Amor por contrato (ACONTECEU VOCÊ E EU)
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Capítulo VII
– Jogo de sedução
Usar ou não usar o tal vestido vermelho? Essa pergunta pairou a mente de Karina por todo o dia. Depois da conversa com Pedro ela correu direto para seu closet e pegou todos os vestidos, blusas e shorts na cor vermelha. "Queria ligar pra Bianca!" pensou a ela, mas hoje com certeza a jovem estudante de moda estaria no desfile e não teria como conversar com ela.
Karina escolheu o vestido vermelho que usaria e deixou empedurado na porta do closet. O resto do dia ela alternou em comer, descansar e assistir TV, já que seu pai e Dandara saíram e João ainda não havia saído do quarto. As seis e meia Karina resolveu tomar seu banho. Encheu a banheira, colocou os sais de banho e fez uma leve espuma na água. Se despiu e entrou na banheira escorando sua cabeça na borda para relaxar. Vinte minutos de banho e Karina saiu enrolada em uma toalha indo em direção ao closet, pegou uma lingerie preta e colocou o vestido vermelho. Em frente ao espelho ela se olhava. "Você está ridícula acatando as ordens daquele idiota. Tire isso Karina!" seu subconsciente gritava para ela e então assim o fez. Tirou o vestido vermelho e colocou um preto com detalhes bege no busto. O vestido era colado ao seu corpo e ia até os joelhos não a deixando vulgar. Colocou um scarpin preto e fez uma maquiagem carregada no delineador. Colocou muito rímel e na boca um batom vermelho, só para provocar. No cabelo a loira fez uma trança de lado e colocou uma joia qualquer para enfeitar suas orelhas. Borrifou um pouco do seu perfume Chacharel Liberté e pegou sua bolsinha de mão onde colocou seus documentos e o dinheiro. Não demorou a Bete entrar no seu quarto a chamando- a para atender Pedro.
Assim que desceu os primeiros degraus da escada e o viu ficou sem fôlego. Ele realmente estava mais lindo do que se lembrara. Uma calça social preta, camisa branca social com três botões abertos, dando uma clara visão de seu peitoral másculo e sarado, um terno preto de linho e o famoso rolex no pulso.
Quando ele a viu sorriu. E quando estavam perto o suficiente ele depositou um beijo nas costas de sua mão.
_ Está linda Karina, mas vejo que não vestiu o vestido vermelho.
Karina sorriu vencedora. "Ponto pra mim!" pensou a jovem.
_ Obrigada mas imaginei que o vermelho não me cairia tão bem hoje. Então, vamos?
E os dois saíram porta fora. Pedro, como homem educado e galanteador abriu a porta do passageiro para que a mesma pudesse entrar e em seguida ele tomou seu lugar ao volante começando assim a viajem.
_ Sabe Karina imagino se quando estivermos casados você sempre irá me contrariar... Digo, será que nunca vai fazer algo que eu peça?
A mulher se calou por um breve momento e pensou na resposta adequada para dar.
_ Sim Pedro, o que você me PEDIR e estiver ao meu alcance eu posso fazer, mas se você quer falar sobre o tal vestido devo lembrar-lhe que você não me PEDIU e sim exigiu que eu o vestisse e acho que você ainda não percebeu que ninguém manda em mim, muito menos você.
Com a resposta atrevida da garota Pedro riu maldoso e negou com a cabeça intrigando mais ainda a jovem.
_ Do que está rindo?
_ Você saberá. Ah Karina eu realmente tinha outros planos para nós hoje a noite, mas posso até te agradecer por ter me desobedecido afinal o que vou fazer agora é muito mais prazeroso... Para mim com certeza.
Karina estremeceu um pouco pensando nas possibilidades em que Pedro poderia estar tramando fazer. O outro por sua vez mantinha seu sorriso maldoso no rosto até chegarem a primeira parada do novo casal. Era um restaurante italiano que Karina costumava frequentar. Alguns famosos sempre passavam por ali e por isso uma certa quantidade de fotógrafos estava na porta.
_ Karina Duarte é verdade que você e Pedro Ramos irão se casar?
Um dos fotógrafos perguntou e Karina e Pedro tentavam se desvencilhar da multidão.
_ É verdade que o casamento de vocês é só marketing?
Outro perguntou e também fora ignorado pelos dois. Depois de alguns segundos de turbulência eles já estavam sentados a mesa a espera do matrie.
_ Esse é meu restaurante preferido aqui no Rio. Achei que por não estar usando o vestido vermelho você não me agradaria.
Karina tinha um sorriso vitorioso nos lábios e antes que Pedro pudesse responder o Matrie chegou trazendo a cartela de vinhos para serem escolhidos.
_ Seu pai me disse que este era seu restaurante preferido e resolvi conhecer, mas a noite só está começando Karina. Não conte a vitoria antes do tempo.
A expressão antes sorridente de Karina acabou se transformando em medo, até raiva poderia se dizer.
_ Não fique com raiva Karina, você pode gostar.
Karina ainda mantinha a expressão séria, mas não era pelo que Pedro havia falado e sim pelo casal que acabara de entrar no restaurante.
_ Karina amiga não esperava te encontrar por aqui.
Jade estava estoutinante e com um feliz sorriso no lábios acompanhado por Ricardo Cobreloa que assim que viu a menina não desviou o olhar da mesma.
_ Oi Jade também não esperava te encontrar. Então... esse é meu noivo Pedro Ramos.
A loira apresentou o noivo e as atenções voltaram-se para ele.
_ Olá sou Jade uma grande amiga da K, é um prazer te conhecer Pedro.
Jade sorria e apertava a mão do noivo da loira e a mesma começava se incomodar com tantos sorrisos.
_ Ah oi Cobra.
Karina o cumprimentou mudando as atenções de Pedro para Cobra que ainda fitava a garota com uma expressão indecifrável.
_ Não vai me dar um abraço K?
Perguntou ele cínico e relutante a garota se levantou para abraçá-lo. O mesmo sem disfarçar apertou a cintura da loira em volta dos seus braços e a mesma sentiu um frio na barriga por tal aproximação. "Senti sua falta loirinha!" sussurrou ele ao pé do ouvido da garota.
Depois das apresentações e do momento constrangedor Cobra e Jade se dirigiram a mesa deles deixando o casal sozinhos novamente.
_ Qual foi daquele cara?
Perguntou Pedro um pouco enciumado pela cena que presenciou, talvez Jade não percebera mas ele percebeu muito bem o jeito que aquele cara olhava para SUA noiva.Karina arqueou a sobrancelha em indagação.
_ Não entendi Pedro.
_ Ah, pra cima de mim? Eu percebi o jeito que ele te olhava e depois te abraçou de um jeito estranho demais para um cara que tinha sua noiva ao lado. Ah e também percebi que ele disse algo ao pé do seu ouvido.
Karina corou levemente ao perceber o quão observador seu futuro marido poderia ser.
_ Não é nada de mais Pedro só um passado que desejo esquecer. Mas vem cá você ficou com ciúmes ?
Agora quem corou foi Pedro pela afirmação quase que duzentos por cento verdadeira.
_ E-eu? Claro que não! Na verdade não gosto que outros homens fiquem agarrando o que é meu.
_ Isso nunca será seu Pedro, acostume-se.
Karina afirmava apontando para seu corpo fazendo Pedro sorrir levemente.
_ Nunca diga nunca Karina.
O jantar foi agradável para os dois. Apesar das constantes provocações eles conseguiram descobrir coisas um do outro que um casal deveria saber do parceiro(a). Depois do jantar Karina se despediu de Jade e Cobra com um leve aceno recebendo uma piscadela discreta do mesmo, Pedro então tratou de segurar na cintura da noiva de um jeito possessivo e Karina não entendeu a atitude do noivo mas gostou do jeito que ele a segurou. Os dois então saíram do restaurante em direção ao carro.
_ Pra onde vai me levar agora senhor misterioso?
Perguntou a jovem divertida recebendo um olhar feio do rapaz e logo depois um sorriso, que a mesma achou encantador. "Porque será que ele não sorri assim sempre?" se perguntou ela.
Mais alguns minutos no carro e Pedro não proferira nenhuma palavra e Karina começou a se incomodar com o silêncio.
_ Vai ficar mudo?
Pedro riu anasalado mas não disse nada, Karina então ligou o rádio do carro e a música que tocava não podia ser mais excitante para os dois Drunk in love, Beyonce.
Karina sussurrava a letra da música e Pedro a olhava de solaceio. A garota começou a se balançar de olhos fechados não ligando para a presença do cara ao lado. "Que comecem os jogos!" pensou ela já começando com seu jogo de provocação e sedução com o rapaz que alternava entre olhar a estrada ou observar a deusa a seu lado. Poucas pessoas sabem mas durante a temporada que Karina passou em Londres ela fez aulas de dança, dentre elas salão, hip hop e até poli dance...
I've been drinking, I've been drinking
I get filthy when that liquor gets into me
I've been thinking, I've been thinking
Why can't I keep my fingers off you, baby?
I want you, na na
Why can't I keep my fingers off you, baby?
I want you, na na (Estive bebendo, estive bebendo
Fico safadinha quando o licor me possui
Estive pensando, estive pensando
Por que não consigo tirar meus dedos de você, querido?
Eu te quero, na na
Por que não consigo tirar meus dedos de você, querido?
Eu te quero, na na)
Cigars on ice, cigars on ice
Feeling like an animal with these cameras all in my grill
Flashing lights, flashing lights
You got me faded, faded, faded
Baby, I want you, na na
Can't keep your eyes off my fatty
Daddy, I want you, na na
Drunk in love, I want you (Cigarros na bebida, cigarros na bebida
Me sentindo como um animal com essas câmeras em mim
Luzes piscando, luzes piscando
Você me distrai, distrai, distrai
Querido, eu te quero, na na
Não consegue tirar os olhos da minha bunda
Querido, eu te quero, na na
Embrigado de amor, eu te quero)
E assim eles seguiram viajem. Karina o provocava e Pedro a observava sorrindo e quase babando. "Não perde por esperar doce Karina!" pensou Pedro ao pararem na porta de uma enorme mansão.
Entraram no local que mais parecia um cassino. Várias mesas de Bilhar e Pôquer espalhadas. Homens e mulheres de várias idades, garçons servindo bebidas e algumas mulheres bem vestidas, só que a cara de prostitutas não negava o que realmente eram. Pedro pegou um copo de Whisky e ofereceu a Karina que aceitou de bom grado.
_ O que viemos fazer aqui Pedro? Vou logo te dizer que sou péssima nesses joguinhos.
Afirmou a garota sorridente e Pedro pegou em seu cotovelo de leve a conduzindo por um extenso corredor.
_ Não viemos aqui para jogar. Não esse jogo.
Disse o rapaz abrindo uma das tantas portas que tinha no corredor. O local tinha paredes vermelhas e duas poltronas com material de madeira e acolchoadas na cor vermelha. Entre as duas poltronas uma mesinha de centro onde tinha uma maçã bem vermelha em cima da mesma. Os dois se sentaram e Karina o olhava indagadora. A frente dos dois tinha um enorme espelho escuro.
_ Agora estou com medo Pedro. O que viemos fazer aqui?
A garota perguntou amedrontada e Pedro sorriu apontando com a cabeça em direção ao espelho. Quando Karina olhou percebeu que já não estava escuro. As luzes do outro lado haviam se ascendido e deu para perceber que se tratava de um quarto branco com uma cama com lençóis de seda brando. Um casal entrou no quarto semi nu e Karina arregalou os olhos.
_ O-o que está a-acontecendo? Eles podem nos ver?
_ Não, eles não podem nos ver. Agora fica quietinha e presta atenção que o show vai começar.
Karina fez o que Pedro mandou e voltou suas atenções para o enorme espelho. O homem do outro lado beijava a garota fervorosamente na boca. Seus lábios desceram até o pescoço da mesma mordendo e chupando onde logo ali ficaria uma marca. O homem desconhecido arrancou o sutiã da garota e apertou os seios da mesma logo colocando seus lábios ali chupando e mordendo os mamilos. Não dava para escutar mas deu para perceber que a garota gemia igual uma cadela no cio.
Na poltrona Karina se mexia desconfortável mas vidrada na cena a sua frente, ela estava tão entretida no sexo alheio que não percebeu o jeito que Pedro a olhava. Era uma expressão sorridente e vitoriosa.
A morena do outro lado, agora se encontrava sem calcinha e de costas para o homem encostada na parede.O homem por sua vez desferia tapas em suas nádegas e ela a empinava mais um pouco. O homem se ajoelhou a frente do bumbum da jovem e com o dedão massageou-lhe o clítoris e lambia e chupava a intimidade da morena que grunhia e gemia, não dava para escutar mas pelo jeito que ela se contorcia dava para perceber.
A mente de Karina vagava, vagava e vagava. A garota pensava em como seria estar ali, no lugar da morena com Pedro a tomando daquele jeito. Na verdade ela não queria imaginar, queria sentir. Na sua mente a única coisa que pairava era o que Pedro faria depois dessa.
Já Pedro observava a cena com uma leve alteração na calça, ele se sentia excitado mas não tanto quanto o dia em que beijou Karina pela primeira vez. Ele imaginava qual seria a reação da garota depois do que ele planejava fazer.
O homem do espelho penetrava a morena com força e agarrava seus cabelos. Eram estocadas lentas e fundas. Ele tirou seu membro da garota e esticou sua perna para o alto se virando de frente para o espelho. Agora eles estavam de frente para Karina e Pedro. Ainda segurando a jovem pela perna ele a penetrava e massageava-lhe o clítoris rápido com movimentos circulares. Karina mordia o lábio inferior tentando conter um gemido que queria escapar de sua boca. Ela já sentia sua calcinha encharcada por toda aquela situação e a expectativa do que poderia vir depois de saírem dali. Ela estava preparada para tudo. Para tudo mesmo.
Não demorou muito e o homem gozou e a mulher ainda estava mole com as pernas bambas seguradas pelo mesmo. As luzes se apagaram e Karina olhou para Pedro e o mesmo já se encontrava de pé.
_ Então, vamos?
Karina assentiu e se levantou já indo em direção a porta. Pedro a segurou pelo braço e a virou para frente dele onde ficaram centímetros de distancia. A garota fechou os olhos sentindo o hálito quente do rapaz bater em seu rosto e a mesma já ansiava por um beijo.
_ Morda!
O rapaz mandou e ela abriu os olhos olhando-o com uma expressão confusa.
_ Você gostou do que viu Karina?
Ela assentiu ainda confusa.
_ Então morda a maçã. Só assim eles vão saber que gostou e o casal receberá pelo showzinho particular.
A garota pegou a maçã na mão do rapaz e deu uma mordida sugando o suco doce que escorria dela. Depois de saírem do local eles foram para o carro e Karina ainda tinha expectativa do que viria agora. A garota estava curiosa para saber onde Pedro a levaria e o rapaz por sua vez não tirava seu sorriso sarcástico do rosto.
_ Como conheceu aquele lugar?
Perguntou a loira já não aguentando o silêncio que se instalara no carro.
_ Me levaram lá uma vez e não, antes que pergunte não costumo ir lá só fui uma vez.
_ Aaah!
Ela ainda queria lhe perguntar para onde ia e com que finalidade ele a levou lá mas resolveu se calar para não parecer desesperada.
E a viagem continuou silenciosa até chegarem ao destino final.
_ Chegamos Karina!
Pedro parou o carro e a jovem olhou para fora do mesmo vendo de onde se tratava o destino final.
_ Ma-mas eu pensei que...
_ Eu disse que te agradaria se me agradasse não é? Mas eu gostei da noite, foi muito divertida.
Karina deu um "Tchau!" baixinho e saiu do carro bufando de raiva. Entrou em casa e subiu para seu quarto se jogando na cama. Seus pensamentos pairaram pelos acontecimentos da noite e principalmente a decepção por Pedro não ter feito nada do que ela esperava, se ele a quisesse até dentro do carro os dois transariam mas ele queria era provocá-la e conseguiu, alguns minutos dentro daquela pequena sala fizeram com que Karina se sentisse excitada de um jeito que a um tempo não se sentia e saber disso a deixava cada vez mais irada. No jogo que ela mesma inventou quem acabou fazendo o primeiro ponto fora ele.
Pedro gargalhou dentro do carro quando a menina saiu batendo o pé. Ele já sabia que ela o queria mas a faria implorar por isso, afinal foi ela mesmo quem disse que ele NUNCA a teria, agora quem terá que rebolar para ter pelo menos um beijo será ela. Mas está errado quem pensa que o jogo acabou por aí.
To be continued...
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