Amor ou ódio?

18 Capítulo 18 - Concerto


POV Mônica

Um garoto da minha idade distribuia folhas amolgadas, com algo escrito nelas. Ele me deu a minha folha, e também à Magali, que estava ao meu lado, a caminhar para irmos para casa. A gente, ficou surpresa quando percebeu o que estava lá escrito:

Todos da escola, apareçam às 16:30 no auditório da escola. Concerto dedicado a uma garota muito especial.

E daí, eu, furiosa, pensei:

- Ai! O que aquele moleque irá fazer agora? Meu Deus, que ele não para com aquelas coisas! Mas de onde será que aquelas ideias todas vêm?

Magali parecia uma telepata. Ela adivinhou o que eu estava a pensar:

- Ai querida melhor amiga, se eu sei o que você está pensando, aquela cabeça mirabolante dá para pensar em tudo. Se ele tem cabeça para fazer aqueles layouts (visuais) de blog ou site, seja lá o que for, ele tem ideias até para mais 998 maneiras para a tentar reconquistar... e se você não fosse teimosa, ele já a tinha reconquistado até na primeira maneira. – Magali me disse, enquanto chupava um sorvete de pau, com sabor a banana. Ai, eu queria.

- Magali, mesmo que ele tente fazer mais 998 maneiras ou até 1001, eu não irei ceder! Posso ainda gostar dele, mas não voltarei para alguém que se importou mais com o layout do seu site. Ele que aprenda. – Magali insistia, mas eu não queria mesmo.

Eram 16:25. Eu, estava nervosa, e tive de ir desesperadamente para o banheiro das meninas na escola. Eu corria nervosamente, ansiosa para saber o que Cebola iria fazer. Magali ia correndo atrás de mim.

- Amiga... está parecendo que você gosta de ver o Cebola caidinho nos seus pés... coitadinho. – Magali continuava a falar de Cebola, coisa que não me agradava muito.

- Ele não é coitadinho, nada – eu respondi, nada contente com a frase que Magali tinha dito. Eu mostrei uma cara pouco sorridente.

- Mô, não fique chateada comigo. Eu apenas queria saber. E acho que você não fica zangada com isso, pois não, amiguinha do coração?

- Ai, já me está deixando sem graça... hahahahahahaha!

Fim de PÔV Mônica

Cebola preparava o cenário para o concerto, juntamente com Cascão.

- Bem, é só juntar aqui mais uma luz e está feito! E olhe, o preço da luz sai do seu bolso, não do meu – disse Cascão, livrando-se de ajudar o seu melhor amigo.

- Quando é em dinheilo... quer dizer, dinheiro,você nunca ajuda! Mas quando é para os outros o ajudarem em dinheiro, você gosta, né! Tem mais do que 300 reais no mealheiro e não empresta, hunf! – Cebola dava um sermão ao antigo porquinho.

Fazendo uma cara feia, Cascão respondeu:

- OK, OK, maninho, eu te pago isso. Mas não se livra de pagar o que me deve!

- Mas eu não lhe devo nada...

- Vê como eu tenho tanto dinheiro, hê hê?

Cebola se ria. Olhou para o relógio e via no mostrador “16:30”. De repente, se parou de rir, quando viu os alunos todos do colégio à porta do auditório da história.

- Cê, tem a certeza que a escola o deixou? – Cascão lhe perguntou.

- Clalo que sim! Já lhe disse trezentas e sessenta e nove mil e novecentas e noventa e nove vezes! Agora pare, que já chateia!

Cascão assoprou. Ele disse aos que estavam à espera na fila:

- Podem vir! Se sentem!

Cebola viu Mônica entrar, e fez um sorriso especial para ela. Mônica olhou, mas não retribuiu.

Cebola finalmente ligou o microfone, e disse:

- Bem, no fim do concerto eu irei revelar o nome da garota a que eu estou dedicando as músicas...

- Bu hu! A gente já sabe que é a Mônica do primeiro A! Avance lá com o espetáculo, que a gente quer é ver isso! – um rapaz moreno dizia, entediado.

Cebola começou cantando:

Where is the moment we needed the most You kick up the leaves and the magic is lost They tell me your blue skies fade to grey They tell me your passion\'s gone away And I don\'t need no carryin\' on

You stand in the line just to hit a new low You\'re faking a smile with the coffee to go You tell me your life\'s been way off line You\'re falling to pieces everytime And I don\'t need no carryin\' on

Because you had a bad day You\'re taking one down You sing a sad song just to turn it around You say you don\'t know You tell me don\'t lie You work at a smile and you go for a ride You had a bad day The camera don\'t lie You\'re coming back down and you really don\'t mind You had a bad day You had a bad day

Well you need a blue sky holiday The point is they laugh at what you say And I don\'t need no carryin\' on

You had a bad day You\'re taking one down You sing a sad song just to turn it around You say you don\'t know You tell me don\'t lie You work at a smile and you go for a ride You had a bad day The camera don\'t lie You\'re coming back down and you really don\'t mind You had a bad day

(Oh.. Holiday..)

Sometimes the system goes on the blink And the whole thing turns out wrong You might not make it back and you know That you could be well oh that strong And I\'m not wrong

So where is the passion when you need it the most Oh you and I You kick up the leaves and the magic is lost

Because you had a bad day You\'re taking one down You sing a sad song just to turn it around You say you don\'t know You tell me don\'t lie You work at a smile and you go for a ride You had a bad day You\'ve seen what you like And how does it feel for one more time You had a bad day You had a bad day

I get up, and nothing gets me down. i like to jump. and then go round and round And I know, just how it feels. You\'ve got to roll with the punches to get to what\'s real Oh can\'t you see me standing here, I\'m getting ready for a soccer scene I ain\'t the worst that you\'ve seen. Oh can\'t you see what I mean ? Might as well jump. Jump ! Might as well jump. Go ahead, jump. Jump ! Go ahead, jump. Hey you ! Who said that ? Baby how you been ? You say you don\'t know, you won\'t know until you begin. Well can\'t you see me standing here, I\'m getting ready for a soccer scene I ain\'t the worst that you\'ve seen. Oh can\'t you see what I mean ? Might as well jump. Jump! Go ahead, jump. Might as well jump. Jump! Go ahead, jump. Jump!

Se ouviam muitas palmas. E algumas garotas até disseram:

- Gatão!

Podiam jurar que Mônica estava caidinha de ciúmes.

Mas Irene veio interromper, aquela vilãzinha de preço 1 real:

- UUUH!!!! CEBOLA, VOCÊ É UM PÃO! VOCÊ É UM GATÃO! DEIXA ESSA DENTUÇA ESTÚPIDA E VEM PARA MIM! VOCÊ SABE O QUE NÓS OS DOIS QUEREMOS FAZER!

Mônica foi ao pé de Irene e lhe puxou o cabelo. E todos ficaram espantados quando viram que era uma peruca.

- Sua gorducha, me deixou careca!

Mônica deu uma coelhada pela primeira vez, a uma garota jovem.

Mas ela apenas estava sonhando, infelizmente. Nota do narrador: até eu quero que ela seja destroyed, credo!

- Eu te amo, Mônica de Sousa! – Cebola disse.

Começaram a sair do auditório, mas para desgosto de Cebola, Mônica foi a primeira a sair. E ainda foi ao palco, falar com Cebola baixinho:

- Oiça lá, porque é que agora você está me tentando reconquistar? E não se declarou antes de eu me ter zangado com você?

- Eu... não tinha colagem! Mas Moniquinha, você me pode perdoar... e podemos ser felizes, sem aquela cobra da Irene a interromper! Vamos lá, Mô!

- Para você é Mônica! Não tem direito a chamar-me de: amor, amiga, melhor amiga, Mô ou Moniquinha! Isso é para... amigos meus. Inclusivé da Turma! Ah, e que medley mais brega.

- Não era medle...

E ela saiu. Cebola já pensava:

- Ai! Será que não resulta mesmo? Que livro de...