Petrópolis é uma grande cidade com muitas opções para se divertir à noite, uma metrópole com arranha-céus iluminados, onde a lua cheia dá um brilho extra a ela , pois está grande e brilhante no céu. Dizem que a noite é apenas uma criança, Lauren é do tipo baladeira, e sabe muito bem o que significa essa frase, já curtiu a cidade com sua amiga Ellen várias vezes, só volta pra casa quando o sol está nascendo.

Hoje parece ser uma noite normal, ela se arruma para sair, coloca seu look de balada e sua maquiagem marcante, faz escova nos seus cabelos loiros, está perfeita, o problema é que faz tempo que não fica com nenhum cara, na verdade ela é do tipo romântica, ainda sonha em encontrar um cara perfeito pra ter um relacionamento sério.

Hoje as duas amigas resolveram ir em uma boate, elas chegam no local, resolvem sentar e pedir uma bebida, só para começar a noite. Depois de algum tempo, um rapaz chega no bar e começa a observar Lauren, ele realmente não tira os olhos, ela percebe e não tira os olhos também, apesar de ter a pele um pouco pálida, achou ele lindo, e aquele seu cabelo despojado dá um charme a mais.

—Amiga, aquele cara não tira os olhos de você -Diz sua amiga Ellen cutucando ela

—Sim, eu percebi também.

—Eu acho que se eu sair de perto de você, ele chega.

—Será? Vamos fazer um teste, se ele não chegar você volta.

Ellen se distancia de Lauren e a mesma dá um pequeno sorriso para o rapaz, mexe no cabelo depois desvia o olhar. Mas quando ela olha novamente, ele sumiu.

—Era bom demais pra ser verdade, um gato daquele chegar em mim.

—Oi, me diga qual é o teatro em que você está em cartaz, pois eu te achei um espetáculo

Ela leva um susto ao ver o rapaz se aproximar e sentar ao seu lado, mas depois ri da sua cantada.

—Qual é o seu nome?

—É Lauren, e o seu?

—Lindo nome... Eu sou Mark.

—Eu sempre venho aqui, mas nunca te vi, Mark.

—Eu venho de vez em quando, porém acabo de encontrar um motivo para vir sempre — Ele dá uma piscadinha em seguida um sorriso, ela sorri também.

Eles permanecem ali conversando, a cada minuto ela gosta mais dele e joga seu charme:

—Ah eu amo essa música que começou a tocar! -Diz Lauren

—Eu também, quer dançar comigo? -Ele estende a mão pra ela

Eles vão até a pista para dançar, Lauren achou Mark extremamente sedutor, não consegue tirar os olhos dele, enquanto dançavam se olhavam fixamente. Em um momento ela se perde dele, pois há muita gente dançando ao mesmo tempo, ela o procura olhando em volta:

—Que droga! Onde está ele?

Alguém toca em seu ombro

—Espero que você tenha apenas se perdido de mim.

—Claro, tem tanta gente aqui hoje...

—Ótimo, pois eu estou afim de curtir a noite apenas com você -Ele diz no ouvido dela

—Então fique comigo e não deixe me perder, eu também estou afim de curtir a noite apenas com você.

Nesse momento Mark rouba um beijo na boca de Lauren, a deixando tonta de tão bom. Ela não esperava e sente seu coração disparar, depois devolve o beijo ainda mais demorado, ele a abraça pela cintura os deixando mais próximos. Mark pega na mão dela para tira-los do meio da pista de dança e vão até o lado de fora da boate.

O céu está limpo e dá para perceber facilmente a lua cheia brilhante, o vento bate gelado, então ele abraça Lauren enquanto a beija mais um pouco, ela está amando beijar Mark, seu beijo é tão doce, faz seu coração bater mais forte. Ele para por um instante para olhar o rosto dela, faz um carinho em sua bochecha e dá um sorriso, depois aproxima sua boca da orelha, dá leve beijinhos até chegar no pescoço, mexe nos cabelos para olhar melhor o pescoço. De repente ele fica imóvel, Lauren olha para ele e pergunta:

— O que foi Mark?

Foi quando ela percebeu que ele está com sua fisionomia completamente diferente, mais séria, e seus olhos estão vermelhos. Lauren o empurra em vão, então ele sorri e é possível ver suas presas, sua boca começa a ficar estranhamente grande e seus dentes também, ela começa a ficar apavorada e tenta se soltar de seus braços, mas ele é mais forte.

—Você é um vampiro! Me solta!

—Lauren, você é tão irresistível... Me deixe tomar de seu sangue?

—Não! Me larga!

—Não é tão ruim assim, só relaxe...

Lauren grita e se debate, mesmo assim Mark consegue morder seu pescoço e sugar o sangue

—Uau, é bom demais... Viu? Não foi tão ruim assim, doeu muito?

—Não doeu tanto assim, só no começo, mesmo assim me deixe ir!

—Ah não, deixe eu tomar mais um pouco? Eu gostei tanto...

—Calma por favor, eu já dei o que você queria, agora me deixe ir.

—Não seja tão malvada, eu gostei tanto de você...

Ele leva a mão até o pescoço dela e acaricia por baixo dos cabelos até a nuca, depois dá um beijo carinhoso na boca dela, que não resiste e volta a beija-lo como antes, afinal, ela também gostou muito dele. Mark chega perto do ouvido dela novamente para dizer:

—Vamos, deixe eu tomar só mais um pouco desse seu sangue delicioso... -Delicadamente beija o pescoço dela, depois volta a morde-la, ela dá um gemido baixinho mas acaba deixando. Mark se empolga e toma tanto sangue de Lauren que ela acaba desmaiando, ele a leva para a sua casa e a deita numa cama. Quando ela acorda, já é de manhã:

—Onde eu estou?

—Finalmente você acordou, meu bem... -Diz Mark que estava sentado aos pés da cama preocupado

—Você me fez desmaiar e abusou de mim?

—Eu não! Nunca faria uma coisa dessa!

—Porque estou aqui? O que aconteceu?

—Calma, tenho uma surpresa pra você, fique aqui, já volto.

Mark sai do quarto, Lauren completamente confusa e fraca, permanece sentada na cama. Logo ele volta com uma bandeja de café da manhã:

—Me desculpa, eu exagerei e você desmaiou -Ele diz com a cabeça baixa e coloca a bandeja em cima da cama

Ela se levanta e se olha no espelho, vê seu pescoço com muitas marcas.

—Olha o que você fez! Eu quero ir embora!

—Não, fique mais um pouquinho. Pelo menos pra tomar o café da manhã que preparei especialmente pra você com carinho.

— Mark, você poderia ter me matado!

—Me desculpa, não vou mais fazer isso! — Ele pega na mão dela e a puxa devagar para sentar-se na cama novamente — Eu gostei tanto de conhecer você

—Eu também, mas acho que não podemos mais nos ver.

—Porque não?

—Porque você é um vampiro! Sinto muito, tenho que ir embora.

—Lauren, espera!

Ela sai do quarto rapidamente, chega em um corredor grande e acaba topando com um outro rapaz que a olha assustado:

—Não acredito que Mark andou aprontando de novo!

Lauren olha pra ele assustada, Mark abre a porta do quarto

—Eu já disse pra você parar de trazer suas presas aqui! -Disse o rapaz

—Cala essa boca que ela não é nenhuma presa!

—Quer dizer que eu fui simplesmente uma presa sua, Mark?

—Não dê ouvidos a ele! É só o meu irmão invejoso que gosta de me perturbar.

—Quer saber? Vou embora que ganho mais.

—Lauren, espera, não é isso!

Ela sai daquela casa, que por sinal é grande, na verdade uma mansão. O sol está forte e ela sabe que Mark não virá atrás dela, porém não sabe nem onde está. Quando finalmente chega em casa, ainda em choque por tudo o que aconteceu nas últimas horas, se olha no espelho do seu quarto e vê as marcas no pescoço mais uma vez:

—Isso tá horrível! Como vou fazer pra esconder ?

Ela procura em suas coisas um lenço e enrola no pescoço, nesse momento alguém bate na porta, é seu irmão Vicent:

—Lauren, você demorou tanto, você costuma chegar mais cedo em casa. O que aconteceu?

—Nada, só resolvi passar a noite na casa da Ellen

Mais tarde ela ainda vai para a faculdade, lá ela se encontra com sua amiga e conta tudo, Ellen puxa o lenço do pescoço dela rapidamente:

—Meu Deus Lauren!

—Ei, me devolva!

—Você precisa fazer alguma coisa, chamar a polícia, sei lá!

—E quem vai acreditar?

—E essas marcas, não acha que prova tudo?

—Deixa pra lá Ellen, já passou, daqui alguns dias essas marcas irão desaparecer. Além disso, confesso que eu adorei tudo isso, ele é tão... Perfeito, pena que é um vampiro.

—Você só pode estar louca!

Os dias se passaram e Lauren não consegue tirar Mark da cabeça, nem consegue prestar atenção nas aulas e suspira o tempo todo. Nas horas vagas assiste filmes e séries sobre vampiros e até pegou um livro emprestado sobre o assunto.

—Seria tão legal se eu me encontrasse com ele de novo, mas eu não posso, pois pode ser perigoso, além disso, ele deve ser do tipo que seduz mulheres apenas para conseguir sangue, não quer se relacionar com elas.

Quando chega sexta feira a noite, como de costume, sua amiga liga pra saber se Lauren quer sair, ela inventa uma desculpa e rejeita o convite, Ellen acha estranho mas entende. Lauren fica pensativa em seu quarto, vai até a janela, já é noite porém não é mais lua cheia, e fica olhando para o céu, ela sente uma vontade imensa de ver Mark novamente.

—É uma ideia maluca, mas eu acho que eu vou sozinha até aquela boate de novo, vai que ele aparece?

Lauren se arruma, fica bem bonita e sai. Chegando lá vê o mesmo fluxo de pessoas como na ultima vez, então resolve sentar-se no mesmo lugar e espera, ansiosa olha por todos os lados, porém ele não aparece, então resolve circular pelo local mas não o encontra, ela fica decepcionada.

—Eu sou simplesmente uma iludida, claro que ele não vem!

Ela começa a caminhar em direção a saída, mas alguém a puxa pelo braço, é Mark. Eles se olham por algum instante, quando ele abre um sorriso ela faz o mesmo:

—Que bom ver você de novo, voltei aqui esperando que você viesse também — Ele diz as palavras que ela queria dizer, mas Lauren preferiu não dizer nada.

—Gostaria de te convidar para tomar um drink -Ele estica sua mão para ela pegar

—Eu adoraria!

Eles sentam-se em uma mesa, e conversaram bastante. Lauren descobriu que ele mora com sua família e todos são vampiros, é o filho caçula de 3 irmãos mesmo tendo 140 anos. Ela está achando uma tremenda loucura voltar naquela boate para tentar encontra-lo, mais loucura ainda é estar ali, sentada com ele e tão perto, ao mesmo tempo que sente -se apreensiva, acha a presença dele agradável.

—Nunca imaginei que vampiros existem de verdade.

—E eu nunca imaginei que iria gostar tanto de uma humana assim. Acredita que eu passei a semana toda pensando em você? Estou feliz em te encontrar de novo.

—Sabe de uma coisa? Faço suas as minhas palavras — Responde Lauren com uma certa timidez, ele se surpreende com sua resposta

—Mas mesmo assim, você é um vampiro...

—Eu não sou tão perigoso como você pensa, também posso ser uma companhia agradável.

Ele leva a mão até o rosto dela e faz um carinho, ela fecha os olhos por um instante e olha pra ele sorrindo, ele se aproxima para lhe dar um beijo na boca. Depois leva seu nariz perto do pescoço dela e sente seu perfume.

—Nossa, o seu perfume é muito gostoso.

Nesse momento ela percebe que os olhos de Mark estão vermelhos e fica assustada.

—Você está com medo de mim? -Ele sorri, é possível ver suas presas

—É que os seus olhos...

—Não se preocupe meu bem.

Ele tira os cabelos dela do pescoço e aproxima sua boca para beijar, fazendo Lauren se assustar, mas logo gosta dos beijos, chegando até a se arrepiar.

—Posso tomar um pouco do seu sangue? Ele é tão delicioso.

Mark continua com os olhos vermelhos e brilhantes, ela está tensa, seu coração bate rápido.

—Só se for realmente um pouco, eu preciso dele.

—Está bem, prometo que vai ser um pouco.

Primeiro Mark dá uma boa cheirada no pescoço dela, depois morde delicadamente, ela geme baixinho. Depois ele olha para o rosto dela, seus olhos já não estão mais vermelhos, voltaram a ser castanhos, ela coloca a mão no local da mordida.

—Doeu muito? -Ele pergunta preocupado

—Só no começo -Ela olha a mão com um pouco de sangue

—Que bom, pois pra mim é sempre ótimo, seu sangue é tão delicioso, nunca provei um igual.

—E porque seus olhos ficam vermelhos?

—Nada demais, é só vontade de tomar sangue.

Mark tem um olhar ameaçador e suas presas ainda estão aparecendo, ela fica com medo e tem uma ideia:

—Que tal irmos dançar um pouco?

Eles dançam e o clima tenso que ela sentia desapareceu, ele parece ter voltado ao normal. Perdem a noção do tempo e quando percebem já é bem tarde, Lauren precisa ir para casa:

—Eu posso te levar para casa.

—Não precisa se incomodar.

— Eu faço questão... É só você ficar em meu colo que chegamos lá rapidinho.

—Como assim?

Mark pega Lauren em seu colo, ela se segura no pescoço dele e em um segundo, eles já estão em outro lugar.

—Como fez isso? -Ela pergunta

—Ora, isso é uma das habilidades de vampiros.

Ela olha em volta e não está em sua casa.

—Mark, aqui não é a minha casa.

—Você não me disse onde é a sua casa. E além disso, eu te disse que te levaria pra casa, não disse de quem.

—É claro que é a minha! -Ela começa a rir

—Tá bom, eu confesso, não quero que você vá pra sua casa agora, quero passar mais um tempo com você.

—Está bem, onde nós estamos?

Ela olha em volta e percebe que está na frente da casa dele. Ele faz sinal de silêncio pra ela, pega em sua mão e a leva pra dentro, eles sobem a imensa escada do hall de entrada e vão parar naquele mesmo quarto que ela dormiu.

—Mark, eu não sei se deveria...

—Não se preocupe, não vou fazer nada que você não queira.

Ele dá vários beijinhos delicados no rosto dela a fazendo sorrir, depois beija sua boca, ela gosta muito. Entre vários beijos, amassos e fungadas no pescoço, ele acaba mordendo o pescoço de Lauren mais uma vez, mas ela não se importou, logo ele volta a beija-la novamente.

Eles tiram suas roupas e vão em direção a cama e acabam se entregando ao momento, Mark dá várias mordidas em Lauren, se empolga e a faz desmaiar novamente. Ela acorda só de manhã, muito fraca.

—Mark?

—Eu estou aqui meu bem — Ele corre em direção a cama

—Eu estou me sentindo muito fraca...

Ele dá um longo suspiro antes de falar:

—Me perdoa, fiz besteira de novo...

—Você tomou o meu sangue até me fazer desmaiar ?

—Sim, me perdoa...

—Como pode? Eu confiei em você!

Mark fica cabeça baixa

—Eu não queria ter feito isso, só queria curtir a noite com você, mas não consegui controlar.

Lauren sente muita dor no pescoço, pois ele está todo ferido. Ela senta-se na cama e tenta se levantar, mas está tão fraca que cai no chão, Mark pega ela no colo rapidamente.

—Você está muito fraca. Fique na cama, eu vou trazer um café da manhã reforçado pra você recuperar suas forças.

Enquanto ela espera deitada na cama, escuta uma discussão do lado de fora do quarto. Alguns minutos depois ele volta com uma bandeja, senta na beirada da cama e começa a servir Lauren.

—Porque você estava discutindo no corredor agora a pouco? Aconteceu alguma coisa?

Ela olha pra ela assustado

—Bom, é que eles não gostam quando eu trago pessoas para casa, porque sabem que eu exagerei na hora de tomar o sangue. Minha família não toma sangue de humanos, eles procuram outras fontes, eu sou o único que toma sangue de humano e eles detestam isso, daí eles ficam bravos.

—Eu acho que entendi...

—No seu caso foi diferente, não te trouxe aqui como vítima nem presa, eu não pretendia te deixar assim fraca. Mas tá tudo bem, eu já expliquei pra eles que você é uma garota que eu estou ficando, estou conhecendo e que estou gostando muito.

Lauren termina de tomar o café da manhã e Mark pergunta:

—Sente-se melhor?

—Sim, muito obrigada. Acho que agora devo ir para casa, meus pais devem estar preocupados.

—Você precisa descansar mais pra ficar bem, durma mais um pouco.

Ele chega bem perto e olha no fundo dos olhos dela e a hipnotiza, Lauren entra em um sono profundo. Horas depois ela acorda no quarto sozinha, está tudo silencioso, ela se levanta e sai do quarto. Desce as escadas procurando por Mark.

—Olá, já nos conhecemos não? -O rapaz daquele dia chega perto dela

—Sou Keni, irmão do Mark

—Eu sou Lauren, onde está seu irmão?

—Se eu fosse você, não iria querer encontra-lo nunca mais. O Mark é perigoso, pois não consegue controlar seus instintos de vampiro. Se continuarem a se encontrar, um dia será capaz de ele te matar.

—Ele não faria isso... Faria?

—Ele não tem a intenção de matar pessoas, mas você precisa de sangue pra sobreviver, me entende?

—Para de falar asneiras pra ela seu idiota! -Mark chega de repente se enfiando no meio dos dois.

—Ela tem que saber a verdade!

—Você não sabe do que está falando!

Ele pega na mão de Lauren e a tira dali, a levando pra outro cômodo. Ele senta-se em um sofá bem incomodado e inquieto, ela fica de pé olhando pra ele.

—Tá tudo bem, não se preocupe — Diz Mark

—Não está tudo bem, seu irmão tem razão.

—Vai ficar do lado dele?

—Não, vou ficar do lado da verdade.

—Lauren, eu nunca poderia te matar!

—Mas acontece que você é um vampiro e eu... Uma presa.

Ele abaixa a cabeça

—Eu adoraria continuar a me encontrar com você e te conhecer melhor. Será que você não conseguiria aprender a controlar seus instintos?

—Por você eu consigo. Aliás, por você posso tentar qualquer coisa.

Lauren se aproxima dele, ele se levanta e dá um beijo nela.

—De hoje em diante, não vou mais morder você, e se eu tentar, pode me dar um tapa na cara.