Amor por contrato (ACONTECEU VOCÊ E EU)
17 Capítulo 16
Notas iniciais
Capítulo XVI-
Lua de mel...
A loira abriu os olhos lentamente se acostumando com o dia, assim que despertou viu um par de olhos castanhos a observando.
_ Bom dia!
Ele sorriu de uma forma diferente. Parecia mais sereno e não o selvagem da noite anterior.
_ Bom dia Pê, tava acordado a muito tempo?
_ Não, mas deveria te ver dormindo tão sereno me deu uma sensação de paz.
Admitir isso pra si mesmo já era difícil agora dizer em voz alta soou muito pior, Pedro se arrependeu no segundo que falou aquilo corando levemente fazendo Karina sorrir. Os dois se levantaram e a loira se dirigiu ao banheiro rapidamente, afinal ainda teriam que viajar.
Assim que entrou no boxe sentiu-se sendo observada e quando virou percebeu Pedro fazendo xixi ao mesmo tempo que ela tomava banho. A menina cobriu os seios e a intimidade com vergonha e Pedro gargalhou alto.
_ Ah Karina, me poupe. Eu vi tudo isso ontem e você não parecia envergonhada, tava até bem soltinha...
_ Cala boca Pedro!
_ Ah nada disso dá espaço aí que eu quero tomar um banho.
_ Toma depois que eu sair...
_ Que isso Fable, podemos economizar água tomando banho juntos.
Assim que Pedro entrou no boxe Karina saiu rapidamente. O que fervilhava na mente da garota era... Medo? Sim, medo. Ela tinha medo. Teve medo do que fez pois conhecia Pedro o suficiente para saber que ele não se envolvia emocionalmente com as mulheres e ela já estava envolvida de mais, não queria se magoar mais uma vez.
Pedro demorou mais alguns minutos pensando enquanto a água caia por seus cabelos. O que será que deu nela? Ontem estava toda entregue, hoje completamente estranha. Parecia estar fugindo dele. Quando saiu de seus devaneios encontrou Karina se trocando e a garota não percebia que estava sendo observada, então ele se aproximou depositando um beijo no ombro desnudo da moça que se arrepiou no mesmo instante.
_ O-o que está fazendo?
A voz saiu cortada pela excitação do momento e Pedro sorriu entre os beijos que dava no pescoço dela.
_ O que estou fazendo? Beijando minha mulher oras...
Ouvir ele dizendo "Minha mulher" quase a anestesiou, mas logo Karina se afastou bruscamente e sorriu envergonhada deixando Pedro ainda mais confuso.
_ É... acho melhor a gente ir né? O transito para o aeroporto deve estar um inferno.
_ E quem disse que vamos para o aeroporto? Vamos para outro lugar.
Pedro derrubou a toalha no chão dando a visão do belo corpo e Karina sentiu uma eletricidade passear pelo corpo e as lembranças da noite anterior golpearam-na bem no estomago fazendo ficar extremamente excitada.
_ Eu vou... Vou... Vou descer. Te espero lá em baixo.
Sem esperar saiu do quarto tentando controlar sua respiração. Era muito difícil resistir aquele homem.
[...]
_ Um heliporto Pedro? Vamos de helicóptero?
_ Se estamos num heliporto presume-se...
Karina revirou os olhos e Pedro riu baixinho. Não demorou muito para que Pedro embarcasse junto com Karina e o piloto no pequeno helicóptero. Assim que alçou voou Karina apertou as mãos de Pedro fazendo-o rir do seu medo.
_ Tem medo K? Não fique, o voou não vai demorar.
Ele falou compreensível e a menina sorriu fraco pondo a cabeça em seu ombro. Pedro não poderia estar mais confuso com as atitudes da garota que uma hora demonstrava o quanto o queria, depois o desprezava e agora ficava toda carinhosa com a cabeça em seu ombro e acariciando suas mãos. Mulheres.
Estavam cercados por águas. Águas tão cristalinas. O voo não demorou muito e logo pousaram no heliporto da enorme mansão. A casa era no meio de uma ilha e Karina estava maravilhada. O lugar era lindo de mais. Desceram juntos do helicóptero e Pedro logo deu as instruções para o comandante de como e quando os buscariam naquela ilha.
_ Pedro, aqui é lindo de mais. Onde estamos?
_Estamos em Angra, meu pai comprou essa casa o ano passado. Só viemos duas vezes. Vamos entrar?
Ele deu passagem para Karina entrar a mansão e logo o caseiro e sua mulher foram falar com o rapaz que ouvia tudo atentamente. Karina ainda prestava atenção em tudo na casa varrendo os olhos pelos porta retratos, os quadros das paredes, os jarros de flores...
_ Tenho uma programação pra nós. A gente pode mergulhar numa caverna aqui perto e a noite podemos jantar fora o que acha?
_ Eu acho ótimo, mas a parte da caverna eu não gostei muito...
_ Ah K, vai ser divertido. Vai pôr o seu biquíni e a gente se encontra aqui fora. Tenho que resolver umas coisas e estarei no escritório. O quarto é a terceira porta a esquerda e nossas malas já estão lá.
Dito isso ele saiu deixando Karina pensativa. Nossas malas? Quer dizer que...
_ Vamos senhorita?
A empregada chamou e Karina a seguiu até o enorme quarto. A cama era grande com uma colcha branca bordada em flores azuis. Olhou o closet vazio e o banheiro com cheiro de desinfetante. A empregada saiu deixando Karina sozinha e ela tratou de procurar seu melhor biquíni. Optou por usar seu maiô verde e colocou uma calça branca, fina e transparente. Daquelas pra se usar em praia mesmo. Arrumou o cabelo e preparou uma bolsa com protetor solar e bronzeador. Pegou por ultimo seu óculos e viu um boné no meio de suas coisas, resolveu pegar também caso Pedro precisasse.
Desceu as escadas e antes que passasse no escritório pegou uma garrafinha de água mineral. Foi caminhado para o escritório de Pedro e quando ia bater escutou um pedaço da conversa o que aguçou ainda mais sua curiosidade.
"Ah não pai eu acabei de chegar com Karina e não vou voltar agora..."
~Silêncio~
"Não pai, realmente não dá! Vê se resolve aí com os caras e só me liga se for extremamente grave agora tenho que ir..."
Ela deu duas batidinhas na porta e entrou.
_ Vamos?
Foi o que ele disse antes de fechar a porta atrás de si e puxando a loira pelo braço.
[...]
Pedro dirigia a lancha com os óculos escuros no rosto e o cabelo voando pelo vento forte. Estava muito lindo daquela maneira. Assim que chegaram a tal caverna ele ajudou a loira descer da lancha e ela o seguiu um pouco amedrontada. Karina assistiu muitos filmes em que mulheres morriam nas cavernas e apesar de ser criancice ela tinha um pouco de receio.
_ Não acredito que você ta com medo! Até a Tomtom já veio aqui K, é muito seguro.
Ele pulou na água cristalina enquanto nadava com os peixes. Karina pegou sua Lilo da bolsa e começou a fotografá-lo daquele jeito divertido. Ele não parecia aquele Pedro rude e mafioso e sim um cara normal de vinte e seis anos.
_ Hey, pode parar de tirar fotos minhas e entra aqui. A água está muito boa K!
_ Ah não Pedro, me deixa aqui vai...
Ela suplicou fazendo o garoto rir. Pedro saiu da água e fez menção de pegá-la, Karina queria correr mas sabia que não tinha chances.
_ Ta seu chato, eu vou!
Pedro voltou para água esperando Karina entrar então ela tirou sua calça e ficou só de maiô entrando na água e nadando para perto do rapaz.
_ Você fica linda com esse maio verde, mas fica mais linda ainda sem ele...
Sussurrou perto do ouvido de Karina que se arrepiou com a simples aproximação. "Como ele consegue fazer isso comigo?" se perguntava a loira que não percebeu quando ele começou a beijar o seu pescoço.
_ Para Pedro, para com isso!
Ela se afastou nadando para longe e Pedro continuou parado com cara de idiota. "Porque ela ta agindo assim?", ele não entendia mas já começava a se irritar.
_ Karina o que ta acontecendo com você? Ontem...
_ Ontem foi ontem e já passou...
Ela continuou nadando para beira saindo da água e Pedro fez o mesmo. A tarde não estava sendo legal. Na cabeça de Pedro ele levaria a loira para aquele lugar, namorariam e transariam bastante na água quente e depois passeariam pela praia vendo o por do sol, e isso que tava rolando estava fugindo do seu controle. Ele agarrou forte o braço da loira virando-a para si. Ainda segurava os braços dela quando ele encarou aqueles olhos azuis brilhantes. O olhar de Karina era o que desarmava o garoto.
_ Pedro, solta o meu braço ta machucando...
_ Desculpe, mas eu não tô te entendendo Karina. Ontem foi ontem, eu sei mas foi bom, foi maravilhoso foi a nossa noite e não me diga que não significou nada pra você.
_ O problema é que significou muito mais pra mim do que pra você Pedro.
Karina disparou andando até a lancha e Pedro continuou parado absorvendo o que acabara de escutar. Os homens são um pouco lentos e ele demoraria a entender o que a loira quis dizer.
Foram o caminho de volta para casa em silêncio e Pedro ainda pensava sobre o que ela disse .
"significou muito mais pra mim do que pra você Pedro."
"significou muito mais pra mim do que pra você Pedro."
"significou muito mais pra mim do que pra você Pedro."
_ É isso!
Ele sibilou parando a lancha próximo as escadinhas e Karina o olhou interrogativa, ele sorriu e ela se virou o ignorando. Chegaram na casa e o almoço já estava pronto.
_ Vou tomar banho.
Ela afirmou subindo as escadas para o quarto e Pedro ficou olhando as costas da garota sorridente. Uma ideia lhe ocorreu e ele pediu ajuda de Maria, a empregada da casa.
[...]
A noite havia caído e Karina se arrumou para o tal jantar que Pedro tinha dito mais cedo. Ela não queria ir, não queria ficar tão próxima dele mas não teria como recusar afinal estavam casados.
Depois que tomou um banho vestiu um shorts de pano preto e uma blusa amarela apertada ao corpo, fez uma maquiagem simples e um coque arrumado nos cabelos loiros [1]. Pedro havia passado quase o dia todo no escritório e quando entrou no quarto teve a linda visão da bunda grande de Karina empinada já que a mesma estava agachada colocando a sandália. A vontade que ele tinha era de estapear aquela bunda até ficar vermelhinha antes de enfiar...
_ Pedro?
Ficou tanto tempo devaneando com o bumbum da garota que não percebeu que a mesma já estava o olhando.
_ É.. hum... Vou tomar um banho. Se quiser me esperar lá em baixo...
_ Tudo bem, te espero lá em baixo.
Pedro tomou um banho rápido e colocou uma bermuda azul e bebê e uma blusa branca. Colocou sua sandália marrom de couro e desceu as escadas com a mão no bolso. Karina ainda estava pensativa mas quando viu o seu marido descer as escadas com as mãos nos bolsos e aquele sorrisinho extremamente sexy. Um arrepio percorreu sua espinha.
_ Então, vamos?
Ela assentiu e os dois saíram. Pedro desceu as escadas que dava para areia da praia e Karina o olhou confusa?
_ Pedro, não vamos de lancha? A cidade fica...
_ Não vamos para a cidade Karina.
_ Mas você disse que íamos jantar fora.
_ E o que é isso ?
Só então a loira se deu conta do que ele havia feito. Era tipo um piquenique. Uma toalha xadrez, algumas lâmpadas coloridas que dava um ar romântico, almofadas sob a toalha. Estava perfeito.
_ Nossa!
Foi o que ela conseguiu dizer. O sorriso não cabia no rosto e Pedro olhava tudo satisfeito.
_ Antes que pergunte tive uma pequena... pequena mesmo ajuda da Marina.
_ Sei... Vou fingir que acredito.
_ Vamos, sente-se.
Karina sentou em uma das almofadas e agora reparava melhor nas comidas. Frutas de todos os tipos, do abacaxi até a manga. Alguns sanduíches, queijos, presunto, salame, tinha vinho também. Pedro havia pensado em tudo.
_ Eu amo uvas.
Foi a primeira coisa que disse antes de pegar o potinhos com as uvas verdes e roxas. Pedro ria da expressão de prazer da garota ao saborear as uvas.
_ Você me surpreende a cada dia sabia?
Ela perguntou e ele riu anasalado.
_ Espero que bem...
_ Nem sempre.
Ele a encarou feio e logo os dois caíram na risada. O clima estava bom, aconchegante. Karina ainda não acreditava nas coisas que Pedro podia fazer.
_ Sabe, eu passei o dia inteiro me perguntando uma coisa Karina. Aquilo que você falou na caverna não saiu da minha mente. E isso me atormentou. Levei um tempo pra entender o que queria dizer...
Karina estava quieta só observando o as expressão e a desenvoltura de Pedro com as palavras.
_ Mas eu entendi o que você quis dizer e por isso tive a ideia desse jantar a luz das estrelas...
_ Pedro eu...
_ Deixa eu terminar...
Ela ia dizer algo mas ele a olhava sério e ela teve um pouco de medo, era difícil admitir mas as inconstâncias dele as vezes a amedrontava.
_ Você não é só uma transa pra mim Karina, apesar de que aquela transa tenha sido a melhor da minha vida. Mas você não é só isso, você é muito mais que isso. Você é minha mulher.
_ Pedro eu sei, mas é que você não entende...
_ Eu entendo. Entendo que tenha medo de se envolver comigo pois nosso casamento é um contrato só que eu e você sabemos que não é só isso. Karina pulamos algumas etapas e começamos de um jeito diferente, mas isso é nós. Eu e você somos um casal diferente mas somos um casal.
_ Eu tenho medo Pedro...
_ Eu sei Fable e eu não te prometo amor, não sei se posso amar novamente, nem prometo que nunca vá sofrer ao meu lado, mas eu prometo te fazer feliz Karina. Eu sei que posso te fazer feliz se você se permitir sentir.
_ Você sabe ser bem convincente quando quer né?
_ Você não viu nada ainda.
Ela sorriu e ele ainda a encarava sério.
_ Podemos tentar né?
Ela perguntou fazendo-o sorrir satisfeito.
_ Devemos tentar.
Eles continuaram sentados nas almofadas comendo e rindo de algumas besteiras que Pedro fazia. Deitaram-se lado a lado na toalha olhando o céu estrelado. Pedro acariciava os cabelos loiros de Karina num cafuné gostoso. Logo ela beijou-lhe os lábios de uma forma carinhosa sugando os lábios e passando a língua entre eles carinhosamente. Pedro entreabriu sua boca dando espaço para a língua da garota invadir-lhe em mais um beijo quente. Ele rolou para cima da loira sem separar suas bocas. Uma das mãos apoiava o peso de seu corpo e a outra passeava o corpo de Karina. Chegou aos seios da garota dando um aperto forte e a mesma gemeu entre os beijos fazendo Pedro sorrir. Sua mão desceu até o short de pano de Karina que era tão folgado e fino que ele conseguiu por sua mão dentro encontrando a intimidade coberta pela calcinha. Tocou-lhe no local percebendo o quão molhada a garota já estava.
_ Tão molhadinha Karina.
Ele fazia movimentos circulares no lugar e Karina gemia roucamente quando ele desceu os beijos até seu pescoço.
_ Gosta quando te toco assim?
Perguntou ainda com a mão na intimidade da loira que sussurrou um "Uhum" e ele voltou a beijar a boca dela. Karina inverteu as posições ficando por cima de Pedro que sorria pela ousadia dela. A sua mulher era safada quando queria e ele adorava isso nela. Karina beijava o pescoço de Pedro enquanto rebolava em cima de sua ereção. Logo tirou sua camiseta e como estava sem sutiã seus seios pularam para fora.
_ Sempre tive o fetiche de transar na praia Pedro.
Ele sorriu se levantando um pouco para que pudesse mamar nos seios de Karina. Os dois estavam sentados, ainda com ela em cima dele. Ele juntou os seios de karina com as mãos lambendo a fenda que se formou no local. Karina jogou a cabeça pra trás sentindo a chama crescente percorrer seu corpo mais rapidamente ela pulou do colo de Pedro que a olhava interrogador.
A mulher tirou as sandálias, o short e a calcinha ficando nua na frente do marido que sorria feito bobo pela loucura. Karina saiu caminhando a té a água e antes de pisar no mar olhou para trás vendo Pedro baixar a cueca. Ela sorriu e o esperou logo sentindo os braços fortes do marido tomando-a em seu colo.
_ Quer foder na água Fable? Pra mim tudo bem.
E assim foram terminar a noite romântica transando loucamente dentro do mar.
To be continued...
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