Amor por acaso.

1 Era pra ser uma viagem.


Notas iniciais
Oi gente! Primeiro capítulo fresquinho pra vocês. Espero que gostem! Comentem o que acharam, assim eu posso continuar!
Aproveitem :)

Ps: POR ENQUANTO Lisa e o Sr. Olhos verdes serão um casal light, mas ainda tem muito por vir!

-Estou pronta! Digo descendo as escadas e indo em direção ao meu pai que me olha com uma expressão um tanto desapontada e nervosa. Ah não, o que há de errado?

-O que? Aconteceu alguma coisa? Pergunto mais baixo do que deveria.

-Ah querida, você sabe o quanto eu queria te levar para essa viagem, mas é que... Ele olha para o chão.

-O que pai? É a terceira viagem que nós adiamos! O que aconteceu agora? Digo batendo os pés no chão como uma adolescente emburrada, para uma menina de dezessete anos que mora sozinha com o pai, eu fui um pouco infantil.

-Elisa, meu chefe vai precisar de mim estas férias. Mas eu tive uma ideia para que não precisemos adiar a viagem! Ele diz animado, mas eu sei que ele não está tão de acordo assim.

- E?

-O filho do meu chefe, bem, ele é um bom rapaz, eu acho... Reviro meus olhos. -E meu chefe implorou para que eu o deixasse viajar com você.

-Viajar comigo? Mas eu nem sei quem ele é! E papai porque seu chefe implorou por isso?

-Eu contei sobre a viagem, mas ele disse que realmente vai precisar de mim, e disse que o filho dele está com uma ideia maluca de viajar sozinho, e bem, ele sabe que você é uma menina muito bem educada e pé no chão, e eu também sei que você não faria nada de estúpido, não é? Ele diz duramente.

-É claro que eu não faria nada de estúpido pai! Mas eu não vou viajar com esse "riquinho" seja lá quem ele for. Cruzo os braços.

-Minha filha, eu te peço por favor! Vocês vão viajar até chegaram na casa de praia e então nossos familiares vão estar os esperando, vai ser rápido. Depois arranjamos outra viagem juntos! E querida, quantas meninas nesse mundo não gostariam de um pai que deixa sua filha de dezessete viajar sozinha com um "riquinho"? Ele ri. Eu tento esconder o sorriso, mas não resisto.

-Eu vou cobrar pela viagem! Eu digo dando um beijo em sua bochecha.

Ficamos no sofá por um tempo conversando. Meu pai me passava dicas de golpes caso o tal "riquinho" tente algo. Ríamos que nem duas crianças.

-Acho que alguém chegou. Meu pai diz se levantando assim que ouve a campainha.

Faço uma careta para ele e caminho até a porta enquanto ele pega as malas.

-Olá. Escuto uma voz, mas no momento tudo o que posso ver são olhos verdes, cabelos loiros e bem aparados. Limpo minha garganta.

-Olá, eu sou o pai dela, muito obrigado por acompanha-la nessa viagem. Meu pai diz duramente.

-Ah você sabe, meu pai me obrigou a fazer isso, mas até que pode ser legal. Ele diz me olhando fixadamente. Eu coro. Ele olha para meu pai que o encara.

-Bem, acho melhor irmos logo, a estrada fica perigosa à noite. Digo me virando para meu pai, enquanto o Sr. Olhos verdes pega as malas e as leva para o carro.

-Tchau papai. Eu o abraço e ele cochicha no meu ouvido:

-Eu vou te ligar de 5 em 5 minutos, Elisa. Eu reviro os olhos e caminho até o carro. Sr. Olhos verdes tenta me alcançar para abrir a porta, mas já é tarde de mais.

– Te amo pai. Eu disse e então caímos na estrada.

A viagem deve levar em torno de 2 horas e já estamos na estrada a mais ou menos meia hora, já está escurecendo e nem eu nem ele soltamos nenhuma palavra. E eu nem pretendo.

-Meu nome é Liam. Ele diz quebrando o silêncio. Continuo calada.

-Pensei que fosse perguntar. Ele me olha cautelosamente e então volta à atenção para a estrada.

-Eu deveria?

-Bom, vamos fazer uma viajem juntos, acho que pelo menos meu nome você deveria saber. Ele abre um meio sorriso. Derreto-me. Ah não, não mesmo.

-Elisa. Mas pode me chamar de Lisa. Eu digo mantendo meus olhos na estrada.

-Belo nome. Ele diz.

-Ah, não me venha com essas cantadinhas baratas, eu não... O carro para.

-Porque parou o carro?

-Não parei. Ele diz confuso. –Ah não! Que droga! Ele bate no volante, acho que ele lembrou algo.

-O que foi?

-Eu tinha que ter passado na oficina enquanto ainda estava na cidade. Ainda faltam algumas peças no motor.

-O QUE? VOCÊ SAIU PARA UMA VIAGEM SEM NEM MESMO PASSAR NA OFICINA? Digo um pouco dura demais.

-Não! Eu já tinha passado, só tinha que ir lá de novo e resolver algumas coisas.

-Ah, idiota do mesmo jeito. Eu bufo. E ele ri. ELE ESTÁ RINDO DE MIM? O QUE HÁ COM ESSE CARA? ELE QUE É O IDIOTA AQUI.

-Não vejo graça.

-Que pena, pois você é uma graçinha. Ele diz rindo e sai do carro. Graçinha? Só o que me faltava.

-Você não vai sair do carro? Ele aparece na minha janela.

-Não, porque eu sairia?

-Porque o carro pode explodir.

Eu abro a porta e saio e em um pulo já estou ao seu lado. Ele cai na gargalhada.

-Calma eu só estava brincando! Eu dou um soco em seu ombro. Tão forte que poderia matar uma mosca.

Já se passaram 1 hora e meia e nem o resgate nem ninguém apareceu. Ah não ser os carros que passam e nos ignoram.

-Venha vamos para o carro. Ele diz me puxando.

-O que? Por quê?

-Você não vai passar a noite aí no frio, vai?

Sentamos no banco traseiro, onde parecia ser mais confortável e mais quente. Não gostei da ideia. Estávamos muito perto um do outro. E sozinhos. Lembro-me de meu pai me ensinado alguns golpes e acabo soltando uma risada.

Ele me olha divertido e pergunta:

-Algo engraçado que você queira compartilhar?

-Nada demais. Sorrio para ele. Ele confirma com a cabeça e sorri. Ah que sorriso é esse. Ah meu deus.

-Então, você namora?

-Você acha mesmo que se eu tivesse namorado eu estaria viajando com o filho do chefe do meu pai nas férias? Eu sorrio.

-Não sei. É só que você é muito bonita pra estar sozinha.

-Ah, por favor. Não me venha com essa.

-Com essa? Ele deixa a cabeça cair para um lado.

-Sim, com essas cantadas bobas.

Ele se vira para mim com um sorriso torto estampado no rosto.

-E você prefere ação? Ele me lança um olhar pervertido. Puta merda. Eu entendi o que ele quis dizer com “ação” e não, não mesmo. Não aqui no meio do nada, dentro de um carro com o filho do chefe do meu pai.

-Na verdade, estou bem com as cantadas. Sorrio, falsamente.

-Tudo bem. Ele ri, e se vira para frente. Ufa.

-E você tem namora? As palavras escapam da minha boca.

- Você acha mesmo que se eu tivesse namorada eu estaria viajando com a filha do segurança do meu pai nas férias? Ele ri. Ah meu deus, ele se lembra das minhas palavras de minutos atrás, e ele parece tão sexy repetindo aquilo. Posso sentir o sorriso bobo que deve estar estampado na minha cara.

– Eu tinha há alguns meses atrás. Sua expressão muda.

- E o que aconteceu? Pergunto.

-Coisas ruins. Ele sorri, mas sei que não é só isso. Afirmo com a cabeça e olho para meus dedos fixadamente, e então caio no sono.

Acordo em um pulo e não vejo Liam em lugar algum. Onde ele está?

Notas finais
E então? O que acharam? Gostaram? Comentem aí o que vocês acharam!

Obs: Estarei sempre aberta para criticas, sejam elas boas ou ruins. E se quiserem podem me enviar sugestões para os próximos capítulos!

Bjubs ♥