Amor por contrato (ACONTECEU VOCÊ E EU)
21 Capíulo 20
Notas iniciais
Capítulo XX
Se esgueiraram pelo portão princal de entrada da casa. A unico som que se ouvia era das suas respirações rápidas e nervosas. Pedro de longe pode ver dois corpos no chão e a passoas lentos foi até lá sendo seguido pela mulher. Ele se abaixou e verificou a pulsação do homem negro e do outro moreno que estava ao lado dele.
― Estão mortos... Droga!― Karina ficou calada. Sabia que ele mais murmurava para si mesmo do que para ela.
Pedro continuou caminhando a passos lentos pelo lado esquerdo da casa continuou andando.
― Onde estamos indo?― Perguntou apreendiva. Suas pernas já bambeavam e suas mãos estavam muitos suadas. Estava com muito medo e isso era visível.
― Vamos entrar pelos fundos. Agora por favor fica quieta.
Continuaram andando e assim que chegaram no quintal da casa onde avia a piscina Pedro viu mais quatro corpos jogados. Mais quatro seguranças mortos.
Antes de entrar na casa parou atrás da porta e colou seus ouvidos para verificar se vinha algum som dali e nada. Girou lentamente a maçaneta e passou voando pela cozinha. Verificou toda a área de serviços e a sala. Subiram para os quartos e viram o closet revirado. O estúdio de Karina estava intacto, por incrível que pareça então mais uma vez desceram juntos a escada.
― Pedro, não olhamos o escritório.
― Eu sei, vamos lá!
Os dois foram para o escritório e abriram a porta vendo uma cena deplorável. Além da extrema bagunça mais seis homens mortos. Um deles não fazia parte da segurança e sim do invasor.
― Vou olhar o cofre, checa a pulsação deles pra mim.― Karina assentiu e foi verificar a pulsação dos seguranças e do outro homem. Todos mortos.
― CARALHO!― Pedro esbravejou ainda verificando o cofre e Karina foi até para saber do que se tratava.
― O que foi Pedro?
― Os filhos da puta roubaram a documentação do nosso protótipo para o mercado negro.― Ele bateu a mão na mesa assustando a loira. Karina nunca havia passado por uma situação dessas. Seu pai sempre teve seus esquemas mas tinha tudo sob controle. Agora? Agora parecia que tudo só desandava.― Vamos pra casa do seu pai. Faremos uma pequena mala porque a gente vai dormir lá até eu arranjar seguranças competentes porque esses aqui...
[...]
Na mansão Duarte tudo estava tranquilo. Gael ainda não sabia do acontecido então conversava tranquilo com sua mulher e enteado até ouvir as vozes altas ecoando de Pedro e Marcelo.
― O que está acontecendo aqui?― Gael se levantou da cadeira indo em direção a Pedro e Karina que agora se deu conta que também estava ali.
― Invadiram minha casa Gael...
― Como assim porra?
― É isso mesmo que você ouviu. Invadiram a minha casa e roubaram os protótipos do mercado negro.
― E agora? Que merda Pedro como é que você deixa invadirem sua casa assim?
― Como se fosse escolha minha né? Eu nem em casa estava. Quando eu e a K chegamos tinham vários seguranças mortos, vários não, todos mortos e no meu escritório tudo revirado.
― Gael a gente tem que fazer alguma coisa. E já!― Marcelo se pronunciou pela primeira vez. Assim que Pedro saiu de casa com a mulher a primeira coisa que fez foi ligar para o pai e convocar uma reunião.
― Eles pensam que isso vai ficar assim? Mas não vai mesmo. Vou ligar pro Duca e o Wallace. Vamos pro escritório.
[...]
― E como foi K?― Karina estava em seu antigo quarto arrumando as roupas com a ajuda da madrasta e da prima. Comentavam sobre o acontecido já que fazia duas horas que os homens estavam trancados no escritório.
― Foi horrível sabe? Vários homens mortos e... e... Foi assustador. Pedro até me deu uma arma acredita? Vou ter que ficar com isso agora.
― É ele estava muito nervoso. Não só ele né?― Dandara comentou afagando o cabelo da loira que estava deitada com a cabeça em seu colo.
― É, espero que eles resolvam isso logo. Pedro esses dias ta uma pilha. Parece que roubaram a documentação do mercado negro também mas se eles demorarem muito para recuperar, certamente farão uma cópia e não nem adiantará o esforço de resgatar esses protótipos.
― É k, mas você não tem que se preocupar com isso ok? Vê se deita e descansa. Trouxe um remédio pra dor de cabeça que está na gaveta do criado mudo. Vamos Bi, vamos deixar a K descansar um pouco.― Dandara e Bianca saíram do quarto e Karina foi tomar um banho pra tentar relaxar ou ao menos tentar dormir um pouco.
As dez horas Pedro, Gael e Marcelo ainda estavam no escritório discutindo o plano.
― Nada me tira da cabeça que temos um delator. Como eles conseguiram invadir minha casa? Aliás como saberiam que os protótipos estariam no meu cofre?― Pedro falava mais para si mesmo do que para os presentes mas não percebeu que Marcelo, Gael e Duca acompanhavam seu raciocínio.
― Ah Pedro isso é o de menos né? Não precisaria de um delator pra invadir sua casa cara. E os protótipos? Talvez invadiram sem ter a certeza de que eles estariam lá e acabou achando. Eu disse que não era pra ficar na sua casa e sim aqui na mansão.― Tawiki se pronunciou mas Pedro não ia com a cara dele. O jeito que ele falava era puro cinismo e talvez ninguém percebesse ou também poderia ser coisa da sua cabeça. Ou não.
― Não meu caro Tawiki. Eles não arriscariam invadir minha casa sem ter a certeza de que aquela merda estaria lá. Mas isso não vem ao caso, não agora. Vamos invadir aquele covil amanhã né? Tudo certo não é Gael?
― Tudo certo Pedro. Amanhã a gente invade e mostra quem é que manda nessa porra. Agora eu vou me recolher e dar atenção a minha mulher, se é que me entendem.― Gael afirmou brincalhão fazendo todos rirem menos Pedro que ainda tinha a mente longe.
Depois que todos foram embora Pedro foi para a cozinha beber um copo d'água. Depois de mais um tempo seguiu para o quarto antigo da mulher que por incrível que pareça ainda estava acordada.
― Não consegue dormir K?
― Como se fosse possível. Depois daquilo tudo...― Respirou fundo enquanto o marido deitava ao seu lado.
― Ah Fable eu sinto tanto você ter presenciado aquela cena. Me perdoe eu deveria te proteger melhor né?
― Ah Pê, não fica assim não, eu sei que tá tudo muito complicado e quero que saiba que estou aqui pra te ajudar. Você sabe que sim.― Beijou a ponta do nariz do marido se aninhando em seus braços.
― K, sobre aquilo que você falou mais cedo...
― Sobre eu te amar?
― É, você... você me ama mesmo?― Pedro ainda estava desconfiado disso. Como em tão pouco tempo ela poderia amá-lo? Talvez ela só estivesse confundindo as coisas.
― Não falaria isso se não fosse verdade né?
― Olha K você sabe que pra mim isso é complicado não é? Eu não sei se consigo amar...― Antes que ele continuasse a loira se levantou rapidamente do seu peito para encara-lo.
― Escuta Pedro o que eu disse está dito e ponto. É o que eu sinto e você precisava saber. Não quero que se sinta obrigado a me amar de volta, essas coisas acontecem cara a gente não manda nos nossos sentimentos. Se um dia você puder me amar também eu seria imensamente feliz, mas você, só sendo do jeito que é me faz a mulher mais feliz do mundo. Não se sinta pressionado ok?
Quando a loira disse isso Pedro soltou o ar que prendia nos pulmões. Ele estava sufocado, atordoado, amedrontado com o fato dele poder magoa-la. Mas depois de tudo que sua pequena disse ele sabia que ela era incrível de mais e que se apaixonar por ela seria muito fácil, só não sabia se era isso que sentia.
― Você é incrível Fable.
― Eu sei.― Sorriu convencida pra ele que sorriu de volta. E mesmo no escuro do quarto podia ver o brilho em seus olhos castanhos.
― Essa pequena é convencida né?
― Convencida não, realista.
― Uma pequena realista que me ama.
― Amo mesmo.
― Boa noite Fable!
― Boa noite amor!
Antes de pegar no sono Pedro se sentia atordoado. Era um milhão de pensamentos, um milhão de preocupações, um milhão de problemas, mas pelo menos ela estava ali. Deitada sob seu peito e ele podia sentir sua respiração e seu perfume. Em meio ao caos ela trouxe a paz que ele precisava e nem mesmo ele poderia omitir o bem que aquela garota fazia.
To be continued...
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