Amor proibido
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Bella não sabia o que estava acontecendo com si, seu corpo estava completamente diferente, estava quente por dentro, fervendo para falar a verdade, seria o vírus vampírico de Edward que a fizera ficar assim, ou foi... O Beijo que eles deram? A festa havia começado fazia uma hora, e Bella estava com uma taça de vinho nas mãos, seu vestido, ainda preto, era justo e cheio de diamantes negros que reluziam de longe, Edward estava ao longe, conversando com outros vampiros, desde aquele momento, eles sequer se aproximaram, e ela voltou a sentir aquela sensação de nojo por ele de outrora. Já ia dar meia-noite, e a festa acabaria daqui a três horas... E ela e Edward iam... Para a mesma cama. Sentiu um medo enorme dentro de si e se fixou em outros convidados, de fato, não conhecia ninguém ali, e os vampiros só se aproximavam para falar de sua beleza. Era isso que ela era, um enfeite do Rei dos Vampiros, há séculos que as mulheres não têm espaço para tomar decisões, nem mesmo a Rainha tinha esse poder, ela apenas devia satisfazer o Rei e cuidar do futuro filho do casal isso se sobrevivesse ao sexo ou ao parto da criança. Muito inútil...
– Filha, que beijo foi aquele? Foi descortês você beijar o Rei daquela maneira.
Renée estava ao lado, cumprimentando os convidados, seu vestido roxo, era amplo, e sua mãe, como sempre, estava belíssima.
– Não fui eu mãe, ele me agarrou.
– Que seja, você é a Rainha agora, não pode ficar dando motivo para falatório. Todos sabem que o Rei é bem viril com as mulheres, mas você...
– Por Favor, mãe, preciso ir...
Bella, sem pensar muito, andou o mais rápido possível até qualquer lugar afastado daquela festa, encontrou uma sala escura, e sem pensar, abriu a porta e entrou no local, encostando na parede. Sua mãe, porque diabos ela tinha que lembrar que o Rei era viril com as mulheres? Ela se sentiu usada, se sentiu apenas mais uma com quem o Rei vai se deitar e beijar daquela maneira... Nada tinha de especial nela, se ela morresse o Rei rapidamente a trocaria por outra e faria um filho nela. Passou os dedos no pulso, o vírus do Rei pulsava dentro de si, agora, ela era parte dele. E ele, parte dela. Embora ela não tivesse certeza do que tudo isso significasse...
– Significa que eu sempre vou saber aonde esta, Isabella.
A voz extremamente profunda do Rei invadiu a pequena sala e fez um eco enorme, fazendo Bella se assustar. Ele estava encostado na porta, fitando-a com superioridade.
– Sai daqui. – Bella pediu friamente, ainda tocando o pulso.
– Arrependida? – Edward questionou se aproximando devagar dela.
– Desde quando se importa com o que sinto? – Ela desdenhou.
– Não pense que é tão especial ao ponto de mim me importar com o que sente, Isabella. – Edward respondeu, parando na frente dela – Pouco me importaria se estivesse tendo essa crise de adolescente lá fora, ficando quieta, agora, sair da festa e se esconder numa salinha, não é bem o que o Rei dos Vampiros quer ou precisa de uma esposa, não é mesmo?
– Eu sei que não sou especial. – Ela sussurrou.
Edward se manteve em silêncio, qual era o problema dela? Não se sentia especial? Era louca? Como uma mulher como ela não se reconhecia, será que ela não sabia que jamais haveria outra mulher sequer parecida com ela?
– Perdoe-me, Majestade, eu vou voltar pra festa. – Disse, por fim, se afastando dele o mais rápido que podia. Edward pegou seu braço com força sem ao menos pensar que poderia quebra-lo, fazendo-a gemer, a detendo a alguns centímetros da porta.
– Esta doendo... – Ela sussurrou.
– Você é minha, sabe disso não é? – Edward questionou, alto demais, visivelmente alterado.
Bella o fitou com ódio. — Jamais serei sua. – Com uma atitude brusca tirou a mão dele do braço e saiu da sala.
Horas se passaram, e quando faltavam trinta minutos para três da manhã, ouve o anuncio da dança clássica. Casais de vampiro se uniam em todos cantos e começaram a valsar de maneira sincronizada, Bella fitava os passos sem muito interesse, aliás, ela nem se sentia parte daquilo. Sentia-se como um fantasma observando um evento no qual ela sabia que não tinha nada haver com ela.
– Não vai dançar com o Rei? – Uma voz feminina sugeriu ao lado dela.
– Não creio que ele deseje... – Bella respondeu, procurando Edward com o olhar mais uma vez, porém, desde aquele momento que o deixou na sala, ele sumira. Talvez... Estivesse transando com alguma serviçal.
– Deixe-me apresentar, me chamo Rosalie Hale. É uma honra, majestade. – A jovem se colocou na frente de Bella e se ajoelhou.
Bella fitou o longo cabelo loiros dourados da mulher a sua frente, com certeza, ela era diferente de qualquer outra mulher ali,sua beleza era do tipo que fazia todos prestarem a atenção nela, e só por isso, Bella se sentiu mais aliviada.
– Prazer, senhorita. Mas não precisa reverenciar, a cor do seu cabelo é linda.
– Ah! Obrigada! – A jovem pálida, de olhos vermelhos claros, sorriu como se estivesse sem graça. – Não gosto muito de ser igual as outras vampiras.
– Queria ter esse "gosto"... – Bella lamentou.
– É a Rainha, pode ser o que quiser. – Rosie disse, calmamente, arrumando seu vestido azul escuro.
– É casada, Senhorita?
Rosie sorriu, fingindo visivelmente envergonhada, e concordou com a cabeça.
– Mostre-me o homem de sorte.
"Orgulhosa", Rosie apontou para a multidão, aonde um homem alto, tinha pele azeitonada e o cabelo cortado, curto, o rapaz tinha o corpo extremamente forte, era visível pelo caimento do smoke.
– Ele é belo – Bella mentiu, sua aparência lhe causava mais medo do que Emmett; sorrindo disse – Parabéns a vocês dois.
– Obrigada, Majestade. – Rosie fingia está emocionada. – Agora, devo ir, ele... Ele... Esta me chamando para dançar.
– É claro, foi um prazer Senhorita.
Rosalie sorriu, "reluzindo" de felicidade, e Bella, por um momento se sentiu satisfeita por ser rainha e proporcionar tamanha alegria em alguém por tão pouco.
Bella sentiu uma mão tocar sua cintura e rapidamente se virou, fitando quem foi a pessoa ousada que fez aquilo.
– Calma, Rainha, não mande cortarem meu pescoço.
Charlie riu, beijando a bochecha da filha.
– Ah, pai.... – Bella se segurou para não começar a chorar, se agarrar e ele e pedir para tirar ela dali e levar para casa, como fazia quando era criança.
– Você vai ver minha linda, as coisas sempre melhoram. – Charlie disse como se tivesse pressentido o desespero da filha.
– Não sei pai... – Bella sussurrou, sentindo seus olhos enxerem de lágrimas. – Eu... Eu... Não acho que vou ser feliz, não sinto nada pelo Rei e ainda... Olha! Nem sei aonde ele esta.
Charlie ficou quieto por alguns instantes e logo apertou mais a cintura de Bella, sussurrando no ouvido dela:
– Se notou o sumiço, é porque algo deve sentir por ele.
Bella ficou quieta enquanto seu pai se afastava dela para ficar junto com sua mãe, o que ele quis dizer? Não é porque ela percebeu que ele não esta lá que sinta algo, isso seria loucura. Só que ela é a Rainha e se ele exigiu que ela estivesse na festa, mesmo contra a sua vontade, o que ele faz há mais de horas sumido? Tudo era questão de direitos iguais, não de sentimentos...
Porém, a festa chegou ao fim, e nada do Rei.
Mas Bella sabia, logo o encontraria... Na cama.
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