Notas iniciais
Olá pessoas, como estão? Espero que bem. Levei uns dois dias pra escrever esse e espero que gostem. Daqui a pouco respondo os comentários do capítulo anterior ok? Bom, gostaria de agradecer a Jainara Pedro pela minha mais nova recomendação obrigada de verdade. Vocês fazem meus dias mais felizes, nunca esqueçam disso!

Capítulo XXIV


Pedro entrou no Mustang sendo acompanhado por Tawiki e mais dois seguranças da casa de Gael seguindo em direção a casa abandonada onde Duca, Wallace e o resto dos garotos já se encontravam. O tal Leonardo, ajudante do x9 tinha sido morto na hora em que Pedro botou os olhos nele. Ele sabia que aquele cara não passava de um capacho e se Pedro quisesse informações quentes era com Tawiki que conseguiria.


Mas uma coisa também rondava a cabeça do jovem. E certamente Karina também pensava nisso, porque será que o ex da sua mulher estava em uma foto abraçado ao Lobão? Será que Gael sabia disso? Qual seria o envolvimento do Cobra nisso tudo?
O rapaz fervilhava de raiva e a pouca paciência que lhe restava ele esperava que o tal do Tawiki não acabasse. Hoje ele não estava para brincadeiras.


― Levem-no lá pra dentro e amarrem-o a uma cadeira. Só vou fazer uma ligação rápida.― Ordenou aos seguranças ao estacionar o carro.


Depois que os seguranças saíram levando o delator, Pedro pegou o celular e discou o ddd da Espanha onde ele iria ligar para um dos seus Hackers de confiança. Ele estava disposto a descobrir tudo sobre o Cobra e não queria que Karina se metesse nesse assunto.


"― Fala dude, o que cê manda?― Atendeu o rapaz animadamente do outro lado da linha, e pelo barulho que o local fazia Pedro sabia que seu amigo estava em uma das boates.


― Como estão as coisas por aí Camilo?― Perguntou Pedro interessado.


― Porra patrão as coisas aqui estão mais ou menos. O tráfico de mulheres está em alta mas tem um zé ruela que ta abrindo umas boates aqui também. A concorrência ta pesada viu?― Afirmou ao patrão já saindo do barulho da boate.


― Tô resolvendo o que posso aqui no Rio, já ta tudo nos esquemas. E as drogas, a que pé estão?


― Ah patrão estão bem baixas as nossas vendas. Tem uma tal de dama do tráfico que consegue drogas de boa qualidade na Bolívia mas não quer negociar com a gente. Não sei qual o problema da vadia.― Disse o homem e a raiva que ele transmitia na voz erra palpável.


― Quem é Dama do tráfico? Nunca ouve falar.― Pedro estava curioso e emputecido. Eram problemas de mais para serem resolvidos.


― Olha dude, ninguém conhece essa vadia não. Ela não aparece nas negociações só um cara a representando. Ela domida toda Atlanta sabia? E ta se expandindo pela europa. Chegou a pouco tempo na Espanha e já ta dando quebrança.


― Cara depois eu vejo isso. Minha preocupação agora é outra. Vou te enviar uma foto por mensagem e o nome de um arrombado aí. Quero a ficha dele completa até amanhã valeu?― Pediu Pedro autoritário já saindo do carro e travando com o alarme.


― Ok patrão pode mandar.
― Valeu dude, fica bem aí e qualquer coisa liga ok?"


Pedro tirou uma foto do celular, do retrato que ele tinha pegado no escritório do Lobão e cortou apenas Cobra. Enviou a foto junto com o nome e entrou na casa. Ela era ampla e não tinha nenhum móvel. Apenas uma geladeira, uma pequena mesa e uma cadeira. A casa era de dois andares e na parte de baixo a sala e a cozinha eram em união. O local era amplo e no meio da sala Tawiki estava sentado amarrado a uma cadeira com a boca amordaçada.


Pedro foi se aproximando e pegou um estilete em cima da mesa. Colocou as mãos para trás e se aproximou de Tawiki percebendo que ele já havia apanhado dos garotos sorriu frio e deu apenas um tapa estalado no rosto do homem que parecia estar desmaiado e de cabeça baixa.
Assim que sentiu o rosto arder o homem levantou os olhos e com dificuldade por ter um dos olhos inchados viu Pedro em sua frente. Pedro então tirou a mordaça que impedia que ele falasse e apenas o observou.


― Acho que você não quer colaborar certo?― Ele disse calmo e ouviu uma risada sair da boca do homem sentado em sua frente. "Ainda tem a audácia de rir?" pensou consigo mesmo.― Ok, é muito simples caro Tawiki. Você vai me passar as informações e eu não vou te matar. Você me serve muito melhor vivo. Pode começar pelo começo mesmo, sou todo ouvidos.― Disse aparentemente calmo, coisa que todos que estavam ali estranharam.


Tawiki apenas abaixou a cabeça e não disse nada. Pedro respirou fundo e foi até o canto da sala onde os seus amigos estavam.


― Ele não diz porra nenhuma patrão. Já bati tanto nele. Descontei toda a minha raiva. Ainda não acredito que ele nos traiu.― Wallace dizia irado e Pedro apenas assentiu.


― Alan, você pega aquele fero quente pra mim?― Pedro disse e Alan assentiu sorrindo e foi até um pequeno forno. Pegou uma luva extra e levou o ferro para Pedro.


Dois dos seguranças seguraram Tawiki com a coluna ereta e Pedro fincou o ferro no meio do peito dele. O simbolo eram dua armas cruzadas de frente para outra. Assim que o homem sentiu o ferro quente urrou de dor.


― Agora querendo ou não você é um dos nossos.― Pedro riu e entregou o ferro a Alan que levou de volta.― Pronto, agora a conversa é séria. Eu não to afim de te machucar, é verdade. Não me obrigue a fazer isso ok? Você só tem que me contar o que sabe, e eu sei que você sabe de muita coisa. Depois a gente vai sair daqui, você vai se recuperar do trauma e passar a trabalhar pra mim trocando de lado. É simples, coisa fácil.― O homem continuou em silêncio e Pedro se irritou ainda mais.
Uma coisa que ele detestava era ser ignorado. Pegou uma faca qualquer e direcionou a perna direita do rapaz. E enfiou-a bem fundo vendo o homem gritar de dor. Ele não tirou a faca do lugar, deixou ali, enfiada na perna dele.


― Seu imbecil. De nada vai adiantar sabia? O Lobão está dois passos a frente de vocês. Ele vai acabar com você, seu papai e seu sogrinho idiota. Ele vai tirar aquilo que você mais ama, e quando menos esperar.― Taiki se pronunciou pela primeira vez, ainsa sentindo dor.


― Sabe de uma coisa? Odeio que me ameacem. E já não to mais afim de perder tempo.― Pedro tirou a faca de uma vez e o sangue espirrou na sua camisa.― Wallace, dê mais uma surra nele, coisa pouca. Depois vocês podem deixá-lo refletindo suas atitudes. Não se preocupe em sentir saudades Tawiki, eu volto amanhã.


― Quando você menos esperar eles vão pegar ela otário. E você nunca mais vai vê-la.


Foi a ultima coisa que escutou antes de sair daquele lugar. Pedro tinha certeza que se tratava de Karina, ele já sabia das ameaças mas agora, ouvindo da boca de Tawiki ele teve certeza que a sua mulher estava em risco.


[...]


Assim que Pedro estacionou na mansão a unica coisa que ele queria era um banho e cama. Queria apenas deitar ao lado de sua mulher e ser embalado pelo cheiro de rosas emanado de seus cabelos. Depois que travou o alarme do carro saiu tranquilamente em direção a porta.


― Senhor Pedro, o patrão mandou avisar que assim que chegasse ele estaria no escritório a sua espera.― Um dos seguranças avisou e ele bufou revirando os olhos.
Entrou na mansão e passou direto pela sala. A casa estava silenciosa e isso indica que todos estavam dormindo, "Menos Gael, que ao invés de ir dormir quer encher meu saco." Pedro deu duas batidas na porta e entrou na sala. Gael estava olhando alguns papeis e assim que viu o genro indicou com a cabeça para que ele sentasse e assim o fez.


― Você deve saber o porque de eu ter requisitado sua presença não é Pedro?― Perguntou o mais velho aparentemente tranquilo.


― Desconfio do que se trata...― Mesmo não querendo ele soou irônico, talvez pelo cansaço ou a irritação do dia, mas a certeza que ele tinha é que não queria conversa. Gael estreitou os olhos antes de começar a falar.


― Na invasão, oficial todos foram mortos.― Gael frisou a palavra oficial e o moreno revirou os olhos.― Mas apesar de não ter sido com meu consentimento, fico feliz que você não tenha ido e sim deu seu jeito. Mas o que está me incomodando pacas é o fato de você ter colocado a minha filha no meio disso tudo. Quantas vezes eu te disse que seu dever é protege-la Pedro? Você sabe o risco que a Karina corre e mesmo assim deixou a minha filha exposta.― O tom de Gael já não era tranquilo e sim acusatório e isso fez rapaz perder a paciência que ele já não tinha.


Apesar dele saber que seu dever é proteger a garota a teimosia daquela lá era o seu ponto forte e se ela disse que queria ajudar ela iria mesmo sem o seu consentimento.


― Até parece que você não conhece a filha que tem Gael. A Karina é um poço de teimosia, ela queria muito me ajudar e eu não tive saída. Eu não tinha um plano, não sabia para onde recorrer sabendo que tínhamos um traidor, como eu invadiria aquela droga de galpão?― Disse irritado e antes de voltar a falar respirou fundo e contou até dez pra ver se acalmava-se.― Ela... ela foi incrível. Armou tudo sozinha, e você se engana se pensa que aquela mulher não sabe se defender. Aquela garota, aquela garota que eu me casei me surpreende a cada dia. Me faz descobrir o quanto ela pode ser forte, esperta, perspicaz e muito decidida. Ela comandou tudo, eu nem precisei me meter em nada pois o plano que ela bolou foi perfeito. Mas que ela corre perigo é um fato, só que tinha muita gente para defende-la lá, e você sabe que eu dou minha vida para protege-la, mas naquele momento eu estava precisando de ajuda.― Ele disse rapidamente e quando terminou de falar viu um sorriso nascer nos lábios do sogro.


― Você a ama mesmo não é Pedro?― A pergunta soou mais como uma afirmação e o jovem mafioso não tinha resposta para dar. Ele sabia do sentimento forte que tinha pela garota mas não sabia classifica-lo, afinal nunca sentiu isso antes. O sentimento que ele tinha pela loira era diferente de tudo que já sentiu na vida. Era desejo, mas não apenas isso. Era uma vontade interminável de tê-la junto a si. Era um grande sentimento protetor. Ele conseguia pensar nela antes de fazer qualquer coisa. Era ela o motivo que agora ele buscava apenas paz.― Nos seus olhos dizem o quanto você gosta da minha filha e eu agradeço que seja você o marido dela, sei que vai protege-la mas não quero ela envolvida nos meus negócios.


― Isso eu não posso garantir Gael, não sei a quem ela puxou tanta teimosia.― Sorriu bobo ao lembrar do jeito teimoso e autoritário da mulher.― Mas mudando de assunto, ta aqui os papeis dos protótipos, não só os nossos, mas os dele também.― Pedro entregou os papéis a Gael que sorriu satisfeito.― Gael, eu já vou subir, estou muito cansado. Que horas a K foi se deitar?


― Faz um tempinho já, ela já deve estar no quinto sono.


Pedro se despediu do sogro e saiu do escritório. Passou novamente pela sala e subiu as escadas em direção ao quarto da loira. Assim que entrou no quarto viu Karina deitada de bruços com o bumbum para cima. Como estava de camisola, parte de sua bunda dava para ver e ele sorriu com a cena. Ele queria que ela estivesse acordada só para a loira o fazer esquecer os seus problemas, porque em matéria de satisfazer seus desejos nenhuma mulher conseguiu fazer melhor do que sua mulher.
Pedro pegou uma cueca box branca e uma toalha. Foi até o banheiro e se despiu entrando no chuveiro. Tomou um banho rápido e vestiu a cueca logo em seguida foi para o quarto e deitou ao lado da loira.


Ela estava tão serena dormindo, nem parecia a mesma de horas atrás. Os lábios rosados entreabertos, a pele branca descoberta do lençol, os cabelos loiros soltos. E mesmo com os olhos fechados ele tinha certeza que o olhar mais bonito do mundo era o dela.


"Quem dera se meu filho nascesse com aqueles olhos." Mas ao pensar nisso se lembrou que ela não queria filhos e ele estava intrigado com aquilo. Afim de dormir ele apenas a abraçou junto ao seu corpo e pode sentir o cheiro de rosas inconfundíveis que vinham do cabelo da loira.


"Será que eu a amo?" foi a ultima coisa que passou pela sua cabeça antes de cair em um sono profundo.


[...]


No dia seguinte Karina acordou um pouco cedo. Seu sono foi embalado por diversos pesadelos sobre a noite anterior mas assim que viu seu marido deitado ao seu lado sorriu. Os cabelos um pouco bagunçados, o rosto amassado no travesseiro, lábios entreabertos e mais avermelhados que o normal, as pintinhas no seu rosto mais de perto ainda eram mais lindas e sua expressão cansada o entregava. Ela não viu a hora que o mesmo chegou mas imaginou ser tarde.


"Eu te amo." sussurrou no ouvido dele antes de dar um selinho rápido em seus lábios.
Levantou-se e logo tomou um banho descendo para o café. Só Bianca, João e Fabi estavam na mesa. Peraí... Fabi?


― Bom dia meus amores! Fabi, logo cedo aqui em casa?― Karina a amiga e João corarem e arregalou os olhos. Com certeza dormiram juntos.― Não acredito, vocês dormiram juntos!― Fabi ficou mais vermelha e Karina não aguentou caindo na risada logo em seguida. Depois de recuperar o surto de risos a loira sentou na mesa e começou a tomar o seu café vez ou outra trocando sorrisos com a amiga.


― Vou começar a trabalha hoje K.― Informou Bianca fazendo Karina sorrir.― E antes que você me enrole, eu quero saber tudo sobre a noite passada. Ninguém me contou mas eu sei que você aprontou alguma.


― Ah Bi, não vou conversar nada agora. Tô pensando em fotografar agora pela manhã.― Karina disse manhosa vendo a prima estalar a língua no céu da boca.


O café da manhã foi tranquilo para alguns, pois K só pensava em como descobrir o que seu ex fazia na foto ao lado do inimigo do seu pai, e agora também do seu marido. Depois do café ela subiu para o quarto na intenção de pegar a câmera e Pedro ainda dormia. Deixou um bilhete o avisando e saiu de casa logo em seguida.


Pedro levantou as onze da manhã e procurou o corpo quente de sua mulher na cama. Nada encontrou, apenas os lençóis. Levantou ainda com preguiça e tomou um longo banho. Como já tinham tirado a mesa do café o rapaz apenas tomou um café com leite e foi a procura de Karina. Ela não estava na sala, nem no escritório com o pai e nem no jardim. A beira da piscina viu Dandara ao telefone com alguém e ele se aproximou.


― Bom dia Dandara, viu a K por aí?― Perguntou enquanto procurava o celular no bolso da bermuda.


― Olha Pedro, acho que a K saiu logo cedo. Se eu não me engano foi fotografar.― Disse simples dando de ombros.


― Ela saiu com algum segurança?― Perguntou ele agora visivelmente preocupado.


― Não sei dizer viu.


― Tudo bem, obrigado.


Pedro entrou novamente na mansão desbloqueando a tela do celular enquanto subia as escadas para o quarto na intenção de pegar as chaves do carro. Assim que abriu a mensagem viu que se tratava de uma foto. Uma não, várias fotos da loira fotografando distraidamente. "Acho melhor ela tomar cuidado." foi o que tinha escrito e se antes ele já estava nervoso agora entrou em desespero. Pedro pegou a chave do carro e saiu sendo seguido por uma escolta com quatro seguranças.


Rodaram a cidade em busca da garota e nenhum sinal dela. O rapaz ligava no celular e ele apenas chamava e ninguém atendia. Pedro suava frio de nervoso e decidiu parar de procurá-la sozinho já montando um plano pois provavelmente a essa altura já haviam sequestrado sua mulher. Ele chegou a mansão e logo ligou para Duca e Wallace enquanto informava a Gael sobre o ocorrido. Quando os rapazes chegaram se reuniram todos no escritório para resolver o que iriam fazer.


― Como isso foi acontecer meu deus? Como?― Gael se perguntava nervoso enquanto Pedro estava do outro lado da sala com a cabeça baixa e as mãos no cabelo.― Isso sem sombra de dúvidas é uma represália. Mas eles vão ligar, com certeza querem o protótipo deles que vocês pegaram.


― Calma chefe, vai dar tudo certo.― Wallace tentou acalmar as coisas mas de nada adiantou.


― É tudo culpa minha. Sei que é. Não deveria ter deixado aquela garota teimosa se meter nos assuntos da gente e olha no que deu? Se acontecer algo com a Karina eu...― Pedro se culpava nervoso mas Duca logo o interrompeu.


― Calma porra, eles não são loucos de fazer nada com ela Pedro. É apenas uma represália.― Duca agora quem tentava acalmar os ânimos.


Já eram cinco da tarde e nenhuma notícia. Pedro se martirizava a todo momento e a toda hora vinha imagens da sua mulher na cabeça. O sorriso encantador, o jeito teimoso, as suas brincadeiras particulares... O jeito que ela o beijava e como na cama só ela o satisfazia. Ele nunca imaginou que esse casamento seria assim. Não pensou que esse contrato daria tão certo. Ele não pensou, em nenhum momento que poderia se apaixonar pela mulher que assinou o contrato antes de se casar.


Não poderia mais viver sem seus beijos.
Não poderia mais viver sem seus toques.
Não poderia viver sem seu mau humor matinal e sem suas brincadeiras sem graça.
Não conseguiria viver sem o seu sorriso e seu jeito de anjo com um lado diabólico.
Ele não poderia mais viver sem dizer que a... Ama?


E sem querer sentiu uma lágrima escorrer pelo seu rosto e agora o desespero era maior. Passou tanto tempo sofrendo por outra. Tanto tempo construindo sua muralha inabalável, tanto tempo tentando esconder os seus sentimentos mais puros. Talvez o único lado puro que ele tinha. E em menos de dois meses que ele a conheceu Karina abalou tudo. Abalou seu mundo, destruiu seu muro e alcançou seu coração. Com seu jeito simples e meigo. Seu jeito protetor e amável ela conseguiu acabar com todas as suas barreiras. E por ser um homem burro. Idiota talvez, não se permitiu perceber antes o quanto já não poderia viver sem aquele ser loiro e baixinho com o jeito marrento e meigo que só ele sabia domar.


― Cheguei gente. Disseram que estavam me procurando.― Quando escutou o doce som da voz dela Pedro levantou o olhar, achou que pudesse ser loucura mas todos também a olharam da mesma maneira.― Aconteceu alguma coisa?― Karina perguntou confusa ao ver a forma como todos a olhavam.


Pedro levantou em disparada até a loira enchendo-a de beijos por todo o rosto. Não se importando com a demonstração de carinho na frente de terceiros.


― Nunca mais faça isso comigo ok?― Karina gargalhava pois os beijos que seu marido dava em certos lugares fazia cócegas.― Nunca mais ouse em sumir. Eu não suportaria te perder entendeu.― Agora ela estava assustada. O modo como ele falava era algo que ela nunca tinha visto.


Pedro era um cavalheiro. Desde o primeiro dia a tratou com educação, mas as demonstrações de carinho eram poucas, eram maiores por parte dela. E agora, vendo-o falar desse jeito ela poderia até desconfiar que ele...


― Eu te amo.

To be continued...

Notas finais
É, será que foi a vez do Pedrinho dizer que a ama? O que vcs acham?