Amor por contrato (ACONTECEU VOCÊ E EU)
29 Capítulo 28
Notas iniciais
Capítulo XXVIII ―
Karina atravessou a sala de casa sentindo sua cabeça ferver. No momento ela só queria um banho e o carinho do seu marido. Quando chegou ao quarto deixou a bolsa no closet e pegou a toalha entrando no banheiro.
A loira tomou um longo banho relaxante mas mesmo assim as questões em sua mente ainda não tinham ido embora. Quando saiu do banheiro tomou um susto ao ver que seu marido estava sentado na cama encarando-a com uma cara não muito boa.
― Onde você estava Karina? ― A voz grossa e ríspida do marido soou fazendo a garota se arrepiar dos pés à cabeça.
― É... é, eu... ― Karina não conseguia formular uma frase sem gaguejar.
Na cabeça dela passavam-se um milhão de coisas. Pensava em mentir, dizer que tinha saído com Fabi ou outra amiga, mas lá no fundo ela sabia que seria a pior saída e também a essa altura do campeonato não se sentia no direito de mentir para seu marido.
― Você o que dona Karina Duarte Fernandez Ramos? Vamos, diga-me logo. Te esperei o jantar inteiro e tive que comer sozinho e você ainda me aparece a essa hora? ― Pedro estava visivelmente irritado, seu maxilar travado e sua sobrancelha arqueada lhe dava um ar sexy e Karina não pode evitar o longo suspiro preso em sua garganta.
― Pê, promete que não vai ficar bravo comigo? ― Perguntou dando dois passos parando em frente ao marido.
A respiração de Pedro passou a ficar desregular só por ter a mulher que ama tão próxima.
― Bravo eu já estou então não me enrole. ― Foi duro em suas palavras fazendo a loira fechar os olhos pro breves segundos.
Karina pensou em um jeito fácil de dizer onde e com quem estava mas percebeu que não teria saída e a mentira não seria bem vinda. Então, ainda com os olhos fechados ela respirou fundo e disse de uma vez:
― EuestavacomoCobra. ― Disse rápido e em um só fôlego.
― O que? ― Pedro perguntou pois realmente não havia entendido.
― Eu estava com o Cobra. ― Dessa vez Karina respirou fundo e disse mais calma, mas isso não melhorou a situação pois Pedro pareceu ainda mais raivoso.
― O QUÊ?
― Pedro eu...
― Eu não acredito. ― O moreno a cortou. ― Você... você não tinha o direito Karina. Como foi se encontrar com aquele filho da puta sem minha permissão? ― Quando terminou sua fala foi a vez da loira se irritar.
Ouvir aquelas palavras vindas dele deixou a garota possessa. “Como assim permissão, desde quando eu preciso de permissão?” Se perguntou.
― Epa, epa, epa... Quem você pensa que é Pedro? Você não é ninguém pra me dizer o que eu devo ou não fazer. ― Eles estavam cara a cara. Respirações rápidas e olhando um no olho do outro. Karina podia ver os olhos do marido se escurecerem pela raiva mas a loira também não ficava atrás.
― Quem eu penso que sou? ― O castanho perguntou retoricamente depois deu uma longa e estúpida risada. ― Eu sou seu marido porra, eu sou o SEU homem. Mulher minha não fica se encontrando com o ex. ― A maneira que ele dizia fazia com que Karina se irritasse ainda Mais. Realmente ela não gostou do lado machista e possessivo do marido.
― Exatamente Pedro, você é meu marido não o meu dono. Acho que você se esqueceu de que sou livre, tenho a liberdade de ir e vir e de conversar com que eu quiser. Você não manda em mim, nem em minhas amizades. Não seja ridículo. ― Analisando as palavras da mulher Pedro respirou fundo para controlar a raiva.
Realmente, desde antes de se casar ele conheceu Karina daquele jeito. Independente, livre, língua solta e rebelde. Ele não mudaria isso nela nem se quisesse, e talvez, só talvez tenha sido por isso que ele havia se apaixonado por ela.
― Tudo bem, tudo bem. Me desculpa Ka eu não... não queria ser estúpido com você. ― O olhar da loira se suavizou ao ouvir as palavras do marido fazendo-a sorrir docemente. ― Mas você também tem que me entender, o que você pensaria se eu fosse me encontrar com minha ex enquanto você me espera toda linda e gostosa para o jantar? ― O jeito com que ele falou fez a loira rir de leve e assentiu como se tivesse o entendido.
― Eu sei amor, me desculpe. Senta ai que vou te explicar tudo o que aconteceu. ― Karina apontou para cama e assim Pedro fez.
A loira começou a contar de quando recebeu a mensagem, disse que Cobra havia marcado com ela e parecia ser realmente importante e isso atiçou sua curiosidade para poder se encontrar com o rapaz.
― Karina isso que você fez foi extremamente perigoso e irresponsável, você sabe disso não é? Se fosse uma emboscada Karina? Se isso fosse uma armação para atingir a mim e ao seu pai? Você realmente não pensa antes de agir.
― Eu sei Pê mas realmente na hora eu não pensei nisso, e também eu precisava arriscar. ― A loira disse e suspirou cansada logo em seguida. ― O Cobra me esclareceu coisas que eu nem imaginava que seriam possíveis, ele me parece tão triste sabe?
― E você ficou com peninha dele Karina? Ah me poupe, não preciso ficar te lembrando o que ele fez né?
― Ta aí uma coisa que nem você poderia imaginar Pedro. ― Um sorriso sarcástico brincou nos lábios de Karina fazendo com que Pedro arqueasse a sobrancelha. ― O Cobra fez o que fez pra me ajudar.
Pedro riu. Gargalhou irônica e debochadamente da loira.
― E você ingênua acreditou. Ta de brincadeira comigo. ― Karina fechou a cara e passou a encarar o marido.
― Se você me interromper mais uma vez Pedro eu juro que não falo mais nada. Depois que eu terminar você pode julgar o quanto quiser mas por enquanto, fica na tua.
E assim ele fez. Pedro ouviu o que Karina falava sobre o “encontro” com Cobra, muitas vezes entortava os lábios desaprovando o que ouvia, mas no final ele não teve como negar, estava impressionado.
― Será que isso tudo é verdade? ― Ele disse encarando a mulher no seu colo.
Karina suspirou, passando as mãos pelo cabelo longo do marido e deu de ombros.
― Não sei Pê. Acho que sim, eu acreditei nele sabe? Vi verdade no que ele disse.
― E sobre a questão da mulher da foto? Porque ele envolveu seu pai nisso? ― Perguntou erguendo a sobrancelha.
― Também não sei, mas pretendo descobrir isso. O mais rápido possível. ― Karina levantou do colo do marido indo até o banheiro.
A loira havia se esquecido de passar o creme de pele e assim que o pegou dentro do armário, posicionou a perna sobre o vaso e espalhou o creme em sua pele exposta.
― Hum... Que saudade que eu estava desse seu corpo. ― A loira sentiu as mãos grandes e habilidosas do marido envolverem sua cintura de maneira possessiva. ― Do seu cheiro. ― Pedro passou a ponta do nariz no pescoço da loira afastando o cabelo do local. ― Do seu gosto. ― Depois que disse isso, mordeu a pele e logo depois chupou o local fazendo a loira gemer em aprovação.
― Pe-pedro! ― Karina ofegou quando sentiu as mãos do marido na parte interna da sua cocha subindo até sua calcinha que já estava molhada com apenas esse contato. ― Não faz isso.
― Isso o que amor? ― Perguntou e logo invadiu seus grandes dedos na intimidade da jovem. ― Você não gosta quando te toco assim? ― Perguntou rouco enquanto estimulava o clitóris da loira. ― Você não gosta de ter meus dedos em você Karina?
― Go-gosto. ― A loira gaguejou um pouco a falar mas o marido entendeu isso como uma aprovação.
― Seu sabor... Hum ele é magnifico. ― Pedro tirou os dois dedos da intimidade da loira e os ofereceu para levá-los a boca da garota. ― Quer provar?
Karina não conseguiu falar então apenas assentiu em resposta. Pedro colocou os dedos que havia tirado de dentro da mulher, levando-os a boca dela que rodeou com sua língua e chupou com vontade.
― Não provoca Karina. ― Disse parando para respirar.
― Eu ainda nem comecei.
Dito isso, a loira se agachou, ajoelhando-se na frente do marido ficando de cara com o membro já rígido e teso de vontade.
Karina abaixou a cueca samba canção que o homem usava e o seu membro saltou para fora, já duro. A loira o pegou pela base e passou a estimula-lo, fazendo movimento de sobe e desce bem lentos e alternava com movimentos mais rápidos.
― Porra! ― Pedro exclamou quando sentiu a pequena boca quente da mulher envolvendo a cabeça do seu pau.
Karina passava a língua devagar, lambia, chupava... Aproveitava aquele momento como se o membro do marido soffe seu doce predileto.
― Sua boca é gostosa pra caralho. ― Disse rouca e ofegante.
― Seu gosto também é maravilhoso amor. ― Ela falou quando tirou o membro do marido de sua boca voltando a estimula-lo apenas com a mão.
Pedro puxou a mulher pelos cabelos levantando-a e obrigando-a a ficarde costas para ele que já estava nu.
Nessa posição eles foram caminhando em direção ao quarto enquanto Pedro distribuía beijos molhados pela clavícula e pescoço da garota aproveitando para despi-la do seu curto vestidinho de seda branco.
Assim que a pequena peça caiu no chão Karina ficou completamente nua na frente do marido, revelando seus belos e redondos seios e sua pequena calcinha de renda branca.
― Eu agradeço todos os dias por ter casado com uma mulher tão gostosa quanto você. ― Ele murmurou entre dentes encarando a loira que riu nervosa corando levemente.
Sem conseguir esperar muito Pedro se apoderou do corpo da garota chupando seu seio e mordendo o pequeno bico rosado enchendo a garota de tesão que gemia baixo em seu ouvido.
― Isso amor, continua.... Continua. ― Ela pedia desinibida gemendo um pouco mais alto.
― Pode gemer amor, geme mais alto. ― Ele mandou e assim ela fez. ― Aaah isso é música para os meus ouvidos.
Pedro afastou seu corpo da garota, jogando deitada na cama. Pedro se aproximou da cama ficando com seu corpo entre as pernas da loira que rapidamente tirou a calcinha. Pedro sorriu pela rapidez da moça e sem esperar muito ficou com a boca entre as pernas da loira, dando um chupão no interior da coxa de Karina que já se arrepiava de tesão.
― Aaawwn! ― Karina gemeu baixinho quando sentiu Pedro tocar sua intimidade com os dedos.
Ele rodeava os grandes lábios e tocava o clitóris de maneira habilidosa e logo passou a lamber a boceta sedenta da mulher que já gemia mais alto pedindo por mais.
― Mais... Por favor... ― Ela pedia, implorava sentindo a língua do marido fodendo-a de maneira magnifica. ― Pedro eu vou... ahh
― Nada disso. ― Ele se afastou da mulher. ― Agora vou invadir você, de maneira bem dura e forte para você não se esquecer nunca de quem pertence seu corpo. ― E com essas palavras Pedro invadiu a mulher.
Karina podia sentir cada centímetro do pau do marido invadindo e encaixando na sua intimidade. Era uma sensação inexplicável. Nesse momento ela se sentia completa, o sexo que o marido lhe proporcionava era incrível e nessas horas ela tinha certeza que eles eram perfeitos um para o outro.
― Ma-mais rápido! ― Ela gritou.
― Você quer mais fundo Fable? ― Pedro puxou as pernas da mulher, encaixando-a em seus ombros. ― Hoje eu vou te arrombar.
Dito isso ele começou a meter, mais rápido, mais forte e mais fundo deixando os dois extasiados chegando a um perfeito orgasmo logo em seguida.
{...}
No dia seguinte, logo pela manhã Karina saiu sozinha rumo a casa do seu pai, enquanto Pedro ainda dormia. A garota o havia avisado que precisaria sair cedo para encontrar o pai em casa e não se incomodaria em acordá-lo pela manhã.
Assim que chegou a mansão Duarte foi recebida por Bete que colocava o café na mesa.
― Minha menina, não vai tomar café? ― A mulher perguntou depois de abraçar a loira.
― Não Bete. O paipai está ai?
― Está. Mal acordou e se trancou naquele escritório. ― Disse brava fazendo a loira rir.
― Vou lá falar com ele ta? Depois eu como um pedaço desse bolo de tapioca.
A mulher assentiu e Karina lhe deu as costas andando rápida até o escritório. Chegando na grande porta de madeira Karina pode ouvir que seu pai brigava com alguém.
“Péssima hora pra resolver conversar né Karina?” Sua consciência alertou, mas a loira penas suspirou antes de bater na porta ouvindo um “Entre” logo em seguida.
― Minha filha, que saudades! ― Gael exclamou levantando-se da cadeira indo em direção da garota para abraça-la fprte.
Um dos abraços que a loira mais gostava no mundo.
― Oi pai. Tudo bem com o senhor?
― Bem meu amor, tudo bem. ― Disse e voltou para trás da mesa sentando-se novamente. ― Senta filha, vamos conversar.
― É, realmente precisamos conversar. ― A loira disse e o seu pai o olhou confuso.
― Conversar sobre o que minha filha? ― Perguntou o homem confuso.
― Ontem eu me encontrei com o Cobra. ― Karina disse sem rodeios fazendo Gael olha-la espantado.
― Não acredito! ― O homem disse levantando-se da mesa. ― Eu mato aquele moleque que você chama de marido. ― Gael tentou sair detrás da mesa mas o jeito desdenhoso que a loira o olhou fez o homem se irritar. ― Não me olhe assim Karina eu juro que...
― O senhor não vai fazer nada. ― A menina disse convicta. ― O Pedro não tem culpa, ele nem sabia que eu havia feito isso ontem. Eu contei a ele quando cheguei.
― Karina minha filha, quantas vezes vou ter que te pedir para não se envolver com os meus negócios? Quantas vezes eu vou te dizer que isso tudo que nos envolve é perigoso? Será que vamos ter que conversar de novo? ― Gael estava exasperado. Andava de um lado para o outro com as mãos no cabelo demonstrando sua fúria.
― Pai eu...
― Já sei! ― Ele a olhou e sorriu. ― Vou falar com o Pedro pra vocês se mudarem. ― Agora Karina que estava espantada. Mantinha uma expressão assustada olhando o pai planejar sua vida. ― Vou falar com seu marido para vocês irem para Inglaterra. Lá não temos inimigos e vai ser muito mais seguro...
― Já chega! ― A loira gritou. ― Não pira pai, não pira. Nada vai me acontecer porque sei que você e o Pedro vão me proteger de tudo. ― A loira sorriu confortante para o pai que assentiu um pouco desnorteado voltando a sentar-se na cadeira. ― O que eu vim falar com o senhor não tem nada a ver com os seus “negócios”. ― Disse fazendo aspas com as mãos. ― Eu vim porque conversei com o Cobra e ele me disse que a informação que eu quero só o senhor vai poder me dizer.
― Do que você está falando...
Gael não conseguiu completar a frase pois no momento que Karina mostrou aquela foto o mundo dele parou.
Fale com o autor