Notas iniciais
Muitas pessoas estão me perguntando se essa fic é uma Beward. Enfim explicando: essa fic é uma Beward, porém Bella também já teve um romance proibido com Jake e ela é apaixonada por ele, mas algo aconteceu e Bella acha que Jake está morto. Será que Bella irá se apaixonar pelo frio e rude Edward? Onde estará Jake? Continuem acompanhando Amor Proibido e terás a resposta.

Bella arregalou os olhos castanhos, e deu um passo pra trás, sentiu a mão dele afrouxar sua cintura, permitindo o afastamento. As mãos de Charlie pousaram-se uma de cada lado, nos ombros da jovem, como se tentasse acalma-la, seu pai sempre fora o mais carinhoso com ela, desde a infância, sempre a mimou, cuidou e a tratou como uma princesa... Bella fechou olhos e sussurrou pra si, perdida em devaneios...

– ... Ou uma Rainha?

– Não me respondeu, Isabella. Não esta satisfeita comigo?

O Rei voltou a repetir, ficando ereto na cadeira enquanto jogava a cabeça para trás, fitando-a com seriedade.

– Pai... Ele é meu par?

Bella queria uma resposta, agora, mais rápida e franca possível.

Sentiu as mãos de seu pai apertarem seus ombros, não para machuca-la, mas como se desejasse passar segurança para ela.

– Sim, Filha. Ele é seu par.

O rei deu um sorriso malicioso para ela assim que as palavras de Charlie ressoaram no ambiente. Bella se viu caindo num abismo, estava tão confusa e com tanto medo que simplesmente não queria acreditar nas palavras de seu pai. Não podia ser... O que um Rei como Edward desejava tendo uma garota como ela...? E pior, como Rainha. Sempre ouviu falar que o Rei nunca se mostrou interessado em ter uma esposa, e sentia orgulho ao dizer que gostava de suas orgias diárias.

– Por que não se senta, Bella?

Ouviu a voz de sua mãe, e a fitou, observando-a puxar a cadeira do lado do Rei para que ela se aproximasse. Não mostrou resistência, sentia que iria desmaiar se continuasse em pé, assim que sentou abaixou a cabeça e esperou pelas respostas. Enquanto ouvia o som de seu pai e sua mãe se acomodando juntamente próximo a mesa de jantar. Após alguns minutos de completo silêncio, o pai, como era esperado, foi o primeiro a falar, calmamente:

– Bella, como sabe, o reinado de um Rei Vampiro dura, do dia da morte do Rei-pai até a morte do Rei-filho. A Majestade nós procurou a alguns meses atrás, ele já reina a cinquenta anos, e como eu tive a grande honra de ser um dos melhores amigos do Rei-Pai de Vossa majestade, Carlisle. Edward me pediu sua mão em casamento... O conselho não acha prudente em momentos tão difíceis para raça deles, um reino ficar sem herdeiro.

Bella levantou o rosto, encarando fixamente seu pai:

– O que quer dizer com herdeiro?

O clima do ambiente piorou, e como se percebesse isso, o rei se ajeitou na cadeira que parecia pequena demais para todo seu tamanho.

– Herdeiro quer dizer que temos que ter um filho, futura “esposinha”.

Edward falou, de maneira irônica, enquanto continuava com a cabeça inclinada para trás, fitando o teto.

Bella virou o rosto, e o desprezou, nunca permitiria que ele a tocasse, nunca! Ele podia mandar cortar sua cabeça se quisesse, mas Edward jamais tocaria em si.

– Bem, Majestade, imagino que com uma rapidez impressionante conseguiria um herdeiro sem muito esforço.

O pai tossiu falsamente, como se tentasse calar ou disfarçar o que Bella respondera ao Rei. Porém, o mesmo nada fez, apenas parou de fitar o teto e encarou a jovem com curiosidade, enquanto respondia, colocando ambas mãos em cima da mesa.

– De fato, Senhorita Swan. Mas fazer um filho com uma empregada é uma coisa, ele seria um bastardo, mesmo eu não sendo casado, jamais colocaria uma qualquer ao meu lado, na posição de Rainha. Pelo que soube pelo conselho, sua família é de alto nível e extremamente respeitada entre nossa sociedade e na sociedade humana.

– Então devo crer, Majestade, que já tens um filho com outra?

A conversa era ríspida, e tinha um ar ofensivo, Bella sabia que no fundo, tratar o Rei assim era um absurdo, e que seus pais a matariam assim que aquele brutamontes saísse de casa, porém, sua raiva falava mais alto naquele momento, e a evitava de pensar como deveria.

– És ousada para uma garota de quase dezoito anos, Isabella.

– E tu és ousado para um Rei de cento e quatorze... Majestade.

A mãe se opôs, levantando-se da cadeira e se aproximando de Bella enquanto dizia, com certa preocupação no timbre agudo:

– Peço que perdoe nossa filha, creio que seja informações demais para a cabeça infantil dela, Majestade.

Bella encarou os olhos da mãe, que praticamente brilhava quase na cor vermelho sangue, perdendo todo aquele belo olhar castanho claro que ela tinha. O Rei e o homem de cabelos escuros e curtos se levantou, e Bella se sentiu minuscula perto dele, qual poderia ser sua altura? Dois Metros? Talvez um pouco menos... E a jovem o acompanhou, como era de costume, levantando-se em seguida ao rei.

– Não se preocupe, Renée. Eu compreendo o que se passa na cabeça infantil de sua filha. Amanhã, se eu puder, irei vê-la para decidirmos os detalhes do casamento.

– Sim, como desejar vossa Majestade.

Imediatamente e como se tivessem ensaiado, Renée e Charlie se curvaram sincronizadamente perante o rei, numa reverencia exagerada. Enquanto Bella apenas se curvou lentamente, fixando o olhar no dele. Observou Edward sorrir com superioridade enquanto sua imagem se desfazia no ar, após alguns segundos, desaparecendo completamente.

– Você é alguma louca?

Ouviu a mãe gritar alto, a encarando de frente.

– É pretendente do Rei dos Vampiros, e o trata como um qualquer?

Renée prosseguiu, furiosa.

– Mãe... Eu...

– Cale-se!

Bella engoliu, e bufou chateada, segurando-se o máximo que podia para não cometer uma loucura maior.

– Depois dessa noite o Rei pode simplesmente mandar matar você, que ainda sim, ele teria total apoio do conselho.

O pai disse, sereno como sempre, embora em sua voz carregasse uma decepção perceptível a Bella.

– Pois é, Bella o tratou como uma menina mimada. E é sua culpa, Charlie, sempre encheu essa menina de presentes, mimou-a demais e agora ela é essa criança que não sabe seu lugar.

– Eu que não sei meu lugar? – Bella gritou, exasperada. – Quem sabe se vocês fossem pais melhores eu não tivesse agido daquela maneira, podiam ter avisado “Olha filha, seu par é o Rei dos Vampiros!”. Eu seria muito agradecida a vocês por isso.

– Cala a boca antes que eu te dê um tapa, garota.

Renée ameaçou, encenando a mão na frente do rosto pálido de Bella.

– É esse o futuro que querem a sua querida filha? Ser mulher de um idiota, selvagem, incapaz de sentir qualquer sentimento, e ainda por cima, um marido infiel?

Charlie chegou a tempo de segurar o braço de Renée no ar. Impedindo o tapa que viria. Enquanto dizia, tentando acalmar aquilo tudo.

– Será Rainha, Bella. Não seja ingrata conosco.

Inconformada, a jovem se afastou, correndo até o quarto, as lágrimas que ela segurava desde então, acabaram escapando nos olhos castanhos, escorrendo pela face. Abriu a porta do quarto e fechou a mesma com força, fazendo um barulho alto ressoar pela casa, demonstrando todo seu ódio e tristeza, sem pensar em nada, colocou a caixinha de música para tocar se jogou de bruços na cama, soluçando e chorando demasiadamente.

Notas finais
E aí, estão gostando? O que acharam desse novo Edward dominador? E da Bella delicada, mas tem um pavio curto? Deixe seu comentário.