Amor por contrato (ACONTECEU VOCÊ E EU)
20 Capítulo 19
Notas iniciais
Capítulo XIX
Assim que chegaram em casa seguiram para o quarto juntos. Pedro estava muito calado, mergulhado em seus pensamentos e Karina fazia o mesmo.
― Pedro, tira essa camisa e senta aí na beira da cama. Vou pegar a maleta de primeiros socorros.― Pedro fez o que a mulher pediu e se sentou ainda quieto. Sem emitir nenhum som. Logo Karina voltou trazendo a maleta. Ela a abriu e e pegou uma gaze molhando com soro.
― Ai!― Pedro murmurou e Karina o olhou preocupada. Percebeu que a bala havia passado de raspão e o marido só precisaria de um curativo.
― Calma, vai passar. Olha nem foi tão grave. Nem precisa levar pontos.― Karina continuou concentrada em seu trabalho enquanto Pedro a olhava fixamente. Ele queria conversar com ela sobre o jantar mas não sabia por onde começar. Começou da pior maneira.
― Você fez aquilo para me provocar né?
― Aquilo o que?― Karina estava visivelmente confusa e isso se percebeu pelo seu olhar, já Pedro que estava irritado soltou um sorriso irônico o que Karina detestou.
― Você dançando com aquele idiota do seu ex. Francamente Karina achei que você fosse mais madura. Você mesmo disse que eu...
― Pera lá Pedro Ramos. Qual é o seu problema? Eu não sou infantil a esse ponto. Não posso mentir e dizer que aquela mulher não me incomodou, mas eu não sou idiota. Sei que você gosta dela e não posso fazer nada para impedir. Se eu não permitisse que você dançasse você ainda pensaria nela. E dançar com o Cobra não foi nenhuma provocação, só uma consequência de você ter largado SUA mulher na pista.― Karina parou de limpar o ferimento do marido e eles se encaravam enquanto ela falava. Pedro queria rir porque quando Karina estava irritada ficava toda vermelhinha e ele achava aquilo uma graça. Mas se ele risse agora seria capaz de dormir no sofá.
― E quem disse que eu estava pensando nela Karina? Eu vou ter que repetir a você que não sinto mas nada pela Vicki? Ela é um passado. Um passado que me fez sofrer e eu quero esquecer.
― Não foi isso que ela disse.― O olhar de Karina entristeceu e ela baixou os olhos encarando os pés. Pedro percebeu a tristeza da mulher e aquilo apertou seu coração. Ele toco a bochecha rosada de Karina com os dedos e ela voltou a olha-lo.
― O que foi que ela disse K? Me conta.
― Ela só me... Me provocou quando eu estava no banheiro. Disse que você ainda comia nas mãos dela e quando se deitava comigo pensava nela. Não vou mentir Pedro aquilo me deixou muito incomodada. Se que pudesse eu dava na cara dela dentro daquele banheiro. Mas como sou uma mulher de classe...― Karina riu fraco e Pedro sorriu. O rapaz puxou a mulher fazendo-a sentar em seu colo. Pedro a olhava nos olhos e aquele mar que ela tinha no olhar era sua perdição. Ele não podia negar que ainda estremecia perto da sua ex, mas não era um sentimento, estava mais para uma ligação. Mas o que ele sentia por Karina era forte. Mais do que ciúmes, mas do que possessão. Bem mais do que o desejo ou um simples contrato. Amor? Ele não poderia dizer essa blasfêmia. Mas o que aquela loira o fazia sentir ele queria mais e queria descobrir o que era aquilo que fervilhava dentro de si quando estava perto dela.
― Olha K, não liga para o que ela falou tá? Aquela lá é venenosa. Sabe como provocar alguém. Eu não sinto mais nada por ela, talvez mágoa quem sabe. Mas ela sabe que alguma coisa em VOCÊ me ascende. Enquanto dançava com ela era o seu olhar que eu procurava no salão. E quando te encontrei com aquele cara...― Pedro respirou fundo antes de continuar mas logo viu o sorriso da mulher então voltou a falar.― Eu fiquei com ciúmes. Com muito ciúmes. E ela percebeu. Com certeza ela quis te provocar porque sabe que eu não como mais na mão dela. E nem pense que é ela que desejo na minha cama. Nunca senti, nem por ela, o desejo que eu tenho por você K. O sexo com você é maravilhoso. Como te falei naquele dia na praia, eu não te prometo amor mas com certeza tentarei te fazer feliz e quem sabe, mas pra frente a gente não se apaixona?
Eu já sou apaixonada por você. Karina se assustou com o pensamento mas resolveu espantá-lo. Será que com tão pouco tempo ela poderia ter se apaixonado por ele?
― Eu sei Pê, e obrigada por me dizer isso. Agora deixa eu terminar de limpar esse ferimento.― Karina voltou a fazer seu trabalho e de repente se lembrou do resto dos seus problemas. Ah droga, tenho que falar agora!― Amor, tenho que te contar uma coisa.
― Iiiih, já não gostei desse seu tom. Desembucha vai.
― Promete que não vai gritar, nem brigar comigo?― Pedro arqueou a sobrancelha em desconfiança mas assentiu dando a segurança para Karina voltar a falar.― Primeiro quero te dizer que não foi planejado por mim te esconder nem te omitir isso ok? Eu só estava preocupada com você e tive medo de te dizer antes...― Pedro estava visivelmente preocupado e com medo do que viria. Nunca tinha visto a mulher assim tão triste. Seu olhar, seus gestos. Tudo indicava sua inquietação.― Ontem eu recebi uma ameaça.
― O QUÊ?― Ele gritou levantando-se da cama e Karina o empurrou de novo olhando torto para ele.― O que? Me explica isso direito Karina.
― Bom, ontem na hora que eu vim dormir recebi uma ligação. Te disse que foi um trote mas não foi. Era um homem e pela voz parecia não ser tão velho. Ele disse que ia matar...― Respirou fundo mais uma vez antes de continuar. Ela odiava falar aquilo. Odiava ter que repetia o que o homem havia lhe dito pelo telefone.― Disse que ia matar você, o pai e o Marcelo. Na hora não quis te contar porque você estava muito preocupado e eu notei. Se eu te contasse você ficaria igual a mim e não dormiria a noite.
―Você... você não dormiu?― Ele perguntou preocupado e Karina negou com a cabeça e Pedro passou a mão no cabelo. Quando ele fazia isso era sinal de que estava irritado.― Poxa Ka você deveria ter me contado. Deveria ter dividido comigo isso.
― Olha quem fala, o senhor "Meus problemas são meus!" Me poupe Pedro, eu só não te disse porque sei que está cheio de problemas e não queria te preocupar. Mas ainda não terminei.― Karina pegou seu celular em cima do criado mudo e mostrou a mensagem a Pedro que olhou fixamente para tela.― Recebi ontem também. Eu ia te contar, hoje de manhã. Mas aconteceu aquilo tudo e depois teve o jantar e ai não deu tempo.― Suspirou pesado e sentou-se ao lado do marido que ainda olhava a tela. Pedro se virou olhando para a mulher e viu uma lágrima escorrer pelos seus olhos.― Foi tudo culpa minha né? Se eu tivesse dito antes talvez...
― Ei K, para com isso ok? Nada disso é culpa sua. Você teve suas razões para não ter me contado e eu as admiro pois sei que se preocupa comigo e agradeço por isso. Só peço que não esconda as coisas de mim tudo bem?― Ele abraçou a loira alisando as costas nuas que o vestido tinha.― Sua pele é tão quente... Tão macia..
― Não começa... Pedro.― Karina suspirou sentindo os beijos do marido que desciam pelo seu pescoço enquanto segurava os cabelos loiros com força.
― Ainda bem que você sabe que estou apenas no começo.― Ele jogou Karina na cama ficando por cima dela tomando seus lábios com volúpia. Karina correspondia ao beijo na mesma intensidade. Aquele beijo era impossível ser negado.― Eu só... Só preciso sentir você.― Pedro mordia a bochecha de Karina e descia distribuindo beijos molhados pela sua clavícula e pescoço fazendo-a se arrepiar por inteiro. Ele mordeu de leve a orelha da mulher e passou a encara-la.― Só preciso de você agora Fable...
Voltaram a se beijar e dessa vez com mais vontade. Karina desabotoava a camisa social de Pedro e assim que a tirou passou a arranhar s costas enquanto ele pressionava sua ereção contra a intimidade de Karina.
― Esse seu vestido é complicado viu...― Karina riu ao ver a dificuldade do marido para tirar o seu vestido então setou-se na cama ajudando-o a tira-lo. Asim que a peça foi tirada Pedro passou a beijar o pescoço de Karina enquanto puxava seu cabelo com força. Descia seus beijos quentes pelo vale entre o seios e agarrou os dois juntando-os. Pedro passava a língua no mamilo da esposa fazendo-a se arrepiar e gemer o nome dele repetidas vezes.
Isso pra ele era considerado como os sons dos anjos.
― Até sua voz me excita Fable... Você gemendo meu nome é música para meus ouvidos.― A loira puxou o cabelo do marido tomando sua boca com ferocidade. Como estavam sentado ela se aconchegou mais para seu corpo e enlaçou sua perna na cintura do homem rebolando em cima da sua ereção. A voz rouca de Pedro ecoou pelo quarto em um gemido fraco o que fez Karina sorrir entre o beijo.
― Você gosta quando eu rebolo em cima de você Pedro?― Ele gemeu algo incompreensível em resposta o que Karina tomou como um sim. Voltou a rebolar em cima do marido enquanto beijava seu pescoço e arranhava seu peito desnudo.
Pedro a empurrou de volta na cama e pressionou com força a intimidade de Karina contra sua ereção.
― Gosta de brincar Fable? Vamos brincar.― Karina o olhou assustada mas depois sorriu quando viu os lábios de Pedro descerem por sua barriga. Ele mordia, beijava sugava... Karina se deliciava e se contorcia em baixo do marido que sabia muito bem trabalhar com a boca. Pedro chegou até a calcinha da mulher e lambeu sua intimidade por cima do pano. Beijava a virilha da loira enquanto a estimulava com os dedos sob o clítoris coberto da jovem que rebolava em cima de seus dedos. Pedro desceu a calcinha da mulher e sem cerimônias passou sua língua fria sob a intimidade quente da loira. Karina se arrepiou novamente pelo contato enquanto Pedro simulava uma penetração com a língua.
― Awn... Isso é tão bom.― Ela gemeu. Pedro enfiou dois dedos na entrada de Karina e ela gemeu alto rebolando os quadris. Seus olhos se encontraram e nenhum dos dois conseguia desconectar os olhares. Pedro fazia movimentos rápidos com os dedos e estimulava o clítoris com a língua.― Aaaah Pedro eu vou...
― Goza pra mim Fable. Quero o seu mel aqui, na minha boca...― Só precisou da aprovação e Karina derreteu sob os dedos do marido. Pedro levou os dedos a boca de uma forma sexy e avançou novamente para a boca da esposa fazendo-a sentir seu próprio gosto.― Viu como até seu gozo é gostoso Fable?― Perguntou entre os beijos enquanto Karina descia suas mãos para a cueca do marido puxando o pênis para fora da cueca. Ela estimulava o marido com uma das mãos enquanto a outra arranhava suas costas. Quando a mão passou a incomodar pelos movimentos ela se levantou na cama fiando de quatro na frente do marido. Beijou a barriga de Pedro e mordeu de leve o lugar. Não demorou muito e ela já estava abocanhando o instrumento grande dele que apreciava a vista linda que era a mulher de quatro pagando um boquete nele.
― Isso Karina me chupa...― Karina fazia os movimentos cada vez mais rápidos com a boca e a parte que não conseguia chupar ela masturbava. Desceu com a língua até o escroto do marido sugando-os e lambendo-os enquanto masturbava o pênis dele.― Aaah Fable acho que vou...― Karina voltou a boca para o pênis de Pedro que não demorou e liberou o gozo na boca da esposa que engoliu mesmo com um pouco de nojo.― Você faz o melhor boquete que eu já tive Karina.― Ela deu um tapa na perna de Pedro que a olhou com as sobrancelhas arqueadas.
― Isso era pra ser um elogio?
― Acho que sim...― Respondeu desconfiado e Karina sorriu divertida.
― Pois não funcionou viu?
― Ah deixa de besteira... Ainda não terminei com você.― Puxou Karina pra si ficando de joelhos na cama um de frente ao outro. Ele passou as costas da mão pela bochecha da loira e beijou cada pedaço do rosto dela. Bochecha, queixo, nariz, testa e lábios. Selando-os de uma forma inesperadamente carinhosa. Karina sabia que na hora do sexo Pedro era selvagem e aquele beijo a pegou de surpresa. Ela passeou suas mãos sobre o braço do marido carinhosamente para não magoar seu curativo e chegou aos cabelos puxando-os com força.
Ele a puxou mais pra si rompendo todos os espaços que sobraram. Karina enlaçou suas pernas na cintura do marido que foi descendo lentamente até encostar as costas da mulher na cama e a penetrou com força fazendo-a arfar entre o beijo. Ele se movimentava de forma rápida e segura enquanto uma das mãos apertava o seio da garota com força. Trocaram de posição e Karina ficou por cima cavalgando e rebolando em cima do pênis do marido que ajudava nos movimentos segurando com força sua cintura. Logo chegaram ao ápice juntos e Karina caiu sob o peito do marido inalando o perfume do seu pescoço.
[...]
Ela abriu os olhos lentamente e sentiu o peso dos braços do marido em volta da sua cintura. Involuntariamente sorriu sem nem mesmo olha-lo. Pedro tinha os cabelos bagunçados e a boca entreaberta. Seus lábios rosados e tão convidativos fez a loira suspirar. Seu tronco nu dava uma bela visão do corpo sarado dele e se pudesse passaria horas a observá-lo. Apesar de ser um homem de seu total oposto eles conseguiam se dar bem, se entendiam da forma deles. Pensar em Pedro todos os dias. Pensar em agrdá-lo de todas as maneiras. Querer ouvir o som da risada dele estava a transformando em uma boba apaixonada.
Boba apaixonada?
Isso mesmo. E por mais que quisesse negar para si mesma o fato de ainda estar olhando para o marido que dormia já demonstrava que o sentimento não era só um simples desejo. Ela gostava de estar com ele. Gostava de conversa com ele. De ver ele sorrir e arrancar risos bobos do marido. Gostava do seu cheiro natural e o modo como o cabelo era naturalmente bagunçado. Era completamente apaixonda pelo seus toques e carícias. Sua boca em sua pele e o jeito como a beijava era unico. Até das brigas ela gostava. O modo como ele passava as mãos pelo cabelo nervosamente. O jeito que as veias de seu pescoço saltavam em irritação. Os seus ciúmes e possessividade eram... Fofos? Isso mesmo. E para uma garota que nunca gostou de ser controlada, ou tomada como posse com ele tudo se tornava diferente.
Intenso?
Com certeza. Tudo nele a intrigava. A instigava por descobrir mais e mais dele. Ela sabia das suas sombras e medos e sabia que se apaixonar por um mafioso, mesmo ele sendo seu marido, era roubada mas o que fazer a essa altura do campeonato? Ele não se entregaria a ela da mesma forma, isso é fato e ela não queria ser a boba na relação não estava em seus planos.
Mas o que fazer agora estando completamente apaixonada por ele? Pelo seu tão excitante marido mafioso?
Karina se levantou da cama, ainda nua pela noite anterior e se esgueirou pelas cobertas até sair da cama tomando cuidado para não acordá-lo. Seguiu para o banheiro e adentrou o box. Seus pensamentos sobre estar apaixonada por Pedro fazia seu coração acelerar e ao mesmo tempo apertar em seu peito. Acelerar, pois a sensação de se estar apaixonado é unica. É extasiante. É excitante, revigorante. Mas o aperto no coração, era aquele sinal de alerta, que piscava e piscava intensamente. Era medo. Medo de sofrer. Medo de não ser correspondida. Medo dele nunca poder amá-la do jeito que ela estava o amando.
― Que droga!― Murmurou para si deixando que a água ajudasse a pensar mais um pouco.
A água gelada ajudava a pensar e mais um pouco de tempo em baixo dela sentiu mãos agarrando sua cintura. Em meio a um milhão de pessoas o toque dele era único. A sensação que ele, e só ele poderia causar-lhe era única e era muito bom estar sob as mãos do cara que causava tantas emoções e sentimentos nela.
― Porque não me acordou?― Sussurrou ao pé do ouvido dela, que já se derretia por inteiro.― Adoraria tomar o banho com você Fable.― Afirmou virando-a para poder encará-la melhor.
Os olhos de Karina transpareciam todos os seus sentimentos. Ele conseguia ver naquele azul piscina algumas coisas escondidas nele, apesar de ser o maior mistério dela o que guarda aquele olhar. O jeito que ela sorria de lado. O modo como enrubescia quando estava envergonhada, ou como ficava vermelha se estava irritada. Tudo isso o encantava. Encantava até mais do que esperava.
O cheiro da sua pele. A maciez dos seus lábios e a voz sexy . Tudo isso aflorava sentimentos e sensações desconhecidas por ele, ou até por toda humanidade. Karina era única e ele sabia disso.
― Bom dia Pê. Não quis te acordar, você dormia tão... gostoso.― Afirmou sorridente, o que fez ele sorrir.
Droga o que ela está fazendo comigo?
― Gostoso eu sou por inteiro Fable...
― E nada convencido também.
― Vire-se, vou esfregar suas costas.― Karina virou-se de costas e ele pegou a esponja e o sabonete liquido despejando uma boa quantidade em cima dele. Pedro esfregou lentamente ombros da mulher, descendo pelo seu braço. Desceu mais um pouco pelas costas até chegar ao cós das nádegas branquinhas com algumas marcas vermelhas da noite anterior. Ao se lembrar disso Pedro suspirou alto o que fez Karina olha-lo virando-se um pouco para ele.
― O que foi Pe?
― Nada... Só que você é muito gostosa.― Sorriu provocativo o que a fez sorrir também. Karina pegou a esponja na mão do marido e começou a esfregá-lo pelos ombros descendo até o peitoral nu. Mais um pouco até a barriga fazendo Pedro fechar os olhos para conter os pensamentos impuros mas o seu amiguinho já dava sinal de vida.
― Pê, hoje vou ter que ir ao mercado. E vai ser agora de manhã. Depois passo na casa do pai e a gente pode almoçar fora.
― Humrum.
― Vou aproveitar e falar com a Bete sobre uma amiga dela que quer preencher a vaga aqui em casa. Precisamos de uma empregada.― Pedro ainda mantinha os olhos fechados e pouco se importava com o que Karina dizia. A garota já estava com as mãos sob o pênis do marido e fazia movimentos leves e provocativos. Tinha um sorrisinho maroto nos lábios o que indicava sua malícia.
― Ah Fable, você pode fazer o que quiser mas agora eu só preciso de você. Vou foder você aqui nesse banheiro.― Pedro tomou os lábios de Karina em um beijo intenso e cheio de sentimentos. Tinha desejo, carinho, proteção, tinha paixão. Muita paixão. Karina dobrou as pernas em volta da cintura do marido enquanto ele descia os beijos sob o pescoço da loira que arfava em tesão.― Você. É. Muito. Gostosa!
Ele não esperou muito e penetrou a loira com tudo e antes que ela gritasse a interrompeu com mais um beijo. A água caia sob os corpos nus o barulho das peles se chocando só aumentava a líbido do dois. Ficaram mais um tempo no vai e vem gostoso até chegarem ao ápice juntos. Karina demorou mais uns minutos recostada no pescoço dele e Pedro inalava o perfume dos cabelos loiros.
― Pedro eu acho... a-acho que eu te amo!― Ela não sabia porque tinha dito isso mas pareceu ser a melhor atitude. Pedro estava estático e Karina não queria cobrar nada dele então desceu do seu colo e deu-lhe um selinho antes de sair do boxe.
Pedro ficou mais um tempo tomando banho e tentando digerir o que sua mulher disse agora pouco. Ele sabia que não a amava e não iria iludi-la, mas ouvir da boca dela aquilo o deixou muito feliz. Karina era uma mulher incrível. Linda, inteligente, decidida. Tudo o que ele precisava nela o encontrava, mas será que ele seria capaz de amá-la?
Depois que saiu do banheiro não a encontrou mais. Tinha um bilhete em cima do criado mudo e sabia que era dela.
"Fui ao mercado e depois vou fotografar. Mais tarde passo no pai para o nosso almoço.
Beijos, Fable!"
Sorriu ao ler o bilhete e foi se vestir. Não demorou muito e ele já estava na garagem a caminho da casa do sogro. Pedro percebeu estar sendo seguido por uma moto e fez um caminho mais longo até estar totalmente seguro. Sua mente vagou para a mulher e onde ela estaria. Ele sabia que ela foi ao mercado mas se ele foi seguido porque ela não? Pegou seu celular e começou a ligar para mulher. Uma chamada, duas, três, quatro... Nada. Ligou mais duas vezes e nada.
― Pra que tem celular porra?― Esbravejou dentro do carro. Assim que chegou na mansão mandou uma mensagem para loira.
"Karina peço que tenha cuidado. Por favor não vá fotografar, venha direto pra casa do seu pai."
Pedro foi direto para o escritório de Gael onde seu pai e o resto do pessoal já o esperavam. Na sala a discussão intensa sobre o que fazer para se vingar de Lobão pois sabiam que o atentado foi ele quem armou mas Pedro nem escutava estava preocupado de mais já que a mulher nem dera sinal de vida depois das ligações.
― Não é mesmo Pedro?― Marcelo perguntou mesmo já tendo percebido que ele não prestava atenção em nada.
― Hã? O que?― Ele olhou para todos da sala que o encaravam confusos.― Eu... preciso fazer uma ligação. O que vocês resolverem pra mim esta ótimo.
Resolveu ligar para mulher novamente e agora dava caixa. Mais duas chamadas e a loira atendeu.
"Oi amor!"
"Oi amor? Onde você tá Karina? Faz horas que eu te ligo porra!"
Pedro estava exasperado e Karina percebeu. Mesmo assim não deixou de sorrir por perceber que o marido estava preocupado com ela.
"Calma Pê. Pra onde disse que eu ia?"
"Sim mas quanto tempo leva pra fazer mercado?"
"Em vista que na nossa casa não tem nada pra comer, muito tempo. Agora ainda to escolhendo os congelados. Não se preocupa que eu trouxe seguranças ok?"
"Tudo bem só não... Demora! E por favor não vá fotografar, vem direto pra cá ok?"
"Ta! Beijos"
A ligação foi encerrada e Pedro voltou de novo para sala de reuniões.
― O atentado de ontem só foi mais um aviso chefe, a gente precisa agir rápido. Ele ta achando que pode controlar tudo e se a gente ficar se escondendo vai ser pior. Eles estão ganhando muito espaço.― Duca argumentava com Gael enquanto Marcelo observava o filho entrar e seu ar de preocupação já não estava igual.
― Concordo com ele Gael. É melhor contra-atacarmos e deixar o mercado negro pra depois. Já temos tudo preparado mesmo.― Marcelo ajudava Duca na argumentação mas mesmo assim Gael ainda estava relutante não querendo ceder a ideia.
― Eu não sei...
― Gael é melhor fazermos algo sim. Ontem depois que eu e a Karina chegamos em casa ela me contou que recebeu ameaças por telefone. Até mandaram mensagens pra seu celular...
― O QUE? Ameaçaram a minha filha? Esses filhos da mãe...
― Não Gael. Não ameaçaram a K. Pelo que ela disse o homem que havia ligado ameaçou mim, a você e ao meu pai.― Pedro afirmou passando um pouco mais de tranquilidade ao pai da moça que já estava desesperado.― Não sei se dá pra descobrirmos a origem da ligação mas quando ela chegar tentaremos registrar a chamada. Também podemos grampear o celular dela. E eu já deu uma ideia de como podemos contra atacar...
Pedro continuou explicando seu plano e com algumas sugestões de Duca e de Tawiki que observava tudo também. Já se passava do meio dia e Karina tinha acabado de chegar. Depois de dar seu celular para Tawiki examinar a ligação e ver que não daria em nada ela e Pedro saíram da mansão em direção ao restaurante.
― Mesmo que você não me pedisse não daria tempo de eu fotografar hoje. O mercado estava lotado.― Estavam no carro a caminho do restaurante e Pedro parecia distante. Enquanto a loira falava sua mente vagava para outros lugares. Principalmente o plano que tramaram. O que diga-se de passagem fora muito inteligente.― Pê ta me ouvindo? O que aconteceu?
― Coisas da máfia K, não se preocupe.― Tentou sorrir pra mulher mas Karina estava realmente preocupada. Além de todos os problemas ela havia dito que o amava e ele não disse nada. Mas a surpresa que ela estava preparando deixaria muito feliz.― Então em que restaurante vamos?
― Naquele perto da lagoa. Sabe qual é?
― É claro. O melhor do Rio.
[...]
O almoço seguiu tranquilo. Conversaram sobre diversas coisas mas nenhum dos dois tocou no assunto de mais cedo. O fato era que Pedro ainda não sabia como lidar com aquela informação.
Ela o amava?
Mas como? Ele sabia que sentia o grande carinho por ela, afinal que homem não gostaria de uma mulher como aquela? Mas amor? Não era muito cedo pra dizer. Ele tinha medo de decepcionar ou magoar a garota mas depois do que ela havia dito isso hora ou outra ira acontecer.
Quando se ama magoar-se é inevitável.
Pelo menos é assim que ele pensava.
Quando saíram do restaurante Karina não conseguia conter o largo sorriso que tinha no rosto. Ela pensava em qual poderia ser a reação do marido ao ver a surpresa que ela havia preparado.
― Que sorriso é esse dona Karina Duarte Ramos?― Perguntou o rapaz desconfiado, porém sorridente.
― Ah Pedrinho, você vai ver.
Foi apenas o que disse e o caminho seguiu-se em silêncio.
Assim que chegaram em casa surpreenderam-se ao ver a portaria sem nenhum dos seguranças. Pedro freou bruscamente na porta de casa.
― Fica no carro!― Mandou ele saindo em seguida sacando a arma de trás das costas. Karina saiu do carro ao mesmo tempo o que lhe rendeu um olhar feio do marido.― Eu mandei ficar no carro porra!
― Não vou deixar você entrar sozinho.― Pedro sabia que quando a loira decidia algo era muito difícil convence-la do contrario então o que lhe restou foi pegar mais uma arma e entregar a mulher que o olhou espantada.― Não vou usar isso Pedro.
― Ah é melhor usar se não quiser que nós dois morramos lá dentro. Agora venha atrás de mim e se eu mandar você atira ok? Sabe como fazer isso?―Karina assentiu com a cabeça pois realmente sabia como se usar uma arma. Havia tomado vários tipos de treino quando ainda era nova. Exigências do pai. Só não tinha certeza se teria coragem de atirar em alguém.― Ok, vamos entrar!
― Seja o que Deus quiser!― Murmurou a loira antes de adentrarem os portões da casa.
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