Amor (quase) Impossível
2 Amor Que Pode Até Ser Possível
Notas iniciais
Depois daquele dia eu me senti estranha, afinal, o Garry gostava de mim, e eu também gostava dele, mas... Ele era bem mais velho que eu.
Quando eu me despedi naquela noite, ele disse "Nos vemos amanhã!". Quando deu duas horas da tarde, meu celular tocou.
- Alô?
- Oi, Ib! Você vem aqui hoje?
- Claro Garry, daqui a pouco já estou aí.
- Ok, tchau! — Ele desligou.
Me arrumei, vesti uma saia vermelha, como sempre, e fui para a casa dele. Toquei a campainha.
- Hey, Ib! Pode entrar! — Ele sorriu.
Minha saia era um pouco curta, já que eu não tinha comprado outra nova depois do meu aniversário, e percebi que o Garry estava olhando para as minhas pernas, homens! Entreguei um pedaço de papel higiênico para ele.
- Toma, seu nariz tá sangrando. — Falei, virando a cabeça e colocando a mão no queixo.
Ele pegou e limpou o nariz, envergonhando, que bonitinho.
- Você cresceu, tudo cresceu... — Disse ele corado.
Fiquei envergonhada, nunca pensei que Garry seria tão pervertido.
- Tá bom... — Eu disse um pouco vermelha. — O que vamos fazer hoje?
- Hum... Que tal saírmos para almoçar? Eu pago! — Disse ele alegremente.
- Pode ser.
Fomos para uma lanchonete, eu olhava o cardápio e ele olhava pra mim, pra ser mais específica, para os meus peitos! Dei um tapa na cara dele e escondi a minha mão atrás das minhas costas. Ele ficou vermelho.
Depois de comermos fomos para o parque que a gente sempre vai e sentamos na grama. Ele deitou no meu colo, eu fiquei espantada.
- Ei, Ib, feche um pouco seus olhos.
Fiz o mesmo, mas estava com muita vontade de abrir, fiquei curiosa, o que ele estava aprontando?
- Vista isso, ele olhou para o lado, me entregando uma saia igual a minha, aparentemente maior.
- Pra que?
- Sua saia é muito curta, e tá cheio de molequinhos aqui olhando pra você. — Disse ele com uma cara não muito agradável.
- Ok, me espere aqui.
Fui no banheiro e troquei a saia e voltei para o lugar onde Garry estava me esperando.
- Bem melhor! — Disse ele com um sorriso na cara.
- Ei... Por que você anda assim tão estranho desde aquele dia?
- Porque você sabe né? Eu amo você... E não quero que ninguém fique de olho na minha pequenina.
- Ok, vamos acabar com isso logo. — Sentei no colo dele e peguei no seu queixo.
- Acabar? O QUE? — Disse ele espantando.
- Não é nada disso que está pensando. — Ri.
Encostei meus lábios nos dele, e o beijei.
- Nós somos namorados agora, né? — Perguntei e sorri.
- S-sim! — Ele sorriu pra mim.
Eu estava cansada, deitei no colo dele e descansei um pouco.
Ele abaixou a cabeça e chegou perto de mim, Garry deu um beijo na minha testa.
Passou um tempo e ele me levou para casa.
Antes de sair do carro, cheguei perto dele bem rápido e o abracei.
- Ah... Só isso? — Brincou ele.
Bom, não resisti aquele sorriso lindo, o puxei pela blusa e o beijei, foi um beijo que eu nunca tinha dado nele, foi um beijo bem mais "apaixonado"
Saí do carro e acenei para ele e ele gritou pela janela.
- Amanhã eu te levo para a aula!
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