Amor ou ódio?

17 Capítulo 17 - Reunião


Se ouvia um barulho longo e grosso, do segundo andar da casa de Mônica. Eram notas agudas, e desafinadas. A quem o diga, pois Dona Luíza não aguentava o barulho, e teve de ir buscar tampões para os ouvidos.

No quarto de Mônica, Magali se observava no espelho, com as pontas cheias de corações (forma de amor) de papel, verdes. Ela se estava produzindo, pondo maquilhagem, e se lembrou:

Flashback

- Nada de exageros – disse Dona Luíza, na TMJ5.

Fim de Flashback

Ela esperava Mônica, que estava à um quarto de hora a experimentar roupas que tinha no seu armário, mas não conseguia escolher. E a dentuça é que provocava o terror, cantando “tralálálálálá...”. Magali também tinha uns tampões nos ouvidos, dizendo baixinho para Mônica:

- Cante mais baixo! – disse a comilona, que não aguentava o canto da sua melhor amiga.

- Canto mal, é? – perguntou a rapariga que sempre se vestia de vermelho.

- Não é isso, você canta bem, mas desafina imenso cantando isso!

Mônica acenou com a cabeça para Magali um “sim”, e parou de cantar. Pesquisando no guarda-roupa, conseguiu encontrar uma roupa bem legal.

- Bingo, Magá! Encontrei a roupa perfeita para sairmos!

Em casa de Carmem...

- Ai, que aquelas garotas não aparecem! – disse Cascuda, batendo o pé, acompanhada de Carmem, Denise e Aninha.

- Devem estar a aparecer, descanse, fófis. – Denise acalmou a namorada de Cascão.

- E eu tenho encontro com o Titi às 20:00h! – disse Aninha, para não ficar calada.

- Você disse isso para não ficar calada, né? São só 14:00, fofa. – disse Carmem.

Começou-se a ouvir um “brá brá brá brá brá” de garotas, o que é normal, estressadas, discutindo sobre tudo do shopping.

- O que se passa aí, chicas? – disse Mônica, que tinha entrado com Magali, porque Carmem se tinha esquecido de fechar a porta de casa.

- Divas! Quantas vezes eu já lhe disse? – Carmem repreendeu Mônica.

- Tá, tá, não me interessa – respondeu Mônica, com pouco interesse na fala de Carmem.

Magali, já farta daquilo, interrompeu-as e disse:

- E então, divas – disse Magali, olhando para Carmem – vamos para o West Lemon?

Todas fizeram uma cara de espanto. Não se lembravam. Carmem e as garotas abriram a porta de casa, e correram para o shopping (era a 500 metros dali!).

Elas chegaram, finalmente ao shopping. Cansadas, se sentaram num banco do shopping.

- Ai... nunca... pensei... dizer... isto... mas... a... diva... Carmem... está... cansada... pela... primeira... vez! – dizia Carmem, ofegante.

As garotas soltaram um grande riso. 5 minutos depois, foram para uma loja de jóias. Era tudo brilhante lá dentro.

Enquanto olhavam para as jóias e anéis que haviam lá, Magali lamentava não poder comprar nenhuma.

- Buáaaaaa! Não tenho dinheiro para comprar jóia... nem anel!

- Nem eu! – disse Mônica, seguida de Aninha, Cascuda e Carmem.

- Você, Carmem? – perguntou Magali a Carmem, estupefacta.

- Sim, meu pai descobriu as compras loucas que eu ando fazendo e me retirou o cartão de crédito por 2 meses! Chorei baldes! – respondeu a menina pouco humilde.

A empregada da loja, decidiu dizer:

- Garotas, não se preocupem, eu dou 50% de desconto!

- Mas mesmo assim! – disseram todas as garotas, excepto Denise.

Denise, com pena delas, viu que o seu cartão de crédito estava no seu bolso, e perguntou a cada uma delas qual era a jóia que cada uma queria e qual o preço. Ela pegou todas as jóias, mais 1 que Denise tinha escolhido, e pôs no balcão:

- Tá aí o que queremos comprar. O 50% de desconto permanece, querida?

- Claro – disse a empregada da loja, com um sorriso.

Já saindo da loja, cada uma delas segurava um saco rosa que, com brilho nas letras, diziaJóias para Jóias. Todas as meninas abraçaram Denise fortemente, e disseram:

- Você é um anjo, Denise!

A menina das fofocas corou. Mas Magali fez uma observação, deixando Denise atrapalhada:

- Ué! Mas da última vez você só comprou um perfume, e foi à Cascuda! — disse a menina que sempre se vestia de amarelo.

- Meu bem, da última vez foi porque vocês não estavam a precisar, hê hê! Bem,vamos a outras lojas e comprar mais quarenta coisas (ou mais, hê hê hê hê!) – respondeu Denise.

- Isso se chama esbanjar dinheiro, querida Denise, se você não sabe! – disse Mônica, que já usava o anel que tinha escolhido na loja.

- Mas no meu caso não é isso. Muito pelo contrário. – disse a fofoqueira dos tempos velhos (e novos, hsuahausauhua!) – Oiçam a minha frase predileta: “Em Roma, sê se Romano!”.

Magali ficou de boca aberta.

- Como assim?

- Então, é claro, eu, Denise, sei que nos shoppings, as pessoas saem todas das lojas com mais do que 3 sacos cheiinhos de compras! E porque nós não podemos ser iguais a elas? Eu, adoro itens fashion! Vamos daí, à loja de CDs, DVDs, celulares, computadores e mais!

Elas foram correndo para essa loja, seguindo o conselho de Denise. Entraram na loja, e foram à secção dos CDs.

- Já ouviram a nova do Justin Bieber? Ai, ele é pequenino, mas é um garoto bem legal... super-fofo! – disse Aninha.

- De acordo! Olha aí o CD de Glee! Olha olha! – disse Cascuda, fazendo as garotas delirar completamente, pois elas amavam Glee. Elas gostariam de ter um amigo gay, como Kurt. (Quem não sabe, pesquise na net e veja Glee.)

Bem, todas pegaram o CD. A sua escolha de CD já estava feita, e decidiram não comprar nenhum DVD, pois era mais gostoso ir ver ao cinema, e não havia DVD de jeito.

- Então, meninas, vamos aos... celulares! – disse Denise, fazendo as garotas dizerem “EBA!!”.

Elas chegaram à secção dos celulares, e Mônica ficou vendo estrelas (no bom sentido, descansem), ela encontrou o Nokia 9400, que grande novidade não era, mas ela adorava o telemóvel.

- Olha ali o 9400, rosinha! Ultra fofinho! – disse ela, cheia de inveja por algumas garotas já o terem, e ela não, ela continuava com seu celular velho, fora de moda. Garotas não gostam nada de celulares velhos.

- Muito bonitinho, eu vou adquirí-lo – disse Magali.

- Quem me dera eu poder, mas só tenho 20 reais de sobra – lamentava-se Mônica, triste.

- Mônica... é só pedir! Já lhe disse! Teimosa – disse Denise, pegando o celular da mão de Mônica, cuja o estava experimentando. Ela colocou-o sobre a mesa e disse à moça que estava no balcão:

- Põe aí no saco, tem aqui crédito. Custa...

- 80 reais. – disse a moça do balcão, fazendo Denise quase desmaiar. Mas ela conseguiu pagar o celular, fazendo Mônica ficar contente.

Mônica abraçou Denise. Denise ficou corada, mais uma vez, por ter ajudado uma amiga. E uma amiga que já tinha gritado com ela umas vezes. Mas ela perdoa, porque ela não tem uma pedra no lugar de coração.

Mônica e as garotas foram para o McDonald’s, para comer o lanche e falar sobre os garotos.

- Vê aí 6 Ice Tea’s e 6 hambúrgeres com pouca gordura. – disse Magali ao balcão.

A empregada foi entregar o pedido à mesa das garotas. Denise começou a dizer:

- Está aberta a 100º Reunião de Garotas sobre Garotos! Primeira a falar: euzinha! Bem, eu estou apaixonada por alguém...

- Diz, diz, Denise! – diziam as garotas, batendo na mesa para aumentar o mistério.

- Xaveco – as garotas soltaram um “iuhuuuuu”, todas em coro, e Denise disse:

- É, eu amo ele, mas ele é burro. Não percebe nada. Magali, fale.

- Bem, o Quinzinho brigou comigo, não sei porquê, será pelo facto de eu ser comilona? Mas ainda gosto do Professor Rubens...

- Acha, Magá? – disse Mônica – eu acho é que ele gosta de outra. Mas você ainda gosta do Quin.

Era a vez de Mônica falar:

- Bem, você sabe, o Cebola me tem estado a envergonhar. Não sei o que ele irá fazer na próxima vez, mas se calhar, provavelmente faz um concerto, sei lá, só com músicas que eu gosto. Ah, espera, mas ele nem sabe que músicas é que eu gosto, LOLinho!

As garotas riram. Aninha sabia que era a vez dela de falar:

- Eu vou bem com o Titi. Ele já não é tão ciumento, e já tem tempo pra mim! E para algumas baladas, huahauasuhuashuahuasua! E eu o amo!

Chegou a vez de Cascuda falar:

- Bem, eu estou normal com o Cascão. O amo muito! Estamos muito bem juntinhos!

E finalmente, Carmem:

- Não estou apaixonada por ninguém. Gosto de me divertir nas boates, mas nada mais.

- Ué! Você nunca... fez... – disse Mônica — ... aquilo?

- Nunquinha! Ainda não encontrei a pessoa certa! Está a ver?

De repente, Magali e as garotas viram um palhaço vindo com um cenário de bowling para criançinhas de 7 até aos 10 anos. Magali adorava aquelas coisas. Desde os 7 anos que ela ia ao McDonald’s para fazer aquilo.

- Meninas... vou ali, volto já!

- Não me diga que você vai jogar bowling de criançinha! – disse Denise, surpresa.

Magali não a ouviu, e foi logo para o cenário. Havia uma fila de 10 crianças, mas Magali se pôs à frente. O palhaço não se importava. Mas havia uma criança ainda, à frente. Ela não a podia ultrapassar porque essa criança era o filho dos donos daquele McDonald’s.

Ele fazia tempo por fazer. Ele estava na fila parado, sem fazer nada, para irritar as restantes crianças. Até que Magali, empurrou o garoto, e quando o palhaço se preparava para dar a bola de bowling pequenina ao garoto, ele deu a bola à comilona.

Magali inseria os dedos finos nos buracos da bola. Ela pensava:

- Ainda bem que eu tenho dedos finos, se não, estava a amuar! Que criancinha que eu sou. Bate uma nostalgia...

No momento em que Magali mandou a bola, ela viu aquilo em câmara lenta. Ela tremia os dentes, mas...

- Eeeh, você conseguiu acertar nos 5 pinos. Coisa que nenum garoto inútil conseguiu fazer. – disse o palhaço, que não se animava por nada. Tinha uma vida aborrecida.

- YEEEEEEEEEEEYYYYYYY!!!!! – disse Magali, dando um beijo na boca (quase como beijo técnico) ao palhaço.

Magali saiu dali, e foi para onde as meninas estavam sentadas.

- Magali, como foi beijar um palhaço com 30 anos? Atrevida, heim? – disse Carmem.

- Foi estranho. Ele já não beija há anos! Arrepio-me toda.

- Ainda bem que o Quin não está aqui! Se não, ele estava morrendo de ciúmes! Já tinha matado aquele palhaço. Credo... – disse a dentuça.

As garotas riram todas. Se despediram, porque era hora de se irem embora.

- Bem, vou para casa! – disse Mônica, abraçando as garotas, e depois, indo para casa a pé.

Ela chegou a casa. Dona Luíza, que estava lendo um livro (por sinal, Romeu e Julieta, não sabemos, mas ela gostava daquele gênero de livros, antigos), perguntou a Mônica:

- Então, foi bom, o shopping?

- Foi, mãe! Agora vou falar no messenger com a Magá!

- Ainda agora esteve com ela! Ai, ai, estas adolescentes...

- Hahá, ó mãe...

Notas finais
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