Amor ou ódio?
1 Capítulo 1 - Dia Feliz
Notas iniciais
Dia 6 de Janeiro de 2011.
O último dia de férias de escola do 12º ano. Todos odeiam esse dia. Ou adoram? É também o último dia de férias do último ano de escola. Por isso que é bom. A turma aproveitava o dia ao máximo, como se fosse o último dia da vida deles. Mas eram 18:30, e a turma precisava mesmo de se ir embora.
- Opa! Mal aí, galera, mas já é um pouco tarde – Cebola disse, boquiaberto com o visor do relógio – combinei com meu paizão ir lavar o Popó, ele me prometeu nota de vintão, por isso a gente se vê na balada depois, OK? Não se esqueçam de adiantar os despertadores...
- Desculpa aí, turma, mas tenho de ir ter com a Cascuda! Não levem a mal... – Cascão avisou os colegas.
- Tudo bem, Cê e Cascão! Nos vemos lá! Eu até já adiantei o despertador para as duas da manhã – Mônica disse, sorrindo pelo facto de não ter de fazer mais nada no dia – Magali, pode ir já para a sorveteria, eu apenas vou fazer uma muda de roupa, dar um jeitinho no cabelo e volto depressa, já já já!
Magali foi logo para a sorveteria, mas vendo as pessoas todas com picolé na mão, não resistiu e foi logo pedir três picolés de banana light.
Mônica acabara de meter a chave na fechadura da porta de entrada de sua casa. Ela rodou a chave e entrou em casa.
Seu Sousa estava em casa, sentado no sofá, lendo o Jornal do Limoeiro. Ele reparou em Mônica, que se preparava para subir as escadas, indo para seu quarto.
- Então filhota, não estava no centro comercial com seus amigos? – ele perguntou, curioso.
- Estava, sim, pai, mas os dois rapazes (Cebola e Cascão) tinham coisas para fazer. Só eu e a Magá estamos livres. Por isso, vou dar uma muda na roupa e vou ter com ela à sorveteria. – a filha de Seu Sousa respondeu.
- Tudo bem, filha. Mas e os estudos, tem a certeza que não precisa de estudar mais nada?
- Claro que não, pai, que pergunta, não se lembra de eu ter ficado 15 dias seguidos a estudar? Desde o décimo segundo dia eu já devo ter decorado um dicionário Inglês-Francês. – a dentuça revirou os olhos, farto do assunto estudar.
- Se é assim, pode ir – o pai da antigamente gorducha autorizou a filha a ir. – Só não é preciso vir com piadas um pouco sem graça.
Mônica achou piada ao pai e lhe deu um beijo na bochecha. Seu Sousa ficou contente, pois não achava melhor recompensa um beijo da filhota.
A baixinha dita por Cebola chegou entretanto ao quarto. Não demorou muito a escolher a roupa que iria levar para a sorveteria. Escolheu um simples vestido azul cerúleo, uns sapatos de salto alto pretos e saiu do quarto.
Mônica passava pelo hall de entrada e disse adeus à sua mãe e a seu pai. Os dois fizeram o mesmo.
Magali acabara de devorar um picolé de banana, esperando por Mônica. Quando Mônica chegou à sorveteria...
- Falando no Diabo... – Magali disse, entediada (aborrecida). Ela olhou para Mônica que observava de queixo caído um pau de picolé e dois picolés inteiros.
- Descansa, Magá – Mônica respondeu – eu a conheço há suficientemente tempo para saber como você é, desde criança. A gula fala mais alto!
- É, por isso que eu vou todo o mês à igreja confessar o meu único pecado: a gula... – Magali disse, pensando nas únicas coisas de mal da gula: é claro, o peso na balança ao final do dia, e estar a cometer um dos Sete Pecados Capitais.
A moça da sorveteria chegou à mesa de Mônica e Magali com um bloco e perguntou:
- Desejam alguma coisa?
- Eu desejo um picolé de morango – Mônica respondeu – já agora, a minha amiga não vai desejar nada.
- Tudo bem! Estaremos a serví-la daqui a um segundinho.
Para meter conversa, Magali disse, com razão:
- As férias acabam tão depressa, né? — disse Magali.
- Claro, é como sempre — disse Mônica — mas mesmo assim, nos teremos de esforçar muito na escola... se queremos manter a média...
- É! Preguiçinha a bater... – Magali respondeu, um pouco habituada às férias.
Mônica acabou de comer seu picolé de morango. Se despediu de Magali, desenhando nos lábios um “nos encontramos na balada”, e lhe piscando o olho. Magali fez o mesmo.
Mônica saiu da sorveteria. Magali, livre de sua amiga, pediu mais 2 picolés de banana light.
Mônica chegou a casa, e foi logo para seu quarto, dormir. Era melhor, pois acordar às duas da manhã traz muita responsabilidade, iria ter muito sono se não bebesse café ou passasse a noite dormindo.
Ela se despiu, vestiu o seu pijama com cara do seu coelho Sansão aos montes, que ela considerava uma raridade. Tinha sido baratinho, mas mesmo assim, ela gostava.
- Que fófis! Adoro meu pijama! — disse Mônica.
E se deitou na cama. Adormeceu num segundo.
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