O tempo passou e Lauren termina um semestre de sua universidade, agora ela vai ficar de férias. E como adora uma festinha, sugeriu aos seus amigos de fazerem uma festa para comemorar, todos gostam da ideia. Ela decide chamar o Mark, afinal, eles namoram já a algum tempo meio que secretamente, acha que seria legal conhecer ele pessoas que ela convive. Ele nunca foi em uma festa de humanos antes, já que vai ser de noite, aceita.

—Você teria coragem de falar para seus amigos que sou um vampiro?

—Claro que sim!

—Não sei se seria uma boa ideia -Ele ri

—Acha melhor não contar?

—Pelo menos por enquanto.

Eles estão sentados lado a lado, ela se levanta de uma vez e sente uma forte tontura e se apóia na parece com uma mão. Mark se levanta também e segura ela.

—Você está bem?

—Sim, é só uma tontura, deve ser porque me levantei muito rápido.

—Sente-se, não vá embora ainda.

Ele segura nas mãos dela e a faz sentar

—Você anda se alimentando direito?

—Sim, não se preocupe, não é nada.

—Vou te levar pra casa, daquele jeitinho que você gosta.

Ele pega Lauren em seus braços e logo ela está em casa.

Os dias passam e Lauren continua a ter tonturas repentinamente e muita fraqueza. Isso persistiu até chegar o dia da festa, ela tenta disfarçar, mas Mark percebe:

—Você não parece bem.

—Você percebeu? Na verdade eu me sinto meio fraca, mas estou bem.

—Tem certeza? Não prefere ficar em casa? Te faço companhia.

—Não, vamos a festa, estamos falando dela a dias, não posso faltar.

Preocupado, Mark abraça ela para caminhar. Chegando na casa de uma das colegas, onde vai ser a festa, Lauren apresenta seu namorado a todos, mas Ellen parece não gostar muito, ela é a única que sabe que ele é um vampiro.

Geralmente Lauren é alegre e tagarela em festas, mas hoje ela está quieta e sem energia sentada em um sofá. Ellen se aproxima:

—Nós duas precisamos ter uma conversa — Olha para Mark — A sós.

—Ai, agora Ellen?

Elas vão até o quintal, Lauren já procura um lugar para sentar

—Então quer dizer que você está namorando aquele vampiro do mal e não me contou? Você tá bem maluca e injusta comigo que sou sua melhor amiga, sabia?

—Eu não estou no clima pra falar sobre isso agora. Já basta meu irmão que contou para os meus pais, ainda bem que eles não acreditam, agora você? Cuidado, o Mark pode conseguir te escutar.

—Lauren, ele massacrou você não se lembra? Que tipo de namorado é esse?

—Aquilo já passou e...

—Quem massacrou quem aqui? -Mark aparece de repente e Ellen se assusta

—Ai gente, relaxa, não quero confusão... — Diz Lauren se levantando e se desequilibra, Mark a segura a tempo.

—Você está bem? -Pergunta sua amiga

—Sim, acho que foi somente minha pressão que caiu

—Vou buscar um sal! -Ellen sai correndo

—Meu amor, acho que isso tudo é culpa minha.

Ela olha para Mark confusa.

—Preciso te levar para o hospital.

—Não precisa, estou bem.

—Pare de falar que você está bem, pois você não está! Vamos.

Depois de fazer alguns exames, Lauren descobre que está realmente doente, está com anemia profunda. Os pais dela foram até o hospital as pressas quando receberam a notícia, o médico entra no quarto do hospital enquanto os pais dela ainda estavam lá:

—Quero informar a vocês que a Lauren precisa fazer uma transfusão de sangue. Ela vai precisar ficar internada aqui por enquanto.

Enquanto isso, Mark está do lado de fora do hospital sentado na calçada, muito triste:

—Eu sou um mostro! Olha o que eu estou fazendo? destruindo a vida da Lauren!

Todos foram embora, ela continua deitada na cama, fraca, mas acordada. Já é de madrugada e está tudo escuro, ela pensa no Mark, desde quando a deixou ali não apareceu mais. Então a porta do quarto abre, é ele.

—Pensei que você tivesse ido embora...

—Eu estava na frente do hospital até agora -Ele dá um beijo na testa dela — Eu estou me sentindo um lixo.

—Não fique assim, foi eu que permiti você tomar do meu sangue.

—Nunca deveria ter aceitado.

—Eu vou ficar bem, vou fazer uma transfusão de sangue e vou pra casa.

Ele pega nas mãos dela de cabeça baixa e diz:

—Acho que não deveríamos mas nos ver

—Não diga isso, eu não consigo mais ficar sem você.

—Vampiros e humanos são incompatíveis.

—A gente sempre seu certo

—Foi só ilusão, sempre te fiz mal.

—Não, você me faz bem!

—Na verdade, é só você que me faz bem, até seu sangue me deu.

—Pare com isso, está parecendo que quer terminar comigo.

—É exatamente isso que estou fazendo.

—Não faça isso por favor!

Mark dá um abraço apertado e demorado em Lauren, os olhos dela se enchem de água.

—Desculpa — Mark se distancia dela

—Mark você está exagerando!

—Não estou e vai ser melhor pra você.

Ela segura a mão dele tentando impedi-lo de sair, mas ele solta e vai em direção a porta. Ela se levanta da cama e diz

—Quer saber? Você é covarde! Vá embora então!

Ele se surpreende com suas palavras, olha pra ela por um instante, segue seu caminho e sai do quarto. Ela vai até o corredor e ele desapareceu, depois volta para a sua cama chorando.

Lauren recebe sua transfusão de sangue e vai pra casa, mas não consegue se esquecer de Mark. Ela fica muito tempo deitada na cama pensando nele, um dia sua amiga Ellen vai visita-la:

—Você está tão amuadinha... Está assim por causa daquele vampiro do mal?

—Ele não é do mal!

Ellen suspira, senta-se na beirada da cama e diz:

—Amor, bola pra frente, se não deu certo com ele, dá certo com outro.

Lauren não responde.

—Já sei! Vamos juntar todo mundo, sair e esquecer dos problemas.

—Ah não...

—Você também não colabora...

—Desculpe, não estou no clima.

—Então tá, acho que você precisa ficar sozinha.

Ellen vai embora e Lauren vira-se na cama, adormece e sonha. No sonho ela está em um campo florido, vê alguém bem longe, é Mark, ela corre na direção e o abraça, quando olha seu rosto, está triste.

—Só quero saber se você está bem — Ele diz

—Sim, estou bem, só não estou melhor porque você não está comigo.

—Que bom, estava preocupado — Mark ainda está com uma fisionomia muito triste, olha para baixo, Lauren fica olhando para o rosto dele.

—Vamos voltar? Eu sinto muito sua falta.

Ele olha para o rosto dela por um momento sem falar nada, e Lauren acorda.

Ela se levanta e sai escondido de casa, caminha pela rua escura e chama Mark algumas vezes.

—Eu tenho certeza que ele é capaz de me escutar.

Ela senta-se no meio fio olhando para o céu, nenhum sinal de um morceguinho.

Os dias passaram e Lauren não consegue se esquecer de Mark, ela adoraria saber ir até a casa dele, mas toda a vez foi ele quem a levou e a trouxe usando sua super velocidade, ela não sabe como é o caminho. Então ela resolve fazer uma pesquisa na internet, quer descobrir onde os vampiros vão à noite, o que eles fazem, ela descobre um clã e decide ir até lá.

O clã que Lauren descobriu fica no centro da cidade, em um beco um tanto sombrio e esquecido, mas ela quer tanto encontrar com Mark que nem se importou, mesmo que, quando caminha, tem a sensação de estar sendo observada. Ela chega no endereço que encontrou, bate na porta velha e pichada, ninguém atende, mexe na fechadura e para a sua surpresa, está aberta e entra.

O local é tão horrível quanto o beco sombrio, é gelado e tem um aspecto abandonado e sujo. Há um sofá remendado e uma mesa de madeira, em cima da mesa há uma garrafa que aparentemente está com sangue, Lauren se pregunta se deve mesmo continuar. Nesse momento ela escuta um barulho de morcego, sente um frio na espinha, mas é tarde demais, um vampiro desconhecido a encontrou. Ela fica paralisada, aquele vampiro tem uma aparência assustadora, sua boca e presas são enormes, seus olhos são um vermelho intenso e suas unhas são grandes e pontudas. Ele se aproxima dela com um movimento brusco, agarra os ombros dela, suas unhas a machucam, ela o empurra e grita alto mas ele é mais forte:

—Fica quieta! Se ficar gritando e se debatendo é pior ainda!

Ele arrasta Lauren pela gola da roupa até um quarto, ela grita ainda mais.

—Você será nosso brinquedinho sanguíneo — O vampiro ri e a deixa ali sozinha

Ela anda pelo quarto todo procurando uma saída, ela olha uma janela com grade, está toda enferrujada, ela puxa e consegue arrancar uma, mas não é suficiente pra sair, ela olha para a grade arrancada, é uma ótima arma. Vendo que não há saída, espera o vampiro aparecer, porém aparece um diferente, ela não perdoa e o ataca de repente na cabeça, ele cai no chão, ela corre. Mas ela não sabe onde está e corre sem rumo em um corredor cheio de cabos de energia e pichações, parece ser subterrâneo, sobe escadas e chega em uma porta, abre e dá de cara com outro vampiro, ele gruda suas mãos no pescoço dela, mas alguém aparece para defende-la, é Mark

—Larga ela seu sanguessuga imundo!

O vampiro lança ela longe e parte para briga com Mark, os dois são muito fortes e Lauren sabe que precisa fazer alguma coisa, encontra uma lata de lixo, é bem pesada, no momento certo, acerta a cabeça do vampiro que cai no chão, em seguida, desiste da briga e vai embora voando em forma de morcego.

—O que você pensa que está fazendo aqui? Esse lugar é muito perigoso, é o clã boca do inferno!

—Vim te procurar.

—Você precisa ir embora e nunca mais voltar.

—Mas eu sinto a sua falta.

—Você sabe que não podemos mais ficar juntos.

—Eu sei... Ah, eu queria tanto que você fosse humano.

—Lauren... — Ele dá um longo suspiro triste

—Você tem razão, é melhor eu ir embora.

Ela vira as costas e ele segura a mão dela.

—Espera! Eu também sinto a sua falta.

—Não tem mais nada que a gente possa fazer?

—Acho que eu tive uma ideia...

—Qual ideia??

—Vá embora que depois te conto, entendeu? — Ele pisca pra Lauren, que entende e sorri pra ele.