Notas iniciais
Oláááá. Demorei um pouco, eu sei, mas tava sem internet a uns dois dias e só tive um tempinho para escrever hoje. Bom, gostaria de agradecer a Cacau por mais uma recomendação. Nossa genteeeee vcs não tem noção do tamanho da minha felicidade. Obrigada também pelos 40 favoritos e 140 acompanhamentos? Acho que é isso mesmo. Obrigada meus mores lindoooos

Capítulo XXIII


"A mesma coisa que Pedro via, Karina também podia ver e quando viu a foto se assustou.
― Cobra?― Sussurrou ao ver que era ele abraçado a Lobão, um pouco mais novo, mas o olhar ainda era o mesmo. Os olhos da loira se encheram de lágrimas."


― Gente só temos dois minutos.― Fabi disse enquanto Pedro guardava a foto no bolso de trás da calça e voltava a procurar com Duca algo que desse para abrir o tal cofre.


Pedro passou a mão embaixo da mesa e foi vasculhando o local até se revelar uma protuberância, olhou embaixo da mesa e lá havia um botão,assim que clicou a parede atrás de si, abriu e uma enorme porta de ferro se mostrou ali, com certeza era o cofre.


― Precisa de senha cara, e agora?― Duca perguntou a Pedro.


― A gente descobre fácil, fácil.― Pegou um escâner, que Fabi havia dado e passou sob os botões da senha. Revelou os últimos números colocados.


5437


― Tomara que seja essa ordem.― Pedro disse e apertou os botões.


Por um milagre, ou pura sorte os números realmente eram nessa ordem e cofre se abriu, se mostrando ser um local pequeno que só daria para uma pessoa entrar. Pedro entrou e lá tinha um pequeno armário de ferro com seis gavetas, ele foi abrindo uma por uma, sem nenhuma delicadeza, ou preocupação até que achou os documentos do protótipo do Mercado Negro, mas não só os dele, os de Lobão também estavam lá e Pedro não viu problemas em pegá-los.


― Espero que você tenha uma cópia arrombado.― Disse antes de sair a passos rápidos do cofre.


― Quarenta segundos meninos. Saiam daí agora!― Fabi quase berrava para os meninos e eles correram até a passagem que eles entraram.


Karina ainda se encontrava estática pelo que aconteceu, várias perguntas pairavam em sua cabeça e ela nem prestava mais atenção na invasão. A todo momento o que vinha na cabeça dela era se Cobra a havia namorado por causa do Lobão, se eles tinham um plano, o que ele pretendia fazer com ela. Ela não sabia o parentesco deles mas o seu ex apresentou seus avós, já que os pais não eram mais vivos, pelo menos essa história foi a que ele contou. Será que tudo não havia passado de uma mentira? Uma armação?


CABUUUM!


O barulho da bomba acordou Karina dos pensamentos, ela olhou para fora e viu os meninos saírem correndo em direção ao carro mas olhando melhor ela viu que eles não estavam ali.


― Cadê o Pedro?― Perguntou a Fabi e João que tinham os olhos distantes.― Cade o Pedro gente?― Mais uma vez não teve resposta, assim ela saiu da vã e foi em direção as portas do galpão.


Saía fumaça do teto, e em alguns pontos ainda podia se ver o fogo.


Karina entrou em desespero.


― PEDRO!― Gritou com a voz embargada enquanto seu coração parecia que ia sair do peito.― PEDROOO!―Gritou mais uma vez tentando entrar no galpão mas logo sentiu alguém a segurar pela cintura.― Por favor Pedro, por favor não me deixa.― Karina tentou se soltar dos braços de Wallace, mas não conseguiu. Assim escorregou até o chão e lá passou a chorar com as mãos no rosto.


― Idiota, imbecil, burro, filho da mãe.― Karina chorava cada vez mais e ela não percebeu que João e Fabi saíram da vã. Fabi sentou-se ao lado da amiga mas não fez nada, apenas deixou que ela desabafasse.― Seus idiotas, explodiram a bomba sem ter certeza que ele ia sair? Eu vou matar todos vocês.― Tentou se levantar para ir até os meninos mas Fabi a segurou abraçando-a de lado.― Porque ele fez isso Fabi? Porque ele me deixou? Eu o amo tanto.― Suplicou a amiga que já tinha os olhos marejados também. Era um misto de sentimentos que ela não poderia explicar. A surpresa por descobrir que seu ex tinha alguma ligação com inimigo do pai, depois toda aquela emoção da invasão, a dor de saber que não mais verá aqueles olhinhos castanhos que tanto a encantavam.


Dor, essa era palavra, esse era o sentimento.


Quando Karina ia se levantar, viu Wallace sorrir. Ela o olhou incrédula e a vontade de matar um por um só aumentou.


― Como você consegue sorrir? Ele... Acho que ele morreu. O seu patrão, um grande amigo, o meu marido, o homem que eu amo acabou de MORRER caralho. Respeitem por favor.― Disse e agora todos os garotos sorriam.


― E quem disse que eu morri?― A voz rouca e inconfundível soou atrás de si. Karina demorou a processar e assim que se virou, viu seu homem parado com um sorriso largo no rosto. Ele tinha o corpo coberto de sujeira, algumas manchas pretas da explosão e Duca estava parado ao seu lado.


Karina correu até o marido pelando em seus braços. O abraço parecia que não teria fim. A loira o apertava contra si e depois que o soltou começou a bater em seu peito.


― Nunca mais faça isso comigo Pedro. Você entendeu?― Perguntou batendo no marido que ria da sua mudança de humor.― Seu idiota. Eu achei... achei que tinha perdido você... pra sempre.― Sussurrou a ultima parte enquanto acariciava o rosto de Pedro que sorriu para ela.


― Mas eu estou aqui não estou? Vaso ruim não quebra fácil K.― Então Karina se aproximou e o beijou. Não era nada de mais, não era um dos beijos que o casal estava acostumado a dar. Era um beijo simples mais com muita ternura. Continha saudade, medo, felicidade e muito amor.


― Aaarg, parem com isso seus nojentos.― João abusou recebendo um tapa no braço de Fabi.


― Acho melhor voltarmos para casa, ainda temos uma coisa para descobrir.― Karina disse e todos concordaram.


[...]


Karina foi no carro de Pedro junto com Duca e Wallace. Ela ia ao lado do marido, no banco do passageiro e a mesma sorria contente. Foi um susto imenso, mas sabe que ele estava ali, ao seu lado compensava tudo.


― Patrão, vamos para aquele lugar queimar os carros né?― Wallace lembrou vendo Pedro concordar.


― É uma pena queimar essa preciosidade, mas não podemos deixar rastros.― Pedro afirmou vendo todos concordarem.― K, você ainda não me disse como faremos para descobrir o traíra.― Pedro disse intrigado vendo a mulher sorrir.


― Ah Pê, você me disse de quem desconfiava certo? E eu também nunca fui com a cara dele. Ele não foi na invasão e sabemos porque, só teremos certeza assim que chegarmos e vermos a reação dele.― Karina disse simples e viu o olhar confuso de Duca e Wallace.


― Pedro, de quem exatamente tu desconfia?― Duca perguntou curioso vendo Pedro rir leve e negar com a cabeça.

― Já já vocês vão saber. Ka, a Fabi grampeou o telefone dele não é?― Perguntou simples e a mulher apensa assentiu.― Melhor ainda. Pego o filho da puta ainda vejo quem o está ajudando nessa.


Depois disso os quatro seguiram silenciosos até um terreno abandonado onde dois carros já o esperavam. Um deles era uma Land Rover branca e Pedro viu os olhos escuros de Duca brilharem.


― Pode ficar com esse Duca.― Pedro disse simples vendo Duca pular fazendo uma dança exageradamente engraçada.


― Ah cara, pode deixar, eu vou cuidar bem dessa belezura. Entrego ele sem nenhum arranhão.


― Não porra, eu disse que tu pode ficar com ele. Ele é seu.― Os olhos de Duca quase saltaram da caixa ocular e ele negou repetidas vezes com a cabeça querendo negar o presente.― Sem mimimi Duca, pode ficar com esse. E Wallace, não fica com ciumes ok? Esse eu só vou levar até em casa e depois pode ficar pra tu. Já tenho dois desse.― Pedro se referiu ao Mustang preto com alguns detalhes vermelhos que ele ia dirigir. Wallace sem pensar foi até o patrão e o abraçou forte levantando-o do chão.


― Porra patrão sério? Valeu cara, valeu mesmo. Cê sabe que com a gente não tem essa né? Fechamento puro e não precisa de presentes.


― Ok ok, agora chega de abraços que eu não sou viadinho. Depois te dou a chave. Ah, vocês sabem pra onde ir agora né? Deixem tudo preparado. Já já eu chego lá com a encomenda.― Pedro disse firme vendo seus aliados assentirem.


Depois que entraram no carro Karina ficou encafifada com essa história de lugar e encomenda. Do que será que ele falava? se perguntou.


― Pra onde você vai Pedro? Quero dizer, você disse que ia pegar o traíra...


― E vou.― Disse simples e Karina bufou. Ela queria uma resposta completa.


― Então pra onde você vai depois que pegar ele Pedro?― Perguntou mais uma vez já irritada.


― Você quer mesmo saber?― Karina bufou mais uma vez o olhando com seus olhos azuis quase queimando de raiva. Ela sentia que não estava em seu estado normal, com certeza era a TPM batendo na porta.― Se quer saber mesmo K, vou levar ele para minha diversão particular. Vou fazê-lo falar tudo. Tudinho e esse zé ruela ainda vai ficar do meu lado e me passar as informações que preciso. Eu mesmo vou derrubar o cuzão que se acha Lobo.


Foi apenas o que ele disse e Karina já sabia do que se tratava. Pedro iria torturar o homem, e apesar de tudo ela não gostava desse lado obscuro dele. Ela apenas deitou a cabeça na janela deixando os pensamentos vagarem. Apesar de não querer sua mente levava a foto que ela viu. Primeiro fato, Cobra estar abraçado ao Lobão, segundo fato, a mulher da foto não lhe era estranha.


― Pedro você pegou aquela foto não foi?― Ele apenas assentiu prestando atenção no caminho.― Você pode me emprestar?
Ela pediu vendo seu marido a fitar com uma das sobrancelhas arqueadas.


― Pra que você quer a foto?― Perguntou ele vendo-a revirar os olhos.


― Pra ver oras. Vai me dar ou não?― Pedro bufou contrariado entregando a foto a loira que olhava a imagem atenta.


Cada vez que Karina olhava aquela foto a raiva que sentia de Cobra aumentava. Ela sabia que ele não era a melhor pessoa do mundo e ela pensou que a pior coisa que ele poderia fazer a ela, já tinha feito, aquela traição doeu muito, mas agora olhando aquela foto ela poderia ver que as coisas iam além. Ela sabia que o envolvimento deles começou estranho. Cobra, um garoto mais velho, prestes a entrar na faculdade, bonito, rico se interessar por uma garota nova, sem muitas pretensões e do ensino médio... Aquilo soava estranho olhando agora e ela queria descobrir tudo, ela sabia que tinha algo sendo escondido. Além disso aquela foto ainda tinha uma incógnita. Aquela mulher, bonita, morena, olhos intensos e verdes. Ela não era estranha, mas quem, quem essa mulher poderia ser?


Pedro percebeu que a mulher estava imersa em seus pensamentos e ele sabia do que se tratava, resolveu não a incomodar e foram todo o caminho em silêncio. Quando chegaram a porta da mansão as luzes estavam acesas e ao longe pode notar a vã que Fabi e João tinham ido embora mais cedo.


― Vamos até lá, a Fabi e o nerd devem ter descoberto algo.


Pedro saiu do carro sendo seguido por Karina, nem precisaram bater pois logo a porta foi aberta revelando João, um pouco corado com os cabelos bagunçados. Karina não conseguiu segurar o riso, muito menos Pedro deixando os dois sem graça.


― Não vou nem dizer nada ok?― A loira disse vendo sua amiga concordar.


― É melhor mesmo.― Fabi disse em tom de ameaça fazendo Karina cair na risada mais uma vez.― Chega de gracinhas. Fiz o que cê me pediu K, rastreei também dois números, o que mais liga para ele e o que ele mais liga. Escutem esse áudio.


Fabi deu um fone e Karina e Pedro se encaixaram para ouvir. A conversa era estranha para a loira mas Pedro sabia de quem se tratava. Um dos homens de confiança de Gael também estava nessa. Leonardo era o nome dele.


― Filho da puta.― Pedro disse entre dentes e João se assustou pelo seu tom.― K, vai entrando na frente e finge não estar entendendo nada. Se eles perguntarem diga que saiu com a Fabi, eles vão tentar dizer que eu morri e talz, eles acham isso, só finja que acredita ok? Tô entrando logo atrás, primeiro vou pegar um verme e mandar ele visitar o diabo um pouco mais cedo.


Karina sorriu fria e saiu da vã. Assim que entrou na mansão Duarte os olhares de toso da sala se voltaram para ela. Marcelo tinha os olhos e a ponta do nariz vermelhos, quase Karina ria pois ele ficou engraçado daquele jeito. Viu uma mulher de pele bronzeada, cabelos negros e os olhos puxados entregavam sua descendência Japonesa, ela estava ao lado do seu sogro e ela não soube dizer de quem se tratava. Dandara também estava com cara de choro e Gael tinha uma expressão indecifrável.


― Boa noite gente, reunião de família?― perguntou brincalhona tentando entrar no papel que representava. Ao longe pode notar um resquício de sorriso nascer nos lábios de Tawiki.


"Filho da puta, quem rir por ultimo rir melhor!" pensou ela. Logo Gael correu até sua filha dando-lhe um abraço apertado.


― Filha onde você se meteu? Eu estava preocupado.― O tom da voz de Gael fez o coração da loira se apertar. Se Pedro não entrasse logo ela acabaria com a farsa ali, naquele momento.


― Essa reunião é por mim então? Pai, esqueceu que eu sai com a Fabi hoje? Eu te avisei. Cadê o meu marido? Ele já chegou?


Direcionou seu olhar pra Tawiki que sorria e a vontade acabar com o rosto bonitinho e aquele sorriso nojento só crescia em Karina.


― Karina o Pedro... ele... ele...― Gael tentou falar mas logo foi interrompido pela sombra que passou pela porta.


― O que tem eu?― Pedro entrou parando ao lado da sua mulher que sorria abertamente ao ver a cara de tacho de Tawiki.


― Mas você... você... O que ta acontecendo?― Marcelo se pronunciou pela primeira vez e Karina percebeu a movimentação de Tawiki até a porta. Ele já havia percebido que toda a sua farsa havia caído por terra.


Karina foi rápida e sacou a arma da cintura de Pedro dando um tiro próximo ao jarro onde o moreno ia passar. Ele a olhou assustado e Karina apenas sorriu.


― Pode ficar paradinho aí idiota.― Gael estava assustado com a filha, ele quem havia ensinado Karina a atirar mas nunca tinha visto sua filhinha fazer uma coisa dessas, muito menos ali, em sua frente.


― Karina o que... O que ta acontecendo aqui porra, me expliquem.


― Explica tudo Karina, eu vou levar um certo x9 para dar um passeio. O que acha de vir comigo Tawiki?―Perguntou Pedro indo em direção ao cara que se cagava de medo.


Karina foi até o marido dando um selinho nele e sussurrou um "Tenha cuidado!" no ouvido deles. Pedro apenas sorriu e saiu puxando o homem. Assim que seu marido atravessou a porta Karina se virou para todos da sala que tinham uma expressão curiosa sobre a loira.


― Ta ta ta, vou explicar tudo.― Ela disse sentando em uma cadeira antes de começar as explicações.

To be continued...

Notas finais
Acho que o capítulo ficou pequeno né? Eu sei... Bom, sei que a maioria sabia do envolvimento de Tawiki em tudo, ele não soube disfarçar. Sobre o Cobra estrar envolvido nos esquemas do Lobão, a história não é bem assim ok? Vcs vão saber de tudo, na hora certa. Ainda temos mais umas duas ou três surpresas a serem reveladas e acho que uma certa Vicki quer voltar, não sei quando mas ela volta. Quem será a mulher da foto? Algum palpite? Bom APCnáticas espero que esse inicio de ano esteja sendo bom pra vcs, obrigada mais uma vez a Cacau pela recomendação e espero que continuem acompanhando a história. Beijos e queijos!