Amor ou Golpe?
15 Capítulo Bônus I
Notas iniciais
Carlisle ainda se lembrava vagamente de como foi quando a conheceu.
Ele tinha seis anos na época e se sentia um grande rapaz, enquanto ainda era um menininho.
A bebê chorava demais e mesmo assim todos se encantavam por ela.
Ele estava triste, pois queria que ela fosse um menino.
Seria bem mais legal para ele e ficou imensamente feliz com a chegada de seus primos gêmeos.
Mas assim que a bebê foi crescendo ele começou a achar legal e brincar com ela, mas preferia brincar com seus primos Thomas e Thony.
Mesmo assim quando juntava os quatros, Carlisle e Esme sempre mais brigavam que brincavam, Carlisle a chamava de pirralha e Esme como era menor adorava provocar o menino, ela tinha dificuldade de pronunciar o nome dele e o chamava de Lisle e ele, claro, odiava.
Eles viviam se batendo e implicando um com outro.
Até que cresceram e as provocações diminuíram, eles não se tratavam por tia e sobrinho, apesar de ser isso que eram.
Até que com 18 anos ele se mudou para estudar medicina. Seu pai e avô queriam que ele assumisse os negócios da família, mas desde cedo Carlisle mostrou que queria salvar vidas, então depois de um tempo recebeu o apoio deles que só queriam ver o garoto feliz.
Ele então se mudou para Harvard, onde cursou medicina. Fazia pequenas viagens para casa, mas não durava muito, era sempre muito atarefado e estudioso. Enquanto ele estudava, Esme crescia. Ela era muito madura para sua idade tinha 12 anos quando Carlisle foi embora dali e não entendia por que sentia falta dele, mesmo que fosse ele implicando com ela e a chamando de pirralha.
Carlisle se lembrava muito bem de quando tudo mudou.
Ele tinha 22 anos e ela tinha acabado de completar seus 16.
Ele não estava morando mais nos Estados Unidos e sim, em Londres onde fazia uma especialização.
Esme e Carlisle passaram quase dois anos sem se verem.
Era a sua primeira férias depois de um longo período de tempo.
Ele estava morrendo de saudade de sua família, apesar de seus pais terem ido visitá-lo, assim como seu avô e Bella também tinham ido uma vez quando estavam fazendo uma turnê pela Europa, não era mesma coisa de estar em casa.
Sentia falta de todos e decidiu fazer uma surpresa.
Ele tinha pedido ajuda da sua tia Bella, já que sabia que era a única que conseguia manter um segredo naquela família.
Ele iria chegar tarde, então ela deixaria um smoking separado para ele.
Aquela noite era o aniversário de Esme de 16 anos.
Ele se arrumou rápido em sua casa que estava silenciosa e foi para o salão de festa que ficava em outra parte da cidade.
Alice o avistou de longe e correu para abraçar o filho carregando sua filha mais nova pela mão, Jasper chegou logo depois e também o abraçou.
Depois veio Bella, seus tios e alguns primos.
Ele sorriu ao ver seu avô dançando de frente para ele com uma mulher morena.
A mulher era linda de costas, ela estava com seu cabelo preso estilo coque, uma parte de suas costas estava nua, mas nada exagerado.
O vestido que ela usava era maravilhoso, descendo e abraçando a curva de seu corpo, marcando inclusive a bunda avantajada.
Carlisle engoliu em seco vendo a bela mulher e ele sentiu um desejo percorrer seu corpo. Com a residência, era raro ele arrumar um tempo para namorar, afinal ele tinha que estudar e passava mais tempo no hospital que tudo. Tinha apenas alguns encontros casuais que terminavam em um sexo de uma noite e só.
Mas aquela mulher, mesmo sem olhar para o rosto dela, Carlisle sentiu algo estranho em seu peito.
— Tia por que está deixando o vovô dançar com aquela mulher? — ele disse querendo que eles se virassem e ele pudesse ver o rosto dela.
— Carlisle — Bella riu o beliscando no braço. — Passou tanto tempo longe que nem reconhece mais sua pirralha?
— O que? — ele gritou olhando para ela assustado.
— Carl o que faz aqui? Não sabia que você estava vindo — Edward falou chegando e abraçando forte o neto alheio ao choque que ele estava.
— Bella, me ajudou queria fazer uma surpresa — ele disse e então encarou a bela dama que estava de braços dados com seu avô.
Ele não conseguia acreditar.
Aquela era Esme.
Esme.
Linda e parecendo uma mulher.
Mas que tinha 16 anos e era sua tia.
Ele não pode não notar como ela estava bem diferente do que ele se lembrava.
Quando ela tinha adquirido aqueles seios maravilhosos? E aquela cara de adulta?
Ela estava um mulherão e ele se sentiu um pervertido por ter a desejado.
— Oi Lisle — ela disse sorrindo.
Lisle, só ela o chamava assim, ele já até tinha se acostumado, mas nunca iria confessar aquilo a ela.
— Esme? — Carlisle disse e foi surpreendido pelos braços dela a envolvendo.
— Senti sua falta.
— Eu também pirralha — ele falou engolindo em seco ao sentir o cheiro dela, era tão cheirosa. — Feliz Aniversário.
— Venha dançar comigo — ela pediu já o puxando pela mão.
Aquela foi uma péssima ideia, mas com aquele pedido Carlisle soube que nunca conseguiria dizer não a ela.
Eles caminharam de mãos dadas para o meio da pista de dança, várias amigas de Esme olhavam com inveja o casal.
Afinal Carlisle era um homem lindo, sonho de qualquer adolescente naquela idade. Alto, com belos olhos azuis e cabelo loiro. Eles dançando pareciam um principe e uma princesa.
Carlisle tentou manter uma distância segura dela, mas seus olhos ficaram perdido ao encarar os dela.
— Você voltou para valer? — Esme perguntou.
— Eu...Não, vou voltar em um mês — explicou.
Esme fez uma expressão triste.
— Você faz falta aqui — ela falou.
Carlisle não sabia o que dizer ou agir.
Os lábios dela pareciam se mover de um jeito tão sensual.
Esme tinha definitivamente se tornado uma mulher linda.
Carlisle ficou em silêncio, mas sua mente estava um turbilhão de pensamentos e emoções.
Quando ela mordiscou seu lábio, ele teve que usar todo seu autocontrole para não a beijar ali mesmo. Então olhou ao redor, sem encarar ela novamente.
Quando a música acabou Carlisle se inclinou e deu um beijo em sua bochecha.
— Parabéns, tia — ele falou sentindo uma coisa estranha e saiu dali.
Tia.
Eles nunca tinham se tratado assim, só uma ou outra vez que Carlisle a chamava assim, mas apenas para provocá-la.
Mas ele tinha que se lembrar.
Esme era uma garota de 16 anos e era sua tia.
Seja lá o que tivesse sentindo aquilo teria que passar.
Ele caminhou para o bar da festa precisava de uma bebida forte.
...
Aquelas férias foram um tormento.
Carlisle desejou Esme a cada instante que a via.
Ela era linda.
E ele se sentiu horrível.
Ela era jovem ainda, mesmo que não parecesse e deveria ser sua tia.
Mas ele nunca sentiu que ela era tia dele.
Eles conversavam muito, Esme estava pensando em seguir carreira de medicina, mas estava indecisa.
Em um dia estavam na piscina e ele teve que correr quando Esme entrou na água com um lindo biquíni. Ele teve que tomar um banho para resolver o problema que surgiu entre suas pernas.
E se sentiu cada vez pior. Ele se sentia pervertido, mas aqueles sentimentos eram maiores que ele. Ele não conseguia impedir.
Naquele dia ele saiu e foi se encontrar um uma antiga namorada, mas percebeu que foi uma péssima ideia quando a beijou.
Ele só conseguia pensar em Esme.
Ele não aguentava mais aquilo.
No outro dia, ele surpreendeu a todos quando surgiu de malas prontas dizendo que teria que voltar mais cedo.
Ele ainda se lembrava de como foi se despedir dela.
— Por que você está indo embora, mais cedo? — Esme perguntou quando percebeu que todos estavam alheios a eles.
— Não posso ficar, Esme... me entenda.
— Não consigo entender, Carlisle eu... eu queria te falar uma coisa e...
— Você está pronto filho? — Jasper perguntou, ele o levaria até o aeroporto.
— Sim — Carlisle assentiu para o pai.
— Adeus Esme — falou dando um abraço rápido nela, a segurou com força por um momento, depois se obrigou a soltá-la. Ele sabia que aquilo era o máximo que sempre teria dela.
Esme assentiu muda o vendo partir.
...
Aqueles anos foram os tempos mais difíceis para Carlisle.
Ele se formou definitivamente como médico e todos esperavam que ele voltasse.
Mas ele não podia.
Não sabia o que faria se ficasse perto de Esme.
Ele tinha percebido que a amava e não podia ir para casa.
Sabia que tinha que se manter o máximo possivel longe dela.
Mesmo que isso significasse passar horas olhando seu Instagram, vendo suas fotos, morrendo de inveja quando ela postava foto com algum menino ou via eles chamando-a de linda e maravilhosa.
Pouco antes de se formar seu vô disse que ela tinha arrumado um namorado, chamado Tyler. Carlisle ficou possesso e bebeu todas, aquela noite, ele se lembrava de uma coisa ou outra que tinha feito. Quando acordou viu que ele tinha mandando alguma mensagem para Esme no whatsapp, mas ficou agradecido quando viu que tinha apagado a tempo. Só Deus passa saber o que ele tinha dito ali, pois não se lembrava de nada.
Esme nem disse nada também.
Depois ele tomou uma decisão.
Ele se inscreveu no programa Médicos Sem Fronteiras. Foi para África e passou mais de um ano lá.
Longe de seus pais, irmãos, de sua família e da mulher que ele amava e sabia que nunca teria.
Era melhor assim.
Ele poderia talvez nunca ser feliz, mas faria algo bom no mundo ajudando os outros.
Quase três anos depois e o sentimento não tinha mudado.
Todo dia ele pensava nela e curiava sua vida nas redes sociais. Ela estava ainda mais linda, agora com mais de 18 anos.
Era uma mulher e ele a amava tanto.
Sabia que nunca poderiam ficar juntos.
Sentia uma saudade imensa dela e sua família então finalmente decidiu voltar para vê-la outra vez. Tinha que dar um basta nesse sentimento logo.
Talvez se a visse feliz com outro homem, aquilo pararia.
Esme já tinha quase 19 anos e estava se formando, ela tinha decidido fazer arquitetura, mas fazia muito trabalho voluntário em ONGs e entidades sem fins lucrativos.
Dessa vez ele avisou para sua família que estava voltando e esperava uma grande recepção no aeroporto, mas não encontrou nada disso.
Ele parou quando encontrou só Esme esperando por ele.
Ela estava linda com seus cabelos soltos, usava um short jeans mostrando suas pernas torneadas e uma blusinha folgada.
Carlisle sentiu seu corpo todo tremer. Ele parecia um maldito adolescente.
Seu coração bateu forte e tudo que ele queria era abraçá-la e beijá-la ao menos uma vez, mas não podia fazer nada disso.
Respirando fundo ele caminhou até ela que andou até ele sorrindo.
— Carlisle — ela disse sorrindo parando na frente dele.
— Oi Esme — ele falou e para sua surpresa ela o abraçou forte.
Naquele momento, ele não pensou em mais nada e envolveu com força seus braços no corpo dela a puxando para ele, enterrou seus cabelos no pescoço dela sentindo seu cheiro maravilhoso.
Ele quis chorar.
O abraço foi longo e demorado, nenhum parecia querer soltar o outro e por um momento passou pela sua cabeça que Esme poderia sentir tudo que ele sentia, mas afastou aquele pensamento rapidamente.
— Nunca mais faça isso comigo — ela disse se separando dele e dando um soco fraco em seu peito.
— O que? — ele perguntou confuso.
— Nunca mais passe tanto tempo longe de mim — ela falou o abraçando de novo.
— Desculpa — ele disse e deu um beijo em seu cabelo. — Cadê todo mundo? — perguntou.
— Estão em casa, vamos — Esme falou o soltando com um suspiro.
O caminho foi tranquilo, Carlisle contava sobre as experiências que teve como médico lá, Esme dirigia tranquilamente em um carro conversível que tinha ganhado de seu pai no seu aniversário de 18 anos.
Assim que Carlisle passou pela porta ele ficou surpreso, estavam todos lá segurando faixas de bem-vindo com seu nome.
Ele correu e abraçou seus pais, irmãos, seu vô, todos.
Sentia muita falta deles e conteu sua emoção.
Amava sua família demais.
Os dias foram mais tranquilos que imaginava, a hora do jantar era a mais divertida, seus primos menores aprontavam que só, a mesa tinha sido trocada por uma maior de 20 lugares para caber a todos.
Toda vez que seu olhar encontrava o de Esme ela sorria e ele sentia uma sensação estranha.
Pouco mais de duas semanas depois, ele achou um emprego no hospital do outro lado da cidade, como era distante ele disse que achou melhor morar um apartamento, mas era uma desculpa para ficar longe de Esme.
Estava cada vez mais difícil resistir a ela, que parecia não perceber nada do que ele sentia.
Em uma noite, ele não conseguia dormir e desceu para a cozinha. Quase deu meia volta quando a viu ali sentada comendo algo em um pote.
Mas respirou fundo e decidiu enfrentar a menina. Não podia ficar fugindo para sempre.
— Então é você que está comendo todo o sorvete, pirralha? — ele disse brincalhão e ela se assustou. Percebeu que ela vestia só uma blusa grande e folgada.
— Lisle! — ela arfou. — Pega no flagra — falou rindo. — Quer? — Disse oferecendo um pouco que tinha na colher.
Carlisle se aproximou e deixou que ela colocasse a colher em sua boca.
— Uma delícia — ele disse engolindo, mas se referia a ela.
— Por que você vai se mudar? — ela perguntou.
— Para ficar mais perto do trabalho e...
— Corta essa, Carlisle — Esme falou rolando seus olhos. — Eu sei que você foge de mim — disse.
Ele ficou nervoso.
— Não sei o que quer dizer com isso.
— Quando vai parar de fugir de mim? — ela perguntou se virando para ele.
— Esme — ele disse sem saber o que falar. — Como está seu namorado? Eu ainda não o conheci — ele disse involuntariamente, tentando esconder seus ciúmes.
— Eu não tenho um namorado — ela disse.
— Mas o vovô disse que...
— Meu pai é exagerado, eu saí com Tyler algumas vezes, mas não foi nada demais, foi na época que você foi para África, foi por isso que foi, não é? — ela perguntou.
— Sim — ele admitiu fechando seus olhos por um momento. Não tinha mais por que mentir.
— Eu sei você já me disse — ela falou e sorriu comendo mais um pouco de soverte tranquilamente.
Carlisle tentou não pensar na colher em sua boca.
— O que? Como assim?
— Você me mandou uma mensagem de voz aquela noite, se lembra? — ela falou.
— Merda, eu fiquei bebaço aquela noite, mas eu lembro que apaguei.
— Eu sei, mas eu escutei antes de você apagar — ela falou.
— O QUE? — ele quase gritou.
— Shii — ela colocou seu dedo na boca dele. — Não quer que alguém acorde quer?
— Esme, você escutou?
— Sim, não sabe o quanto estava esperando que voltasse para eu dizer tudo o que sentia, então tia Alice disse que não ia voltar, que ia para África. Eu fiquei puta de raiva, mas agora você está aqui...
— Esme eu...eu me desculpa.
— Eu te amo, Carlisle Cullen — ela falou e sorriu. — Eu me apaixonei por você quando te vi ali de smoking parecendo um principe na minha festa. Eu sei que sou jovem, eu tentei até ficar com outro menino, mas eu só pensava em você. E depois desses quase três anos, esse amor só aumentou e eu tenho medo... porque era para eu ser sua quase tia, mas eu nunca te vi assim e...
— Esme — Carlisle a calou abraçando-a com força.
Eles se afastaram inclinando seus rostos, mas ouviram passos se aproximando.
Rapidamente se afastaram.
Esme enfiou sua colher na boca e Carlisle pegou outra fingindo comer.
— Ah então é vocês que estão comendo o sorvete escondidos hein — Edward falou entrando na cozinha, olhando de um para o outro com cuidado.
— Culpados — Carlisle disse tentando agir naturalmente.
— Eu já comi demais... vou subir — Esme falou e deu um beijo em seu pai antes de subir com uma última olhada para Carlisle que forçou um sorriso para o vô comendo mais sorvete.
Edward respirou fundo encarando o neto.
...
Alguns dias depois Carlisle se mudou, prometendo que voltaria sempre que estivesse de folga.
Mas a primeira folga que teve ele dormiu o dia inteiro e acordou mais de 8horas da noite, tinha pegado dois plantões seguidos e estava cansado. Acordou revigorado e morrendo de saudade de Esme.
Queria mandar uma mensagem para ela, mas ela não tinha mandado nada. Ele não sabia o que fazer.
Talvez aquela noite na cozinha tinha sido apenas um delírio seu?
Ele comeu algo e pegou seu celular. Rapidamente abriu o Instagram de Esme sorrindo ao ver sua foto, viu que ela tinha postado um status e escrito a frase: noite de pijama com a amiga que eu gosto, ela postou com uma imagem dela e outra menina.
Ele suspirou.
Ouviu seu interfone tocar.
Quem poderia ser? Com certeza algum idiota bêbado apertou errado.
— Alô? — ele disse pegando o telefone.
— Será que pode abrir para mim? — ouviu uma voz conhecida dizer.
— Esme?
— Sim — ela respondeu.
Ele rapidamente colocou o código abrindo o portão.
Ele foi para a porta e pareceu demorar uma eternidade até o elevador chegar no seu andar.
Esme saiu de dentro dele linda, vestida com uma calça jeans, blusa e jaqueta.
— O que faz aqui? — Ele perguntou e ela respondeu o puxando pela nuca e colando seus lábios em um beijo.
Foi muito melhor do que qualquer sonho que Carlisle já tivesse pensado.
Foi um beijo cheio do amor que guardavam um pelo outro.
Suas línguas se encontraram e se acariciaram com força, suas bocas pareciam se encaixar perfeitamente.
— Esme — ele quebrou o beijo ofegante, os lábios dela beijando repetidas vezes seu rosto e pescoço.
— Por favor, nessa noite vamos apenas esquecer de tudo e ser só eu e você — ela pediu o olhando.
— Você tem certeza?
— Eu te amo Carlisle, essa é a única certeza que eu tenho.
Carlisle então a pegou no colo, fazendo-a envolver suas pernas ao redor dele e se virou fechando a porta e a carregando para o quarto.
Ele a colocou deitada na cama, deitando por cima dela e a beijando lentamente.
As mãos dela passeavam por suas costas e puxaram sua blusa.
Ele ergueu seus braços deixando-a tirar e sentiu seu corpo quente com as mãos dela percorrendo seu torso.
— Esme — ele gemeu ofegante mordiscando o lábio dela.
— Eu quis tanto fazer isso, você é tão lindo — ela disse o beijando e virando com ele na cama, querendo ficar por cima dele.
A posição fez ela sentir sua ereção marcada na calça de moletom. Ela o olhou e subiu seu corpo puxando sua blusa pelos braços.
No mesmo instante ela retirou seu sutiã.
Carlisle a observou seminua na sua frente, Esme era mais linda que ele imaginava.
Seus seios eram cheios na mediada certa, seus biquinhos eram pequenos e delicados.
Ele a puxou acariciando suas costas nuas, beijou sua boca delicadamente sentido seus seios roçando em seu peito.
Ele desceu sua mão e apertou a bunda dela em sua ereção.
Terminaram de se despir e ficaram nus, Carlisle voltou a se deitar por cima dela, sua boca tomando se revezando entre seus seios enquanto sua mão mergulhava entre as pernas dela.
— Você está tão molhada — ele disse movimentando dois dedos dentro dela.
— Ahh, isso é tão bom — ela disse gemendo, sua expressão de puro prazer. — Me faça sua.
E Carlisle fez. Entrou nela lentamente sentindo sua virgindade se romper.
Esme gemeu de dor, enfiando suas unhas nas costas dele.
— Está doendo? — ele perguntou.
— Espera — ela disse fechando seus olhos lentamente.
Ele a beijou delicadamente querendo distrai-la da dor.
Depois de um momento, ele saiu de dentro dela voltando a entrar com cuidado.
Seus movimentos foram suaves, mas fundos. Eles se entregaram a todo prazer que sentiam, gemendo juntos.
Carlisle entrelaçou sua mão na dela, quando ambos chegaram juntos ao ápice do prazer.
— Eu te amo, pirralha — ele disse beijando sua boca suavemente.
— Eu também te amo, Lisle — ela respondeu o abraçando.
Eles não tinham a mínima ideia de como seria o futuro deles, mas sabiam que se amavam e enfrentariam tudo juntos.
...
Dizer que Carlisle e Esme estavam nervosos era desnecessário.
Já tinha mais de um mês que eles estavam namorando escondidos e tinha chegado a hora de contarem a verdade.
Sabiam que quanto mais tempo escondessem pior seria.
Então tinham decidido contar aquela noite.
Carlisle tinha trabalhado quase a semana toda e então estava 3 dias de folga, ele passaria aquele final de semana em casa.
A pessoa que ele mais tinha medo da reação era seu avô, o pai de Esme, seu futuro sogro.
Mas eles estavam prontos para enfrentá-lo juntos.
— Eu quero falar uma coisa — Carlisle disse de repente chamando a atenção de todos. Engoliu em seco quando todos olharam para ele.
Esme respirou fundo sabendo que tinha chegado a hora.
Ela caminhou para perto dele lentamente.
— O que foi filho? Não me diga que vai se mudar de novo ou...
— Não, não é nada disso — ele disse respirando fundo e se levantou do sofá.
Esme então pegou em sua mão e eles entrelaçaram seus dedos.
Ele podia ver que sua mãe e Bella arfaram surpresas.
— Eu e Esme, estamos namorando — ele falou.
— Como é que é? — Edward disse ficando em pé e encarando o neto.
— Vô eu...
— Você está namorando, minha filha? — Edward disse parecendo bravo. — Sua tia?
— Papai...
— Eu não estou falando com você — Edward cortou a filha. — Me diga moleque.
— Edward... — Bella colocou a mão no ombro dele para fazê-lo se calar.
— Aconteceu vô... eu... eu não planejei nada disso, mas... eu me apaixonei por Esme no aniversário dela de dezesseis anos, quando eu cheguei eu jurava que o senhor estava dançando com outra mulher, eu a achei linda, não achei que fosse Esme e quando eu vi que era ela... eu senti tudo mudar naquele segundo. Eu fui embora mais cedo porque estava muito confuso, não sabia o que fazer, então quando o senhor disse que ela estava namorando, eu sabia que não podia voltar para casa, eu não podia ficar com a mulher que amava por isso fui para África, mas nem por um segundo eu deixei de pensar nela.
— Eu o amo — Esme disse encarando seus pais e irmãos. — Eu sei que pode parecer errado, mas nós nunca nos tratamos como tia e sobrinho. Eu não o vejo assim e sei que ele também não. Eu quero ficar com Carlisle e nós gostaríamos de ter o apoio de vocês nossa família, mas se não tivermos isso não vai nos impedir de estarmos juntos — ela declarou.
Edward parou respirando fundo, depois olhou para seu filho e sua nora.
— O que acham disso?
— Eu não sei o que dizer — Jasper falou. — Preciso de uma bebida — falou se encaminhando para o bar.
— Eu acho que sempre tive uma sensação estranha que isso fosse acontecer — Alice falou dando de ombros.
Edward suspirou.
— Traga um uísque para mim, Jazz — Edward disse ao filho.
Carlisle olhou para Esme que sorria, ambos sabiam que aquele era o modo da família dizer que os apoiava e não iriam colocar empecilhos no relacionamento.
— Se você machucar minha filha, eu vou esquecer que é meu neto e arrebentar sua cara — Edward o ameaçou.
— Eu ajudo — Bella concordou arqueando sua sobrancelha.
— Nunca faria isso — Carlisle disse.
— Obrigada, obrigada papai — Esme correu e o abraçou com força.
Ele suspirou beijando a cabeça da sua filha. Se ela continuasse sorrindo assim, sabia que tudo ficaria bem.
— Não o machuque também, Esme — Alice disse.
— Não vou — a garota sorria feliz.
Com certeza eles ainda passariam por muita coisa, mas ela sabia que tudo daria certo, contanto que eles sempre se apoiassem e amassem um ao outro.
Sabia que tudo ficaria bem.
— Eu te amo — Carlisle sussurrou em seu ouvido momentos depois, quando todos já conversavam sobre outros assuntos.
— Eu também — ela disse sorrindo e entrelaçando seus dedos aos dele.
Era só o que ambos precisavam.
...
— Edward... — Bella disse aquela noite enquanto se deitava na cama.
— O que foi amor? — ele disse olhando nos olhos castanhos que tanto amava.
Ela se deitou o abraçando.
— Você está realmente bem com Esme e Carlisle juntos?
Ele suspirou.
— Eu já estava esperando por isso — ele confessou.
— Como assim?
— Eu os escutei conversando na cozinha uma noite, eu fiquei chocado, mas quem sou eu para impedir o amor de acontecer? Esme já é maior de idade e sei que ela é responsável a criamos muito bem. Eu só a quero feliz, não importa seja com Carlisle ou uma mulher.
Bella sorriu dando um beijinho em seu rosto. Como depois de tanto tempo ela ainda conseguia ficar ainda mais apaixonada por ele?
— E você? Está bem com isso?
Ela sorriu.
— Claro, só quero que nossa filha seja feliz também. E Carlisle é um bom homem, nós o vimos crescer, sabemos do caráter dele, eu sei que ele vai fazê-la muito feliz — ela respondeu.
Ele sorriu.
— Só por favor, converse depois com ela, não quero eles de agarramento na minha frente — avisou.
Bella riu do marido e se deitou por cima dele, colocando suas pernas em cada lado de seu quadril.
— Como quiser, sr. Cullen — disse acariciando o peito dele, que mesmo com a idade ainda era forte e reto, afinal ele continuava com seus exercícios matinais. Com menos frequência, porém fazia e cuidava de sua alimentação também.
Ele sorriu e beijou sua esposa com entusiasmo.
Todos estavam felizes isso que importava.
"Essa coisa chamada "história de amor" requer um certo tempo para ser construída, e as que dão certo são aquelas vividas com paciência, com o espírito aberto, e geralmente com qualquer um que consiga romper nossas defesas e nos fazer feliz." Martha Medeiros
Fale com o autor