Amor que Transcende Eras

2 2º Capítulo – Presos


Na manhã seguinte, Kagome tem o mesmo sonho.

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Nesse sonho ela se vê em um mundo o que tudo indicava era a era feudal, há 500 anos atrás. Se encontrava um rapaz de longos cabelos prateados com uma vestimenta vermelha e em sua cintura havia uma espada, aparentemente velha, uma garota com um boomerang enorme, um monge com um cajado, e um filhote o que tudo indicava de raposa. Eles se encontravam distantes, não se podia ver com clareza seus rostos, nem o que diziam. Mas Kagome sorria ao vê-los.

Kagome havia se aproximado um pouco mais, mas acaba sentindo que alguém a observa, ela se vira e vê uma mulher, ela portava um arco e uma aljava, consigo havia algo como serpentes caçadoras, chegou a essa conclusão ao ver que elas carregavam umas esferas de luz. Kagome se sente estranha, mas como os outros o seu rosto não está nítido. Essa mulher apenas a olha pela uma última vez e parte a um caminho oposto.

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TRIMMMMMMMM

Como toda manhã, Kagome é tirada de seu sonho que começara a ficar mais explicativo, por um estrondoso despertador. Ainda deitada na cama, Kagome passa a fitar o teto rosa de seu quarto. Kagome coloca o braço apoiado em sua testa.

-de novo esse sonho? Quem era aquela mulher? – se revira na cama. – é como... se o sonho ficasse mais claro...

Kagome se levanta, caminha até a janela e vê seu avô varrendo o templo. Aquela cena era definitivamente acolhedora. Kagome dá um singelo sorriso e logo em seguida pega seu uniforme e se veste. Em seguida desce as escadas e vai sentido a cozinha.

- é claro mamãe... a preguiçosa da mana deve estar dormindo ainda... – Souta sente um calafrio em sua espinha, ele se vira lentamente e vê Kagome com chamas em volta de si o encarando na entrada da cozinha.

- quem é preguiçosa Souta? – diz Kagome cerrando os dentes visivelmente nervosa..

- hahahaha – esfrega a cabeça. – mana... já acordou? (não está dormindo ainda XD).

- então eu sou a preguiçosa? – diz se sentando na mesa.

- o-o-o que? Quem disse isso... eu que não fui... puxa o vovô está me chamando lá fora. – num pulo rápido, Souta sai correndo da mesa.

- hunf... – apóia os cotovelos na mesa e em seguida apóia o queixo nas mãos. (Deu para entender como ela estava?)

- Kagome-chan... você está adiantada hoje. – dizia sua mãe servindo-lhe o café da manhã.

- hai... é que eu tive um sonho... – completou Kagome pegando sua tigela de arroz.

- sonho? Ou um pesadelo? – disse esticando o prato com o omelete.

- não, apenas um sonho... é como se eu já tivesse vivido aquilo... – pegando os hashis.

- déja vu?

- hm... talvez... talvez seja só imaginação minha... – junta as mãos. — Itadakimasu – leva os hashis à boca com um bocado de arroz.

- Kagome-chan?

- hm... – com a boca cheia.

- hoje eu e o vovô chegaremos mais tarde... tome conta do Souta sim?

- claro... “aiaia... justo daquele moleque chato?” – bufa internamente.

- Souta, vovô venham comer!

Vovô e Souta gritam em uníssono: JÁ VAMOS!

Enquanto comia, Kagome viu no relógio pendurado na parede a sua frente, este marcando 06h50min.

- NANIIIIIII? EU ESTOU ATRASADAAAAAAA... – Kagome se levanta da mesa, coloca seus apetrechos do café da manhã na pia. – mamãe quando eu chegar eu lavo isso...

- não se preocupe Kagome-chan, a mamãe lava... – sorrindo.

- arigatou mamãe... – sai da cozinha, pega sua mochila que ficava pendurada em um mancebo perto da porta. – ITEKIMASU – e sai de casa.

- Kagome-chan... Mas essa menina esqueceu o lanche de novo... – segurando um pacotinho embrulhado com um lencinho de coelhinhos. – pedirei para o Souta levar mais tarde para a Kagome. – disse enquanto depositava o lanche em cima da mesa.

o.O.o.O.o.O.o.O.o.O.o

- MAIS QUE MALDIÇÃO, EU ESTOU ATRASADO DE NOVO? AQUELE SESSHOUMARU ME PAGA! – dizia, aliás, praguejava Inuyasha enquanto mais uma vez atrasado corria para a escola.

Inuyasha avista Kagome correndo poucos metros a sua frente.

- KAGOMEEEEE...

Kagome ouve seu nome ser pronunciado, enquanto corria Kagome vira para trás e vê Inuyasha vindo a seu encontro. Logo os dois estavam correndo juntos.

- nem vou perguntar ¬¬

- acho bom...– disse Inuyasha com a cara de lado, como sempre, Inuyasha tinha o blazer de sue uniforme aberto, e a camisa branca para fora da calça.

- Inuyasha? – arriscou Kagome perguntar.

- o que foi?

- por que você não se arruma como todos os garotos?

- ahn? Como assim?

- estou falando disso... – aponta para os trajes de Inuyasha – por Kami-sama Inuyasha, nem parece que você tem casa... – debocha Kagome.

Aquele comentário havia feito o rosto de Inuyasha adquirir um certo rubor.

- ISSO NÃO É DA SUA CONTA... – vira o rosto.

A irritação do rapaz havia arrancado divertidas risadas de Kagome.

5 minutos depois

- Chegamos... – diz Inuyasha olhando para o pátio quase vazio.

- vem, é melhor nos apressarmos antes que o dia de ontem se repita...

Ambos: ¬¬

- você tem razão... – Inuyasha tem o braço puxado por Kagome. – “ahn?” – Inuyasha fica a observar a mão de Kagome sobre seu braço direito que tinha 5 pulseiras pretas. (as pulseiras eram do Inuyasha).

- espero que dessa vez o senhor Narak não nos pegue... – sorri Kagome

- ¬¬” isso é porque daquela vez você foi poupada... foi um saco ter que ouvir as reclamações dele... hunf... – Inuyasha bufa ao lembrar de seu traumático primeiro dia de aula.

Uma aura negra se aproxima: as reclamações de quem senhor Inuyasha? – Narak se encontrava atrás deles de braços cruzados.

Kagome e Inuyasha: O.O”””””

- hahaha... ano... senhor Narak... – sorri Kagome sem jeito.

- ah mais que foi um saco isso... – Kagome o puxa de lado.

- escuta Inuyasha, você está doido em dizer isso pro diretor? Você não tem amor à vida não? – cochichava Kagome, vez ou outra ela desviava o olhar para ver se Narak ainda se encontrava parado cerca deles.

- MAS KAGOME... – é interrompido por Kagome.

- baka, não grita... você quer que ele venha aqui ver o que está acontecendo? – repreendeu Kagome.

- ò.ó você é muito chata – Inuyasha vira a cara emburrada para o lado direito.

- O.ó’ O QUE VOCÊ DISSE? – Kagome se preparava para voar no pescoço de Inuyasha mas são interrompidos pela fria voz de Narak.

- se vocês não querem conhecer a sala da diretoria novamente, não é senhor Inuyasha? Acho melhor vocês dois irem para sua sala. – alertou Narak.

Sem pensar duas vezes, Inuyasha e Kagome saem correndo no mesmo instante que Narak dizia-lhes o futuro destino que teriam caso não fizessem o que ele havia dito.

Caminhando pelos corredores da escola para chegar até a sala 05 — 2ºA.

- você não consegue ficar quieto não? – Kagome o encarava de soslaio.

- e você não consegue ser menos chata não? – Inuyasha caminhava com as mãos atrás da cabeça com um ar de despreocupado.

- sem dúvidas você é um bardeneiro. – lamentou Kagome.

- Ò.Ó# QUEM É BARDENEIRO? – Inuyasha estava parado a frente de Kagome.

- ué... o único que está aqui comigo é você... – caminha um pouco mais – BAKA! – Kagome fecha um olho e mostra a língua.

- ora sua... – cerra o punho.

- hahahaha... – de fato Inuyasha conseguia tirar alegres risadas de Kagome.

- DO QUE VOCÊ ESTÁ RINDO? – encarando-a.

- de... você... – Kagome segurava a barriga por estar rindo demais.

- ¬¬... Shiii... – Inuyasha tampa a boca de Kagome com sua mão esquerda

-... – retira a força a mão de Inuyasha de sua boca. – MAS O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?

- ... não grite...

-... mas por que? – ambos cochichavam.

- você não está ouvindo? – Inuyasha tinha o olhar voltado para o fim do corredor.

Kagome fica quieta para tentar ouvir ao que Inuyasha se referia.

- Inuyasha... isso...

- isso mesmo...

- eu não estou ouvindo nada... – diz Kagome com uma gota na cabeça.

- err... – cai no chão – mas você não disse que tinha escutado? – se levanta rapidamente ficando na frente de Kagome.

Kagome ergue seu dedo indicador como se fosse explicar algo.

- eu não mencionei que havia escutado algo, você que se adiantou e chegou a essa conclusão. – completou Kagome.

Inuyasha sentia seu sangue ferver com as explicações de Kagome.

- MALDIÇÃO POR QUE VOCÊ NÃO EXPLICA ANTES?

- Inuyasha... não grita...

Inuyasha olhou para os dois lados e rapidamente puxou Kagome para uma portinha que estava um pouco à frente deles.

- entra ai... – empurrou Kagome.

- Ò.Ó EI VOCÊ ESTÁ DOIDO? ISSO DAQUI É UM... – corre seus olhos pelo lugar – UM ARMÁRIO...

- Kagome não grita... tem gente vindo... – disse Inuyasha fechando a porta.

- que bom, pelo menos assim eles me salvam do doido... – Kagome tinha uma veia dilatando em sua testa.

- doido? Que doido? – olhou para ela com uma certa dúvida.

- além de baka é tapado também... estou falando de você – aponta.

- eu que sou o doido? – aponta o dedão para si mesmo.

- claro, e quem seria?

- você...

- NANI?

- já disse pra não gritar... se nos pegarem, na certa uma suspensão... – advertiu Inuyasha.

Kagome vira seu rosto, por mais que não quisesse admitir, Inuyasha tinha razão naquele ponto.

CREC

Os dois se entreolharam.

- Inuyasha... isso não é o que eu estou pensando neh!? – com uma sobrancelha arqueada.

- err... – gira a maçaneta e em seguida olha para a cara furiosa de Kagome.

- ...

- estamos presos... – disse receoso.

Kagome tinha o punho cerrado e os olhos fechados, definitivamente ela não se agüentaria mais calma por muito tempo.

Inuyasha a olhava com uma certa preocupação. Kagome simplesmente se senta no canto do pequeno armário. O jovem rapaz fez o mesmo, cada um se encontrava sentado em um canto do armário, sem trocar nenhuma palavra. Para Inuyasha era evidente que Kagome desejava matá-lo, por isso todo cuidado era pouco.

Inuyasha estava sentado encostado na parede, com uma perna esticada e a outra perna estava dobrada, e o braço apoiado nela.

Kagome estava sentada, abraçando seus joelhos.

15 minutos depois.

- escuta, vamos ficar assim sem dizer nada? – Inuyasha foi quem quebrou o silêncio.

- e você quer que eu fale o que? Foi você que nos meteu nesse armário... Aiaiaia... devia ter ficado em casa... – lamenta.

- calma, eu tiro a gente daqui. – disse já se levantando. – pelo menos dá para assistirmos a 3ª aula.

- o que você vai fazer?

- ué... você não quer sair? – se virou para Kagome.

-... estou dizendo o que você vai fazer para nos tirar daqui. – explicou.

- ah... eu vou quebrar a porta... – disse ficando de frente para a porta.

- NANI??? – se levanta num pulo. – VOCÊ NÃO PODE DESTRUIR PATRIMONIO DA ESCOLA.

- MAS VOCÊ QUER SAIR DAQUI COMO?

- é pensando bem, é o único jeito neh!?

- a não ser que esperemos alguém abrir a porta...

- IIE... QUEBRA...

Inuyasha consente com a cabeça e dá uma bica na porta, ela não quebra e nem cai.

- heheh... acho que você não é muito forte... – gota.

- se eu pelos menos estivesse com a minha espada.

- O.O você tem uma espada? – com uma sobrancelha arqueada.

- ahan... meu pai me deu de presente quando eu entrei na academia de Ken — do...

- você... faz... Ken — do? E tem uma espada? O que mais você faz? – boquiaberta.

- eu... sou professor... – disse de braços cruzados.

- NANIIIIIII???? PROFESSOR? DE QUE? – incrédula.

- ué... de Ken — do. – finalizou Inuyasha.

o.O.o.O.o.O.o.O.o.O.o

Na sala 05 — 2ºA

A professora Kagura retomava sua matéria preferida, História do Japão (não é pra menos neh!? Japão... tudo haver hahaha... #sem graça#). Dessa vez ela falava sobre A rendição do Japão.

- Em 1937, o chamado “incidente chinês” — a China passava por sua revolução nacionalista — praticamente colocou o poder no Japão em mãos dos militares. O incidente começou com o ataque japonês a unidades chinesas na Ponte Marco Polo, perto de Pequim. A seguir, as tropas japonesas ocuparam Nanquim, Hangchow e Cantão. A essa altura, o Japão já fazia parte do chamado Eixo, através do Pacto Anti-Komintern com a Alemanha e mais tarde com a Itália. Esses acordos foram substituídos pelo Pacto Tripartite de setembro de 1940, pelo qual as potências do Eixo reconheciam o Japão como líder de uma nova ordem na Ásia. – dizia a professora enquanto andava pela sala com um livro em mãos.

Sango sentava na frente de Mirok, enquanto fazia suas devidas anotações em seu caderno rosa, Mirok passa um bilhetinho por debaixo da mesa, para que a professora Kagura não visse, caso contrário, seriam certamente mandados para a sala do temido diretor Narak.

Sango pega o bilhetinho em mãos, em seguida o abre com o maior cuidado para que a professora não visse.

Sango, você não acha estranho a Kagome-chan e o Inuyasha não terem vindo a aula hoje? Será que eles...

Definitivamente, seu amigo Mirok era um pervertido de carteirinha, Sango se enfurece e conjura um cascudo na cabeça do jovem.

- ITAII... – tampaa boca rapidamente.

O olhar da professora corre por cima do livro indo de encontro com a afeição do menino. Após ter-lhe lançado um olhar mortal, retoma a leitura.

- por que fez isso? – cochicha para Sango.

- você não passa de um hentai... – diz a menina virada para frente, com a expressão nem um pouco amigável. – isso é coisa de se dizer sobre seus amigos?

Mirok faz uma cara interrogativa. – mas do que você está falando Sango-chan?

- da sua mente doentia... – conclui Sango. – eles simplesmente devem ter perdido a hora.

- ou não... – Mirok arqueia uma sobrancelha devido o pensamento que havia lhe passado.

Sango já super vermelha com os comentários do amigo, agora tinha o punho cerrado preparado para acertar a cabeça de Mirok, mas é interrompida pela professora.

- senhorita Sango, algum problema? – parada em frente a sua mesa.

- nani? – percebe como estava com o punho e o abaixa rapidamente. – problema? Não nenhum... – sem graça.

A reação da jovem, havia arrancado diversas gargalhadas da sala, fazendo seu rosto tomar uma rubra coloração.

Mirok, você me paga” – Sango jurava vingança em seus pensamentos.

- SILÊNCIO – gritava a professora batendo uma régua em sua mesa.

Barulho que ecoou pela sala toda calando os alunos no mesmo instante.

- VOCÊS ACHAM QUE A MINHA AULA É ALGUM TIPO DE CIRCO? EU NÃO DOU AULA PARA PALHAÇOS. -a professora tinha um semblante sisudo.

O Silêncio fora ficado mais intenso, os alunos estavam quietos como nunca estiveram, simplesmente sentados eretos fitando um ponto que se tratava da professora.

- ESPERO QUE ISSO NÃO TORNE A SE REPETIR... – olha para Sango. – NÃO É MESMO?

Sango apenas consente com a cabeça, abaixando-a em seguida.

- então vamos voltar a aula.

o.O.o.O.o.O.o.O.o.O.o

- Inuyasha... É melhor você sentar e ficar quieto... – disse Kagome sentada com os cotovelos apoiados em seus joelhos e o queixo apoiado em suas mãos.

- Kagome, aprenda uma coisa; Eu nunca desisto! – disse Inuyasha ainda tentando derrubar aquela maldita porta.

- hunf... – Kagome suspira derrotada. – certo Inuyasha, como quiser! – olha em seu relógio. – desse jeito não vamos conseguir sair daqui antes da 3ª aula.

- Kagome, custe o que custar eu irei te tirar daqui... – dizia Inuyasha olhando fixamente para a amiga sentada no chão.

- mas Inuyasha, se você forçar a nossa saída, o diretor Narak não vai te poupar dessa vez... – disse Kagome com um certo tom de preocupação em sua voz.

- isso é de menos... – se vira, ficando de costas para Kagome- ... eu não tenho mais o que perder mesmo... – Inuyasha dise aquilo mais pra si do que para Kagome.

- ahn? Disse alguma coisa?

- ... – apenas faz um sinal de negativo com a cabeça.

- justo hoje que eu tinha que chegar em casa mais cedo.... – lamenta.

- para que?

- nada não... deixa pra lá... – vira seu rosto para o lado direito. – “Souta, espero que você não fique preocupado caso eu não chegue na hora...” - pensa Kagome.

Inuyasha caminha até perto de Kagome e se abaixa ficando na altura da garota que estava sentada.

- escuta, não se preocupe, eu disse que te tiraria daqui... é o que eu vou fazer.

- Inu...yasha... – sorri.

Inuyasha se levanta, corre seu olhar pelo pequeno lugar e avista no canto, vassouras, rodos, esfregões e etc. Inuyasha opta por um rodo.

- O.O’ O QUE VOCÊ VAI FAZER COM ISSO? – com os olhos arregalados e apontando para o rodo.

- se aplicar a força certa na maçaneta, ela cede! – disse enquanto caminhava até a porta. – é só achar um ponto adequado pra isso. – Inuyasha encaixa o cabo do rodo entre a maçaneta e o batente da porta, coloca um pouco de força e logo a porta se abre.

- Inuyasha você conseguiu... – dizia Kagome de pé próxima ao garoto.

- não disse que conseguia... – se gabando.

- mas se sabia desde o início, POR QUE NÃO FEZ ISSO LOGO NO COMEÇO? – se altera.

- é que eu só me lembrei agora... – esfrega a cabeça. – mas saimos não saimos?

- bem.. de certa forma sim...

- ENTÃO NÃO BRIGA COMIGO...

- EU NÃO ESTOU BRIGANDO!!!

- NÃO? ENTÃO O QUE ESTÁ FAZENDO?

- AH INUYASHA... CALA A BOCA!

- EU? MAS NÃO SOU EU QUE SOU UMA DOIDA HISTÉRICA...

- NANI???? ENTÃO É ASSIM? – sai pisando forte do armário indo em direção a sua sala. – ENTÃO EVITE FALAR COM ESSA DOIDA HISTÉRICA.

- KAGOME... ESPERA! – Inuyasha sente uma gélida mão sobre seu ombro. – NÃO ME TOCA SEU IDIOTA – dá um tapa na mão.

- quem é idiota senhor Inuyasha? – Narak estava com a outra mão acariciando a mão dolorida, parado atrás de Inuyasha.

Lentamente Inuyasha sai de seu estado de choque e passa a fitar o semblante sisudo de Narak.

- hahaha... ninguém... – diz sem graça.

- ninguém? Então acompanhe esse ninguém para a diretoria. – Diz puxando Inuyasha pela manga.

- “Maldição, eu sempre me ferro, enquanto a Kagome... hunf... Sempre sai ilesa disso” – pensa Inuyasha com uma gota em sua cabeça.

o.O.o.O.o.O.o.O.o.O.o

Na sala 05 — 2ºA

Soa o bater na porta, a professora interrompe sua leitura sobre A rendição do Japão, e se dirige até a porta, ela a abre e se depara com Kagome com um tímido sorriso estampado em seu rosto.

- hunf... Atrasada novamente senhorita Higurashi? – diz a professora cansada.

- hahahaha... – coça a cabeça.

A sala fica completamente quieta e passam a fitar a silhueta da jovem parada na porta.

Mirok novamente cutuca Sango.

- está vendo Sango, quem chega à terceira aula? – diz com uma das mãos ao lado da boca para que ninguém lhe escutasse.

- ok, ok Mirok... – Sango bufa.

Kagome logo recebe permissão para assistir a aula. Ela caminha até seu lugar recebendo vários olhares curiosos, ela apenas continua caminhando com uma ENORME gota em sua cabeça, logo se senta no seu lugar. Pensando que havia se livrado dos inúmeros questionamentos que os alunos tinham sobre si, Mirok lhe faz uma de suas perguntas inconvenientes.

- Kagome-chan... Onde está o Inuyasha? – cochicha.

- é mesmo... Ele deveria estar aqui também, afinal estávamos juntos. – diz Kagome olhando para a porta.

Mirok olha para Sango com uma de suas sobrancelhas arqueadas e um sorriso malicioso estampado em seu rosto. Sango apenas abaixa a cabeça derrotada.

- daqui a pouco ele aparece... – diz Mirok com um imenso sorriso nos lábios.

- você tem razão, depois de tudo o que passamos, seria muita burrice dele não entrar na aula – Kagome dá ênfase no burrice.

- ahhh... Então quer dizer que vocês estavam juntos mesmo? – pergunta Mirok sem disfarçar a curiosidade para cima da amiga.

- ahan...

- Kagome-chan... – arrisca Sango.

- nani?

- o Mirok está se referindo... – faz uma cara de você entendeu neh!?

Kagome demora alguns segundos para assimilar a conversa do amigo. Após ter percebido a menina cora ao extremo.

-e-errr... ahh...– completamente sem graça, e de cabeça baixa.

- tudo bem Kagome-chan, deu pra perceber que vocês se gostam... – diz Mirok na maior cara de pau.

- O.O””””” D-D-DO Q-QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO?

- SENHORITA HIGURASHI, HOJE NÃO É UM BOM DIA PARA A SENHORITA INTERROMPER A MINHA AULA. – diz a professora com uma gigantesca veia pulsando em sua testa.

- GOMEN NASAI SENSEI... – Kagome se levanta e faz reverência para a professora.

- certo, mas nada de conversar sim? – alerta a professora.

- hai... – se senta rapidamente em sua cadeira.

A professora retoma sua leitura, enquanto Kagome continuava super vermelha, pensando o que poderia ter acontecido com Inuyasha.

- O Exército Vermelho é obrigado a ir buscar diversos comandantes nos campos de concentração, onde estão confinados por ordem de Stálin. Indústrias são transferidas para os montes Urais e os Aliados prestam importante auxílio marítimo e aéreo às forças soviéticas. Ataque a Pearl Harbor — O ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, leva os Estados Unidos a declararem guerra ao Eixo e alastra o conflito a quase todo o mundo. Em junho de 1942 o Japão já ocupa a Indochina Francesa e detém a supremacia naval no Pacífico. Em seguida, toma Hong-Kong, Malásia, Singapura, Índias Orientais Holandesas, Bornéu, Filipinas, Andamãs e Birmânia. As duas facções beligerantes estão definidas: os países do Pacto Anticomintern (o Eixo) Alemanha, Itália e Japão contra os Aliados Inglaterra, Estados Unidos, União Soviética e China. – dizia a professora voltando a caminhar pela sala enquanto lia.

o.O.o.O.o.O.o.O.o.O.o

Na diretoria.

Inuyasha se encontrava sentado na cadeira, tendo Narak a sua frente fazendo algumas anotações em um livro negro.

- hunf... – bufa Inuyasha – “que chatice... esse livro negro... toda escola tem ele? Como são originais” – Inuyasha havia se esparramado na cadeira.

Narak enquanto anotava algumas observações referentes ao comportamento do jovem a sua frente, vez ou outra subia seu olhar para fitar a despreocupada afeição do jovem de cabelos compridos.

- pelo jeito, até o final do ano você comparecerá aqui muitas vezes, não é mesmo? – cruza as mãos e as coloca em cima da mesa. (igual quando se junta às mãos em oração, só que ele não estava orando XD).

- se o senhor não me pegar, garanto que não voltarei aqui nenhuma vez... – sorria Inuyasha.

- Muito engraçado o senhor, não é mesmo? – dizia com um semblante sisudo.

O momento fora interrompido pela secretária, era uma senhora de idade mais avançada.

- senhor Narak tem um garotinho aqui querendo falar com o senhor – disse Kaede.

- um garoto? Não tenho tempo para isso... Mande-o embora sim?

- mas senhor Narak... – Kaede ia continuar, mas a sala é invadida por Souta que trazia consigo o lanche de Kagome.

- você não tem modos não garoto? Invadir um lugar, cujo dono não é você é crime! – dizia Narak se levantando.

- G-G-GOMENNN... – fica trêmulo – EU SÓ VIM TRAZER O LANCHE DA MANA. – estende o embrulho.

- hunf... – se senta novamente. – certo, e quem é a sua irmã? – com o queixo apoiado em uma de suas mãos.

- Kagome Higurashi... – diz Souta frente à Narak e de lado para Inuyasha, este último arregalou os olhos quando ouviu o nome Kagome.

- oe, ela é da minha sala, eu entrego pra ela... – disse pegando o embrulho das mãos do menino.

- arigatou... – Souta faz reverência para Inuyasha.

- não esquenta com isso não... – se levanta e esfrega a cabeça do menino. – já posso voltar para a sala? – diz olhando para Narak.

- sim, estamos conversados imagino... – alerta Narak.

Inuyasha apenas acena enquanto sai da sala levando consigo o menino.

- olha não se preocupa que eu entrego pra chata da... Quer dizer... Para a sua irmã certo!? – agachado.

Souta sorri para Inuyasha.

- certo... Muito obrigado moço... – e sai correndo pela porta.

- agora tenho que ir pra sala e tentar aprender algo ¬¬’ – se levanta.

o.O.o.O.o.O.o.O.o.O.o

Na sala 05 — 2ºA

A sala continuava prestando atenção na leitura da professora.

- A China já se encontra em guerra contra o Japão desde 1931. Um Kamikaze era um piloto que possuia seu avião japonês totalmente carregado de explosivos para que, em última estância, pudesse atirar-se contra os inimigos, dando sua vida como arma final. Kamikazes são erroneamente confundidos com os aviões japoneses pilotados por um piloto suicida que com ele se atira sobre o alvo inimigo. Na verdade, Kamikaze (Kami = deus, Kaze = vento) é o nome japonês para as duas tempestades que, em 1274 e 1281 destruíram frotas de invasores mongóis, livrando o país da guerra e recebendo o nome de \"ventos divinos\" pela ajuda que deram. – a professora se encontrava semi sentada na mesa. (sabe daquele jeito quando se tem um lado da perna mais alto e a outra no chão? Pois então, era assim que ela se encontrava naquele momento XP).

A atenção de todos é desviada para um rapaz de longos cabelos negros e de roupas largadas abrindo a porta abruptamente.

Mirok é o primeiro a soltar uma risadinha, seguido pelo restante da sala que tinha uma idéia distorcida de Kagome e Inuyasha. Afinal o que esperar de dois alunos que chegam atrasados, entram na terceira aula, e ainda tem a roupa completamente desarrumada? Era isso o que Mirok mais ficava pensando.

Mirok cutuca Sango.

- está vendo Sango... ai tem coisa... – cochichando.

Sango acabara de socar-lhe a cabeça do amigo.

- Itaiiiiii Sango-chan isso machuca... – esfrega o recém galo formado.

- isso é para você parar de dizer asneiras... seu baka... – se vira para ver Inuyasha que estava parado em frente a mesa de Kagome.

- Inuyasha... você demorou...

- é que aconteceu aquilo de novo...

- de novo? Nossa, não sei como você consegue fazer essa façanha... – bufa.

- fazer o que... acho que todo mundo me persegue. – esse comentário fez Mirok arregalar seus olhos ao extremo.

- eita... Inuyasha você é um dos meus... – Mirok tem uma das mãos apoiadas em seu queixo.

- ahn? Do que você está falando?

- n-não é nada não... – interrompe Sango calando o amigo com sua mão.

- SILÊNCIO... INUYASHA SENTE-SE DE UMA VEZ... – gritou a professora.

Inuyasha a olhou e em seguida se sentou.

- Kagome... – chama baixo.

- o que foi Inuyasha? – se vira discretamente, mas sempre de olho para ver se a professora não os pegava conversando.

- toma... – entrega o embrulho para a amiga. (amiga neh!? Sei... HUAHUAHUA zuera XP).

- isso? – olha curiosa para Inuyasha.

- é o seu lanche... o seu irmão veio aqui entregar enquanto eu estava na sala do diretor... – disse se encostando na cadeira.

Souta, você fez isso por mim?” – sorri.

- Em agosto de 1945, as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki e a entrada da URSS na guerra asiática forçaram a rendição. O ato formal foi assinado a 2 de setembro de 1945, na Baía de Tokyo, a bordo do encouraçado norte-americano “Missouri” e deixava claro qual seria as intenções americanas em relação ao Japão: a rendição incondicional, o que significava a perda da soberania e da sua própria independência. – continuava a professora.

e eu fazendo pouco caso de ter que ficar com você hoje”

o.O.o.O.o.O.o.O.o.O.o

Poucos minutos depois o sinal do intervalo soa, e todos vão para o tão esperado intervalo.

20 minutos mais tarde, o sinal volta a soar convocando os alunos as suas respectivas salas.

E depois de mais 3 exaustivas aulas são finalmente liberados para voltarem para suas casas.

o.O.o.O.o.O.o.O.o.O.o

Kagome e Inuyasha vinham caminhando num ritmo rápido, pois Kagome tinha o compromisso de tomar conta de seu irmão caçula.

- tchau Inuyasha, nos vemos amanhã... – diz subindo os degraus do templo Higurashi.

Inuyasha apenas acena e continua a seguir seu caminho.

- se não chegarmos atrasados de novo ¬¬ — Inuyasha sai caminhando com as mãos atrás da cabeça.

o.O.o.O.o.O.o.O.o.O.o

Kagome entra rapidamente em sua casa, se deparando com Souta dormindo na sala com o gato Buyo ao seu lado.

- ainda bem que ele está seguro... — Kagome tinha uma doce expressão em seu rosto. – Arigatou Souta... – diz subindo as escadas indo para seu quarto se trocar.

Continua...

xXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXx

Notas finais
Yo minna o/

Fiquei super contente de vocês terem curtido a idéia n.n... no começo a achei meio sem nexo, mas ela está saindo XD, eu peço desculpas pela demora.
Mais uma vez os trechos da aula sobre A rendição do Japão, foram tirados da História japonesa da Wikipédia.

O Shippou aparecerá sim na fic, só que um pouco mais para a frente.

Espero que gostem desse também.