Notas iniciais
Em homenagem a Davylla que pediu que Demetri force um dos criados de Edward, resolvi coloca-lo em minha fic. Espero que goste Davylla

Ainda entorpecido, aquela altura sentiu a morte realmente próxima e uma leve dor no peito, algo havia acontecido com Bella... Sabia disso, olhou para seu lar, aquele maldito cativeiro, queria ser mais forte para sair de lá, querida ser capaz de salvar Bella, com dificuldade rastejou até o canto esquerdo de sua prisão, afastando um bloco solto e pegando um pequeno e sujo pedaço de pano, os lábios de Bella estavam marcados nele, ela lhe deu aquilo umas semanas antes de o pegarem:
"– Minha amada, odeio me separar de você.
– É preciso, amor... Meus pais já chegaram, e sabem que não te querem perto de mim...
– Eu sei, mas...
Bella retirou de seu bolso um pequeno lenço branco e o beijou, deixando a marca do batom vermelho, entregou rapidamente, olhando para trás, com medo de serem pegos.
– Pra mim? – Ele se emocionou com o ato.
– Sim amor, para não se esquecer de mim.
– Eu Te Amo...
– Também Te Amo, Jake.”
Ele fechou os olhos, pegando o pano e levando aos lábios, dando vários beijos em cima da marca de batom de Bella. Pensar nela era o único motivo pelo qual se mantinha vivo até hoje.

~

Bella não escutou o que a mãe dizia enquanto corria até a porta de seu quarto, trancando a porta para garantir que ninguém a incomodaria. Não chorava, só se sentia confusa, e estranha. Como se algo dentro de si houvesse mudado, como ela pôde beijar aquele cara nojento? Levou o dedo aos lábios, acariciando enquanto refletia o que havia ocorrido, sentia a cabeça pesada e o pensamento turvo, se deitou na cama com a mente perturbada, afinal... Por que fez aquilo? Jamais deveria ter aceitado o beijo daquele homem, deveria ter-lhe dado outro bom tapa, mas em vês disso acabou... Retribuindo. Assustada demais com a última palavra sentiu o coração apertar forte dentro de si, seu primeiro beijo, aquele que jamais esqueceria foi dado em um homem que mal conhecia e desprezava profundamente. Com esses tristes pensamentos, adormeceu rapidamente.

~

Edward observava fixamente os seios alvos da mulher em sua cama. Mais uma noite, mais uma mulher que mal conhecia se oferecia como um pedaço de carne no açougue, ele era o rei, é óbvio... Todos pareciam apreciar contar o quanto ele é viril com as mulheres, e de uma maneira estranha, o conselho se orgulhava disso, acho que ter um rei que não é muito chegado em gerar filhos não é exatamente o que eles desejam pro futuro da raça.
Porém, não naquela noite, em qualquer outra a colocaria de quatro e a faria esquecer seu próprio nome, mas... De alguma maneira, ele se sentiria sujo se beijasse aquela mulher após ter tocado nos doces lábios da Bella. Isso é loucura, aquilo foi loucura... Ele não poderia ter tratado ela daquele jeito, tê-la forçado a aquilo a fez se sentir um estuprador. Contudo, Bella realmente sabe como tirar ele do sério. Isabella era diferente te todas as mulheres humanas que ele conhecia, o atraia de tal forma...

– Majestade?
A voz da mulher surgiu nos aposentos como uma nota mal tocada, fazendo Edward fazer uma careta de desagrado. Porque naquela noite parece que todo o circo de falsidades e desejos perdeu seu glamour? Fitou o rosto mal maquiado da mulher, e pela primeira vez observou algo além de seu corpo, a maquiagem era forte, pesada e no olhar de Edward não parecia combinar muito com o resto. A sombra azul Royal, fazia um contraste estranho com os lábios roxos. Xingou-se em pensamento, que merda estava acontecendo com ele? Agora era um jurado de um programa sobre maquiagens? Colocou a mão na testa e a sentiu pesada, e para seu pesar a mulher repetiu “Majestade?” em sua cama.
Abriu a porta com força, e se controlando pra não fazer uma loucura apenas disse:
– Saia.
Ouviu o barulho do colchão. A mulher se movimentando, e hesitou na beirada da cama, olhando-o preocupada. Edward ergueu o olhar, e não bastou mais palavras pra ela sair correndo quarto a fora.
Andou até a cama que outrora era ocupado pela mulher e se viu jogando os lençóis amassados no chão precisava limpar seu quarto daquela imundice de sexo... Precisava se limpar. deixando apenas o colchão, se deitou e fitou o teto por alguns minutos, totalmente perdido. Ouviu o telefone tocar, uma, duas, três vezes. Até tira-lo do gancho e coloca-lo no ouvido, sem dizer nada. A voz de seu mordomo, Demetri, foi ouvido do outro lado:
– Majestade? Jéssica me contou que a expulsou do quarto, ela não é do seu agrado? Deseja que lhe mande outra?
De fato, Demetri era um ótimo mordomo, na verdade, em tempos de guerra era um guerreiro excepcional com seu poder de rastrear pessoas, podendo sentir o "teor" de sua mente , ao contrário de qualquer outra referencia de mordomos como senhores de mais de setenta anos, velhos, e ranzinzas, Demetri era forte, alto e aparentava uns vinte anos. Tinha cabelos castanhos, pele azeitonada, os olhos eram gélidos, de um vermelho tão intenso que parecia sangue, Demetri, realmente era uma visão assustadora pra qualquer um. Porém, era leal, e a ele Edward confiaria sua vida.
– Não... Hoje não quero ninguém.
Sem ouvir nada, Edward imaginou a cara de espanto do companheiro do outro lado, e gaguejando um pouco ouviu a voz dele questionar:
– Esta... tudo bem, majestade?
– Só porque não "comi" uma mulher estou doente agora, Demetri?
Tá, literalmente, estava perdendo a paciência com essa surpresa das pessoas com o fato dele não transar com ninguém uma única noite.
– De maneira alguma, apenas me surpreendi.
– Tá, Tá... Que seja. Posso descansar agora?
– Sim.
Sem esperar mais nada devolveu o telefone ao gancho e continuou a pensar na besteira que havia feito.

Notas finais
Galerinha o que acharam desse capítulo? Deixe seu comentário Faça como a Davylla deixe sua idéia de personagem ou de acontecimento na fic, terei a honrar de ler e realizar o teu pedido.