Amor por contrato (ACONTECEU VOCÊ E EU)
26 Capítulo 25
Notas iniciais

Capítulo XXV
Eu te amo.
Uma frase.
Três palavras.
Sete letras.
O sentimento mais puro.
O que pode ser mais doce e puro e ao mesmo tempo forte, prepotente e seguro que o próprio amor?
Alguns tolos imaginam viver sem sentir isso. Ou até se negam a sentir o amor. Impossível. Alguns medrosos temem sentir por medo de se machucar, mas a vida é feita de lições e a cada machucado que temos alguma coisa podemos aprender. O amor veio pra curar as feridas da alma, veio pra trazer paz e se aquela pessoa que você acha que ama te machucou tenha certeza que não era amor. O amor é aquele que te leva a uma dimensão em que seus pés não se prendem mais na terra pois seu coração vaga para outro lugar. Seus pensamentos vagueiam para outro ser. Seus sorrisos se tornam mais sinceros. Seus abraços mais fortes e suas atitudes mais impulsivas.
O que fazer se ele bater a sua porta?
Se permita sentir.
Assim que a loira viu o brilho intenso no olhar do marido e aquelas palavras proferidas um filme passou em sua cabeça. Normalmente as pessoas dizem que na hora da morte um filme da sua vida passa por sua cabeça né? Mas o que pode se comparar a força do amor? Ele supera a morte também.
Ouvir um eu te amo nunca foi tão importante para Karina. Demonstrações de afeto normalmente aconteciam com seu pai e amigos mais próximos, ao se apaixonar por Cobra na sua adolescência e viver coisas novas com ele a encantou. Encantou pois para uma garota jovem, boba e aventureira tudo que aquele rapaz pode proporcionar foi brilhante aos seu antigo ser, mas com Pedro não. Tudo com ele apesar de novo era mais intenso, mais sublime e muito mais especial. Seu marido apesar de ser um mafioso frio e calculista era um homem sofrido mas que não conseguiu perder a essência doce. No começo do relacionamento dos dois, tudo não passava de um contrato mas o que ela não poderia saber é que em tão pouco tempo se apaixonaria e o amaria intensamente a cada dia. Mas ela? Com certeza não esperava ouvir isso dele e as lágrimas seguintes não conseguira evitar.
― Eu te amo Karina e eu sei que demorei a dizer mas também demorei a perceber que o que eu sentia por você era mais forte que o próprio amor.― Ele sussurrou perto do lábios da esposa vendo os olhos dela brilharem e o sorriso mais lindo nascer em seus lábios. Rapidamente todos foram saindo e até que Gael queria cumprimentar a filha mas os rapazes o puxaram para fora da sala.
― Pedro eu...
― Shhhi, deixa eu terminar.― Ele levou seu dedo indicador para os lábios da mulher impedindo que ela se pronunciasse.― Ah Karina o que eu sinto por você é o sentimento mais diferente que alguém pode ter descoberto. Acho até que é desconhecido pela maioria da humanidade, se não por todos. Acho que o meu sentimento por você deverá ser patenteado pois se alguém se atrever a sentir terá que dar esse direito a mim.― Karina riu em meio as lágrimas vendo o seu marido sorrir.― É a mistura mais louca. Uma paixão ardente queima a cada vez que eu vejo seu olhar cair sobre mim e ao mesmo tempo que você me transmite desejo seus lábios sorridentes me trazem a paz. Me mostra a cada dia que aqui é meu lugar. Estar num quarto com você, entre quatro paredes em cima de uma cama, ou no chão sei lá, é intenso, é inflamável, é a nossa chama, mas ao mesmo tempo minha vontade é entrelaçar nossos dedos e dizer ao pé do seu ouvido que sempre estarei aqui se você estiver.― Pedro sentiu seus olhos arderem então piscou fortemente para espantar a vontade de chorar.― Tenho vontade de te proteger, de te cuidar, de te fazer sorrir e secar suas lágrimas quando você quiser libera-las.―Karina passou as mãos na bochecha do marido e depois levou suas mãos para trás do pescoço do mesmo colando sua testa na dele.― Ah Fable, eu morreria em seus braços se você morresse primeiros nos meus pois não suportaria mais um dia de vida sem ver esse sorriso.― A loira sorriu largamente e esbarrou os lábios nos do marido que sorriu entre o beijo singelo.― Você é meu porto seguro. E eu? Eu estou fodidamente apaixonado. Eu amo você. Amo de verdade.
― Eu... Eu te amo muito Pedro. Não preciso dizer o quanto.
Pedro se aproximou dos lábios da jovem e roçou sua boca na dela. Uma leve tortura foi causada na mulher que buscava incessante pelo beijo do homem que ama e que a pouco descobriu ser correspondida. Assim que Pedro selou os lábios no dela a loira deu passagem para língua do marido que acariciava docemente sua boca.
O beijo era necessitado mas não deixava de ser calmo e carinhoso. A mulher puxou os fios morenos e macios do marido que sorriu entre o beijo enquanto suas mãos passeavam pelas costas dela descendo pela lateral do corpo até chegar em sua cintura, onde ele apertou mais forte. Pedro desceu mais suas mãos até chegar a bunda macia da mulher coberta pelo jeens da calça. Puxou-a mais pra si e escutou um gemido da mesma o que o fez sorrir e sentir seu membro ganhar vida. O moreno então separou-se dos lábios da loira e sorriu ao ver que ela ainda permanecia de olhos fechados, desceu seus lábios pela bochecha e maxilar da loira que arfava.
Nenhum deles sabia explicar como um beijo que antes era carinhoso e sem malícia se tornou tão cheio de desejo e luxuria. A boca de Pedro já sugava e mordia o pescoço branco da loira que já gemia baixo e a certeza que aquilo iria deixar um grande rouxo não incomodava a nenhum dos dois.
Afinal, ela era inteira e completamente dele. E ele? Bom, ele tinha certeza que já era dela desde o primeiro olhar.
― Pe-pedro... A gente tem que sair daqui.― Karina até tentou empurra-lo mas ele sabia que ela queria o mesmo e continuou a descer os beijos até o decote da blusa deixando um beijo em cada seio.― Amor, vamos para o quarto ok? A gente ta no escritório do papai.― Ela sorriu sem graça ao imaginar a cena se seu pai adentrasse aquele escritório e os visse daquele jeito.
Pedro bufou irritado mas logo sorrio pousando um beijo na testa da mulher.
― A gente precisa voltar logo para nossa casa.― Afirmou enquanto atravessava a porta do escritório.
― Também acho.― Confirmou as palavras do marido.― Pedro, dá um jeito nisso que horror!― Karina apontou para o volume na calça do homem que sorriu malicioso mas tratou de resolver o pequeno/grande probleminha em suas calças.
Depois que saíram do escritório foram direto para sala onde a família inteira estava e os amigos mais próximos. Karina explicou como foi seu dia e disse que passou quase o dia inteiro fotografando mas a bateria do seu carro deu defeito e ela teve que esperar o guincho para depois ir numa oficina e não havia ligado pois esqueceu o celular no quarto.
Logo que as explicações terminaram o jantar fora servido. Gael sentou-se na ponta da mesa e ao seu lado esquerdo Dandara. Depois João, ao lado dela, Duca e sem seguida Wallace. Ao lado de Gael , na ponta direita foi Bianca, Pedro e depois Karina. O jantar seguia-se animado e todos estavam conversando sorridentes até que a loira sentiu a ponta do dedo fino do marido tocar sua perna, e mesmo estando de calça só com o toque dele em seu corpo a fez arfar.
Pedro conversava animadamente enquanto sua mão subia pela virilha da mulher fazendo um carinho particular naquela região. Enquanto ele disfarçava Karina se mexia incomodada na cadeira.
― Algum problema filha?― Gael perguntou ao ver a feição desconfortável da garota.
― Não pai. Tudo bem.― Disse sorrindo enquanto via seu marido se divertir com a situação.
Pedro subiu mais a sua mão até encontrar a intimidade da loira e começou a fazer movimentos circulares ali. Karina respirava com dificuldade e apesar de querer tirar a mão dele daquela região a situação era muito excitante e a fez lembrar da primeira vez que se viram.
― Pedro, acho melhor terminarmos isso no quarto o que acha?― Sussurrou no ouvido do marido e no mesmo instante ele virou em sua direção a fitando com seus olhos ainda mais escuros e apenas sorriu como resposta.― Gente, eu vou deitar porque hoje o dia foi cansativo. Se me derem licença, boa noite.― Levantou-se da cadeira e foi em direção ao pai dando um beijo em sua bochecha.
Pedro continuou na mesa mas assim que a loira chegou no quarto foi em direção ao closet e uma calcinha fio dental vermelha e um baby doll de seda da mesma cor. Encheu a banheira e colocou os sais de banho. Adentrou a banheira e passou alguns longos minutos ali. Depois que saiu passou o creme hidratante e quando ia vestir a calcinha sentiu duas mãos firmes segurarem sua cintura. Karina gemeu assim que sentiu os lábios do marido em seu pescoço. Uma das mãos de Pedro que estavam na cintura da mulher subiu em direção ao seio esquerdo e ali o apertou. Karina empinou ainda mais a bunda roçando no membro já ereto do homem.
― Toda gostosinha.― Sussurrou ao pé do ouvido dela.― Eu amo suas curvas.― Ele dizia com a voz rouca enquanto chupava todo o pescoço da mulher.― Eu amo o seu cheiro.― Pedro virou Karina para que ela ficasse em sua frente e a beijou com urgência.
Sua língua invadia a boca da mulher clamando pelo seu gosto. Movia-se lentamente até encosta-la na pia onde fez força para colocar a mulher sentada nela ficando entre suas pernas. Karina agarrou a cintura do marido enlaçando suas pernas o aproximando ainda mais do seu corpo. Suas mãos passeavam pelos fios morenos e macios do jovem rapaz enquanto sentia as mãos hábeis do seu homem fazer leves carinhos em sua coxa chegando até a virilha. Pedro parou o beijo com selinhos e logo encarou as íris azuis da loira que se encontravam em um tom mais escuro que o normal. Os dois respiravam rapidamente e a loira aproveitou a calmaria para fazer um leve carinho na bochecha do jovem que fechou os olhos permitindo sentir ainda mais os seus toques.
― Eu te amo tanto. Tanto.― Ela disse baixo e sorrindo. "O que eu sinto por você vai além do amor Karina." ele sussurrou e logo voltou a atacar os lábios macios da mulher.
Os beijos foram descendo pelo pescoço e logo chegaram no seios da mulher onde seus mamilos já estavam duros. Quando Karina sentiu a língua gelada do marido ir de encontro ao bico do seu seio seu corpo inteiro se arrepiou. Ela queria mais, muito mais dele. Pedro mamava os seios da mulher com vontade, parecia até um bebê faminto a loira apoiou as mãos atrás do corpo quando sentiu os beijos que ele dava em seu seio descendo por toda a sua pele da barriga trilhando até sua virilha, depois pela coxa. O homem se ajoelhou no banheiro ficando de frente para intimidade da mulher que já estava encharcada de desejo. Ele passou os por cima do tecido da calcinha e sentiu o quanto a mulher estava excitada.
― Adoro o modo como você está sempre pronta para mim.― Ele afastou a calcinha da mulher, sem tira-la totalmente e assim que ela sentiu a respiração quente do marido bater contra seu sexo arfou.
Pedro passou a ponta da língua por toda a extensão da parte intima da mulher e logo depois chupou fazendo movimentos com a cabeça para proporcionar todo o prazer a ela. Ele sugou o clítoris da mulher com vontade e a loira já não continha mais. Seus gemidos ecoavam por todo o banheiro.
Ela considerava o melhor sexo oral que recebeu na vida e ele com certeza era o homem mais experiente com quem se deitou, não que já tivesse deitado com muitos.
Pedro penetrou dois dedos na mulher e viu o corpo dela retesar com o toque, sorriu quando percebeu que o gozo da mulher já estava próximo. Karina segurou o máximo que pode mas não aguentando mais se liberou nos dedos do marido que levantou logo em seguida.
― Você é deliciosa Fable. Sinta o seu gosto.― Pedro levou os dedos até a boca da mulher fazendo-a chupar com vontade. Ele a olhou com mais desejo do que antes. "Como pode ser tão sexy?" se perguntou antes de toma-la em mais um beijo urgente.
Sem paciência o rapaz tirou a calça, junto com a cueca e passou a roçar seu membro no sexo molhado e quente da mulher. Ele torturava a mulher e a si mesmo fazendo aquilo.
― Por favor Pedro.― Ela pediu manhosa e ele sorriu.
― Pede. Pede que eu faço.― Disse autoritário e a mulher revirou os olhos logo depois sorriu.
― Me fode Pedro. Me fode gostoso.― Praticamente implorou e o homem sorriu vitorioso se afundando nela logo em seguida.
Assim que Karina sentiu o membro dele a invadir gemeu baixo em seu ouvido e ele continuou com movimentos lentos segurando em sua cocha. Pedro apertou a bunda da mulher levantando-a da pia logo em seguida seguindo para a cama. O rapaz desceu a mulher lentamente até a cama mas ela não soltou suas pernas da cintura dele. Pedro levantou as mãos da loira até o alto da cabeça e entrelaçou suas mãos sorrindo olhando nos olhos dela.
Começou com movimentos leves e sincronizados e por vezes ele saia totalmente de dentro dela e voltava com mais força e desejo. A loira mordia o ombro do castanho enquanto ele chupava o pescoço branco dela com força. Suas estocadas aumentaram e ele já fazia movimentos mais rápidos. Quando ele sentiu o sexo da sua mulher apertar seu membro percebeu que o gozo dela veio e a viu relaxar em seus braços. Mais algumas estocadas ele se liberou dentro dela. Pedro deu um selinho na mulher logo depois um beijo na testa. Saiu lentamente de dentro de e a puxou para seu peito.
― Eu poderia morrer agora.― Ela sussurrou enquanto fazia linhas imaginarias no peito do marido.
― Nem a morte poderia nos separar agora.― Ele a respondeu depositando um beijo no alto da cabeça da mulher.
O sono veio mas os sorrisos não deixaram os lábios de nenhum dos dois.
Uma semana se passou e o casal voltou ao seu devido lar. Karina contratou uma empregada para ajudar com a casa e Pedro estava mais do que focado com seus negócios na máfia. Depois de muito torturar Tawiki e deixá-lo mais de três dias sem água o homem resolveu aliar-se a eles. Tinha acabado de jantar sozinha, pois Pedro ainda não havia chegado e então Karina resolveu tomar banho. Depois do banho deitou-se para ler um livro e ouviu o som de uma musica tocando. Procurou pleo aparelho e bufou ao ver que o marido esqueceu-se mais uma vez de levar o celular.
O numero estava privado e ela então não atendeu. Quando o celular parou de tocar a mulher voltou a ler seu livor. Não demorou menos de quinze minutos e o celular tocou novamente.
― Ah que merda.― Praguejou antes de atender o celular.
"― Alô?― Karina disse entediada.
― Alô, Patrão? Aqui é o Camilo.― Um homem com sotaque espanhol soou do outro lado da linha.
― Olá Camilo, aqui é a mulher do Pedro no momento ele não está e esqueceu o celular em casa.― Ela disse calma fechando o livro que estava em seu colo.
― Ah, tudo bem patroa diz a ele que eu ligo depois.
― Pode adiantar o assunto? Pois eu dou o recado e peço para ligar o mais rápido possível.― Karina estava curiosa para saber o que se tratava pois Pedro ultimamente não contava mais nada a ela, além de proibi-la de investigar sobre Cobra e aquilo rendeu muitas brigas entre o casal.
― Ah eu acho melhor...
― Tudo bem Camilo,― Ela o cortou quando percebeu que ele negaria.― o seu patrão confia muito em mim sabia? Ele vai ficar uma fera quando souber que o subordinado desconfiou da sua esposa e a fez se sentir menosprezada.― Um teatro sempre funciona.
― Tu-tudo bem. Diga a ele que eu já descobri tudo sobre o tal Ricardo Cobreloa, assim que ele quiser eu passo as informações.― O sangue de Karina ferveu assim que escutou o nome do ex.
"Quer dizer que o filho da mãe está investigando o Cobra e não deixou eu ajudar? Cachorro, salafrário, desgraçado..." pensou a jovem esposa.
― Oh sim, acabei de lembrar, o Pedro pediu que se você ligasse para isso mandasse para o email duarte_karina23@gmail.com― Ela disse enquanto procurava pelo notbook em cima do criado mudo.
― A senhora tem certeza disso?― O homem disse desconfiada e Karina bufou enraivecida.
―Tudo bem então, quando o meu marido chegar eu digo que você o desob...
― Tudo bem, já estou enviando.― O homem do outro lado da linha a cortou e Karina deu um risinho fraco.
― Obrigado Camilo, o Pedro com certeza vai te ligar. Um beijo."
Karina encerrou a ligação e abriu seu email vendo as informações que tinham escritas.
Ricardo Cobreloa Lima:
Sexo: Masculino
Idade: 26 anos
Naturalidade: Interior de Minas Gerais, Brasil
Estado civil: Atualmente casado
Formação: Engenharia Mecânica na UFRJ
Até aí as informações eram normais e algumas Karina já sabia.
Desceu um pouco mais do email e viu algumas fotos de Cobra saindo de um restaurante e logo depois uma foto de Lobão saindo desse restaurante. Parece que Pedro mandou alguém seguir o homem pois várias fotos apareceram e belas ele saia ou entrava na academia, no shopping passeando de mãos dadas com a Jade, mas isso não mais abalava a loira. Ele na praia jogando bola.
"Descobrimos quase nada sobre ele, parece ser um homem normal. Pelo que descobrimos ele não está envolvido na máfia do Lobão."
Tinha escrito no final do email. Karina se sentiu ainda mais intrigada pois os caras não descobriram a ligação que seu ex tinha com o inimigo do seu pai. Fechou o notbook e desceu para beber água. Assim que abriu a geladeira a porta da sala foi batida. Karina encheu seu copo e viu o marido subir as escadas correndo sem notar sua presença.
Bebeu todo o liquido e deixou o copo na pia. Assim que adentrou o quarto ouviu o chuveiro ser ligado. A loira sentou-se na cama a espera de seu marido pois tinha muitas coisas a lhe dizer.
Assim que Pedro saiu do banho seguiu para o quarto e viu sua mulher com um olhar diferente. Parecia perdida e inerte em seus pensamentos. O castanho seguiu para o closet e pegou uma box branca da Calvin Klein e voltou para o quarto, nesse momento a loira já sorria para ele. Um sorriso diferente. Gélido, distante e ele poderia considerar até maldoso.
"Porque ela está tão estranha?" se perguntou ao sentir um calafrio.
― Oi amor, onde você estava?― Ele perguntou e ela apenas sorriu.― Quer dizer, entrei no quarto e você não estava aqui...
― Estava na cozinha bebendo um copo d'água. Vi a hora que você subiu as escadas correndo.― Ela disse simples enquanto seguida para o banheiro.
― Ah, tudo bem então. Aconteceu alguma coisa?― Ele perguntou mas não obteve respostas. Alguns minutos depois ela saiu do banheiro e ele percebeu que ela escovava os dentes.
― Você esqueceu o celular, de novo.― Ela disse fria enquanto se deitava ao lado dele na cama.― E um tal de Camilo ligou.
― O Camilo ligou? E-ele disse o que?― Pedro estava nervoso. Desde o dia que ele mandou o seu capanga investigar Cobra não teve notícias e dali em diante ele resolveu alguns problemas sem ter tempo de dar atenção a esse assunto. Fora que ele já havia discutido com a mulher algumas vezes pois ela queria investigar sobre o assunto mas ele não quis deixar.
Pedro havia prometido a Karina que eles investigariam juntos, mas ele mentiu e sabia que estava errado, mas apesar de ser uma mentira ele fazia aquilo no intuito de proteger sua mulher, depois do susto do "quase sequestro" ele fazia de tudo para protege-lo.
― Ah nada de mais. Disse que era pra você ligar para ele depois.― A loira aparentava estar tranquila mas na verdade fervia por dentro. Estava com raiva porque ele mentiu para ela.
Quando ela disse isso Pedro suspirou, imaginando que o homem poderia ter dito algo sobre a investigação mas parece que não foi isso que aconteceu. Pedro agarrou a cintura da mulher e colocou-a sentada em cima do seu membro. Karina sorriu com a atitude do marido e prendeu as mãos dele em cima da cabeça.
―Fica paradinho ai.― Disse autoritária e correu para o closet. Karina pegou duas gravatas do marido e uma venda. Voltou para o quarto e sentou em cima dele novamente.
― O que você vai fazer maluca?― Perguntou risonho mas percebeu um brilho assustador no olhar de Karina. Pedro retesou.― É sério K, o que pensa que está fazendo?― Perguntou ao sentir suas mãos serem amarradas.
― Cale-se.― Disse curta e grossa terminando de amarra-lo.― Vou colocar a venda e vou pegar uma coisinha, já já eu volto. Não se mova e não fale nada.
Karina levantou do colo do marido e seguiu pelo longo corredor. Desceu as escadas e abriu o congelador da sua geladeira duplex. Pegou a cuba de gelo e um copo onde despencou seis pedras de gelo ali. Guardou tudo e pegou o copo em cima do balcão subindo as escadas para seguir para seu quarto. Assim que abriu a porta percebeu que Pedro estava tentando se soltar. Riu com a cena. Ela havia sido escoteira a muitos anos atrás e aprendeu como se dar um nó firme e sem machucar a pessoa. Era até engraçado aquilo. Percebeu também que seu marido estava excitado e ficou observando-o se contorcer na cama sem se aproximar.
"O filho da mãe tinha que ser tão gostoso? Assim fica difícil ter raiva dele." pensou consigo mesma.
― Ah Pedro, você está sendo um menino muito mal sabia? Eu disse para ficar quietinho e veja só? Parece até um siri na lata se contorcendo.― Deu um risinho fraco enquanto caminha até a cama.
― Porra Karina, acabou a palhaçada. Me solta agora.― Ele estava irritado e excitado. Irritado por não estar entendo nada, mas excitado porque sempre que sua mulher achava estar no comando era uma atitude deliciosamente instigante.
― Calma bebê, eu nem comecei.― Disse manhosa enquanto sentava em cima do membro vivo do marido. Karina pegou um dos gelos e levou a boca enquanto colocava o copo em cima do criado mudo.
A loira passou todo o gelo pelos lábios e logo depois selou-os ao do marido que gemeu ao sentir o contato gélido dos lábios da esposa com os seus. Karina rebolou em cima do homem roçando sua intimidade no pau duro que o castanho tinha.
― Huuum.― Ele gemeu fazendo-a sorrir.
Karina pegou o gelo da boca e espalhou nos lábios do homem o beijando com vontade depois desceu o gelo pelo maxilar onde chupou o lugar depois o pescoço. Enquanto fazia esse caminho diversas vezes ela rebolava com vontade sentindo sua intimidade ficar úmida de desejo.
― Chaga Karina. Que porra eu quero foder você.― Ele disse entredentes e com a respiração acelerada. Karina riu do desespero do homem.― É sério K, eu já tô em ponto de gozar na cueca.
Karina então levantou do colo do homem e tirou sua venda. Assim que viu a mulher sorriu, pois ele não havia reparado como ela ficava sexy com um baby doll branco de seda. A loira estava em pé na cama e sorriu olhando dentro dos olhos do marido.
― O show ainda nem começou.― Karina então desceu da cama e pegou seu celular na bolsa que estava em cima de uma cadeira qualquer. Pegou a caixa acústica preta e colocou-a em cima do segundo criado mudo. Selecionou a musica Te Amo- Rihanna e começou a rebolar assim que as primeiras palavras foram ditas.
"Te Amo, Te Amo
She says to me, I hear the pain in her voice
Then we danced underneath the candelabra
She takes the lead
Thats when I saw it in her eye
It's ove"
Karina desceu rebolando até sentar em cima do membro do marido e passou as mãos pelo seu corpo subindo o baby dool tirando-o completamente até ficar apenas de calcinha na frente do homem.
"Then she says Te Amo
Then she put her hand around my waist"
Ela virou de costa ficando de quatro deixando sua bunda no roto do marido e ali rebolou. Pedro engoliu em seco e até agora não estava entendo o objetivo da mulher o torando daquela maneira, mas ele também não poderia dizer que não estava gostando.
― Sabe Pedro, só tem duas coisas que eu mais odeio nesse mundo.― Virou de frente pra ele agora sentada em sua barriga. Aproximou seus lábios da orelha do homem e chupou seu lóbulo dando uma mordida leve e viu que o marido se arrepiou.― Mentiras e pessoas que mentem.
Ela afirmou e depois pegou o copo onde o gelo já estava derretendo e e derramou o liquido na barriga do homem, logo depois bebeu toda a água que escorria pela barriga e passou a mão sobre o membro grosso do seu marido que fechou os olhos por enfim sentir seu amigo tendo a devida atenção.
― Olhe pra mim. O que tenho a dizer quero dizer olhando para você.― Assim Pedro o fez. Abriu os olhos e seus castanhos encontrou os azuis, agora mais escuros que o normal, de sua esposa.
Karina desceu toda a cueca e pegou o gelo que estava dentro do copo. Passou por todo o pênis do homem. Pedro se arrepiou e logo depois suspirou ao sentir a língua quente da mulher em contato a sua pele sensível. A loira lambeu toda a extensão do membro e depois colocou só a glande dentro da sua boca. Chupou só aquele local como se fosse o pirulito sabor cereja, o seu favorito.
― Camilo me contou da investigação, fiquei sabendo por outra pessoa que o meu marido consegue mentir na cara dura...
― Ka-karina eu...― Ele a cortou mas não conseguiu terminar a frase pois sentiu sua mulher engolir seu pau por completo.― Ah Karina eu vou...
A mulher tirou a boca do lugar e se ajoelhou na cama recebendo um olhar reprovador do homem em sua frente.
― Você. Mentiu. Para mim.― Falou pausadamente enquanto passeava suas mãos pelo seu corpo e passou o gelo pelos seus mamilos duros descendo até a barriga.― Ah Pedro, seria tão bom sentir sua língua quente na minha pele.― Ela dizia enquanto sua mão descia a té sua intimidade onde ela começou a se masturbar, na frente dele com um cubo de gelo. Pedro arregalou os olhos enquanto sua boca enchia de água e lágrimas de raiva se formavam em seus olhos. Ele queria poder chupa-la por inteiro.― Queria que fosse você a me mastur...turar e... aaah― Karina gemia, não só por provocação mas ela sentia um tesão incontrolável naquele momento.― Po-poderia ser vo-você... Aaawn Pe-pedro. Poderia ser você se não tivesse mentido para mim.― Agora ela estava séria, e só ai ele entendeu pois até o momento estava inerte em seus desejos sexuais.― Eu vou me fazer gozar, em sua frente e você não vai me tocar. Esse será seu castigo.
Ela estava levando suas mãos lentamente até a sua intimidade, desceu seus dedos pelo pescoço, seios, barriga chegando até a calcinha onde começou a descer lentamente e deitou se na cama se abrindo na frente do marido.Deixando seu sexo exposto para que só ele visse.
― Por favor, por favor Ka. Eu... eu prometo que não faço mais isso. Eu prometo não mentir nunca mais para você...― Ele suplicava angustiado enquanto Karina sorria maldosa.
― Vai me deixar ajudar a investigar o Cobra?
― Não.― Pedro respondeu seco e ela deu de ombros.
― Tudo bem, acho que meus dedos podem me dar prazer por um mês, consigo fazer isso soz...
― Ta caralho. Ta bom porra. Você vai poder me ajudar nessa porra mas sem se meter em encrencas. Agora por favor, me desamarre por que eu vou foder você todinha e aí você vai ver que seus dedos nunca te darão mais prazer do que meu pau dentro de você.
Karina sorriu maliciosa e ao mesmo tempo até aliviada, não sabia se conseguiria ficar um mês sem fazer amor com seu marido. A loira subiu então ficando por cima e começou a desamarrar as gravatas do pulso do homem. Assim que Pedro se sentiu livre trocou de posições ficando por cima.
― Você ficou tempo de mais no comando não acha?― A loira apenas assentiu e ele sorriu maldoso.― Agora você vai se arrepender de ter deixado o Denis dolorido.
Pedro beijou a mulher com vontade e força. Os lábios dele a tomavam com certo desespero e logo depois seguiu para o pescoço descendo até os seios onde ele chupava com vontade. Karina sentia uma pequena dor pela força com que o castanho mordia seus mamilos mas era suportável pois o prazer que estava sentindo era maior. Pedro desceu a boca pela barriga e logo chegou a intimidade da mulher onde ele cuspiu antes de penetrar dois dedos.
― Aaaawn.― Ela gemeu e ele sorriu. Pedro subiu uma das mãos até o seio direito da mulher onde deixou um apertão e logo desceu a boca até a intimidade quente e úmida da mulher. Passou a língua algumas vezes e depois chupou o clítoris da loira.
O homem continuava com o trabalho com os dedos e quando sentiu que ela gozaria tirou bruscamente.
― Ah você vai gozar sim, só que no meu pau. Gemendo em meu ouvido.
Pedro disse firme e a penetrou sem aviso. As estocadas eram lentas e ele saia totalmente dela, voltando a penetra-la com força.
― Geme o meu nome vai.― Ele pedia enquanto a torturava. A loira não queria obedecer mas sentia que seu orgasmo chegaria rápido.
― Awwn Pe-pedro. Com mais força vai. Assim.― Ela gemia no ouvido dele enquanto ele enfiava com mais força.
Karina sentiu seu corpo tremer e sua pele arrepiar. Suas pernas ficaram bambas e seu corpo relaxou mas ele não parou.
― Deita de lado.― Ele disse autoritário e ela fez com um pouco de preguiça.
Assim que ela deitou sentiu o lado da cama afundar e logo depois ser penetrada facilmente pois ainda estava muito molhada. Pedro a fodia de lado enquanto suas mãos seguravam os lençóis. Ele agarrou um dos seus seios com as mãos e ela começou a sentir prazer de novo. Ele metia rápido enquanto dizia coisas sujas ao pé do ouvido da mulher que começava a gemer em aprovação.
A quentura daquele quarto exalava por toda casa e a essa altura até os seguranças ouviam os gritos que Karina dava no quarto.
― Isso Isso Isso....
Ela pedia enquanto ele enfiava cada vez mais fundo e quando sentiu o liquido quente do marido a invadir gozou mais uma vez gloriosamente.
― Você foi... Incrível.― Ela sussurrou ofegante.
― Ah você com certeza também foi.― Eles sorriram ao olharem um nos olhos do outro.― Me desculpe... Por... por ter mentido.― Ele pediu sincero e Karina se aconchegou no peito suado do homem.
― Tudo bem só... Só não faz mais isso ok?― Ele assentiu assentiu selando seus lábios no alto da cabeça da mulher.
― Você é a única mulher que consegue me fazer sentir raiva e ao mesmo tempo querer te jogar numa cama e fazer gemer meu nome loucamente. Que feitiço você colocou em mim?― Ele perguntou a fazendo sorrir.
― Você é a única pessoa que eu não consigo sentir raiva. Que feitiço você colocou em mim?― Ela perguntou dando ênfase no "você" e agora o olhando no fundo dos olhos, e apesar de só ter um abajur aceso ela conseguia ver o brilho no olhar do único homem que a fez sorrir em meio a raiva.
― Eu acho que o amor é isso. Supera tudo. Dor, raiva, ressentimento. Tenho mais certeza a cada dia que passa que é você que eu quero ao meu lado por toda a eternidade. Por você eu sou melhor. Você me faz melhor.― O homem falou tudo que seu coração mandava e pode perceber as lágrimas formadas nos olhos azuis e brilhantes da mulher.
― Aqui é o meu lugar, onde você for te seguirei. Você é o meu lugar.
Karina aproximou seus lábios do homem e os selou tranquilamente.
― Te amarei pra sempre.― Ela sussurrou enquanto se aconchegava no peito do marido.
― Pra sempre é pouco pra nós dois.― Sussurrou de volta enquanto sorria ao ver a imagem da mulher sorrindo para ele.
To be continued...
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