Notas iniciais
Se gostar comenta XD

— Não consigo dormir com você me olhando desse jeito. – seus olhos agora me encaravam.

— Que jeito? – minha voz era baixa.

Ele fechou os olhos por um momento mordendo os lábios, quando abriu de novo suas pupilas estava dilatada.

— Você sabe que me enlouquece e gosta de provocar. – sua voz agora era rouca enquanto ele me puxava para baixo do cobertos e tirava minha toalha com um único movimento.

— Não sei do que está falando. – ele riu quando olhou para mim.

— Então quer dizer que não precisa se esforçar para me deixar assim. – com um movimento do seu quadril senti seu membro tocar minha perna, duro e quente.

— Sebastian... – minha voz falhou quando ele abocanhou um dos meus seis e começou a brincar com o outro.

— Não fala assim amor, senão eu enlouqueço mais. – seu tom era rouco e baixo e ele não parecia achar tão ruim eu chamar pelo nome dele.

Os dias passaram daquele jeito, tinha dias que Sebastian era intenso e presente, estando em cada lado que eu olhava, e tinha dias que ele sumia, agora eu podia andar pela casa, que consistia em outro quarto que era o dele que tinha computadores ligados nas câmeras de toda a casa, sim a casa inteira tinha câmeras, assim como do lado de fora, uma sala pequena com uma televisão de tubo, a cozinha era pequena com uma geladeira, armários suspensos, mesa e uma pia, a comida tinha sido comprada em quantidade e sempre que ele se ausentava eu cozinhava, as vezes ele chegava e comia comigo, as vezes eu tinha que comer tudo sozinha, mas tudo mudou naquela terça chuvosa, ele entrou todo molhado e com uma expressão furiosa, tinha um volume nos ombros que parecia mole, entrou sem se importar em olhar para mim indo direto pro quarto aonde eu estava, jogou o volume lá e trancou, voltou furioso indo para o quarto dele, senti meus olhos arregalaram quando vi no chão manchas de sangue, fechei a porta que ele tinha deixado aberto parando o ar frio e chuva que entrava, fui devagar atrás dele que estava no banheiro, o barulho do chuveiro era audível e eu entrei no banheiro com cautela, ele estava de costas para mim e pelo boxer de vidro era possível ver a poça vermelha que estava formando conforme a agua escorria pelo corpo dele.

— Já disse para não ficar me olhando desse jeito. – sua voz parecia irritada, perigosa.

— Está ferido? – eu tentei ficar calma, ele não me machucaria, ou machucaria?

Minha mente gritou comigo como se eu fosse idiota quando ele olhou para mim, seus olhos verdes tinha uma fúria que eu nunca tinha visto antes, e por um momento eu podia jurar que ele sairia dali e me machucaria, ele andou até mim molhando todo o banheiro seus olhos nunca deixando o meu e seus lábios foram com fome para os meus, logo meu corpo era molhando pelo chuveiro com roupa e tudo, ele não parecia ligar me segurando firme contra ele me beijando, mas logo aquilo não pareceu ser suficiente e ele tirou peça por peça de forma impaciente e quando terminou entrou em mim sem esperar me puxando para o colo dele, tinha um tipo de urgência nova nele, ele sempre parecia ansioso para me despir, mas agora parecia que estava a ponto de me engolir, gemi quando ele aumentou o ritmo e mordeu meus lábios, senti o gosto do sangue quando meu orgasmo estava chegando e tudo que pude fazer foi chamar o nome dele, o que fez com que ele também chegasse ao ápice junto comigo, sua respiração era acelerada, quando me colocou no chão e olhou para os meus lábios provavelmente cortados e sangrando, ele lambeu com gosto e então escondeu seu rosto no meu pescoço.

— Não queria te machucar. – sua voz era baixa e rouca.

— Não machucou, eu estou bem. – seus olhos olharam fixos para mim por um momento como se testasse que eu estava falando a verdade.

— Vamos comer. – ele beijou meus lábios e saio do banho.

Fiquei um tempo embaixo do chuveiro ouvindo ele andar pela casa, sabia que ele tinha ido para a cozinha e depois para o quarto dos fundos, logo fechando a porta com raiva mais uma vez, sai secando os cabelos, fui para o quarto colocando uma camisa dele e um shorts que estava jogado em cima da cama com as outras roupas que antes estavam no outro quarto, depois de vestida sai vendo a sombra dele na cozinha, ele tinha feito um macarrão simples e comemos com o frango que eu tinha assado, e por mais que tudo fosse estranho aquela noite estava mais ainda e dormimos apenas abraçados com ele me apertando mais do que necessário e eu reclamando duas vezes até ele relaxar.

No dia seguinte vi que estava faltando uma cadeira na cozinha, fiquei tentando pensar no que poderia ter acontecido enquanto fazia panquecas, Sebastian estava silencioso aquela manhã e me olhava com preocupação, eu tentei relaxar abaixo do seu olhar, por mais que fosse difícil, a tarde estávamos comendo pipoca e vendo um filme de terror quando ouvi um barulho de algo cair no quarto do fundo, dei um pulo olhando para o corredor.

— Está tudo bem, fica aqui e não vem atrás de mim. – sua voz era mais uma vez irritada e seu olhar era rígido quando ele saiu da sala se dirigindo para o quarto do fundo.

Esperei ouvir a porta abrir e olhei de relance para a porta vendo alguém caído no chão amarrado na cadeira olhando para mim, meu corpo gelou quando reconheci aqueles olhos azuis, Damian, e a porta fechou, tudo estava quieto, até o vento tinha parado, minha mente tentava entender como meu ex namorado estava agora no quarto que antes era meu cativeiro, nós tínhamos namorado a um anos e meio, eu terminei com ele pouco depois de começar a conversar com Sebastian, na verdade ele tinha sido violento comigo e eu tive que juntar toda coragem que eu tinha para sair daquele relacionamento, Sebastian foi de grande ajuda, sempre me ouvindo e nunca me jugando, nós acabamos nos aproximando novamente, ele parecia recuperado e prometeu manter distância, ele estava respeitando e nunca tinha voltado a tocar em mim, ouvi um gemido e eu sabia que era Damian, o que Sebastian estava fazendo com ele, tentei bloquear os barulhos e fui para a cozinha, coloquei leite e frutas no liquidificador e coloquei para bater, por um momento agradeci por finalmente ter parado de ouvir.

— O que está fazendo? – Sebastian tinha um olhar sério e estava agora parado na entrada da cozinha parecendo grande e intimidador novamente.

— Vitamina. – tentei ficar calma desligando o aparelho, mas mais um gemido foi ouvido e meu corpo pulou e tremeu automaticamente.

— Vá deitar e coloque música no quarto. – sua voz suavizou vendo meu estado, ele pegou o copo do liquidificador colocando em um copo, pegou gelo colocando junto, pegou meu braço e me levou para o quarto, ligou a música, fechou a porta e não voltou enquanto eu estive acordada.