Amores e Reencontros, Pokémon a parte!
10 O Perigo – parte 2
Gold de alguma forma conseguiu desviar do ataque do pokémon.
— Hehe. Achei dois – um homem aparece de entre as árvores segurando a pokebola do pokémon que havia os atacado.
— Droga! – Gold se afastou até ficar ao lado de Crystal – “Meus pokémons estão machucados de mais para que eu os coloque em campo e a Chikorita da Crys está envenenada... Numa hora como essa só há uma coisa a se fazer...”.
Vejamos as escolha que Gold tem:
A) Rezar.
B) Correr.
C) Rezar e correr.
D) Correr e rezar.
E aí? Qual vocês acham que ele escolheu? (Deixe nos comentários qual você escolheria)
– Crys.
– Hã?
– Corre... – ele sussurra e depois aumenta o tom de voz quando vê que ela estava em pânico de mais para entender – Corre!!!
O moreno segura a mão da azulada e começa a puxá-la enquanto corre.
– Vocês não vão conseguir fugir de mim!! Zubat, atrás deles!!!
O pokémon começa a persegui-los.
– Merda!! Com aquele projétil de vampiro atrás de nós não tem como fugir!! – Gold exclama.
Os dois param subitamente quando vêem que correram para um lugar sem saída.
– POR QUE RAIOS EXISTE UM PENHASCO AQUI???!! – o moreno grita incrédulo com a situação que eles se encontravam.
– E agora o que agente faz????!!! – Crystal entra ainda mais em pânico.
– DROGA!! Eu to pensando caramba!!! – Gold rebate, estressado.
– Huhuhahahaha! Fim da linha para vocês! Agora Zubat!! Confusão!!
– !
Eles foram acertados pelo ataque psíquico do morcego e ficaram com uma dor de cabeça extrema que os fez cambalear. Crystal começou a dar passos para trás até se desequilibrar e cair. Gold que já havia percebido, mesmo caindo para os lados foi desesperado tentar segurar a mão da amiga, mas mesmo quando conseguiu pegá-la não aguentou o peso e caiu junto.
Crystal recuperando sua consciência e vendo que caiam, se agarrou a Gold, desesperada.
– Kyyaaaaaaaaaaaaa!!
Gold com mais noção das coisas a sua volta, agarrou a cintura de Crystal e conseguiu se segurar ao galho de uma arvore por segundos suficientes para amortecer a queda. Para proteger Crystal ele virou seu corpo pra baixo e a deixou por cima. Mesmo Gold sabendo que se machucaria muito, ele não deixaria sua Florzinha do campo sofrer mais do que já sofreu.
– A-ai... – grunhiu o moreno de olhos dourados – Crys, você está bem? – ele pergunta enquanto olha o céu, tentando ignorar a dor aguda em suas costas.
– Sim... – a azulada se desvencilha dos braços do amigo e deita ao lado dele no chão.
– Não vai me agradecer? Eu amorteci a queda – ele comenta.
– Obrigada...
– Só isso?
– O que mais você quer?! – ela se indigna.
– Sei lá... Talvez um beijo da donzela indefesa? – ele meche o pescoço tentando encará-la.
– Aham. Você vai é ganhar um soco da donzela indefesa se continuar – afirma Crystal fitando o céu.
Gold dá uma risada fraca e cobre os olhos com o braço.
– Droga, isso dói...
(entendam como quiser essa afirmação hehe)
-----
– “Aquele é o mesmo Pikachu de outro dia?”— Red se perguntava observando a cena, escondido.
O homem tenta encostar no pokémon, mas é eletrocutado.
– “Com certeza é ele...”— Confirmou Red em pensamento, com uma gota. O moreno então, leva um estalo – “De alguma forma... Estamos quase salvos!”— pensou ele formulando uma estratégia.
– Maldito! Vá Gyarados! – o homem liberta o dragão de água, furioso com o pequeno Pikachu.
Ele começa a batalhar com o pokémon selvagem.
– “Vai ser tudo ou nada! Só tenho que torcer para ele não ter mais de dois pokémons, por que se for o caso eu não tenho chance em minhas atuais condições... Não! Eu vou conseguir! Eu tenho que conseguir!”— Red decidiu-se.
– Piiikaa...CHUU!! – gritou o pokémon usando o Choque do Trovão no Gyarados.
– Maltdito! – o homem retornou o pokémon que foi torrado pelo ataque elétrico.
– “É agora ou nunca!”— Red deitou Yellow na borda da arvore e se levantou rapidamente liberando seu Bulbasaur – Vá Saur!!
– Mas o que- -
O pokémon planta jogou uma semente no homem e o fez adormecer.
– Hehe. Gostou dessa? Treinador de araque? – o moreno brincava jogando a pokébola em sua mão, para cima.
O Pikachu encarou Red bravo.
– Pika-pikachu-pika-pika-pi!! – o pokémon esbravejava balançando freneticamente os braços.
– Ta bom amiguinho, foi mal ter pegado a sua presa, mas você é o próximo – Red sorriu vitorioso.
– Pika-pi? – o pokémon o encarou em tom de desafio.
– Saur mais uma vez! – Red apontou para o Pikachu e mais uma vez Bulbasaur usou a bendita semente para fazer o Pikachu adormecer.
E funcionou! O Pikachu não viu a semente sendo jogada e começou a dormir. Nesse meio termo, Red jogou uma pokébola no Pikachu e o capturou.
– Seu nome agora será Pika! – o moreno olhou com convicção para a pokebola.
Logo atrás de si, Red pode ouvir os murmúrios de Yellow acordando.
— Oh! Yellow! – ele corre até a amiga.
– Red...? O que aconteceu? E por que estou sentindo uma dor enorme no corpo...?
– Você não se lembra? – o amigo pergunta preocupado.
– Ta tudo confuso...
Red lhe lançou um olhar terno e estendeu a mão, Yellow meio encabulada aceitou a ajuda.
– Consegue andar? – ele pergunta ainda segurando a mão da loira.
– Sim – ela responde de cabeça baixa.
Yellow tenta se soltar da mão de Red, mas ele continua segurando-a. A mais baixa o encara confusa e como resposta, Red apenas sorri e continua sua procura pelo caminho de volta.
-----
– Eh? Achei dois? – o rapaz pareceu meio em pânico.
Pearl e Platinum apenas encaravam o integrante da Equipe Rocket que aparentava ser mais novo que eles, com certa curiosidade. Pra falar a verdade ele era bem baixo parecendo com uma criança de 12 ou 13 anos.
– O que eu faço? Eu queria evitar combate... – ele começa a murmurar para si mesmo com as mãos na cabeça.
– Hm... Ei pessoa… Você tá bem? – Platinum chama pelo garoto.
– Hai??!! – ele responde imediatamente assustado.
– Você não vai batalhar com a gente??? – ela tomba a cabeça confusa.
– Eu... Nã... Desculpe, eu não quero batalhar! – ele grita abaixando a cabeça.
– É... Não se desculpe por isso – disse Pearl com uma gota.
– Ah, Des- – ele para antes de pronunciar a palavra.
– Se é assim então nós vamos embora – anunciou Platinum dando as costas.
– Não, espera! Se eu deixar vocês irem o chefe vai ficar bravo.
– Entãao? Vai batalhar com a gente? – novamente a azulada faz a mesma pergunta.
– Aah! O que eu faço??!! – ele começa a bagunçar seu cabelo sem saber o que fazer.
– Esse cara é tão ruim assim? – pergunta Pearl elevando a sobrancelha.
– O chefe... Quando ele está irritado é capaz de tudo! – o menor demonstra um olhar de horror.
– Então por que você o ajuda? – Platinum questiona.
– Por que sou forçado!
Pearl e Platinum se entre olham com certa compaixão. O que fariam numa situação dessas?
– Ei – o loiro chama a atenção do garoto – Por que você não vem com a gente?
------
Sapphire segue Ruby em silêncio.
– Aprecie a paisagem pra esfriar a cabeça, Selvagem – ele diz com uma risada debochada.
– Cretino...
A morena bufa irritada e começa a observar a paisagem como ele disse e de certa era uma paisagem bonita para se apreciar. Eles passavam perto de um rio de águas cristalinas, havia alguns pokémons selvagens rondando por ali sem se importarem com a presença dos dois.
– Já se acalmou? – o moreno olha pra ela por cima do ombro com um sorriso em que ela não conseguia dizer se era de deboche ou de simpatia.
Ela cruza os braços olhando para outro ponto que não fosse o amigo a sua frente.
– “Teimosa” — pensa o rapaz de olhos rubi se virando novamente para frente.
Sapphire de repente para.
– O que foi? Por que parou? – Ruby questiona confuso.
– Alguma coisa está errada... – a morena olhava de um lado ao outro sentindo um desconforto.
– Eh? – Ruby faz o mesmo tentando identificar o que a incomodava.
– AH! – ela dá um estalo – Abaixa!! – ela pula em cima de Ruby derrubando-o no chão.
– Ugh! O que está fazendo?!! – Ruby levanta o rosto para encará-la – Eh? – o moreno arregala os olhos – Oe, Sapphire... O seu braço!
– Ha? – a morena levanta o braço vendo o corte – É só um arranhão, se preocupe mais com o cara do outro lado do rio!
Sapphire se levanta rapidamente pegando duas pokebolas da bochete em sua cintura.
– Rono! Toro! – ela joga as pokebolas para o alto e os pokemons saem já em posição de batalha.
– Ora, ora. Bravo! Bravo! – Um homem aparece por detrás das árvores batendo palmas – Você determinou o local exato do ataque e protegeu o seu amigo com perfeição! Excelente instinto! Apesar de que pra manter a condição de seu companheiro em 100% você teve de se machucar um pouco – ele finaliza encarando o grande arranhado no braço da morena, com um sorriso de lado.
Um Meowth aparece ao lado do homem com as garras pingando sangue.
– “Droga! Droga!”— Sapphire segurava seu braço machucado encarando o pokémon gato do outro lado do rio.
Ruby ainda no chão, encarava a dona de orbes safira, muito surpreso.
– Sapphire... – ele murmurou se levantando.
– An? Por que está ai viajando! – ela esbraveja visivelmente preocupada com a situação – “Ele me fez pensar duas vezes antes de seguir minha raiva e realmente não podemos nos separar agora, mas se ele ficar ai só olhando, as coisas vão complicar pro meu lado”— ela suava enquanto segurava fortemente as duas pokebolas em sua mão.
– Com quem quer lutar primeiro, mocinha? Meu Seviper ou o Meowth? – o homem pergunta liberando o segundo pokémon.
– Do que isso importa? – a morena riu levantando a sobrancelha.
– Haha! Muito! Dependendo de qual você escolher vai influenciar no resultado da batalha e estou lhe dando a vantagem! – o homem gesticula debochado.
– Dane-se essa vantagem! – pronunciou-se Ruby na conversa ficando ao lado de Sapphire – Não precisamos escolher por que você vai lutar com os dois ao mesmo tempo!
Ruby libera o pokémon que havia acabado de ganhar do professor Birch.
– Ah – Sapphire encara o pokémon – “Mudkip?” Ruby! Esse pokémon ainda é iniciante!
– Não importa! Eu dou um jeito! – Ruby lança um olhar determinado – “Ela me protegeu... Vou devolver o favor!”
– Se já se decidiram, então vamos começar! Seviper, Nevoeiro!
Meowth se escondeu dentro da fumaça negra criada pelo pokémon cobra, que se alastrou por todos os lados dificultando a visão.
– “Merda! Para onde aquele gato foi?!”— Ruby tentava identificar de que lado viria o ataque.
– “Direita ou esquerda? Ou ele poderia vir de frente?” — os olhos de Sapphire iam de um lado ao outro observando tudo – “Não... Estou esquecendo alguma coisa...” Ah! Em cima! Toro, pule para trás!
Torchic usa Evasiva e consegue desviar do ataque veloz do Meowth.
– Oh! Está me surpreendendo cada vez mais, garota! Eu queria eliminar esse pokémon estranho, mas você descobriu totalmente o meu plano haha!! – o homem ria alto.
– “Incrivel... Ela consegue até fazer isso... Eu também não posso ficar para traz! Vou usar esse momento que o Meowth ficou a vista!”— Ruby segurou mais forte a pokebola de Mudkip – Zuzu! Investida!
O pokemon tipo água avança no gato acertando-o em cheio, porém não houve muito efeito.
– Otto, quietinho ai rapaz. Seu pokémon iniciante não fará nenhum arranhão no meu Meowth – o mais velho ridicularizou – Hey, garota! Diga seu nome! Eu sou Jack!
– Sapphire – a mais baixa respondeu ríspida.
– O.k, Sapphire. Você ganhou meu interesse, vejamos até onde você aguentará! – o homem muda sua expressão drasticamente, seu olhar ficou sem brilho algum e seu sorriso convencido foi trocado pela indiferença – Seviper use Mordida.
------
Diamond rebateu a mão em seu ombro e se afastou em um pulo ficando ao lado de Emerald que já havia se levantado.
– Ora, ora. Calma. Pra que tanta agressividade? – o homem ironiza – Agora digam. Onde está a pedra da lua.
– Foi mal eu sou novo aqui e num manjo dos baseados ainda – respondeu Emerald com um sorriso nervoso.
– Haha. Sem brincadeiras, nanico. Se não vão contar por bem, vão contar por mal.
O homem libera um Machop e os dois liberam um Turtwig e um Treecko.
– Treecko, Bala de Sementes! – ordenou Emerald e o pokémon pulou sobre o Machop disparando as sementes.
– Turtwig, Folha Navalha! – Dia também faz seu ataque.
Os dois ataques acertam o pokémon lutador, mas o dano não foi tanto.
– Haha! Até parece que esses pokémons fraquinho teriam efeito no meu Machop! Investida!
– Cuidado!! — alertou Diamond ao seu pokemon, que por pouco não era acertado.
Diamond já moldava uma estratégia e cutucou Emerald.
– Inv – disse ele e o loiro logo entendeu.
O homem pareceu confuso com as palavras de começo, mas quando viu Treecko se aproximar sorrateiramente, logo entendeu. Turtwig usou Folha Navalha novamente acertando Machop e o deixando sem tempo de reação para o ataque de Treecko.
– Treecko Investida! — ordenou Emerald finalizando a luta e derrotando Machop.
— Hum... Entendo, vocês não são tão ruins quanto pensei, mas essa tática não funcionará duas vezes – o homem saca outra pokebola – Saibam que todos os membros da Equi- — O celular dele toca interrompendo-o – Que merda cara! Vocês interromperam meu discurso maligno! — ralhou o mesmo ao telefone.
Os dois jovens se encaram segurando uma risada de tão tosca que a cena parecia.
– Aah! Então vocês já encontraram?!
A pergunta do homem aciona o instinto alerta nos dois adolescentes que começaram a analisar melhor a conversa.
– Entendido, estou a caminho – o homem desliga o telefone e encara os dois um pouco surpreso – Ué? Ainda estão aqui? Achei que já teriam fugido com uma oportunidade grande dessa – debochou ele e continuou a falar antes que um dos inimigos se pronuncia-se – Bom, infelizmente eu não tenho mais tempo de brincar com vocês, terminamos essa luta uma outra ora.
O vilão adentra os mesmos arbustos de onde saiu e Dia e Emerald o seguem curiosos. Eles chegam ate um campo aberto onde o homem se segura na corda de um balão estranhamente chamativo, que voa na mesma direção para qual estavam indo. A perseguição acabava por ali e quando Diamond se preparava para ir embora, percebe algo estranho. Estava muito longe por isso ele não enxergava direito a fisionomia da pessoa que mirava.
– Green?!
—------
– Entreguem a pedra da Lua. Se não… – a mulher faz um sinal e seu Ekans aperta mais o “abraço” em Green fazendo-o urrar com a dor.
Green se lembrando que a pedra estava com ele, imaginou o por que de tanto quererem ela, será que eles a queriam somente para fortalecer seus pokémons? Não, eles não iriam tão longe por algo tão simples assim. Deve haver algum significado escondido.
– Como tem certeza que está comigo? – questionou Green sem perder a postura diante dos apertos de Ekans.
– Ora, eu simplesmente sei. Mas se não estiver com você não tem problema, – ela sorria desprezadamente – Eu posso simplesmente lhe matar e levar de presente ao Chefe, Green Carvalho – finalizou dando ênfase em seu sobrenome.
O moreno tentava alcançar a pokebola de Charmander enquanto disfarçava prestar atenção na mulher.
– Por que deu ênfase ao meu sobrenome? Por acaso gostou dele?
– Na verdade não, eu simplesmente conheço muito bem o seu avô – ela sorri provocativa.
Blue ainda caída nos arbustos tentava formular uma estratégia para salvar Green, mas sua cabeça simplesmente estava vazia. Seria isso o que as pessoas chamam de pânico? Você está tão desesperado, assustado, que não consegue nem raciocinar direito?
– Squirtle! Cabeçada! – arriscou Blue, sem nenhuma opção.
Ekans não teve muita dificuldade para defender o ataque com a ponta da cauda.
– An? Tinha alguém com ele? – a mulher encara Blue que ainda permanecia no mesmo lugar – Ekans, por favor.
Então com sua cauda o pokémon cobra, vasculhou os bolsos do rapaz, e encontrou uma pedra com o desenho da lua esculpido, logo percebendo que era o que procurava ele jogou-a para sua dona. A mulher observa por um tempo a pedra em suas mãos e depois sorri vitoriosa para Green, fazendo sinal para que Ekans a seguisse levando-o junto.
– Espere… — disse Blue em um quase sussurro enquanto apertava a barra de seu chorte com os olhos fixos na cena – Pare por favor… — algumas lágrimas de desespero insistiram em escorrer por suas bochechas – Ele é meu amigo!! Não leve-o embora!!! — ela finalmente grita se levantando e começando a correr em direção a eles.
Green ficou surpreso pela ação nada do feitio da amiga.
– Ora, vai resolver me atrapalhar agora mocinha? — a mais velha retira de seu bolso, outra pokébola.
O moreno engole em seco sem escolha.
– O que pensa que está fazendo Blue? — questionou Green em um tom de voz auto o suficiente para fazer todos que estavam ali prestarem atenção nele.
– Green… Eu- -
– Patético! — ele afirma com uma cara de deboche – Acha que lágrimas e uma corridinha salva alguém?
– O que…? Eu… — ela recua não reconhecendo o amigo e confusa com suas palavras.
– Vai embora – ele ordena com uma voz forte e autoritária que chegou a assustar a morena que paralisou – O que está fazendo ai? Vai embora! — ele repete outra vez ainda mais autoritário.
A mulher da Equipe Rocket observava a cena com uma ponta de curiosidade e divertimento.
Blue ainda confusa e assustada, dá relutantes passos pra trás até se virar e sair correndo, adentrando a mata.
– Que belo Showzinho você deu agora, em?
– Cala a boca! Se não fosse por você eu não teria que ter feito isso! — afirmou o dono de orbes esverdeadas a encarando com raiva.
– Entendo, mas você tem uma boca bem sujinha para um pirralho. Que tal eu lhe dar umas aulinhas de educação quando chegarmos ao QG? — inquiriu ela voltando a fazer seu caminho levando Green a força.
-------
O tempo parou. Tudo estava em câmera lenta. O momento em que ele pode presenciar uma cena que jamais sonhou em ver. Um chapéu branco com uma fita vermelha voo até cair no chão a sua frente seguindo o exemplo de sua dona. Seu coração apertou e seu ar lhe faltou. Foi algo que ele foi forçado a ver sem nem mesmo poder reagir. E foi a primeira vez que mesmo que involuntariamente, ele seguiu as suas emoções ao em vez da razão.
– LYRA!
Um grito de raiva misturado a desespero, ecoou pelas copas das árvores assustando até mesmo os corajosos Pidgeys que levantaram voo pra qualquer lugar que não fosse perto dali.
O ruivo nunca admitiria, mas naquele momento sua visão turvou e seus movimentos sairão vazios, se locomovendo desengonçadamente em direção a amiga.
– E morreu – apareceu um senhor por detrás de uma árvore falando com certo humor.
Ignorando a aparição repentina do membro da Equipe Rocket, Silver se ajoelhou ao lado Lyra chacoalhando-a ainda sem ter processado o acontecido.
– Irá me ignorar meu jovem? Sendo assim vou atacar primeiro – o mais velho retorna o pokémon anterior e libera sua forma evoluída.
Finalmente recuperando sua consciência. Silver se levanta liberando seu Sneasel.
– Batedores em Fúria— Silver ordenou ao pokémon.
Sneasel se aproximou rapidamente do outro pokémon e usou suas garras para arranhar desferindo vários golpes no pokémon inimigo.
– Agora Garra de Metal.
Sneasel energiza sua garra e dá o golpe final no oponente.
– Eita isso é um problema – afirma o homem surpreso com a derrota tão repentina.
– Saia daqui, a menos que queria que eu faça o mesmo com você – afirmou o ruivo com uma expressão indescritível em seu rosto.
O homem de repente atende seu celular e após alguns segundos de conversa ele o desliga.
– Bem. Eu não tenho mais nada a fazer aqui mesmo – o mais velho dá as costas – Esperamos muito de você. Silver – ele diz sumindo entre as árvores.
Mesmo achando aquela última frase estranha, o ruivo resolve focar no que no momento era mais importante. Ele se vira observando por um tempo a morena caída no chão. Ele se certificaria de dar uns cascudos nela quando ela melhorasse, por ter lhe preocupado.
-------
– Gold, eu tenho certeza que já passamos umas três vezes por aquela pedra – comentou Crystal que observava ao seu redor.
– Como pode ter certeza? — pergunta o moreno se virando para ela.
– Por que tem algo entranho escrito naquela pedra e eu já a vi umas três vezes.
– Escrita? — Gold vai até a grande pedra que se localizava no meio de duas árvores inclinadas de forma que faziam parecer um arco – Que estranho… Tenho certeza que são letras, mas não consigo lê-las – ele inclina a cabeça confuso.
– Isso é por que você não presta atenção nas aulas de interpretação de línguas estrangeiras – afirmou a azulada também se aproximando da pedra.
– Existe aula disso? — a cara do rapaz virou um ponto de interrogação.
– Também conhecida como aula de inglês e espanhol bocó – ela completa analisando as frases no rochedo – Mas realmente é curioso… É como se fosse o inglês, porém, algo bem mais antigo… Olha como a organização dos verbos são diferentes.
– Quê?! — Gold a encara como se falasse grego.
– Na verdade, isso não é necessariamente inglês – uma voz desconhecida ecoa por detrás deles.
– Quem é você?! — Gold grita se virando rapidamente.
– Calma! — duas silhuetas conhecidas aparecem por detrás da estranha pessoa – Ele tá do nosso lado!
Eram Platinum e Pearl. Os dois entraram na frente do rapaz com os braços abertos como se quisessem protegê-lo de algo.
– Em? — Crystal ergue uma sobrancelha.
– É uma longa história, mas resumindo, ele não é nosso inimigo – respondeu Pearl massageando as têmporas.
– O.k né… — estranharam Gold e Crystal.
– O que você estava dizendo sobre não ser “necessariamente inglês”? — questiona Crys.
– Eu não devia contar sobre isso… — ele hesita.
– Se acalme Nagisa, o seu “Chefe” não vai fazer nada a você. Pode ficar tranquilo – Tranquilizou Platinum com um olhar terno.
– Ta bom… Sobre isso… — ele começou a explicar sobre a teoria desenvolvida pelos cientistas da Equipe Rocket e lhes contou seus objetivos também.
Os quatro ouvintes se entre olharam assentindo juntos.
– Bom, mesmo tendo descoberto tudo isso ainda precisamos achar uma forma de voltar para a civilização.
– Se não me engano – Nagisa olhava em um mapa – há uma trilha mais ou menos naquela direção – ele aponta para o Oeste.
– De onde você tirou esse mapa jovem? — Pearl o olha incrédulo.
– An? É que todos os membros da Equipe Rocket possuem um para não se perderem, sem falar num radar para encontrar outras pessoas ao nosso redor.
– Então é por isso que nos acharam tão rápido! — reclamou Gold que balançava os braços estranhamente – Aproposito você parece muito novinho para participar de um grupo de vilões – observou o mesmo com certa curiosidade.
– Verdade. Você é bem fofinho também – comentou Crystal deixando o mais novo com vergonha.
Platinum encara Crystal como se ela fosse sua rival e abraça o pequeno Nagisa mostrando que ele era dela e a azulada bufa entediada.
– Duas doidas por pirralhos fofinhos... – afirmaram Pearl e Gold concordou com uma gota enquanto notava raios de rivalidade saindo pelos olhos das duas.
Fale com o autor