— Papai! Papai! – chamava uma pequena garotinha de lindos cabelos castanhos e olhos azuis como uma pedra safira – Você disse que eu e o Ruby poderíamos ser os primeiros! Vamos por favor!

— Sapphire, é muito perigoso lá. Esse jogo não é um jogo comum, qualquer coisa que acontecer nele acontecerá de verdade com você... – A pequena morena começa um jogo de olhares com seu pai, e na primeira tentativa de resistência o mais velho perde – O.k já que você quer tanto ir assim eu deixo.

— Mas o Ruby vai junto não é?

— Claro, tudo bem.

— Então eu vou chamar o Ruby – a pequena abre um grande sorriso vitorioso e abraça o pai, seguido do ato de sair correndo pelos corredores da casa à fora.

Se direcionou a casa vizinha e bateu na porta como louca.

— O que foi Sapphire? – uma mulher de mais idade abri a porta preocupada.

— Tia! Chama o Ruby!! – pediu a pequena, empolgada.

Não demorou muito e o pequeno com lindos olhos avermelhados aparecer por de trás da mãe.

— Ruby, Ruby, vamos meu papai disse que agente vai poder entrar no mundo pokémon! – afirmou Sapphire, extremamente sorridente.

— Sério? Nós podemos? – indagou o outro pequeno, impressionado.

— Sim, sim – ela segura a mão do amigo e começa a puxá-lo – Vamos, vamos rápido!

Eles correram até o laboratório que não se localizava muito longe dali. Ao adentrarem o lugar vêem seus pais conversando ao lado de uma estranha maquina.

— Ah! Já chegaram? – o pai de Sapphire questiona surpreso.

— Sim papai!

As duas figuras apenas esboçam um sorriso paterno e o pai de Ruby faz um sinal para que se aproximem. As duas crianças desajeitadamente se aproximam e ficam entre o pai de Sapphire e o de Ruby.

— Dêem as mãos e apenas relaxem – orientou o pai de Sapphire.

A pequena de olhos azuis olha o amigo um tanto acanhada e ele por sua vez segura sua mão gentilmente com um grande sorriso estampado no rosto.

— Fechem os olhos e andem calmamente em linha reta – completa o pai de Ruby.

As duas figuras paternas guiam os pequenos em linha reta até adentrarem o grande portal que a maquina proporcionava. Sapphire ansiosa para saber o que acontecia ao seu redor abriu os olhos antes da hora e o que pode ver a surpreendeu. Uma mistura infinita de cores conjugadas com estranhas e radiantes luzes, compunham uma dança em meio ao vácuo á sua volta. Era algo tão inacreditável e ao mesmo tempo tão bonito que deixou a pequena deslumbrada, mas logo uma luz mais forte encobriu o local e pôs fim ao show de cores, dando lugar a uma linda paisagem de um campo florido.

— Podem abrir os olhos agora – anuncia o pai de Sapphire.

Ruby ao abrir os olhos encara o lugar boquiaberto.

— E-eu nunca vi um lugar tão bonito... – diz o pequeno impressionado.

— É lindo não é? – pergunta o pai de Ruby – Eu fiquei com a mesma expressão quando vim aqui pela primeira vez também – acrescenta rindo – Me pergunto o que de mais incrível a humanidade poderia criar ainda.

— Foi você quem fez pai? Esse mundo? – questiona a pequena Sappire impressionada.

— Não filha. Foi o professor Carvalho. Ele é um gênio não é?

— Mas ele não ficaria bravo de nós virmos sem ele não é? – murmurou o pai de Ruby para o de Sapphire.

— Sobre isso Norman, nós temos de conversar – o pai de Sapphire afirma puxando-o para longe das crianças.

— Hey, Sapphi! Vamos explorar? – pergunta o pequeno de olhos avermelhados.

Sapphire apenas assente e os dois saem correndo pelo lugar em um destino aleatório.

Logo após adentrar um pouco matinho na floresta uma estranha criatura aparece a frente dos dois.

— O que é aquilo? – Sapphire questiona encarando a pequena criaturinha com pelo acinzentado.

— Eu acho que é um pokémon – respondeu Ruby um tanto duvidoso.

Sapphire e Ruby seguiram em frente observando o ambiente e o pequeno pokémon acinzentado os seguiu.

—----

— Então Prof. Birch, Sobre o que você gostaria de conversar? – o pai de Ruby o encara curioso.

— Sim Norman. Durante uma observação junto do Prof.Carvalho sobre o habitate pokémon, descobrimos que muitos pokémons têm se tornado bem agressivos ultimamente.

—----

Os dois pequenos que exploravam o lugar se depararam com mais dois pokémons, eles tentaram se afastar mas os três não desgrudavam deles.

— Hey Sapphy! Vamos dar um nome a eles? – sugere Ruby animado.

— Vamos!

Eles pensaram um pouco encarando e analisando os três pokémons até que conseguiram achar nomes agradáveis. A rosa batizaram de Coco, a esverdeada de Ruru e a acinzentada de antes, nomearam de Nana.

Foi então que um grande pokémon com asas apareceu, ele batia as asas e a pressão do ar quase jogava a pequena de olhos safira para trás.

— Ruby, Ruby, olha que lindo – a pequena puxou a barra da camisa do moreno chamando-lhe a atenção.

— É – ele concordo um pouco alerta.

A grande criatura pousou a frente deles e começou a encarar fixamente a pequena morena, então Sapphi resolveu se aproximar dele tentando lhe fazer carinho.

Foi quando o pokémon abriu as asas novamente.

— ! – Ruby rapidamente tenta puxar a amiga para mais perto dele – Sapphire!!

—----

— Vocês não sabem o por que deles estarem assim? – questiona Norman com a mão no queixo.

— Ainda não encontramos o motivo...

Norman então, começa a observar ao seu redor e nota a falta de algo.

— Hey... Onde estão as crianças?

— Sapphire? – o professor começa a procurar a filha – Sapphire!

— Birch! – Norman encara o homem ao seu lado com uma cara de preocupação.

— Vamos atrás deles! – o pai de Sapphire toma a iniciativa.

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Ruby consegue puxar Sapphire e os dois caem no chão desviando do ataque do pokémon alado. Nana pula no pescoço do pokémon enfurecido e começa a mordê-lo tentando impedir outro ataque, mas a criatura balança seu longo pescoço e o joga longe.

— Nana! – Sapphi grita com os olhos marejados.

Ruby não pensou duas vezes e se levantou ficando a frente de Sapphire.

— Ruby o que vai fazer?!

— Eu vou te proteger Sapphi!

— Mas Ruby-! – a pequena é interrompida.

— Eu sei que não sou forte, mas com a ajuda deles eu consigo te proteger! – o moreno afirma.

Então Coco e Ruru se puseram a frente dos dois e Nana se levantou e fez o mesmo, encarando fixamente o pokémon alado á frente deles. O estranho pokémon por sua vez parecia não se importar muito com o trio protegendo seu alvo, ele apenas avançou jogando os pokémos para longe e apostando tudo em uma investida direta no oponente mais fraco ele tenta acertar Sapphire que ainda estava caída no chão.

O tempo parou. Ruby não conseguiria puxar Sapphire a tempo, nem ela conseguiria desviar a tempo, mas para evitar que sua melhor amiga se machucasse tudo o que ele pode fazer era se colocar a frente dela.

O pokémon alado fez seu ultimo ataque e foi embora satisfeito com sua obra. Ruby continuou parado e Sapphire só podia ver as costas de seu amigo parado firme como uma rocha a sua frente.

— R-ruby? – a morena chamou um tanto receosa, mas ele não se mexeu – Ruby! – ela chamou novamente preocupada.

Enfim Ruby se virou para ela com um sorriso.

— Viu? Eu consegui.

—-----

— Norman!! Achei eles!!! – avisou Birch.

— Achou?! Onde????! – Norman o seguiu mais que preocupado.

Os dois adentraram uma moita e avistaram as crianças. Ruby estava em pé de frente pra Sapphire, e a pequena o encarava assustada com finas lagrimas cortando seu rosto.

— Ruby...! Você... – ela chorava o encarando assustada.

O moreno ficou perplexo por ver como ela estava assustada por causa dele e logo sentiu uma tontura, ele coloca a mão sobre testa e então percebe que ela sangrava, e ao olhar para sua mão ensangüentada ele começa a cair perdendo a consciência.

Ruby então, acorda em um pulo assustado com a lembrança.

— De novo esse sonho... E novamente não consigo lembrar do rosto dela, nem de seu nome... – ele se senta na cama esfregando o rosto – NAAAA!! Eu tenho que me lembrar! Tenho que vê-la e pedir desculpas! – ele surta rolando na cama de um lado ao outro.

— RUBY! Acorda!! Nós temos que pegar a estrada!!!

— Já vou, mãe!!

Ruby passa a mão em sua cicatriz na testa, pensativo.

“Dizerem que aquele mundo era um jogo... Era só uma desculpa?” – ele se pergunta no pensamento.

Ele havia esquecido, mas ele ia se mudar para mesma cidade daquela garota. A cidade de Littleroot, o lugar onde tudo começou.

Notas finais
Yui: E ae pessoal????? Sentiram minha falta? Eu finalmente voltei com a fanfic. Perguntam-se o por que de eu demorar? Ruby: Não. Yui *olhar mortal para Ruby e ele sai correndo*: Eu resolvi que não vou mais juntar a fanfic da minha amiga com a minha, então eu tive de mudar um pouco o enredo. Não esquentem, eu já tenho mais de quinze capítulos prontos então não haverá atrasos. Vou postar de dois em dois dias pra chegar mais rápido aos capítulos em que eu parei.