minutos até o avião partir do chão até o céu, no momento que o avião partiu eram 14h37min, levou-se algumas horas de viagem até chegar ao aeroporto Schiphol em Amsterdã. A viagem levou em torno de quatro horas exatas, chegaram e desembarcaram as 00h40min, os fusos horários realmente fazem a diferença, era para ser 18h40min em New York, os estudantes não se sentiam nada cansados, estava bem escuro em Amsterdã, eles desembarcaram e carimbaram os passaportes de viagem, todos se sentaram nos bancos de espera e observavam o diretor dando as ordens.

– Primeiro; não se separem do grupo. Segundo; caso se separem do grupo fique sempre junto de um amigo. Terceiro; ninguém sairá do hotel a não ser para as aulas e visitas em grupo ao centro da cidade sem a supervisão de um responsável e... – assim o diretor passava as instruções.

Trevor mantinha seus olhos em um cartaz na parede onde ficava um monitor com os horários dos voos, era um desenho mal feito, aparentemente mostrava uma garota de aproximadamente 16 ou 15 anos, abaixo da palavra desconhecida estava escrito; caso encontre ligue para a policia; 112. Aquilo não possuía a menor importância para ele, mas ele não gostava de escutar os adultos e preferia observar a vista local ao invés de prestar atenção nas orientações ou sermões.

Antes que percebesse todos se levantaram e ele os observava em quanto viajava em seus próprios pensamentos, pensava o como seria legal se cavalos voassem ou se ele chutasse o saco do diretor sem tomar uma suspensão ou fosse expulso do colégio. Logo então percebeu que todos iam embora, levantou-se e seguiu-os. Havia um ônibus em frente ao aeroporto, todos entravam nele enquanto o diretor fazia o mesmo esquema que realizou no aeroporto de New York, a viagem de ônibus até o hotel não demoraria tanto quanto a viagem de avião. Levou-se em torno de uma hora para chegar até o hotel.

Já no outro lado da cidade uma garota loira de olhos castanhos segurava um pacote grande de coca, ela estava nos fundos de uma boate, o segurança a jogara pra fora do lugar por guspir na cara dele, ela estava sentada segurando a coca, ela estava com ódio do homem que a expulsou, uma idéia maligna veio em sua mente, ela usava uma calça jeans preta, bota preta e uma camisa de decote preta. Ela levantou e pegou a garrafa de uísque que estava do seu lado, encharcou o pacote transparente cheio de coca com a bebida alcoólica e andou até a saída dos fundos da boate, pegou do bolso um isqueiro e abriu a porta com o cotovelo, botou a coca no chão acendeu o isqueiro e o jogou no pacote e em seguida chutou o pacote em chamas para dentro do lugar que em pouco tempo ficou em chamas, a mesma tendo total consciência da ação depois de alguns instantes começou a correr até a rua onde quase foi atropelada, atravessou a rua e correu até um beco sem saída onde se sentou no chão e se se encostou à parede, estava tarde e era melhor voltar para casa, ela se levantou e saiu do beco. Andou tranquilamente pela rua até avistar um isqueiro no chão, pegou o mesmo e retirou um cigarro do bolso esquerdo da calça, o colocou na boca e o acendeu com o isqueiro recém encontrado. Depois de sete segundos retirou o cigarro da boca e soltou toda a fumaça negra e poluente de sua boca.

Um carro passou por cima de uma poça da água e jogou grande parte da água no rosto da jovem, sua maquiagem borrou por completo e o maço do cigarro se apagou junto com a chama do isqueiro que não quis mais funcionar dali em diante.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.