Amor ou ódio?
14 Capítulo 14 - Atrasada!
Magali caminhava para a porta de sua casa. Ela estava com a cabeça para baixo, triste, chorando. Pelo seu rosto, Magali não tinha cara de quem queria falar. Ela abriu a porta, e viu Dona Lili cozinhando o almoço na cozinha. Dona Lili notou a pouca vontade da filha de falar, mas insistiu:
- Filha – disse, preocupada. – Você está bem?
- Mãe... prefiro não falar sobre isso – respondeu a comilona.
- Magali, me olhe olhos nos olhos. Está tudo bem consigo? – perguntou Dona Lili, não se contendo.
Magali, disfarçadamente, acenou para a mãe, respondendo-lhe que “sim”. Ela subiu as escadas, direccionando-se para o seu quarto, com as janelas fechadas. Ela abriu as janelas, e pensou para si própria:
- Eu preciso de ar... muito ar.
Magali se despiu e vestiu uma roupa preta, comprada a 50 centavos na feira da Quinta para substituir a roupa rosa que tinha vestida. Era raro, porque Magali odiava a roupa preta. Porque essa cor na roupa transmitia morte, infelicidade ou tristeza. Esta última era a razão da qual Magali vestia a roupa que odiava.
Depois de ter isto já tudo feito, ela se jogou nas almofadas de sua cama. Já afogada na “fofidão” da colcha da sua cama, a garota que sempre se vestia de amarelo pegou seu i.love.music e começou a ouvir música triste.
Ela pensou para si própria:
- Hunf! Aquele... aquele... me tentou enganar e eu acreditei nele! Sou mesmo uma burra por ter acreditado no Quin... Joaquim!
Mas Magali estava tentando enganar-se a si própria. Era mentira.
- Ai! Quem eu quero enganar? Eu ainda estou apaixonada pelo Quin! E eu aqui, mentindo! – disse Magali. – Mas apesar de eu gostar muito dele... eu não vou deixar que ele engane mais nenhuma garota! Ou meu nome não é Magali!
Magali ia para ligar seu computador, quando ouviu alguém bater à porta:
- Filhota... posso abrir? – perguntou Dona Lili, cuja voz era inconfundível.
- Mãe... eu preferia ficar sozinha. – mas mal ela sabia o erro que queria cometer.
- Abra a porta, Magali!
Magali, assustada, pelo facto da mãe nunca ter ralhado com ela, abriu a porta.
- Magali... você está atrasada para a escola! – disse Dona Lili, com ar de mãe chata, para Magali.
Magali não acreditava. Ela nunca tinha chegado atrasada à escola. E quando ela foi ver ao seu horário escolar, que a aula das 8h30 era do Professor Rubens, ela quase desmaiou!
Ela agarrou a mochila, apressadamente. Ela desceu as escadas, mas antes, a sua mãe lhe tinha avisado. Ela acabou por cair no chão, mas depressa recuperou. Correu para a cozinha, pegou 4 Short Cake’s, e fechou a porta brutamente.
- Ai, o que eu irei fazer com minha filha? Saudades do tempo em que ela era criança... – disse a mãe da comilona (ou ex-comilona).
Dona Lili abriu a porta, mas ainda ouviu Magali.
- Mãe! Há nuggets de frango para o almoço?
- Sim filha! Agora vai, vai!
Ela comia uma bolacha, quando chegou à escola. Mas o porteiro, apressado, fechou o portão da escola, à chave, para que nenhum aluno atrasado pudesse chegar.
Magali, quase desistiu, mas logo se lembrou do Quinzinho, e com raiva, subiu as grades do portão. É claro que Magali ficou estatelada no chão, mas tentou outra vez, e olhem lá esta: ela conseguiu subir o portão.
Magali, já sem tempo, enfiou as 3 bolachas na boca que restavam. Subiu as escadas da escola, e foi direta para a sala das aulas de Rubens.
Magali abriu a porta, rapidamente, e se sentou na sua mesa à velocidade de Cascão, quando chovia.
Rubens, acabando de dar a primeira matéria nova do dia, disse a Magali:
- A minha melhor aluna a chegar 20 minutos depois, e perdeu a matéria nova, que lhe vai ser precisa para a prova surpresa que eu irei passar agora!
Magali começou a ter lágrimas nos olhos. Os outros alunos, incluindo Mônica, Cascão e Cebola disseram em coro, todos juntos um “uuuuh!”.
- Bem, agora já não é surpresa. Mas eu iria passar de qualquer maneira, por isso – disse o professor.
Quando Rubens se preparava para entregar as provas, Mônica mostrou um papel a Magali, que dizia “O que você esteve fazendo?”. Magali, respondendo, levantou os ombros.
2 dias depois...
- NOTA F???!!!! – disse Seu Carlitos, revoltado com a filha.
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